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  Elvira Vigna
Jornalista, escritora, ilustradora de obras de autores como Sylvia Orthoff, Mino Carta e Lygia Bojunga; escreve sobre arte para o site Aguarrás. É coautora de Aporias de Astérion (Lamparina, 2004), escreveu A um passo (Lamparina, 2004) e O que deu para fazer em matéria de história de amor (Companhia das Letras, 2012), entre outros. Gosta de passarinhos e já plantou algumas árvores.
 
 

 

 
Vitória Valentina

Elvira Vigna.
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Crime e tragédia na favela. Um casal rouba e mata outro casal de vizinhos, mas na fuga também morre em um acidente de trânsito. Nando e Carla Vitória Valentina, filhos dos dois casais, crescem juntos e órfãos. A amizade e a cumplicidade construídas e impostas pelas circunstâncias vividas por eles na favela são seus laços mais fortes, que vão seguir por toda a vida. Esse é o enredo inicial desta novela gráfica, que trata de excluídos sociais e econômicos.

 
 

 

 
Refabular Esopo

Donaldo Schüler.
Elvira Vigna.(Ilustr.)
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Trata-se de uma nova concepção de fábula, ousada criação do escritor e tradutor Donaldo Schüler. Animais irreverentes conduzem as mais de cem histórias, cujo narrador é um papagaio gaiato, de ética um tanto duvidosa, que leu às escondidas Além do bem e do mal, de Nietzsche. Ainda que se preserve o jogo de afinidades e dissonâncias do modelo fixado por Esopo, aqui se dessacralizam, por meio de uma espécie de carnavalização macunaímica, princípios de moralidade inerentes ao conto fabular convencional. As ilustrações de Elvira Vigna acrescentam humor e harmonia à narrativa, marcada por um tom satírico-político e por coloquialismos de várias regiões brasileiras, além da influência de James Joyce.

 
 

 

 
Pensar com Sócrates

Walter Omar Kohan.(org. e trad.)
Elvira Vigna.(ilustr.)
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Sócrates é um enigma. Platão ajudou muito para que o fosse. Sócrates não queria escrever, porém Platão o escreveu em diálogos: intensos, abertos, contraditórios, para não trair tanto o mestre. Neles, encontramos a vida de Sócrates e também sua morte. Sim, sua morte, porque de Sócrates sabemos quase mais de sua morte do que de sua vida. Ou das duas, porque Sócrates morreu para dar-se vida, para não perder a vida, para ganhar outra forma de vida, para fortalecer a vida. Nada em Sócrates é simples, de uma única forma. Sócrates era um educador singular: condenado por corromper os jovens, não se reconhecia como mestre, mas aceitava que alguns aprendessem com ele. Sem ser um mestre, provocava aprendizagens.

 
 

 

 
Pensar com Heráclito

Walter Omar Kohan.(org. e trad.)
Elvira Vigna.(ilustr.)
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Heráclito é um enigma impossível de decifrar e impossível de não querer decifrar. Ele escreveu apenas um livro, do qual conservamos mais de cem fragmentos, sendo alguns muitos curtos, só palavras soltas. Mesmo assim, a força de seu pensamento é notável. Os fragmentos abordam quase todos os temas: política, religião, ética, estética, antropologia, entre outros. O estilo é tão forte e próprio, que Hegel lhe atribuiu ser o fundador da dialética. É difícil que qualquer ser humano, filósofo ou não, não se sinta tocado pela sua potência e vitalidade. Nada em Heráclito é simples, de uma única forma. O enigma de Heráclito é também o enigma da filosofia, essa tentativa louca de compreender o que somos, onde estamos, para que vivemos. Disso tratam, com singular brilho e força enigmática, estes fragmentos, que nada afirmam ou negam, mas dão sinais de que o leitor, cada leitor, decifra na experiência da leitura.

 
 

 

 
Pensar com Foucault

Walter Omar Kohan.(org. e trad.)
Elvira Vigna.(ilustr.)
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Este livro é um convite a entrar na filosofia pelas mãos de Foucault, um dos pensadores contemporâneos mais potentes, diretamente, sem intermediários, sem mediações, frente a frente, pensamento a pensamento, vida a vida, de olhos abertos e dispostos a colocar em questão o que hoje nos parece certo e inquestionável. Pensar com Foucault é uma iniciação, uma tentativa de encontro. A força de Michel Foucault não está apenas em suas ideias, teorias ou conceitos, mas também no estilo de pensamento e de escrita que atravessa os saberes e os modos tradicionais de se relacionar com eles, que explode as disciplinas, as faz repensar e repensar-se a si próprias: filosofia, antropologia, sociologia, história, medicina social, direito, entre tantas outras. Não existe área das ciências humanas e sociais que de alguma forma não se veja direta ou indiretamente afetada pelo pensador e que não possa tirar proveito de suas contribuições. Mas também não se trata apenas disso: no caso de Foucault, o que está em jogo é a própria tarefa do intelectual, seu sentido, a relação entre o campo das ideias e a vida individual e coletiva em que essas ideias se colocam em jogo.

 
 

 

 
O livro de Zenóbia

Maria Esther Maciel.
Elvira Vigna. (ilustr.)
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Trata-se de uma narrativa poética com passagens de intenso lirismo, delicadeza e humor sutil. A subjetividade oblíqua está presente em descrições da vida amorosa e familiar da personagem, suas recordações da infância, receitas culinárias, listas de flores prediletas, livros de cabeceira e outros exercícios de classificação. Distante do realismo psicológico tradicional, o enredo é dinâmico, em capítulos breves, com influências técnicas do cinema, em flashes de sensorialismo. Retrato de uma mulher do interior em sua existência rotineira, o livro, ilustrado por Elvira Vigna, é uma incursão no universo feminino, uma investigação lúcida da sensibilidade, um questionamento dos limites entre vivência e imaginário.

 
 

 

 
Filomena

Carlos Augusto Nazareth.
Elvira Vigna.(Ilustr.)
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Maria Filomena, “ruiva, cabelos cor de fogo, sardas cor de ferrugem”, é uma menina curiosa que gosta de esconder-se no sótão para pensar. Filha única, tem na leal Berenice sua melhor amiga. Encanta-a o lá-fora do mundo, o “cheiro de vida” que recende da terra, do vento, da chuva. Aos “doze anos muito falantes”, Filó confronta-se com experiências e sentimentos desconhecidos: seu coração passa a bater mais forte por Bernardo, namorado de Berenice; seu corpo ameaça tomar contornos de mulher; sua mãe lhe diz que precisam se mudar. E é nisto que reside a riqueza do livro, que inclui um “álbum de retratos” feito de pinturas a óleo: na capacidade de enfrentar o novo, por maiores que sejam os temores.

 
 

 

 
Aporias de Astérion

Elvira Vigna.
Ruth Silviano Brandão.
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Concebido a partir de dez desenhos de autoria de Elvira Vigna, este livro dedica-se à representação do homem e do nu masculino do ponto de vista da mulher. Com base no mito do Minotauro, Ruth Silviano Brandão desenovela sua prosa poética no dédalo de um texto que, sem fim nem princípio precisos, conforma um perpétuo durante, não necessariamente seguro. “O maior perigo deste livro é o desvelamento de que o labirinto existe dentro de toda mulher e, dentro do labirinto, o desejo imensurável por este ser bestial, que pode despertar a qualquer momento e invadir seu coração, seus poros, seu corpo todo. E quando isso acontece, mesmo ciente de todos os perigos, qual mulher resiste à tentação?” (Ademir Assunção).

 
 

 

 
A um passo

Elvira Vigna.
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A um passo pode ser lido tanto de uma só vez, como uma narrativa sequencial composta de capítulos curtos, quanto como um conjunto de contos avulsos que se concertam numa dinâmica entre o sucessivo e o simultâneo, com variegadas entradas e saídas no texto. A sintaxe inusitada, a dicção babélica e a articulação de viés experimental engendram a história de uma vingança e, ao mesmo tempo, de como uma história é inventada e, uma vez finda, não deixa nada ao redor. O mar tempestuoso remete à principal referência da obra, a peça A tempestade, de Shakespeare. O personagem P., ou Próspero, também dá uma festa onde não está presente. Em A um passo, os convidados são náufragos urbanos dos dias de hoje.