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| A educação na cultura da mídia e do consumo |
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Marisa Vorraber Costa(org.)
Conjunto de 54 artigos publicados
originalmente de 2003 a 2008, sob a
rubrica “Cultura e pedagogia”, no
jornal mensal português A Página da
Educação. Sucintos e objetivos, os
textos mantêm uma reflexão positiva
com o tempo atual, investigando-lhe
aspectos pertinentes à compreensão
da educação contemporânea, aqui
concebida como um processo aberto,
amplo, plurifacetado. O fio condutor
das análises é a maneira como a
complexa relação de crianças e jovens
com a mídia e o consumo se desdobra
no universo escolar e na atuação dos
educadores. Entre outros temas,
examinam-se blogs e comunidades
do Orkut, a série de livros Harry Potter,
o telefone celular, o “internetês”, a
boneca Barbie e o shopping center |
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| Ações afirmativas: políticas públicas contra as desigualdades raciais |
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Fátima Lobato(org.)
Renato Emerson dos Santos(org.)
Trata das políticas públicas voltadas para a promoção da igualdade racial no Brasil. São apresentadas reflexões acerca de seus princípios, as críticas mais correntes, as experiências de implementação, bem como as formas recentes de resistência e ação dos negros na luta contra o racismo. O livro inclui documentos com propostas de ações afirmativas, que mostram a diversidade das medidas pautadas por parlamentares, acadêmicos, artistas — sobretudo, militantes da causa. Conferir igualdade nas oportunidades requer, ante o acúmulo histórico de injustiças, tratamento diferenciado — não a reprodução ou a criação de novas injustiças, mas a supressão das existentes. Não há igualdade no tratamento idêntico a desiguais. |
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| Corações na ponta da chuteira: capítulos iniciais da história do futebol brasileiro (1919-38) |
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Fábio Franzini
Nascido na Inglaterra na segunda metade do século xix, o futebol logo transpôs os limites das ilhas britânicas para conquistar pés e corações mundo afora. No Brasil, onde não demorou a aportar, não seria diferente, exceto pelos resultados de sua formidável aclimatação. Hoje, passado mais de um século dos primeiros chutes nativos, eis que nos achamos reconhecidos como o país do futebol. Este livro escapa às interpretações lineares e fáceis desse processo, bem como à superfície da paixão incondicional dedicada à bola, do brilho de craques estelares, de conquistas em gramados internacionais, para buscar as raízes do estreito vínculo entre um esporte de origem estrangeira e nossa própria identidade nacional. |
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| Culturas eXtremas: mutações juvenis nos corpos das metrópoles |
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Massimo Canevacci
Trata-se de uma rica oferta de imagens e materiais produzidos pelos grupos juvenis, com o objetivo de analisar as relações conceituais e comportamentais entre jovens, metrópole, mídia e consumo. Com base na metodologia do “gozo da diferença”, o autor frequenta interzonas urbanas nas quais estabelece um fluxo comunicacional direto com os sujeitos. Rave, piercing, techno, tatuagem, bodyscape, cut-up, ciberespaço, fanzine, videoarte — a cultura líquida escorre pelos desvãos da cidade, despercebida entre as grades enferrujadas do método acadêmico centralizado. O livro mostra como se dá a transformação do extremo no eXtremo e como é impossível compreendê-lo sem aceitar o que está fora da regra. |
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| Futebol: paixão e política |
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Paulo Cesar Rodrigues Carrano(org.)
Perceber a onipresença do futebol na escola, sobretudo em momentos de grande mobilização popular como Copas do Mundo, não passa de obviedade. Mas qual sua importância para a educação? Como a escola pode absorvê-lo num sentido didático e amplamente educativo? São questões que norteiam este livro, no qual pensadores e especialistas, como Eduardo Galeano, Salman Rushdie e Juca Kfouri, tentam captar o esporte nacional em época de globalização. A inclusão dessa temática na coleção “O sentido da escola” se dá, fundamentalmente, pela percepção das emoções provocadas nos espaços e tempos cotidianos escolares, que tantas vezes se alteram com os sentidos que são disputados em outros campos, oficiais ou não. |
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| Identidades sociais: ruralidades no Brasil contemporâneo |
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Roberto José Moreira(Org.)
Postula a existência de um sistema de desconstrução-construção do rural estabelecido pelas antigas oposições sociais e políticas decorrentes das revoluções burguesas, a exemplo de tradicional/moderno, rural/urbano, campo/cidade e agricultura/indústria. No debate brasileiro, as dinâmicas recentes na esfera rural são identificadas, por um lado, pela tendência à expansão das ocupações não agrícolas por populações que habitam áreas reconhecidas como rurais e, pois, predominantemente agrícolas, e, por outro, pela manifestação de práticas culturais, na cidade e no campo, que são expressões do estabelecimento de novas identidades sociais. É nesse prisma que se enfeixam os textos deste livro. |
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| Jovens em tempo real |
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Jorge Atílio Silva Iulianelli (org.)
Paulo Cesar Pontes Fraga(org.)
Embora reconheça não ser possível cunhar uma definição absoluta de juventude, conserva homogeneidade temática: a dos males que afligem os jovens pobres brasileiros. As questões de desemprego, preconceito racial, exploração sexual, mortes por causas externas, evasão escolar, envolvimento com uso e venda de drogas, violência policial, gravidez na adolescência, aids etc. desenrolam diante dos olhos heranças do passado colonial-escravagista que insiste em não ter fim. Dos centros urbanos como São Paulo, Curitiba e Fortaleza, das favelas cariocas ao sertão nordestino, emerge uma constatação: a produção incessante de necessidades de consumo que afetam jovens sem condição material de satisfazê-las. |
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| Juventude nas sombras: escola, trabalho e moradia em territórios de precariedades |
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Denise Cordeiro
É resultado de cuidadosa pesquisa de campo empreendida no Jardim Catarina, um dos bairros mais pobres de São Gonçalo (RJ) e o maior loteamento urbano da América Latina. O processo investigativo cria uma cartografia do lugar, dos corpos e das relações. Em meio a “paredes de cal e tijolo à vista, ruas asfaltadas, ruas de terra batida, descampados, sol delirante, chuvas e lama”, Denise Cordeiro segue o caminho de flâneur para trazer à tona percursos labirínticos traçados por jovens pobres, com escolarização precária, e por antigos moradores. Esse itinerário permitiu à autora conhecer o abandono do bairro e, também, na contramão das adversidades, potências de vida, expectativas e sonhos. |
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