Home Editora Livros Notícias Onomástica Distribuidores
 
  Rodrigo Garcia Lopes
Mestre em Interdisciplinary Humanities pela Arizona State University (EUA), doutor em Letras (Inglês e Literatura Correspondentes) pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e é um dos editores da revista de literatura e arte Coyote. É autor de Nômada (2004) e tradutor de O navegante (2004) ambos pela Lamparina.
 
 

 

 
O navegante
The Seafarer

Anônimo.
Rodrigo Garcia Lopes. (trad. e posf.)
.
.
.
Poema anônimo anglo-saxão do século X recolhido no Exeter Book, códice manuscrito que reúne algumas das produções literárias mais ancestrais da Ilha, The Seafarer é aqui vertido para o português por Rodrigo Garcia Lopes, que também assina o posfácio. Nesta edição, em que consta a tradução de Ezra Pound para o inglês moderno, preservou-se a forma clássica da poesia anglo-saxã, que separa os versos em dois, divididos por uma cesura. O leitor brasileiro pode constatar por que esta peça épica, que registra o momento crucial em que os anglo-saxões distanciavam- se do paganismo da cultura escandinava e germânica e caminhavam para o cristianismo, é considerada uma das mais admiráveis elegias da literatura universal.

 
 

 

 
Nômada

Rodrigo Garcia Lopes.
.
.
.
.
Apresenta poemas de pujante lirismo e expressiva plasticidade gráfico- -visual, que discutem temas contemporâneos marcados pela incerteza e pela velocidade. Investindo na poesia como instrumento perceptivo, o autor surpreende com peças que recordam canções, pela sutileza e pela musicalidade, em contraste com outras, ora misteriosas, ora ásperas e contundentes, que revelam um poeta consciente de seu tempo: “Água de estilhaço, leite de cérebro/ espatifado, o disparo das horas e o caldo/ sórdido da sopa Bush. Adeus, individualismo liberal. Adeus, folhas de relva./ Tempestade de espadas./ Sistemas de vigilância. Ciberterrorismo./ Agora só vai dar vocês”. Foi um dos dez finalistas do Prêmio Jabuti de 2005.

 
 

 

 
A linha que nunca termina: pensando Paulo Leminski

André Dick.(org.)
Fabiano Calixto.(org.)
.
.
.
Tributo a Paulo Leminski em razão dos sessenta anos de seu nascimento. A trajetória polifônica do escritor paranaense, falecido em 1989 em decorrência de cirrose hepática, é analisada de maneira híbrida por 43 autores que lhe desvelam, mediante ensaios, resenhas, depoimentos, poemas e ilustrações, as múltiplas faces: poeta, romancista, tradutor, músico, crítico, missivista, biógrafo, publicitário, agitador cultural. Segundo Delmo Montenegro, que assina um dos capítulos, “estudar Leminski — nosso Rimbaud budista- -nagô — pode ser a chave para o resgate do sentido inequívoco de nossa brasilidade”. O livro apresenta ainda uma cronologia de sua vida e um compêndio bibliográfico de sua produção.