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  Giuseppe Cocco
Cientista político, doutor em História Social pela Université de Paris I —Sorbonne e professor titular da Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ESS-UFRJ). É organizador de A cidade estratégica (2006), e coorganizador, com Gerardo Silva, de Territórios produtivos (2006), ambos pela DP&A.
 
 

 

 
Trabalho imaterial:
formas de vida e produção de subjetividade

Maurizio Lazzarato.
Antonio Negri.
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A noção de trabalho mudou muito quanto ao modelo de produção industrial fordista. Hoje, tende-se à substituição do “operário-massa” taylorista, asfixiado pelo automatismo indiferenciado de suas ações, pelo “operário social”, fortalecido na subjetividade criativa da condução de seu ofício. Tal é o conceito de trabalho imaterial destrinçado pelos autores. Remontando a Marx e ao movimento operaísta italiano da década de 1970, eles mostram que é cada vez menos expressiva a associação de emprego à estrutura padronizada do chão fabril. Na imaterialidade do trabalho, o tempo liberta-se dos parâmetros rígidos e homogêneos de outrora, assumindo contornos mais fluidos.

 
 

 

 
Territórios produtivos: oportunidades e desafios para o desenvolvimento local

Gerardo Silva.(org.)
Giuseppe Cocco .(org.)
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A experiência da Terceira Itália revela a existência de condições e oportunidades que permitem apostar em redes de pequenas e microempresas. Este livro centra-se nas preocupações mais atuais da problemática dos distritos industriais, apontando para inflexões necessárias nas contribuições já elaboradas. O planejamento centralizado e tecnocrático deixou de ser, há muito tempo, eficiente como política pública de desenvolvimento, e não apenas no Brasil. Em contrapartida, as estratégias de desenvolvimento que valorizam a dimensão local afirmam-se cada vez mais como alternativa viável para a reconstituição dos vínculos produtivos entre agentes, comunidades e instituições do governo.

 
 

 

 
O poder constituinte: ensaio sobre as alternativas de modernidade

Antonio Negri.
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Negri elucida o conceito de poder constituinte, caracterizando-o como a atividade produtora das normas constitucionais dos ordenamentos jurídicos e situando-lhe a genealogia nas ondas revolucionárias da modernidade. Da Renascença à Revolução Inglesa, da Independência Americana à Revolução Francesa, da experiência soviética aos horizontes das lutas contemporâneas, ele analisa, com abrangência, erudição e potência crítica, o pensamento de autores como Maquiavel, Harrington, Burke, Jefferson, os “federalistas”, Rousseau, Sieyès, Tocqueville, Marx, Lenin e, recorrentemente, Espinosa. O propósito é reivindicar uma “tradição anômala” no eixo Maquiavel-Espinosa- -Marx, com o recurso à contribuição de Deleuze e Foucault.

 
 

 

 
Empresários e empregos nos novos territórios produtivos: o caso da Terceira Itália

Alexander Patez Galvão.(org.)
André Urani.(org.)
Giuseppe Cocco .(org.)
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É um livro voltado para o debate brasileiro em torno das estratégias para a geração de empregos. A experiência italiana é apropriada, pois a região, tradicionalmente pobre e devastada pela Segunda Guerra, tornou-se uma das mais prósperas da Europa, com a melhor renda per capita e a menor taxa de desemprego. Como em tão pouco tempo se deu a transformação, calcada nos distritos industriais formados por pequenas e médias empresas e num contexto democrático mas de fortes instabilidades políticas, é o que se pode ler nesta obra. O exemplo da Terceira Itália merece ser estudado, pois, se bem assimilado, poderá rever alguns rumos da história brasileira.

 
 

 

 
Cidades e portos: os espaços da globalização

Gerardo Silva.(org.)
Giuseppe Cocco .(org.)
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A crise do desenvolvimentismo atualizou o debate acerca dos instrumentos de inserção do Brasil nos fluxos do comércio global. No início dos anos 1990, com a abertura da economia nacional, a questão da infraestrutura portuária passou a ser um dos eixos da modernização. Este livro reúne pesquisadores com o objetivo comum de ampliar o leque de opções para as possíveis estratégias de modernização portuária ante as necessidades da nova ordem econômica. São propostas reformulações políticas e administrativas para que portos e cidades se beneficiem das amplas possibilidades oferecidas e que saibam confrontar, equilibrar e sopesar os prós e os contras das imposições da época atual.

 
 

 

 
Capitalismo cognitivo: trabalho, redes e inovação

Alexander Patez Galvão.(org.)
Gerardo Silva.(org.)
Giuseppe Cocco .(org.)
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Trata da ligação entre capital, conhecimento e tecnologia. Os novos sistemas produtivos, estruturados no formato de rede, em cuja extensão esses elementos se congregam e se sobrepõem, já prenunciam que o capitalismo avança rumo a outro estágio de sua evolução: recompõe- -se em função de uma nova disposição de forças produtivas e de meios modernos de geração de valor, embora preserve a imparidade das relações de trabalho, a má distribuição dos recursos gerados e a dissimulada exaltação a um suposto progresso que apenas agrava e torna mais eficientes métodos seculares de exploração. Os autores estudam o modo como operam esses mecanismos, cujo funcionamento remanesce, sugestivamente, pouco esclarecido.

 
 

 

 
As multidões e o império: entre globalização da guerra e universalização dos direitos

Giuseppe Cocco .(org.)
Graciela Hopstein.(org.)
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A ideia deste livro nasceu em meio às manifestações contra a reunião dos oito países mais ricos do mundo (g-8) em Gênova, na Itália, em 2001. A forte repressão policial, marcada por prisões e espancamentos, além da morte de um jovem, corroborou a lógica de guerra do governo Berlusconi, metonímia da dinâmica unilateral da política externa norte-americana (exemplificada pela recusa ao tratado de Kyoto e pela rejeição ao controle de armas biológicas). O objetivo inicial de compreender a “política das multidões” foi ampliado pelo 11 de Setembro em Nova York. Impossível restringir-se a Gênova com a fumaça sinistra dos escombros do World Trade Center obscurecendo o horizonte do “movimento dos movimentos”.

 
 

 

 
A cidade estratégica: nova retórica e velhas práticas no planejamento do Rio de Janeiro — a impostura do porto de Sepetiba

Giuseppe Cocco .(org.)
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Analisa o planejamento do Rio de Janeiro dos anos 1990, início da abertura da economia brasileira aos fluxos da globalização. A convergência de interesses para a revitalização da cidade, por parte tanto de setores da economia civil quanto das instâncias municipal, federal e estadual do governo, resultou numa década marcada pela definição de rumos prioritários para a capital carioca. O Planejamento Estratégico, o Rio Cidade, a despoluição da baía de Guanabara e o porto de Sepetiba são alguns dos aspectos desse consenso. Este livro apresenta um balanço crítico das grandes obras realizadas e revela a inércia, por trás de um discurso novo, das velhas práticas de planejamento autoritário e tecnocrático.