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Educação e literatura

Antenor Antônio Gonçalves Filho.
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DP&A
ISBN 85-7490-167-9Cód. barras 9798574901670
Brochura14×21cm136p.230g20022. ed...
Col. O que você precisa saber sobre…
R$ 25.00

A base deste livro nasceu de um estudo na Biblioteca da École des Hautes Études en Sciences Sociales (jan./dez. 1997), por convite da Équipe Fonctions Imaginaires et Sociales des Artes et des Littératures (dirigida por J. Leenhardt). O objetivo foi uma análise comparativa entre Os miseráveis (Victor Hugo) e Os sertões (Euclides da Cunha), dois expoentes máximos da literatura de protesto. Os temas presentes nesses dois livros os convergem para um mesmo ponto: representar a voz dos oprimidos e não permanecer apenas em seu grito abafado, mas ser um livro de civilização e cultura. Ou seja, são livros que expressam uma identidade nacional, que ajudam a balizar um ideário político e educativo de um povo a partir das denúncias neles contidas.

A literatura não é a academia onde se concentra o conhecimento do mundo e o escritor, o seu filósofo. Há ciências especiais para esse fim. Mas o escritor não é uma esponja a sugar os fragmentos que sobram do conhecimento do mundo, um criador de vazios. Se levarmos em conta que a linguagem funda e fundamenta a nossa cultura, e toda “ciência” é acessório histórico dela, então o escritor também, pelo uso da palavra, é um homem de ciência: em suas metáforas convergem conhecimentos do mundo, ressoam ecos de profundas inquietações. Ela abriga os jogos de suas contradições e estabelece esquemas não só de denúncias, mas de reflexões; insinua escolhas “ideológicas”; fomenta e estimula, feito um manual cívico, comportamento exemplar. Eis talvez uma das suas contradições: não ter a pretensão de ser a ciência do mundo ao exilar-se da política, mas não se libertar de ensinar suas lições.

Educação e literatura talvez venha a insinuar o secreto desejo de atender ao máximo o leitor exigente e crítico. Mas é um texto mais de literatura que de educação, e se a educação aparece muitas vezes em suas linhas, é porque o autor é daqueles que acreditam na força da literatura mais como fonte de sabedoria que de loucura.

 
  Sumário

Nota introdutória

Primeira Parte

Capítulo I
O poder da palavra

Capítulo II
A palavra do poder

Segunda Parte

Capítulo I
Reflexões iniciais

Capítulo II
Ideologia e literatura

Capítulo III
A idéia de literatura como processo civilizatório e educativo

Apêndice
A poesia no Brasil – Manifesto por um forte engajamento cultural

Bibliografia geral

Bibliografia comentada

Agumas questões para o leitor