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  Claudio Daniel
Poeta, tradutor e ensaísta e coeditor da revista eletrônica de poesia e debates Zunái. É autor dos livros de poesia Sutra (edição do autor, 1992), Yumê (Ciência do Acidente, 1999) e A sombra do leopardo (Azougue Editorial, 2001) – vencedor do prêmio Redescoberta da Literatura Brasileira, oferecido pela revista Cult.
 
 

 

 
Romanceiro de Dona Virgo

Claudio Daniel.
Maninha Cavalcante.(ilustr.)
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Conjunto de seis narrativas irreverentes e paródicas acerca da história da literatura de língua portuguesa, do trovadorismo à época atual. No caleidoscópio léxico passeiam personagens como Camões, Cláudio Manuel da Costa e Cruz e Sousa. O gênero “conto” não é suficiente para definir a prosa de invenção de Claudio Daniel, dotada de múltiplas linguagens e gramáticas — do coloquialismo brasileiro ao fluxo joyciano. “Este é o livro de um jovem erudito do terceiro milênio, que pode mixar em sua tela fragmentos de Pero Vaz de Caminha ou Li T’ai Po, e ainda citar nos letreiros luminosos nomes que vão de Franz Kafka e Sylvia Plath a Peter Greenaway, ao som de Richard Wagner ou Charles Mingus” (Sérgio Sant’Anna).

 
 

 

 
Pequeno dicionário de percevejos

Nelson de Oliveira.
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Pequeno dicionário de percevejos, antologia dos melhores contos de Nelson de Oliveira, inclui inéditos sobre o retrato da vida urbana. Trata-se de uma crônica do absurdo, no ritmo acelerado das histórias em quadrinhos. Além da seleção, realizada pelo poeta Claudio Daniel, que também assina o prefácio, o livro conta com textos críticos de Franco Terranova e Sérgio Sant’Anna. Pequeno dicionário de percevejos se destaca pela ironia, pelo humor e pelo enfoque inusitado do cotidiano. Nas palavras de Sérgio Sant’Anna: “Pode-se dizer que há um pouco de tudo no livro: uma rua de cães, outra de gatos, outra de papagaios; um anjo em cujas asas estão gravados todos os textos da humanidade; homens lunares que saem da tv; erotismo em várias nuanças, nunca vulgares; fantasmas; um colar de chistes; uma onda de suicídios líricos; um conjunto de nove segredos para o orgasmo. E muitíssimas coisas e enigmas mais, sempre com graça e poesia”.

 
 

 

 
Pegadas noturnas: dissonetos barrockistas

Glauco Mattoso.
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Antologia de 86 sonetos de Glauco Mattoso, poeta comumente denominado “maldito” e “pornográfico”. Dois de seus temas usuais, a cegueira e o fetiche por pés, estão presentes aqui: “Se é rei quem tem um olho em terra cega,/ o cego é escravo em terra de caolho./ […]// Depois que fiquei cego, ninguém nega,/ meu amanhã jamais sou eu que escolho./ Se é noite o dia todo, eu sói me encolho,/ pois sei onde é que o pontapé me pega.// No fundo, a sensação que mais molesta/ é estar preso no escuro do porão/ enquanto quem enxerga faz a festa.// No chão, sentindo o peso do pisão,/ um único consolo a mim me resta: lamber a sola de quem tem visão”. A edição inclui entrevista a Claudio Daniel e prefácio de Franklin Alves.

 
 

 

 
Elogio da punheta & O mistério da pós-doutora

Sebastião Nunes.
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“A maior criação da humanidade, em todos os tempos, foi a punheta.” A frase, que enceta a primeira das duas narrativas que compõem este livro, prepara o leitor para o que virá nas páginas seguintes — a prosa cruel, lasciva e corrosiva, sempre inteligente, de Sebastião Nunes, (auto)parodiador que certa vez anunciou a própria morte em edição apócrifo-satírica do caderno “Mais!”, da Folha de S.Paulo, usando os mesmos for­mato, papel e tipo de letra do jornal, o que quase lhe custou um processo. E que o leitor não estranhe, pois eufemismos não são bem-vindos aqui: é punheta mesmo, que, nas palavras do autor, “alguns débeis a menos, ou decibéis a mais, costumam chamar, pejorativamente, de masturbação”.

 
 

 

 
A linha que nunca termina: pensando Paulo Leminski

André Dick.(org.)
Fabiano Calixto.(org.)
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Tributo a Paulo Leminski em razão dos sessenta anos de seu nascimento. A trajetória polifônica do escritor paranaense, falecido em 1989 em decorrência de cirrose hepática, é analisada de maneira híbrida por 43 autores que lhe desvelam, mediante ensaios, resenhas, depoimentos, poemas e ilustrações, as múltiplas faces: poeta, romancista, tradutor, músico, crítico, missivista, biógrafo, publicitário, agitador cultural. Segundo Delmo Montenegro, que assina um dos capítulos, “estudar Leminski — nosso Rimbaud budista- -nagô — pode ser a chave para o resgate do sentido inequívoco de nossa brasilidade”. O livro apresenta ainda uma cronologia de sua vida e um compêndio bibliográfico de sua produção.