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Antropologia
 
 

 

 
A educação na cultura da mídia e do consumo

Marisa Vorraber Costa.(org.)
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Conjunto de 54 artigos publicados originalmente de 2003 a 2008, sob a rubrica “Cultura e pedagogia”, no jornal mensal português A Página da Educação. Sucintos e objetivos, os textos mantêm uma reflexão positiva com o tempo atual, investigando-lhe aspectos pertinentes à compreensão da educação contemporânea, aqui concebida como um processo aberto, amplo, plurifacetado. O fio condutor das análises é a maneira como a complexa relação de crianças e jovens com a mídia e o consumo se desdobra no universo escolar e na atuação dos educadores. Entre outros temas, examinam-se blogs e comunidades do Orkut, a série de livros Harry Potter, o telefone celular, o “internetês”, a boneca Barbie e o shopping center

 
 

 

 
A escola tem futuro?

Marisa Vorraber Costa.(org.)
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Num mundo que se transmuta rapidamente para novas formas de ser e de viver, as vozes dos arautos da decadência da escola misturam-se às que refutam seu anacronismo, reafirmando-lhe a importância no processo de socialização e educação do ser humano. Objeto de especulações e teorizações levadas a efeito por filósofos, sociólogos, historiadores, pedagogos e pensadores em geral, a escola ainda é o centro de movimentações discursivas que lhe atribuem as mais variadas competências, responsabilidades e tarefas. Este livro reúne entrevistas com professores envolvidos no debate acerca da instituição, aqui abordada com base nas contingências que os posicionam em distintos ângulos, óticas e arranjos.

 
 

 

 
A fábrica da infelicidade: trabalho cognitivo e crise da new economy

Franco Berardi (Bifo).
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É uma abordagem original da New Economy, em cujo discurso ideológico impera a promessa tácita de autorrealização e felicidade no trabalho e o consequente sucesso individual. Analisa a manifestação dos primeiros sintomas de sua crise, refletida no processo de recessão mundial deflagrado em 2001 e cujo ápice foi o atentado, em 11 de setembro, contra o ícone da hegemonia econômica ocidental, as torres do World Trade Center. O autor destrinça a ideologia virtual, suas aporias teóricas e sobretudo sua fragilidade cultural. Sua fundamentação crítica é a certeza de que o neoliberalismo não é o melhor modelo para um mundo marcado pela fragmentação socioeconômica e pelo esfacelamento da dignidade humana.

 
 

 

 
A magia do circo:
Etnografia de uma cultura viajante

Gilmar Rocha.
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O antropólogo Gilmar Rocha faz uma grande viagem e leva o leitor a descobrir como é o cotidiano do Grande Circo Popular do Brasil (Marcos Frota Circo Show), que hoje é um dos principais exemplos brasileiros do chamado “novo circo”. Esse conceito diz respeito a uma nova forma de fazer o espetáculo, que mescla elementos de tradição e de modernidade, os quais o autor expõe ao longo do livro.

 
 

 

 
A reciclagem integradora dos aspectos ambientais, sociais e econômicos

Pólita Gonçalves.
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Como modificar a cultura dos atores sociais e elevar o patamar de participação sociopolítica de comunidades, trabalhadores e consumidores para construir práticas que tornem a produção de lixo um ciclo virtuoso? Consultora do sebrae para empreendimentos de reciclagem e assessora comprometida com cooperativas de catadores, Pólita Gonçalves produz uma metodologia e faz avançar o marco conceitual para modificar as políticas públicas e a relação entre produtores e consumidores de resíduos. Assim como o lixo desvenda muito da lógica civilizatória, a reciclagem, com suas modalidades e agenciamentos, mapeia os novos rumos para um paradigma de desenvolvimento sociossustentável. A edição é apresentada por Pedro Cláudio Cunca Bocayuva.

 
 

 

 
A verdade seduzida: por um conceito de cultura no Brasil

Muniz Sodré.
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Discute o conceito ocidental de cultura, sua genealogia e seus efeitos de poder, caucionados pela pretensão de verdade universal. Em confronto, emergem estratégias de sedução, decorridas de uma lógica do mito, acionadas pela cultura negro-brasileira. É um livro indispensável à compreensão do pluriculturalismo nacional. Mostra como nas comunidades litúrgicas negras se afirma a força de aproximação das diferenças. Pensar o Brasil é mais do que pensar o resultado da mera fusão de grupos étnicos com experiências e tradições distintas — ideia imortalizada na imagem corrente do melting pot brasileiro ou nas expressões que se limitam a definir o país como o “feliz encontro de três raças: o branco, o negro e o índio”.

 
 

 

 
A vida comum: espaço, cotidiano e cidade na Atenas Clássica

Marta Mega de Andrade.
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Aborda, no contexto ateniense, os modos de apropriação do espaço da cidade por habitantes e suas relações com o modelo das esferas pública e privada da vida do homem livre e cidadão. É a história de como o cotidiano foi estilizado na vida urbana e politizado num contexto de interações dos indivíduos. Num momento erroneamente denominado “crise da pólis”, foi preciso negociar o status de cidadão em suas prerrogativas, dentro de uma organização social cada vez menos preparada para aceitar a univocidade de determinado modelo político e de politeía. A forma como os atenienses propuseram consensos diante dessa realidade deslocou o cenário das negociações do âmbito público para o horizonte da vida doméstica.

 
 

 

 
Ações afirmativas: políticas públicas contra as desigualdades raciais

Fátima Lobato.(org.)
Renato Emerson dos Santos.(org.)
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Trata das políticas públicas voltadas para a promoção da igualdade racial no Brasil. São apresentadas reflexões acerca de seus princípios, as críticas mais correntes, as experiências de implementação, bem como as formas recentes de resistência e ação dos negros na luta contra o racismo. O livro inclui documentos com propostas de ações afirmativas, que mostram a diversidade das medidas pautadas por parlamentares, acadêmicos, artistas — sobretudo, militantes da causa. Conferir igualdade nas oportunidades requer, ante o acúmulo histórico de injustiças, tratamento diferenciado — não a reprodução ou a criação de novas injustiças, mas a supressão das existentes. Não há igualdade no tratamento idêntico a desiguais.

 
 

 

 
Antropologia do conflito urbano: conexões Rio–Barcelona

Neiva Vieira da Cunha.(org.)
Leticia de Luna Freire.(org.)
Maíra Machado-Martins.(org.)
Felipe Berocan Veiga.(org.)
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En un mundo en el que las ciudades han sido puestas en venta, asusta el conflicto, espanta que, de pronto, afloren los descontentos por los contenciosos pendientes, los agravios no resueltos, las humillaciones mal soportadas. Frente a esa amenaza, los planificadores y los poderes políticos y económicos a los que sirven, ponen en escena ciudades desconflictivizadas, en las que todo lo que ocurre sea amable y previsible. Se espera que lo que atraiga al turista o al inversor sean espacios urbanos confortables, hospitalarios, sin sobresaltos.

 
 

 

 
Associações: como constituir sociedades civis sem fins lucrativos

Daniel Rech.
Sandra Mayrink Veiga.
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É um guia informativo sobre associações, formas de organização dos trabalhadores constituídas a fim de encontrar meios para superar os múltiplos problemas de sobrevivência decorridos do caráter excludente da sociedade. Explica por que, quando, para que e como fundá-las. Mediante a análise das vantagens do trabalho associado e das dificuldades identificadas na experiência coletiva, objetiva-se promover o fortalecimento de sociedades civis sem fins lucrativos. A meta é melhorar a qualidade de vida pela geração de trabalho e renda e pela intensificação de sua força política e de sua cidadania. O livro acentua os aspectos democráticos e a dimensão de autonomia que devem nortear esse tipo de entidade.

 
 

 

 
Bem-vindo à escola: a inclusão nas vozes do cotidiano

Maria Terezinha Teixeira dos Santos.
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Mediante o nexo dialógico entre conteúdo impresso e CD-ROM, instiga a andanças pelo caleidoscópio do (hiper)texto, propondo caminhos para compreender melhor a experiência de viver a escola. A análise evidencia rigoroso trabalho de pesquisa, fruto da tese de doutorado em educação defendida pela autora na UNICAMP. O resultado distancia-se da linearidade e da simplificação, constituindo um livro denso e belo que incorpora a complexidade como método. As sutilezas do ensino regular revelam-se em mecanismos diversos que, ao serem reproduzidos, ensejam situações de exclusão escolar e social; se superados, porém, configuram possibilidades de construção de uma efetiva escola para todos.

 
 

 

 
Bibliografia básica sobre relações raciais e educação

Claudia Miranda.(org.)
Francisco Lopes de Aguiar.(org.)
Maria Clara Di Pierro.(org.)
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Contempla mais de quinhentas indicações bibliográficas entre livros, teses, dissertações e artigos que figuram como referência dos estudos das relações raciais e da educação produzidos a partir dos anos 1990. Inclui uma síntese do conteúdo a fim de facilitar a consulta. A proposta dos autores é compartilhar trabalhos já conhecidos no campo temático do negro e da educação, e dessa forma contribuir para o desenvolvimento de pesquisas futuras e em andamento na área. Apesar de o foco ser a produção teórica educacional, o levantamento não exclui outras áreas do conhecimento, dada a interface da educação com a história, a sociologia e a psicologia. Entender a questão racial significa enfrentar o tema da identidade.

 
 

 

 
Candomblé: diálogos fraternos contra a intolerância religiosa

Rafael Soares de Oliveira.(org.)
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A luta contra o que de errado ou ofensivo sobre o candomblé se vê e se ouve nos meios de comunicação deve ser travada por meio do diálogo, da lei, da cultura. Este livro defende o equilíbrio e o respeito entre as religiões, segundo a razão de que o ecumenismo verdadeiro há de decorrer tão só da obediência ao direito legal, às regras de convivência social e da fraternidade a que toda religião deve aspirar. Resulta de um consenso inédito entre várias casas de candomblé e marca um protesto contra a intolerância. Cada terreiro participante dos debates empenha- -se em contribuir para a confirmação dos princípios comuns a todos os outros, mantendo o respeito a diferentes práticas, sem abandonar convicções próprias.

 
 

 

 
Como organizar redes solidárias

Euclides André Mance.(org.)
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Destina-se a organizações da sociedade civil, consumidores e trabalhadores, produtores e prestadores de serviço interessados em organizar redes de colaboração solidária e delas participar. São apresentados, de modo didático, os diversos mecanismos atualmente utilizados em redes de economia solidária e uma série de esclarecimentos sobre como assegurar a viabilidade financeira dos empreendimentos, realizar diagnósticos, consolidar e expandir as redes solidárias locais e integrá-las em contextos mais amplos. Propicia aos leitores e educadores formas de elaborar suas próprias reflexões acerca da práxis de libertação no campo econômico, buscando intercâmbios para o avanço da reflexão e da luta popular.

 
 

 

 
Cooperativismo: uma revolução pacífica em ação

Isaque Fonseca.
Sandra Mayrink Veiga.
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Apresentado pelo economista Paul Singer, este livro difunde e organiza o novo cooperativismo. É um instrumento valioso para que incubadores e multiplicadores habilitem trabalhadores a optar por formas de produção e distribuição que se adaptem às necessidades, às possibilidades e aos valores dos que não têm capital individual nem almejam possuí-lo. O novo cooperativismo é uma resposta à crise do trabalho e, conforme se observa aqui, pode transcendê-la. A economia solidária não é um remendo do capitalismo, e sim uma alternativa a ele. Os que desejam democracia no campo político e igualdade no social descobrem neste livro ser possível alcançar tais valores no campo econômico pela aplicação dos princípios do cooperativismo.

 
 

 

 
Corações na ponta da chuteira: capítulos iniciais da história do futebol brasileiro (1919-38)

Fábio Franzini.
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Nascido na Inglaterra na segunda metade do século xix, o futebol logo transpôs os limites das ilhas britânicas para conquistar pés e corações mundo afora. No Brasil, onde não demorou a aportar, não seria diferente, exceto pelos resultados de sua formidável aclimatação. Hoje, passado mais de um século dos primeiros chutes nativos, eis que nos achamos reconhecidos como o país do futebol. Este livro escapa às interpretações lineares e fáceis desse processo, bem como à superfície da paixão incondicional dedicada à bola, do brilho de craques estelares, de conquistas em gramados internacionais, para buscar as raízes do estreito vínculo entre um esporte de origem estrangeira e nossa própria identidade nacional.

 
 

 

 
Cultura e conhecimento de professores

Aldo Victorio Filho.(org.)
Solange Castellano Fernandes Monteiro.(org.)
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Quando se reflete sobre a formação de professores/as, não se pode ignorar o conteúdo que emerge no/ do contexto cotidiano em que estão inseridos/as. Este livro analisa as práticas que produzem conhecimento frente aos desafios diários dentro e fora das salas de aula. Os textos fazem pensar no não escrito da formação docente e na possibilidade de criação de produtivos fios de contato que cada leitor/a traz de sua própria trajetória, acrescida do encontro com as diversas experiências registradas por seus/suas autores/as. Explicitam sentimentos e sentidos criados no modo singular de apropriação das redes e os modos como, a partir de práticas individuais, se reinventam saídas coletivas.

 
 

 

 
Cultura e sociedade no Brasil: ensaios sobre ideias e formas

Carlos Nelson Coutinho.
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Um dos mais conhecidos pensadores marxistas brasileiros, Carlos Nelson Coutinho examina, num conjunto de ensaios escritos ao longo de mais de trinta anos, determinações fundamentais da relação entre cultura e sociedade no país. Além de propor uma original análise da formação da intelectualidade nacional, interpreta obras de autores como Lima Barreto, Graciliano Ramos, Caio Prado Júnior e Florestan Fernandes — mostrando como criaram, por meios estéticos ou teórico-conceituais, outra imagem do Brasil. Com preocupação metodológica inspirada em Gramsci e Lukács, atesta que as produções culturais só podem ser plenamente avaliadas quando inseridas na totalidade social de que são expressão e momento constitutivo.

 
 

 

 
Culturas eXtremas: mutações juvenis nos corpos das metrópoles

Massimo Canevacci.
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Trata-se de uma rica oferta de imagens e materiais produzidos pelos grupos juvenis, com o objetivo de analisar as relações conceituais e comportamentais entre jovens, metrópole, mídia e consumo. Com base na metodologia do “gozo da diferença”, o autor frequenta interzonas urbanas nas quais estabelece um fluxo comunicacional direto com os sujeitos. Rave, piercing, techno, tatuagem, bodyscape, cut-up, ciberespaço, fanzine, videoarte — a cultura líquida escorre pelos desvãos da cidade, despercebida entre as grades enferrujadas do método acadêmico centralizado. O livro mostra como se dá a transformação do extremo no eXtremo e como é impossível compreendê-lo sem aceitar o que está fora da regra.

 
 

 

 
Desenvolvimento humano e relações raciais

Marcelo J. P. Paixão.
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Debate as desigualdades sociorraciais no Brasil, com destaque para a pesquisa que desagregou o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de negros e brancos, marco na compreensão do abismo que os separa. A despeito das condições de vida desfavoráveis dos afrodescendentes, ainda vigora, em amplos setores da sociedade e nos meios jornalístico e acadêmico — de todos os quadrantes ideológicos —, a opinião de que aqui se vive numa democracia racial. O grande desafio do novo século é elaborar roteiros de investigação científica e de políticas públicas que tenham por desiderato a superação do quadro de desigualdades raciais, núcleo das injustiças sociais brasileiras.

 
 

 

 
Educação, cultura e comunicação nas periferias urbanas

Henrique Garcia Sobreira.(org.)
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“Este livro é constituído de catorze capítulos que abordam temas de grande interesse para profissionais de educação, em especial aqueles que lidam com questões das periferias urbanas. Os textos expressam análises empreendidas em dissertações de mestrado desenvolvidas no Programa de Pós-Graduação em Educação, Cultura e Comunicação da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FEBF-UERJ). Diferentes metodologias foram adotadas nas pesquisas relatadas, evidenciando diferentes possibilidades de investigação.”

Maria Isabel Ramalho Ortigão

 
 

 

 
Feminismo: que história é essa?

Daniela Auad.
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Muitas foram as mudanças nas últimas décadas quanto à inserção da mulher na sociedade, mas resta fazer diversas outras. Se por um lado hoje há mais mulheres profissionalmente ativas, independentes e em cargos de chefia, por outro persistem no Brasil e no mundo elementos típicos do machismo mais arraigado e opressor. Ainda há mulheres proibidas de andar nas ruas e de trabalhar. Ainda há mulheres vítimas de mutilação do órgão sexual. Ainda há mulheres condenadas à morte devido ao adultério. Para que isso se encerre de uma vez por todas e se extirpem as desigualdades entre os gêneros, é preciso conhecer as raízes das circunstâncias que levaram a essa situação. É o que leitores e leitoras encontram neste livro.

 
 

 

 
Futebol: paixão e política

Paulo Cesar Rodrigues Carrano.(org.)
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Perceber a onipresença do futebol na escola, sobretudo em momentos de grande mobilização popular como Copas do Mundo, não passa de obviedade. Mas qual sua importância para a educação? Como a escola pode absorvê-lo num sentido didático e amplamente educativo? São questões que norteiam este livro, no qual pensadores e especialistas, como Eduardo Galeano, Salman Rushdie e Juca Kfouri, tentam captar o esporte nacional em época de globalização. A inclusão dessa temática na coleção “O sentido da escola” se dá, fundamentalmente, pela percepção das emoções provocadas nos espaços e tempos cotidianos escolares, que tantas vezes se alteram com os sentidos que são disputados em outros campos, oficiais ou não.

 
 

 

 
Grandes ideias para pequenos e micronegócios

Carlos Aquiles Siqueira.
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Analisa e divulga a geração de trabalho e renda a partir de recursos naturais e de meios eletrônicos. Diante das dificuldades financeiras decorrentes da globalização, cabe ao pequeno e ao microempresário pensar em soluções criativas e viáveis para problemas tradicionais. Os mais variados cenários do mundo dos negócios são descritos aqui, com amparo em fontes distintas, como jornais, periódicos, internet e anais de congresso. O objetivo do autor, que desenvolve projetos para o terceiro setor e governos de todo o país, é tanto incentivar os leitores a considerar a possibilidade de se tornarem empreendedores quanto sugerir a gestores públicos e ongs propostas para reduzir a desigualdade socioeconômica.

 
 

 

 
Identidades sociais: ruralidades no Brasil contemporâneo

Roberto José Moreira.(Org.)
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Postula a existência de um sistema de desconstrução-construção do rural estabelecido pelas antigas oposições sociais e políticas decorrentes das revoluções burguesas, a exemplo de tradicional/moderno, rural/urbano, campo/cidade e agricultura/indústria. No debate brasileiro, as dinâmicas recentes na esfera rural são identificadas, por um lado, pela tendência à expansão das ocupações não agrícolas por populações que habitam áreas reconhecidas como rurais e, pois, predominantemente agrícolas, e, por outro, pela manifestação de práticas culturais, na cidade e no campo, que são expressões do estabelecimento de novas identidades sociais. É nesse prisma que se enfeixam os textos deste livro.

 
 

 

 
Jovens em tempo real

Jorge Atílio Silva Iulianelli .(org.)
Paulo Cesar Pontes Fraga.(org.)
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Embora reconheça não ser possível cunhar uma definição absoluta de juventude, conserva homogeneidade temática: a dos males que afligem os jovens pobres brasileiros. As questões de desemprego, preconceito racial, exploração sexual, mortes por causas externas, evasão escolar, envolvimento com uso e venda de drogas, violência policial, gravidez na adolescência, aids etc. desenrolam diante dos olhos heranças do passado colonial-escravagista que insiste em não ter fim. Dos centros urbanos como São Paulo, Curitiba e Fortaleza, das favelas cariocas ao sertão nordestino, emerge uma constatação: a produção incessante de necessidades de consumo que afetam jovens sem condição material de satisfazê-las.

 
 

 

 
Juventude nas sombras: escola, trabalho e moradia em territórios de precariedades

Denise Cordeiro.
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É resultado de cuidadosa pesquisa de campo empreendida no Jardim Catarina, um dos bairros mais pobres de São Gonçalo (RJ) e o maior loteamento urbano da América Latina. O processo investigativo cria uma cartografia do lugar, dos corpos e das relações. Em meio a “paredes de cal e tijolo à vista, ruas asfaltadas, ruas de terra batida, descampados, sol delirante, chuvas e lama”, Denise Cordeiro segue o caminho de flâneur para trazer à tona percursos labirínticos traçados por jovens pobres, com escolarização precária, e por antigos moradores. Esse itinerário permitiu à autora conhecer o abandono do bairro e, também, na contramão das adversidades, potências de vida, expectativas e sonhos.

 
 

 

 
Levando a raça a sério: ação afirmativa e universidade

Daniela Galdino.(org.)
Joaze Bernardino.(org.)
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Os estudos científicos decretaram o fim da raça como categoria biológica, que determinava o comportamento moral, intelectual e cultural dos indivíduos. No plano social e político, todavia, sobretudo como critério explicativo das desvantagens enfrentadas pela população negra no Brasil, remanesce uma abordagem específica do conceito. Os autores deste livro esperam que a raça como esfera sociológica seja levada a sério na formulação de políticas públicas adequadas ao fenômeno. Lutar contra o racismo, o preconceito e a discriminação racial — que se materializam nos indicadores de desigualdades — requer ações que conjuguem medidas punitivas, além de estratégias de ação afirmativa e combate à miséria.

 
 

 

 
Linguagens e interatividade na educação a distância

Leda Maria Rangearo Fiorentini.
Raquel de Almeida Moraes.
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Dedica-se a compreender como a interatividade contribui para definir as concepções dos textos didáticos, do hipertexto e dos programas de televisão e vídeo, de modo a empregá-los em seus limites mais satisfatórios. Associada aos dispositivos tecnológicos, a interação desponta como fator de importância definitiva na educação a distância, pois determina com rigor objetivo o uso que se faz dos meios de comunicação, as novas relações entre os atores do processo de ensino- -aprendizagem que se estabelecem no plano da linguagem e na produção do material educativo. A assimilação de conhecimentos, aberta e flexível, é caracterizada pela possibilidade de desvelar significados, negociar sentidos e mediar múltiplos saberes.

 
 

 

 
Memória e patrimônio: ensaios contemporâneos

Mário Chagas.(org.)
Regina Abreu.(org.)
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As forças desencadeadas pela discussão em torno do patrimônio cultural desenham um novo cenário. A redefinição passa pelo campo do biopatrimônio e do patrimônio genético, propondo novos olhares para a relação entre natureza e cultura e facilitando a compreensão da noção de patrimônio natural como construção que se faz a partir do intangível. No campo dos museus, constata-se a revitalização de práticas discursivas de colecionamento, bem como de desenvolvimento de novos estudos. Nunca se colecionou tanto, nunca se arquivou tanto, nunca tantos grupos inquietaram-se tanto com memória, patrimônio e museus. Este livro reúne reflexões atuais elaboradas por autores que reconhecem a centralidade do tema.

 
 

 

 
Sinais de fumaça na cidade:
uma sociologia da clandestinidade na luta contra a ditadura no Brasil

Henri Acselrad.
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A clandestinidade política na luta contra a ditadura é, com frequência, resumida no ato de escrever e ir queimando as anotações. Nas palavras de um militante, a sensação era de escrever com fumaça: “assim, índio clandestino, enviava meus sinais de fumo”. O presente livro discute como o exercício da política, nas condições do regime de arbítrio, desviou-se para as margens, ao custo de fazer-se através de “sinais de fumaça”. Observando alguns destes sinais, contidos na fumaça a que foi relegada a vida política brasileira durante a ditadura, o autor procura dar a conhecer os impasses da experiência de grupos que mergulharam na vida clandestina. Aguçando a vista para observar o mínimo e o pouco visível na vida social da época, busca en- tender as relações que os militantes estabeleceram, em seu cotidiano, com a sociedade que buscavam então mobilizar.

 
 

 

 
Sobre periferias:
Novos conflitos no Brasil contemporâneo

Neiva Vieira da Cunha.(org.)
Gabriel de Santis Feltran.(org.)
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Os textos reunidos neste livro revelam a elaboração rica de um campo analítico, cuja complexidade se deve ao reconhecimento de que as fronteiras das periferias estão longe de se constituírem por coordenadas somente ou primordialmente espaciais. Afinal, as margens, como muitos trabalhos publicados demonstram, podem ser políticas, religiosas, sociais, administrativas e/ou culturais – sem que se recubram de forma a criar espaços fixos, homogêneos, unificados e submetidos às mesmas clivagens.

 
 

 

 
Triunfos e impasses:
Lina Bo Bardi, Aloisio Magalhães e o design no Brasil

Zoy Anastassakis.
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Discutindo questões formuladas por parte da crítica de design no Brasil, este livro problematiza as relações entre design, modernidade e brasilidade, observando-as a partir das perspectivas de Lina Bo Bardi e Aloisio Magalhães – personagens que, segundo alguns dos críticos contemporâneos, conformariam uma “outra vertente” do design brasileiro, mais comprometida com a ideia de “identidade nacional” e, por isso mesmo, representativa de alguns “sinais de divergência” em meio ao campo do design no país. Orientada por uma “visão cultural mais ampla”, essa “outra vertente” buscaria “assimilar a cultura popular” em “projetos de natureza participativa”, que, ao investirem na “contextualização cultural”, abririam caminho para um “desenvolvimento autônomo”.

 
 

 

 
Vida e grafias: narrativas antropológicas entre biografia e etnografia

Suely Kofes.(org.)
Daniela Manica .(org.)
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Esta coletânea pretende explorar a multiplicidade de aspectos que envolvem os modos como a antropologia tem pensado a escrita (grafia), tendo como pontos de convergência a escrita etnográfica e biográfica. A reunião dos diversos artigos e temáticas oferece um panorama instigante para se pensar criticamente a questão biográfica e os pressupostos que a sustentam: a individualidade, o self, o sujeito, o indivíduo, a coerência da vida, os percursos percorridos. Ao propor um conjunto heterogêneo de possibilidades de apreensão narrativa (daí a questão gráfica) sobre a vida, os textos indicam os limites da distinção (muitas vezes conceitual) entre “indivíduo” e “sociedade” e sugerem o potencial de se apropriar da pretensão biográfica para explicitar conexões diversas. Ou seja, os artigos contam como o estilo antropológico de constituir narrativas (a etnografia) através de um enfoque biográfico e de meios distintos, combinados e não dicotômicos (escrita e imagens), permite falar da vida levando-se em conta a sua complexidade e extensão. Isso explica a diversidade de temáticas que compõe a coletânea: música, skate, carreiras artísticas e científicas, processos judiciários, neonazismo, literatura, foto(bio)grafias, cidades e lugares.