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Lançamentos
 
 

 

 
A identidade cultural na pós-modernidade

Stuart Hall.
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O homem da sociedade moderna tinha uma identidade bem definida e localizada no mundo social e cultural. No entanto, uma mudança estrutural está fragmentando e deslocando as identidades culturais de classe, de sexualidade, de etnia, de raça e de nacionalidade. As velhas identidades, que por tanto tempo estabilizaram o mundo social, estão em declínio. Se antes elas eram sólidas localizações, nas quais os indivíduos se encaixavam socialmente, hoje se encontram com fronteiras menos definidas, o que provoca no indivíduo uma “crise de identidade”.

 
 

 

 
A magia do circo:
Etnografia de uma cultura viajante

Gilmar Rocha.
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O antropólogo Gilmar Rocha faz uma grande viagem e leva o leitor a descobrir como é o cotidiano do Grande Circo Popular do Brasil (Marcos Frota Circo Show), que hoje é um dos principais exemplos brasileiros do chamado “novo circo”. Esse conceito diz respeito a uma nova forma de fazer o espetáculo, que mescla elementos de tradição e de modernidade, os quais o autor expõe ao longo do livro.

 
 

 

 
A pequena escala:
Sebald e as mediações da memória

André Bueno.
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Nas análises de Austerlitz e Os emigrantes, o leitor encontrará vários exemplos dessas mediações da memória, que Sebald elabora sempre de modo indireto, por ensaios e aproximações, digressões e um também elaborado sistema interno de remissões e referências. Há motivo para essa posição: Sebald não tem nunca a intenção de chocar, de apresentar a violência e o horror de modo cru e direto, provocando impacto emocional, sempre acompanhado de algum nível de bloqueio cognitivo. Não é preciso exagerar o que já é horrível, com bem sabia Sebald, leitor de Benjamin. Sem forçar a mão, é possível dizer que as elaboradas mediações da memória são um procedimento central na prosa de ficção desse escritor alemão em tudo e por tudo avesso à estetização banal da violência, às exibições juvenis de vanguardismo tardio, às falsificações mais ou menos grosseiras no tratamento de problemas difíceis, aos efeitos também falsos do melodrama com seu cortejo gasto de truques.

 
 

 

 
Antropologia do conflito urbano: conexões Rio–Barcelona

Neiva Vieira da Cunha.(org.)
Leticia de Luna Freire.(org.)
Maíra Machado-Martins.(org.)
Felipe Berocan Veiga.(org.)
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En un mundo en el que las ciudades han sido puestas en venta, asusta el conflicto, espanta que, de pronto, afloren los descontentos por los contenciosos pendientes, los agravios no resueltos, las humillaciones mal soportadas. Frente a esa amenaza, los planificadores y los poderes políticos y económicos a los que sirven, ponen en escena ciudades desconflictivizadas, en las que todo lo que ocurre sea amable y previsible. Se espera que lo que atraiga al turista o al inversor sean espacios urbanos confortables, hospitalarios, sin sobresaltos.

 
 

 

 
Aprendendo com filmes:
O cinema como recurso didático para o ensino da geografia

Rejane Cristina de Araujo Rodrigues.
Fabio Tadeu de Macedo Santana .
Leopoldo Carriello Erthal .
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Um livro para quem ama cinema e reconhece na sétima arte inúmeras possibilidades de aprender. Aprender geografia, aprender história, aprender sobre diferentes culturas. Aprender objetiva e subjetivamente. Aprender com o filme e saltar para outros filmes, livros e links. E continuar aprendendo. Os autores analisam 10 filmes com o olhar atento do professor que amplia as possibilidades de aplicação do material em sala de aula.

 
 

 

 
As novas fronteiras do agronegócio:
transformações territoriais em Mato Grosso

Júlia Adão Bernardes.(org.)
Ève Anne Buhler.(org.)
Marcos Vinícius Velozo da Costa.(org.)
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Os textos, aqui reunidos, representam um estudo coletivo, valorizado pelo trabalho de campo, e produzidos por pesquisadores de diferentes titulações e saberes diversos. O livro trata de transformações econômicas que exigem uma leitura geográfica, considerando que o conceito de espaço é de grande valia para interpretar as estratégias modernizantes dos processos econômicos. Avalia situações concretas, explicita relações sociais que ameaçam outras formas de sobreviver. Nossa intenção com esta publicação é tornar mais transparentes as implicações de ordem socioespacial da expansão do agronegócio e seus determinantes, procurando identificar o novo padrão de acumulação e analisar o arranjo espacial no atual período técnico-científico-informacional.

 
 

 

 
Com a taça nas mãos:
Sociedade, Copa do Mundo e ditadura no Brasil e na Argentina

Lívia Gonçalves Magalhães.
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No ano da realização da Copa do Mundo no Brasil e do aniversário de 50 anos do golpe civil-militar brasileiro, as discussões em torno das históricas relações entre futebol e política parecem ter ganhado maior retumbância. Foi assim também nas Copas de 1970, no México, vencida pela seleção brasileira, e de 1978, na Argentina, conquistada pela seleção da casa, quando os governos dos países das duas equipes campeãs foram acusados de usarem os Mundiais para fins políticos, em vista dos regimes civil-militares pelos quais passavam à época. Afinal, em meio às euforias dos campeonatos, partidas e conquistas dentro de campo, havia uma série de repressões, denúncias e torturas acontecendo no Brasil e na Argentina. Mas, ao mesmo tempo, as Copas do Mundo foram também um espaço de distintas manifestações sociais, que vão além da dicotomia apoio × resistência. Seria certo, então, afirmar que as Copas foram “ferramentas” utilizadas pelos governos das ditaduras brasileira e argentina?

 
 

 

 
Complexidade da educação física escolar:
Questões atuais e desafios para o futuro

Renata Osborne.(org.)
Carlos Alberto Figueiredo da Silva.(org.)
Roberto Ferreira dos Santos.(org.)
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A educação física escolar enfrenta muitos problemas no contexto educacional brasileiro e possui diversos desafios para o futuro, e por isso deve ser pensada como uma disciplina complexa e multifacetada. Esta coletânea de artigos propõe a sua análise de forma holística, e não de maneira isolada ou alienada. Os autores reunidos neste livro abordam questões sociais, culturais e ambientais, perpassando por reflexões e discussões sobre a precariedade da infraestrutura da educação física escolar, o crescimento e o desenvolvimento infantil, a educação integral, a educação inclusiva e inovações curriculares para a disciplina. Tratam, ainda, de esportes como o basquetebol, o futebol e o atletismo, da importância da prática de jogos esportivos com crianças, do potencial educativo das lutas marciais e do lazer pedagógico. Esse é um olhar que busca desconstruir a ideia de uma educação física voltada simplesmente para o incentivo à competitividade e ao chamado “esporte de rendimento”. Ou seja, a educação física escolar deve ser trabalhada em conjunto com outras disciplinas e contribuir de maneira prioritária para a formação de crianças e jovens, não apenas na parte física, mas principalmente na construção da cidadania.

 
 

 

 
Copa do Mundo 2014:
futebol, mídia e identidades nacionais

Ronaldo Helal.(org.)
Édison Gastaldo.(org.)
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Após a Copa do Mundo de 2014, muitas coisas em que acreditávamos deixaram de fazer sentido. Por exemplo, a “tragédia” de 1950, nosso grande mito fundador como “país do futebol” (um jogo do qual somente os mais velhos têm registros na memória), perdeu boa parte de seu potencial dramático quando comparada com a humilhante derrota por 7 × 1, a que assistimos incrédulos em 2014, ao vivo e em cores. A “mística da camisa amarela”, nossa crença em que “com brasileiro não há quem possa” e no destino manifesto de glórias reservado ao futebol do Brasil, passou a parecer infantilidade, pensamento mágico, ingenuidade. Naquele jogo, algo se quebrou para sempre.

 
 

 

 
Das “técnicas” de fazer desaparecer corpos:
Desaparecimentos, violência, sofrimento e política

Fábio Alves de Araújo.
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Das “técnicas” de fazer desaparecer corpos é o resultado de um estudo socioantropológico que descreve e analisa as relações entre sofrimento, violência e política, a partir da experiência e da perspectiva dos familiares de vítimas de violência. Focaliza-se uma modalidade específica de casos e situações: o desaparecimento forçado de pessoas, e, portanto, a violação e a ausência dos corpos. Por meio das narrativas dos familiares dos desaparecidos, é possível acessar certas gramáticas morais e políticas em que categorias e temas como desaparecimento, desaparecido, vítima, familiar de vítima, morte violenta, favela, violência policial/estatal, milícia, “traficantes”, terror, luto, justiça, ação coletiva e espaço público emergem no processo de construção de uma teia de significados e sentidos.

 
 

 

 
Educação geográfica em foco

Augusto César Pinheiro da Silva.
Rejane Cristina de Araujo Rodrigues.
Maria Alice Alkmim Andrade.
Thiago Villela.
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Este livro procura levar aos professores de geografia do Ensino Fundamental e do Ensino Médio a constante reflexão sobre as suas bases pedagógicas e temáticas na produção dos saberes docente e discente. A autonomia profissional dos professores se faz, também, pela necessidade de eles buscarem instrumentos conceituais educativos que possibilitem uma (re)leitura competente do mundo, visto que as transformações espaciais ocorrem em uma velocidade cada vez maior.

 
 

 

 
Encontrar escola:
o ato educativo e a experiência da pesquisa em educação

Fabiana Fernandes Ribeiro Martins.(org.)
Maria Jacintha Vargas Netto.(org.)
Walter Omar Kohan.(org.)
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Um livro que se propõe a (re)pensar a escola pública e seus conceitos. Um livro que se dispõe a pensar a pesquisa como experiência e a propor que pensemos a escola e a universidade como tempo livre. E o que pode a busca de escola pública e da chamada skholé traçar como caminho para o pensamento?

 
 

 

 
Ensaios sobre Michel Foucault no Brasil: presença, efeitos, ressonâncias

Heliana de Barros Conde Rodrigues.
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A relevância adquirida pelo pensamento de Michel Foucault no Brasil contemporâneo é circunstância bem conhecida. A despeito disso, poucos têm se dedicado a investigar suas cinco visitas a nosso país, datadas de 1965, 1973, 1974, 1975 e 1976. Sendo assim, a autora desenvolveu a pesquisa “Michel Foucault no Brasil: presença, efeitos e ressonâncias”, cujos objetivos incluem o estabelecimento de uma “audiografia” da presença do Foucault-corpo no Brasil – análise do modo como ele aqui ocupou os espaços de fala –, bem como de uma “geo-epistemologia” – busca das condições geopolíticas de produção do saber – e de uma “cronobibliografia” das ideias de Foucault entre nós – exame analítico-crítico das temporalidades associadas à primazia conferida a determinados procedimentos, categorias, problemáticas e conceitos pelos intelectuais e militantes brasileiros.

 
 

 

 
Entre analisar e intervir na formação de professores

Rosimeri de Oliveira Dias.(org.)
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Este e-book é pensado na composição com as ideias dos livros que se inspiram no Abecedário de Gilles Deleuze (Fonseca, Nascimento & Maraschin, 2012) e com a técnica da colagem em pintura, que o próprio Deleuze anuncia no prólogo de seu livro Diferença e repetição. Então, o que temos aqui é uma composição ético-estético-política de ideias e práticas que expressam pequenos gestos de alunos e de professoras da universidade e da escola básica fazendo uma pesquisa-intervenção sobre formação inventiva de professores.

 
 

 

 
Espaço e energia:
Mudanças no paradigma sucroenergético

Júlia Adão Bernardes.(org.)
Catia Antonia da Silva.(org.)
Roberta Carvalho Arruzzo.(org.)
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Compreender as mudanças no setor sucroenergético no contexto nacional, considerando a conjuntura atual marcada por diversas transformações econômicas, políticas e sociais que impactam a escala regional. Esse é o objetivo dos 18 pesquisadores reunidos neste livro, resultado do seminário “Reestruturação do setor sucroenergético brasileiro: novas e velhas espacialidades”, que ocorreu em 2012 na UFRJ.

 
 

 

 
Experiências na formação de professores:
memórias, trajetórias e práticas do Instituto de Educação Clélia Nanci

Inês Ferreira de Souza Bragança.(org.)
Mairce de Silva Araújo.(org.)
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Traduzir e resgatar um percurso que precisa ser contado: o do Instituto de Educação Clélia Nanci, patrimônio histórico e simbólico da formação de professores de nível médio do município de São Gonçalo, o segundo mais populoso do estado do Rio de Janeiro. Essa é a proposta deste livro, que narra as experiências, memórias, histórias, movimentos educativos e processos formativos de diferentes matizes na educação de docentes, no IECN, construindo resistências e (re)inventando outros modos de formar profissionais. Este livro, uma coletânea composta por vários fios de memórias, é um convite para adentrarmos os muros do Clélia Nanci, seus espaços e suas vozes – espaços esses que buscam promover encontros intergeracionais entre professores e jovens estudantes que tomam a experiência compartilhada como oportunidade de reescrever outras histórias e outras memórias. Em uma realidade cuja educação pública ainda encontra-se desprovida de grandes investimentos, o IECN, que em 2013 completou 50 anos, fortalece-se como espaço necessário – um oásis de produção de narrativas. Nesse contexto, o livro deseja construir uma experiência com o passado que potencialize o presente e os projetos de futuro para a formação docente.

 
 

 

 
Forrobodó na linguagem do sertão:
Leitura verbovisual de folhetos de cordel

Alberto Roiphe.
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Alberto explica: “É na leitura de folheto de cordel que se conhece outro folheto de cordel. Esses folhetos, como se viu, se inter-relacionam por meio da forma como os personagens se exibem, por meio dos instrumentos que usam, por meio do espetáculo que provocam. … O efeito estético sobre o leitor se amplia à medida que não se limita somente ao gosto pelo espetáculo por meio do aplauso ou da vaia, mas experimenta, em meio à oscilação entre a luta e a festa, assim como fazem o poeta e o artista, possibilidades poéticas de escolhas, provocações, comparações, irreverências, contradições, descobertas. Sem limites.”

 
 

 

 
Guerrilha e revolução:
A luta armada contra a ditadura militar no Brasil

Jean Rodrigues Sales.(org.)
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O ano de 2014 foi marcado pelos cinquenta anos do golpe militar brasileiro e suas rememorações, além da recente divulgação do relatório final da Comissão Nacional da Verdade, que investigou as graves violações de direitos humanos ocorridas durante a ditadura. Nesse contexto de muitas matérias e pesquisas sobre esse período da história do Brasil, Guerrilha e revolução desponta como uma obra de papel fundamental.

 
 

 

 
Imagens na educação em ciências

Carmen Irene C de Oliveira.(org.)
Lucia Helena Pralon de Souza.(org.)
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O objetivo deste livro é apresentar perspectivas de pesquisa que utilizam as imagens como objeto de reflexão no campo da educação em ciências. Há estudos que se ocupam da imagem fixa (fotografias, desenhos etc) em sua dinâmica nas diferentes práticas e materiais de ensino, ou em seu valor como documento para a história da área. Outros estão voltados para a imagem em movimento, preocupando-se, em grande parte, com a questão da leitura em sala de aula. E, ainda, estudos que abordam a relação entre as imagens e a educação com os meios de comunicação e as novas tecnologias. Mas é, sobretudo, sua implicação nos diferentes processos de ensino, de produção de conhecimento e de formação que sustenta a necessidade de discussões e pesquisas que versem sobre o modo como elas circulam nos diferentes materiais e espaços, e como elas nos permitem produzir sentidos.

 
 

 

 
Linguística centrada no uso:
Teoria e método

Mariangela Rios de Oliveira.(org.)
Ivo da Costa do Rosário.(org.)
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Um livro técnico, para quem quer saber mais sobre linguística funcional, suas teorias e metodologias. Esta é uma coletânea composta por 11 capítulos, que traz reflexões teóricas e discute alternativas metodológicas no âmbito do funcionalismo em seu viés mais recente. Organizada por Mariangela Rios de Oliveira & Ivo da Costa do Rosário, docentes do Grupo de Estudos Discurso & Gramática, insere-se na nova vertente da pesquisa funcionalista, que, na interface com os estudos cognitivistas, destaca a intrínseca relação entre sentido e forma com foco nos contextos de uso.

 
 

 

 
Metrópoles e invisibilidades:
da política às lutas de sentidos da apropriação urbana

Catia Antonia da Silva.(org.)
Andrelino de Oliveira Campos.(org.)
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Descortinar as invisibilidades das metrópoles; trazer luz aos invisíveis, aos excluídos da sociedade, marginalizados de alguma forma – é este o foco deste livro. Os invisíveis são aqueles muitos sujeitos que também contribuem na estrutura produtiva das cidades, mas que têm acesso dificultado aos direitos sociais e às políticas publicas, bem como não possuem lugar garantido no sistema de divisão do território em propriedades. Por não se encaixarem claramente em nenhuma parcela, costumam ser malvistos por grande parte da sociedade e não ganham a atenção das autoridades.

 
 

 

 
Modernização e território:
Entre o passado e o presente do Norte Fluminense

Júlia Adão Bernardes.(org.)
Catia Antonia da Silva.(org.)
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O estado do Rio de Janeiro está no centro da questão envolvendo a divisão dos royalties do petróleo e, nesse cenário, o Norte Fluminense entra em foco, já que é uma das principais regiões produtoras desse recurso natural no país. No entanto, também é uma das regiões fluminenses com mais sinais de contradições e desigualdades. Ao mesmo tempo que é uma das mais ricas quando se considera o Produto Interno Bruto (PIB), tem alguns dos piores indicadores sociais do estado. Tendo isso em vista, esta coletânea, organizada pelas geógrafas Júlia Adão Bernardes e Catia Antonia da Silva, traça um panorama das transformações espaciais em curso no Norte Fluminense, com enfoque na crise do setor sucroalcooleiro e na emergência de novos usos do território no contexto da modernização.

 
 

 

 
O poder constituinte: ensaio sobre as alternativas de modernidade

Antonio Negri.
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Negri elucida o conceito de poder constituinte, caracterizando-o como a atividade produtora das normas constitucionais dos ordenamentos jurídicos e situando-lhe a genealogia nas ondas revolucionárias da modernidade. Da Renascença à Revolução Inglesa, da Independência Americana à Revolução Francesa, da experiência soviética aos horizontes das lutas contemporâneas, ele analisa, com abrangência, erudição e potência crítica, o pensamento de autores como Maquiavel, Harrington, Burke, Jefferson, os “federalistas”, Rousseau, Sieyès, Tocqueville, Marx, Lenin e, recorrentemente, Espinosa. O propósito é reivindicar uma “tradição anômala” no eixo Maquiavel-Espinosa- -Marx, com o recurso à contribuição de Deleuze e Foucault.

 
 

 

 
O poder da mídia no Brasil:
(Re)editando outras verdades

Bianchi Agostini Gobbo.(org.)
José Eduardo Pimentel Filho.(org.)
Max Alexandre de Paula Gonçalves.(org.)
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O Brasil não é uma ilha isolada no meio do mundo. A globalização implica a produção de conflitos em escala mundial, cujas causas se entrecruzam. Dilemas, como o desemprego que observamos no centro do sistema internacional, os Estados Unidos, e nas semiperiferias e periferias do sistema, como os casos de Grécia, Portugal, Brasil e Angola, só podem ser compreendidos na medida em que o processo global de produção capitalista é analisado, ou seja, as diversas situações problemáticas apontam para causas comuns, apesar das particularidades de cada caso. Entretanto, se há, por um lado, determinações gerais; por outro lado, há também que se analisar as particularidades, pois são suas nuanças e suas diferenças que podem permitir ações transformadoras mais eficazes.

 
 

 

 
O poder da sombra:
a face oculta da política

José Arruda Silveira.
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“Depois de dois enfartes, morreu infeliz e amargurado. A população de Montenegro parou naquele dia. A tristeza se abateu como uma nuvem sobre a cidade. Seu enterro provocou uma comoção geral. Poucos dias depois, um busto foi colocado no meio de uma praça, em frente à sua casa, com os seguintes dizeres: ‘Se alguma pessoa em sua jornada ler essa mensagem, pode lamentar a própria sorte, mas não a vida desse herói. Nunca fugiu do compromisso perante seu semelhante. O combate ao medo d’alma, que atinge aos doentes, fracos e desamparados, foi o norte da sua vida. Não experimentou o descanso. Sua alegria era o sorriso de uma criança que ele trazia à vida. Homenagem enternecida do povo de Montenegro Paulista.’”

 
 

 

 
Os infames da história: pobres, escravos e deficientes no Brasil

Lilia Ferreira Lobo.
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Este livro envereda pela história infame daqueles que, tornados indesejáveis e postos à margem, foram úteis ao controle e à expansão dominantes: os pobres, os doentes, os desvalidos. Em pesquisa de fôlego, a autora traça a história das monstruosidades, em que a concepção das diferenças viaja das maravilhas do mundo dos navegantes dos séculos XV e XVI às produções de uma biologia dos monstros no século XIX e, por extensão, à teratologia social consolidada pela teoria das degenerescências. A análise mapeia as marcas do controle inquisitorial sobre a população da Colônia, um tribunal dos pecados em contraste com o julgamento eugênico de todos os desvios — o ideal do controle do perigo social das procriações.

 
 

 

 
Pensar com Foucault

Walter Omar Kohan.(org. e trad.)
Elvira Vigna.(ilustr.)
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Este livro é um convite a entrar na filosofia pelas mãos de Foucault, um dos pensadores contemporâneos mais potentes, diretamente, sem intermediários, sem mediações, frente a frente, pensamento a pensamento, vida a vida, de olhos abertos e dispostos a colocar em questão o que hoje nos parece certo e inquestionável. Pensar com Foucault é uma iniciação, uma tentativa de encontro. A força de Michel Foucault não está apenas em suas ideias, teorias ou conceitos, mas também no estilo de pensamento e de escrita que atravessa os saberes e os modos tradicionais de se relacionar com eles, que explode as disciplinas, as faz repensar e repensar-se a si próprias: filosofia, antropologia, sociologia, história, medicina social, direito, entre tantas outras. Não existe área das ciências humanas e sociais que de alguma forma não se veja direta ou indiretamente afetada pelo pensador e que não possa tirar proveito de suas contribuições. Mas também não se trata apenas disso: no caso de Foucault, o que está em jogo é a própria tarefa do intelectual, seu sentido, a relação entre o campo das ideias e a vida individual e coletiva em que essas ideias se colocam em jogo.

 
 

 

 
Pensar com Heráclito

Walter Omar Kohan.(org. e trad.)
Elvira Vigna.(ilustr.)
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Heráclito é um enigma impossível de decifrar e impossível de não querer decifrar. Ele escreveu apenas um livro, do qual conservamos mais de cem fragmentos, sendo alguns muitos curtos, só palavras soltas. Mesmo assim, a força de seu pensamento é notável. Os fragmentos abordam quase todos os temas: política, religião, ética, estética, antropologia, entre outros. O estilo é tão forte e próprio, que Hegel lhe atribuiu ser o fundador da dialética. É difícil que qualquer ser humano, filósofo ou não, não se sinta tocado pela sua potência e vitalidade. Nada em Heráclito é simples, de uma única forma. O enigma de Heráclito é também o enigma da filosofia, essa tentativa louca de compreender o que somos, onde estamos, para que vivemos. Disso tratam, com singular brilho e força enigmática, estes fragmentos, que nada afirmam ou negam, mas dão sinais de que o leitor, cada leitor, decifra na experiência da leitura.

 
 

 

 
Política e polícia:
Cuidados, controles e penalizações de jovens

Acácio Augusto.
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“A prisão é uma política. Quando se fala de prisão ou de suas implicações, como a tortura, sempre se tem em mente um grande sistema, uma máquina gigantesca cheia de tentáculos. De fato, a prisão é uma máquina de moer carne humana, é um depósito de pessoas-lixo, um triturador de corpos, corações e mentes – um aniquilador de existências. Mas ela começa bem antes; antes, ela existe como princípio moral e prática ordinária, para depois ser um prédio. É nesse sentido que a prisão é uma política. E desta maneira, não se enfrenta o problema das prisões olhando apenas para seus prédios e para as leis que a regulam. [Nas palavras de Foucault] ‘Temos que ouvir o ronco surdo da batalha.’”
Do livro

 
 

 

 
políticas, poéticas e práticas pedagógicas (com minúsculas)

Anelice Ribetto.(org.)
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Um livro de proposta mínima, de “caráter micro”. Não se trata de um livro pequeno em seu sentido qualitativo, nem de pensamentos pouco importantes. A intenção dos autores desta coletânea é depositar o olhar e a atenção de forma grandiosa sobre coisas ditas “pequenas”, que costumam passar de maneira mais despercebida no universo educacional.

 
 

 

 
Reinvenções de Foucault

Ana Kiffer.(org.)
Antonio Pele.(org.)
Francisco de Guimaraens.(org.)
Mauricio Rocha.(org.)
Rafael Becker.(org.)
Em 1973, Michel Foucault apresenta no Collège de France o Curso “A sociedade punitiva”, parte do conjunto de análises que servirão de base ao livro Vigiar e Punir, de 1975. As gravações do curso foram perdidas e apenas uma transcrição e o resumo foram conservados. Publicado em dezembro de 2013, o Curso sugere muitas questões aos leitores de Foucault e solicita a reformulação de algumas convicções correntes sobre sua obra. Variações sobre a análise da prisão, continuidades e rupturas em relação a Vigiar e Punir e esclarecimentos (ou novos enigmas) sobre a complexa relação entre Foucault e Marx são alguns dos assuntos que emergem da leitura do Curso. Em 2015, um evento acadêmico na PUC Rio teve como fio condutor a interpretação de ‘‘A sociedade punitiva’’ no horizonte da obra foucaultiana. Os trabalhos apresentados por pesquisadores argentinos e brasileiros são agora compilados e oferecidos ao público no livro Reinvenções de Foucault.

 
 

 

 
Sinais de fumaça na cidade:
uma sociologia da clandestinidade na luta contra a ditadura no Brasil

Henri Acselrad.
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A clandestinidade política na luta contra a ditadura é, com frequência, resumida no ato de escrever e ir queimando as anotações. Nas palavras de um militante, a sensação era de escrever com fumaça: “assim, índio clandestino, enviava meus sinais de fumo”. O presente livro discute como o exercício da política, nas condições do regime de arbítrio, desviou-se para as margens, ao custo de fazer-se através de “sinais de fumaça”. Observando alguns destes sinais, contidos na fumaça a que foi relegada a vida política brasileira durante a ditadura, o autor procura dar a conhecer os impasses da experiência de grupos que mergulharam na vida clandestina. Aguçando a vista para observar o mínimo e o pouco visível na vida social da época, busca en- tender as relações que os militantes estabeleceram, em seu cotidiano, com a sociedade que buscavam então mobilizar.

 
 

 

 
Sobre periferias:
Novos conflitos no Brasil contemporâneo

Neiva Vieira da Cunha.(org.)
Gabriel de Santis Feltran.(org.)
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Os textos reunidos neste livro revelam a elaboração rica de um campo analítico, cuja complexidade se deve ao reconhecimento de que as fronteiras das periferias estão longe de se constituírem por coordenadas somente ou primordialmente espaciais. Afinal, as margens, como muitos trabalhos publicados demonstram, podem ser políticas, religiosas, sociais, administrativas e/ou culturais – sem que se recubram de forma a criar espaços fixos, homogêneos, unificados e submetidos às mesmas clivagens.

 
 

 

 
Todos pela educação?
Como os empresários estão determinando a política educacional brasileira

Erika Moreira Martins.
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“A participação do empresariado na educação pública do País não é nova. Mais recentemente, no âmbito de uma crítica feroz ao papel do Estado na educação, a escola pública tem se transformado num importante nicho de mercado e num espaço de influência ideológica de diferentes setores conservadores da sociedade. Paralelamente, a educação pública passou a sofrer também um processo silencioso – e às vezes nem tão silencioso – de intervenção do setor privado nas decisões político-educacionais dos diferentes entes governamentais. Travestida de corresponsabilidade social, essa intervenção conta com mecanismos de cooptação da mídia e é amplamente amparada por ela, como mostra este livro.”

 
 

 

 
Trabalho imaterial:
formas de vida e produção de subjetividade

Maurizio Lazzarato.
Antonio Negri.
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A noção de trabalho mudou muito quanto ao modelo de produção industrial fordista. Hoje, tende-se à substituição do “operário-massa” taylorista, asfixiado pelo automatismo indiferenciado de suas ações, pelo “operário social”, fortalecido na subjetividade criativa da condução de seu ofício. Tal é o conceito de trabalho imaterial destrinçado pelos autores. Remontando a Marx e ao movimento operaísta italiano da década de 1970, eles mostram que é cada vez menos expressiva a associação de emprego à estrutura padronizada do chão fabril. Na imaterialidade do trabalho, o tempo liberta-se dos parâmetros rígidos e homogêneos de outrora, assumindo contornos mais fluidos.

 
 

 

 
Triunfos e impasses:
Lina Bo Bardi, Aloisio Magalhães e o design no Brasil

Zoy Anastassakis.
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Discutindo questões formuladas por parte da crítica de design no Brasil, este livro problematiza as relações entre design, modernidade e brasilidade, observando-as a partir das perspectivas de Lina Bo Bardi e Aloisio Magalhães – personagens que, segundo alguns dos críticos contemporâneos, conformariam uma “outra vertente” do design brasileiro, mais comprometida com a ideia de “identidade nacional” e, por isso mesmo, representativa de alguns “sinais de divergência” em meio ao campo do design no país. Orientada por uma “visão cultural mais ampla”, essa “outra vertente” buscaria “assimilar a cultura popular” em “projetos de natureza participativa”, que, ao investirem na “contextualização cultural”, abririam caminho para um “desenvolvimento autônomo”.

 
 

 

 
Uma escrita acadêmica outra:
Ensaios, experiências e invenções

Cristiana Callai.(org.)
Anelice Ribetto.(org.)
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“Se há um fascínio que aprecio no exercício da escrita é essa indefinível atração para transfigurar a vida, expandindo e deslocando fluxos de pensamento, em uma produção existencial e coletiva. Se esses movimentos não desprezam heranças, tidas por muitos como perdidas, eles também não correm atrás de respostas certeiras, capazes de ir matando minutos, horas e dias, por buscarem, principalmente, nas entrepalavras e entrelinhas, o que mais faísca, como perplexidades e perguntas, acendendo a mais importante das artes: a de viver, recriando-nos e recriando a vida em interligações viscerais, sempre efêmeras e incessantes, sempre potentes para nos destruir, sem eliminar a possibilidade de nos propor recomeços. Importa ressaltar que esses intervalos e questões que levantam poeiras e instalam desassossegos e esperanças não se deixam acomodar com equações e respostas silogísticas e tranquilizadoras. Pelo contrário, uma vez postas em movimento, essas interpelações à vida, à linguagem e à educação desconhecem os caminhos de retorno às quietudes de um ponto final e tanto podem subir espiraladas pelo tempo, como se perder nos desertos arenosos da vida, ou, em um momento qualquer, sem maiores anúncios, estourar em reminiscências indagadoras: o que é escrever? Como escrever sem nos deixarmos acimentar pelos padrões da escrita acadêmica? Como potencializar a vida e sua capacidade de diferir e criar enquanto pensamos, conversamos, escrevemos, vivemos?”
(do Prefácio de Célia Linhares)

 
 

 

 
Vida e grafias: narrativas antropológicas entre biografia e etnografia

Suely Kofes.(org.)
Daniela Manica .(org.)
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Esta coletânea pretende explorar a multiplicidade de aspectos que envolvem os modos como a antropologia tem pensado a escrita (grafia), tendo como pontos de convergência a escrita etnográfica e biográfica. A reunião dos diversos artigos e temáticas oferece um panorama instigante para se pensar criticamente a questão biográfica e os pressupostos que a sustentam: a individualidade, o self, o sujeito, o indivíduo, a coerência da vida, os percursos percorridos. Ao propor um conjunto heterogêneo de possibilidades de apreensão narrativa (daí a questão gráfica) sobre a vida, os textos indicam os limites da distinção (muitas vezes conceitual) entre “indivíduo” e “sociedade” e sugerem o potencial de se apropriar da pretensão biográfica para explicitar conexões diversas. Ou seja, os artigos contam como o estilo antropológico de constituir narrativas (a etnografia) através de um enfoque biográfico e de meios distintos, combinados e não dicotômicos (escrita e imagens), permite falar da vida levando-se em conta a sua complexidade e extensão. Isso explica a diversidade de temáticas que compõe a coletânea: música, skate, carreiras artísticas e científicas, processos judiciários, neonazismo, literatura, foto(bio)grafias, cidades e lugares.

 
 

 

 
Vitória Valentina

Elvira Vigna.
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Crime e tragédia na favela. Um casal rouba e mata outro casal de vizinhos, mas na fuga também morre em um acidente de trânsito. Nando e Carla Vitória Valentina, filhos dos dois casais, crescem juntos e órfãos. A amizade e a cumplicidade construídas e impostas pelas circunstâncias vividas por eles na favela são seus laços mais fortes, que vão seguir por toda a vida. Esse é o enredo inicial desta novela gráfica, que trata de excluídos sociais e econômicos.

 
 

 

 
Zona Oeste revisitada:
memória, patrimônio e identidade

Maria Amália Silva Alves de Oliveira.
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“O Rio de Janeiro é uma das cidades mais famosas do Brasil. Por ser tão citada e reconhecida pela grande imprensa, pela literatura, pelo cinema, acabamos, contraditoriamente, conhecendo pouco para além daquilo que é exibido e consumido nos veículos de comunicação e nos meios de cultura. Essas dinâmicas entre exposição e encobrimento, entre fala e silêncio, entre imagem e sombra fazem com que a cidade seja lida quase sempre no singular. Ela encanta por suas belezas mais conhecidas e reconhecidas. Enquanto isso, outras maravilhas ficam restritas, resguardadas e acessíveis somente aos nativos dos lugares em que se encontram.”