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Editora Circuito

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Ciências sociais
 
 

 

 
A cidade-região: regionalismo e reestruturação no Grande ABC paulista

Jeroen Johannes Klink.
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É um estudo da influência da globalização na reorganização da economia planetária. Expõe a visão do regionalismo sob uma nova ótica: a conceituação dessa transformação e do esvaziamento do papel tradicional das cidades-região, em face das novas atribuições no âmbito do desenvolvimento econômico local, em função do processo de reestruturação produtiva. O autor centraliza sua reflexão na maneira como o novo regionalismo, com sua tendência a despolitizar as relações de parceria entre os agentes, aporta numa região como a do Grande abc paulista. Analisa também os desafios que o incipiente sistema de governance regional enfrentará à luz das antigas fragilidades do tecido econômico da região.

 
 

 

 
A fábrica da infelicidade: trabalho cognitivo e crise da new economy

Franco Berardi (Bifo).
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É uma abordagem original da New Economy, em cujo discurso ideológico impera a promessa tácita de autorrealização e felicidade no trabalho e o consequente sucesso individual. Analisa a manifestação dos primeiros sintomas de sua crise, refletida no processo de recessão mundial deflagrado em 2001 e cujo ápice foi o atentado, em 11 de setembro, contra o ícone da hegemonia econômica ocidental, as torres do World Trade Center. O autor destrinça a ideologia virtual, suas aporias teóricas e sobretudo sua fragilidade cultural. Sua fundamentação crítica é a certeza de que o neoliberalismo não é o melhor modelo para um mundo marcado pela fragmentação socioeconômica e pelo esfacelamento da dignidade humana.

 
 

 

 
A identidade cultural na pós-modernidade

Stuart Hall.
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O homem da sociedade moderna tinha uma identidade bem definida e localizada no mundo social e cultural. No entanto, uma mudança estrutural está fragmentando e deslocando as identidades culturais de classe, de sexualidade, de etnia, de raça e de nacionalidade. As velhas identidades, que por tanto tempo estabilizaram o mundo social, estão em declínio. Se antes elas eram sólidas localizações, nas quais os indivíduos se encaixavam socialmente, hoje se encontram com fronteiras menos definidas, o que provoca no indivíduo uma “crise de identidade”.

 
 

 

 
A magia do circo:
Etnografia de uma cultura viajante

Gilmar Rocha.
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O antropólogo Gilmar Rocha faz uma grande viagem e leva o leitor a descobrir como é o cotidiano do Grande Circo Popular do Brasil (Marcos Frota Circo Show), que hoje é um dos principais exemplos brasileiros do chamado “novo circo”. Esse conceito diz respeito a uma nova forma de fazer o espetáculo, que mescla elementos de tradição e de modernidade, os quais o autor expõe ao longo do livro.

 
 

 

 
A mobilização produtiva dos territórios: instituições e logística do desenvolvimento local

Frédéric Monié.(org.)
Gerardo Silva.(org.)
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Congrega análises acerca das interfaces produtivas dos territórios, da logística e do desenvolvimento local. Entre outros temas, abordam-se os “projetos de aglomeração”, a cidade portuária como difusora de arranjos institucionais, comunidades portuárias na Europa setentrional e a relação entre Estados e multinacionais nos fluxos de mercado da globalização. Estudos sobre o caso brasileiro demonstram haver enorme dificuldade na implementação de políticas públicas locais e regionais inovadoras. Uma nova concepção de logística, como processo de constituição de um espaço público de circulação, é desvelada de modo a colaborar em formas mais integradas e sustentáveis de mobilização produtiva dos territórios.

 
 

 

 
A questão local

Alain Bourdin.
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Revela o paradoxo da busca pela identidade contemporânea: como se tornar “local”, sedimentado em raízes próprias e autônomas, num mundo progressivamente globalizado? É cada vez mais difícil definir entidades em perímetros claros, duráveis e justificados pela natureza, pelos traços culturais ou pela legitimidade histórica: mobilidade, diversidade e polimorfismo de territórios e relações sociais, na rede de economias, fazem, em contrapartida, surgir novas figuras, entre as quais a de um local plural. Este livro ultrapassa os limites do âmbito acadêmico e se volta também para legisladores, urbanistas, administradores e os próprios atores da localidade, inseridos num fluxo contínuo de transformações.

 
 

 

 
A reciclagem integradora dos aspectos ambientais, sociais e econômicos

Pólita Gonçalves.
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Como modificar a cultura dos atores sociais e elevar o patamar de participação sociopolítica de comunidades, trabalhadores e consumidores para construir práticas que tornem a produção de lixo um ciclo virtuoso? Consultora do sebrae para empreendimentos de reciclagem e assessora comprometida com cooperativas de catadores, Pólita Gonçalves produz uma metodologia e faz avançar o marco conceitual para modificar as políticas públicas e a relação entre produtores e consumidores de resíduos. Assim como o lixo desvenda muito da lógica civilizatória, a reciclagem, com suas modalidades e agenciamentos, mapeia os novos rumos para um paradigma de desenvolvimento sociossustentável. A edição é apresentada por Pedro Cláudio Cunca Bocayuva.

 
 

 

 
Ações afirmativas: políticas públicas contra as desigualdades raciais

Fátima Lobato.(org.)
Renato Emerson dos Santos.(org.)
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Trata das políticas públicas voltadas para a promoção da igualdade racial no Brasil. São apresentadas reflexões acerca de seus princípios, as críticas mais correntes, as experiências de implementação, bem como as formas recentes de resistência e ação dos negros na luta contra o racismo. O livro inclui documentos com propostas de ações afirmativas, que mostram a diversidade das medidas pautadas por parlamentares, acadêmicos, artistas — sobretudo, militantes da causa. Conferir igualdade nas oportunidades requer, ante o acúmulo histórico de injustiças, tratamento diferenciado — não a reprodução ou a criação de novas injustiças, mas a supressão das existentes. Não há igualdade no tratamento idêntico a desiguais.

 
 

 

 
Antropologia do conflito urbano: conexões Rio–Barcelona

Neiva Vieira da Cunha.(org.)
Leticia de Luna Freire.(org.)
Maíra Machado-Martins.(org.)
Felipe Berocan Veiga.(org.)
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En un mundo en el que las ciudades han sido puestas en venta, asusta el conflicto, espanta que, de pronto, afloren los descontentos por los contenciosos pendientes, los agravios no resueltos, las humillaciones mal soportadas. Frente a esa amenaza, los planificadores y los poderes políticos y económicos a los que sirven, ponen en escena ciudades desconflictivizadas, en las que todo lo que ocurre sea amable y previsible. Se espera que lo que atraiga al turista o al inversor sean espacios urbanos confortables, hospitalarios, sin sobresaltos.

 
 

 

 
As multidões e o império: entre globalização da guerra e universalização dos direitos

Giuseppe Cocco .(org.)
Graciela Hopstein.(org.)
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A ideia deste livro nasceu em meio às manifestações contra a reunião dos oito países mais ricos do mundo (g-8) em Gênova, na Itália, em 2001. A forte repressão policial, marcada por prisões e espancamentos, além da morte de um jovem, corroborou a lógica de guerra do governo Berlusconi, metonímia da dinâmica unilateral da política externa norte-americana (exemplificada pela recusa ao tratado de Kyoto e pela rejeição ao controle de armas biológicas). O objetivo inicial de compreender a “política das multidões” foi ampliado pelo 11 de Setembro em Nova York. Impossível restringir-se a Gênova com a fumaça sinistra dos escombros do World Trade Center obscurecendo o horizonte do “movimento dos movimentos”.

 
 

 

 
As novas fronteiras do agronegócio:
transformações territoriais em Mato Grosso

Júlia Adão Bernardes.(org.)
Ève Anne Buhler.(org.)
Marcos Vinícius Velozo da Costa.(org.)
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Os textos, aqui reunidos, representam um estudo coletivo, valorizado pelo trabalho de campo, e produzidos por pesquisadores de diferentes titulações e saberes diversos. O livro trata de transformações econômicas que exigem uma leitura geográfica, considerando que o conceito de espaço é de grande valia para interpretar as estratégias modernizantes dos processos econômicos. Avalia situações concretas, explicita relações sociais que ameaçam outras formas de sobreviver. Nossa intenção com esta publicação é tornar mais transparentes as implicações de ordem socioespacial da expansão do agronegócio e seus determinantes, procurando identificar o novo padrão de acumulação e analisar o arranjo espacial no atual período técnico-científico-informacional.

 
 

 

 
Associações: como constituir sociedades civis sem fins lucrativos

Daniel Rech.
Sandra Mayrink Veiga.
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É um guia informativo sobre associações, formas de organização dos trabalhadores constituídas a fim de encontrar meios para superar os múltiplos problemas de sobrevivência decorridos do caráter excludente da sociedade. Explica por que, quando, para que e como fundá-las. Mediante a análise das vantagens do trabalho associado e das dificuldades identificadas na experiência coletiva, objetiva-se promover o fortalecimento de sociedades civis sem fins lucrativos. A meta é melhorar a qualidade de vida pela geração de trabalho e renda e pela intensificação de sua força política e de sua cidadania. O livro acentua os aspectos democráticos e a dimensão de autonomia que devem nortear esse tipo de entidade.

 
 

 

 
Bibliografia básica sobre relações raciais e educação

Claudia Miranda.(org.)
Francisco Lopes de Aguiar.(org.)
Maria Clara Di Pierro.(org.)
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Contempla mais de quinhentas indicações bibliográficas entre livros, teses, dissertações e artigos que figuram como referência dos estudos das relações raciais e da educação produzidos a partir dos anos 1990. Inclui uma síntese do conteúdo a fim de facilitar a consulta. A proposta dos autores é compartilhar trabalhos já conhecidos no campo temático do negro e da educação, e dessa forma contribuir para o desenvolvimento de pesquisas futuras e em andamento na área. Apesar de o foco ser a produção teórica educacional, o levantamento não exclui outras áreas do conhecimento, dada a interface da educação com a história, a sociologia e a psicologia. Entender a questão racial significa enfrentar o tema da identidade.

 
 

 

 
Candomblé: diálogos fraternos contra a intolerância religiosa

Rafael Soares de Oliveira.(org.)
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A luta contra o que de errado ou ofensivo sobre o candomblé se vê e se ouve nos meios de comunicação deve ser travada por meio do diálogo, da lei, da cultura. Este livro defende o equilíbrio e o respeito entre as religiões, segundo a razão de que o ecumenismo verdadeiro há de decorrer tão só da obediência ao direito legal, às regras de convivência social e da fraternidade a que toda religião deve aspirar. Resulta de um consenso inédito entre várias casas de candomblé e marca um protesto contra a intolerância. Cada terreiro participante dos debates empenha- -se em contribuir para a confirmação dos princípios comuns a todos os outros, mantendo o respeito a diferentes práticas, sem abandonar convicções próprias.

 
 

 

 
Capitalismo cognitivo: trabalho, redes e inovação

Alexander Patez Galvão.(org.)
Gerardo Silva.(org.)
Giuseppe Cocco .(org.)
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Trata da ligação entre capital, conhecimento e tecnologia. Os novos sistemas produtivos, estruturados no formato de rede, em cuja extensão esses elementos se congregam e se sobrepõem, já prenunciam que o capitalismo avança rumo a outro estágio de sua evolução: recompõe- -se em função de uma nova disposição de forças produtivas e de meios modernos de geração de valor, embora preserve a imparidade das relações de trabalho, a má distribuição dos recursos gerados e a dissimulada exaltação a um suposto progresso que apenas agrava e torna mais eficientes métodos seculares de exploração. Os autores estudam o modo como operam esses mecanismos, cujo funcionamento remanesce, sugestivamente, pouco esclarecido.

 
 

 

 
Capitalismo globalizado e recursos territoriais: fronteiras da acumulação no Brasil contemporâneo

Vários autores.
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A expansão das fronteiras da acumulação no Brasil articula-se com mecanismos de exploração do trabalho. Há uma desestabilização de formas produtivas baseadas na exploração coletiva de recursos de uso comum e responsáveis pela reprodução da biodiversidade e de recursos ambientais ameaçados de escassez e estratégicos para o país; ou seja, de formas que são uma contraposição aos efeitos degradantes das monoculturas e indústrias intensivas em recursos naturais. Este livro, iniciativa de laboratórios acadêmicos dedicados à pesquisa social aplicada ao território, reflete sobre os desafios para que o Brasil, por meio de seus vastos recursos territoriais, liberte-se de sua inaceitável desigualdade social.

 
 

 

 
Cartografia da ação social e movimentos da sociedade:
desafios das experiências urbanas

Ana Clara Torres Ribeiro.(org.)
Andrelino de Oliveira Campos.(org.)
Catia Antonia da Silva.(org.)
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Os textos deste livro enfrentam o desafio de compreensão do mundo marcado pelo advento da comunicação e da informação exacerbada, pela valorização da estética frente à ética, pela aceleração do tempo/mundo e pelo sucateamento das formas históricas de ensinar. Tudo parece perder valor epistemológico com rapidez. Contra a racionalidade técnica instrumental hegemônica, que valoriza o reconhecimento dos grandes agentes, a abstração exacerbada e a falta de diálogo, o livro trata de um desafio enigmático para as ciências sociais: compreender, apreender e representar o movimento da sociedade: reivindicações, protestos, desejos, desencantos, sonhos, caminhadas, sentimentos, relações de poder em produção – elementos que remetem a alma humana coletiva, difícil de representar porque é tradição representar/cartografar objetos, fluxos, indivíduos, produções, resultados de relações de poder. Estes temas podem ser interpretados como weberianos, lefebvrevianos, miltonsantianos, certeaunianos ou freireanos.

 
 

 

 
Cenários do trabalho: subjetividade, movimento e enigma

Anísio José da Silva Araújo.(org.)
Maria de Fátima Pereira Alberto.(org.)
Mary Yale Neves.(org.)
Milton Athayde.(org.)
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Os efeitos do neoliberalismo e da globalização em âmbito mundial deflagram, nas relações de trabalho e produção, um novo conjunto de problemas relativos às dinâmicas do mercado e do contexto pós-fordista e pós-taylorista. Com essa preocupação central, este livro analisa problemas e desafios enfrentados pelos trabalhadores naquilo que mais diretamente os atinge: sua saúde física e mental. Os pesquisadores aqui reunidos examinam formas de doença e mal-estar que acometem, especificamente, diferentes categorias ou segmentos sociais, como motoristas de ônibus, profissionais da construção civil, merendeiras escolares e mergulhadores de profundidade das plataformas de petróleo.

 
 

 

 
Cidadania em ação

Janett Ramírez Plasencia.
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Apresenta o Movimento da Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida como lócus de uma educação para a cidadania. Os temas escolhidos mantêm viva a corrente de uma “cidadania em ação” capaz de gerar novas atividades cidadãs. O livro se destina a pessoas engajadas na formação de agentes populares multiplicadores e na construção de atores coletivos que busquem promover uma cidadania concebida como estratégia política de afirmação da democracia. No âmbito dos movimentos sociais, a concepção de democracia inclui, entre outros atos, as lutas coletivas contra a desigualdade social, o que desencadeia processos educativos que reforçam, entre outras dimensões, a organização e a cultura políticas.

 
 

 

 
Cidade, transformações no mundo do trabalho e políticas públicas: a questão do comércio ambulante em tempos de globalização

Maria de Fátima Cabral Marques Gomes.(org.)
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Resulta de trabalhos apresentados no seminário Comércio, Cultura e Políticas Públicas em Tempos de Globalização, realizado com a intenção de investigar as recentes transformações no mundo do trabalho. Destaca-se nesse universo a atividade ambulante, que adquire visibilidade no espaço público e na mídia, constituindo ambiências particularizadas na estrutura da cidade. A obra é concebida como estratégia para aprofundar o intercâmbio de pesquisas relacionadas à temática do trabalho ambulante no contexto da globalização da economia e do espaço urbano.

 
 

 

 
Cinco lições sobre Império

Antonio Negri.
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Organizado a partir de cinco aulas ministradas pelo autor no Instituto de Sociologia da Universidade de Cosenza em 2002, ressalta elementos da metodologia de pesquisa que resultou no livro Império, escrito em coautoria com Michael Hardt. No percurso crítico e lúcido de suas análises, o autor se aprofunda em alguns aspectos do que ele demonina “Império”, como seu caráter monárquico, “particularmente evidente sobretudo em tempos de conflito militar, quando […] o Pentágono domina o mundo com suas armas atômicas e sua tecnologia militar superior”. No embate entre a multidão e o Império, Negri confia — esperançoso numa sociedade melhor em todos os sentidos — na força dos militantes dos movimentos globais. A edição conta com contribuições de Danilo Zolo e Michael Hardt.

 
 

 

 
Com a taça nas mãos:
Sociedade, Copa do Mundo e ditadura no Brasil e na Argentina

Lívia Gonçalves Magalhães.
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No ano da realização da Copa do Mundo no Brasil e do aniversário de 50 anos do golpe civil-militar brasileiro, as discussões em torno das históricas relações entre futebol e política parecem ter ganhado maior retumbância. Foi assim também nas Copas de 1970, no México, vencida pela seleção brasileira, e de 1978, na Argentina, conquistada pela seleção da casa, quando os governos dos países das duas equipes campeãs foram acusados de usarem os Mundiais para fins políticos, em vista dos regimes civil-militares pelos quais passavam à época. Afinal, em meio às euforias dos campeonatos, partidas e conquistas dentro de campo, havia uma série de repressões, denúncias e torturas acontecendo no Brasil e na Argentina. Mas, ao mesmo tempo, as Copas do Mundo foram também um espaço de distintas manifestações sociais, que vão além da dicotomia apoio × resistência. Seria certo, então, afirmar que as Copas foram “ferramentas” utilizadas pelos governos das ditaduras brasileira e argentina?

 
 

 

 
Como organizar redes solidárias

Euclides André Mance.(org.)
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Destina-se a organizações da sociedade civil, consumidores e trabalhadores, produtores e prestadores de serviço interessados em organizar redes de colaboração solidária e delas participar. São apresentados, de modo didático, os diversos mecanismos atualmente utilizados em redes de economia solidária e uma série de esclarecimentos sobre como assegurar a viabilidade financeira dos empreendimentos, realizar diagnósticos, consolidar e expandir as redes solidárias locais e integrá-las em contextos mais amplos. Propicia aos leitores e educadores formas de elaborar suas próprias reflexões acerca da práxis de libertação no campo econômico, buscando intercâmbios para o avanço da reflexão e da luta popular.

 
 

 

 
Cooperativismo: uma revolução pacífica em ação

Isaque Fonseca.
Sandra Mayrink Veiga.
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Apresentado pelo economista Paul Singer, este livro difunde e organiza o novo cooperativismo. É um instrumento valioso para que incubadores e multiplicadores habilitem trabalhadores a optar por formas de produção e distribuição que se adaptem às necessidades, às possibilidades e aos valores dos que não têm capital individual nem almejam possuí-lo. O novo cooperativismo é uma resposta à crise do trabalho e, conforme se observa aqui, pode transcendê-la. A economia solidária não é um remendo do capitalismo, e sim uma alternativa a ele. Os que desejam democracia no campo político e igualdade no social descobrem neste livro ser possível alcançar tais valores no campo econômico pela aplicação dos princípios do cooperativismo.

 
 

 

 
Cultura e sociedade no Brasil: ensaios sobre ideias e formas

Carlos Nelson Coutinho.
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Um dos mais conhecidos pensadores marxistas brasileiros, Carlos Nelson Coutinho examina, num conjunto de ensaios escritos ao longo de mais de trinta anos, determinações fundamentais da relação entre cultura e sociedade no país. Além de propor uma original análise da formação da intelectualidade nacional, interpreta obras de autores como Lima Barreto, Graciliano Ramos, Caio Prado Júnior e Florestan Fernandes — mostrando como criaram, por meios estéticos ou teórico-conceituais, outra imagem do Brasil. Com preocupação metodológica inspirada em Gramsci e Lukács, atesta que as produções culturais só podem ser plenamente avaliadas quando inseridas na totalidade social de que são expressão e momento constitutivo.

 
 

 

 
Das “técnicas” de fazer desaparecer corpos:
Desaparecimentos, violência, sofrimento e política

Fábio Alves de Araújo.
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Das “técnicas” de fazer desaparecer corpos é o resultado de um estudo socioantropológico que descreve e analisa as relações entre sofrimento, violência e política, a partir da experiência e da perspectiva dos familiares de vítimas de violência. Focaliza-se uma modalidade específica de casos e situações: o desaparecimento forçado de pessoas, e, portanto, a violação e a ausência dos corpos. Por meio das narrativas dos familiares dos desaparecidos, é possível acessar certas gramáticas morais e políticas em que categorias e temas como desaparecimento, desaparecido, vítima, familiar de vítima, morte violenta, favela, violência policial/estatal, milícia, “traficantes”, terror, luto, justiça, ação coletiva e espaço público emergem no processo de construção de uma teia de significados e sentidos.

 
 

 

 
Desenvolvimento humano e relações raciais

Marcelo J. P. Paixão.
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Debate as desigualdades sociorraciais no Brasil, com destaque para a pesquisa que desagregou o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de negros e brancos, marco na compreensão do abismo que os separa. A despeito das condições de vida desfavoráveis dos afrodescendentes, ainda vigora, em amplos setores da sociedade e nos meios jornalístico e acadêmico — de todos os quadrantes ideológicos —, a opinião de que aqui se vive numa democracia racial. O grande desafio do novo século é elaborar roteiros de investigação científica e de políticas públicas que tenham por desiderato a superação do quadro de desigualdades raciais, núcleo das injustiças sociais brasileiras.

 
 

 

 
Empresários e empregos nos novos territórios produtivos: o caso da Terceira Itália

Alexander Patez Galvão.(org.)
André Urani.(org.)
Giuseppe Cocco .(org.)
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É um livro voltado para o debate brasileiro em torno das estratégias para a geração de empregos. A experiência italiana é apropriada, pois a região, tradicionalmente pobre e devastada pela Segunda Guerra, tornou-se uma das mais prósperas da Europa, com a melhor renda per capita e a menor taxa de desemprego. Como em tão pouco tempo se deu a transformação, calcada nos distritos industriais formados por pequenas e médias empresas e num contexto democrático mas de fortes instabilidades políticas, é o que se pode ler nesta obra. O exemplo da Terceira Itália merece ser estudado, pois, se bem assimilado, poderá rever alguns rumos da história brasileira.

 
 

 

 
Ensaios sobre Michel Foucault no Brasil: presença, efeitos, ressonâncias

Heliana de Barros Conde Rodrigues.
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A relevância adquirida pelo pensamento de Michel Foucault no Brasil contemporâneo é circunstância bem conhecida. A despeito disso, poucos têm se dedicado a investigar suas cinco visitas a nosso país, datadas de 1965, 1973, 1974, 1975 e 1976. Sendo assim, a autora desenvolveu a pesquisa “Michel Foucault no Brasil: presença, efeitos e ressonâncias”, cujos objetivos incluem o estabelecimento de uma “audiografia” da presença do Foucault-corpo no Brasil – análise do modo como ele aqui ocupou os espaços de fala –, bem como de uma “geo-epistemologia” – busca das condições geopolíticas de produção do saber – e de uma “cronobibliografia” das ideias de Foucault entre nós – exame analítico-crítico das temporalidades associadas à primazia conferida a determinados procedimentos, categorias, problemáticas e conceitos pelos intelectuais e militantes brasileiros.

 
 

 

 
Escola pública e pobreza no Brasil: a ampliação para menos

Eveline Algebaile.
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Acurado estudo sobre o caráter assumido pela escola pública elementar num país onde a superação da pobreza jamais compôs efetivamente a pauta política nacional. A partir da investigação das práticas de utilização instrumental da escola pública para realizar ações que deveriam caber a outras políticas setoriais, como saúde, cultura e assistência, este livro empreende rica análise da escola pública fundamental, sobretudo “a escola dos pobres”. Possibilita, assim, melhor avaliar as funções estratégicas desempenhadas pela expansão escolar no processo histórico de formação do Estado brasileiro, bem como na atualidade, evidenciando a desigualdade como marca de nossa organização social, econômica e política.

 
 

 

 
Espaço e energia:
Mudanças no paradigma sucroenergético

Júlia Adão Bernardes.(org.)
Catia Antonia da Silva.(org.)
Roberta Carvalho Arruzzo.(org.)
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Compreender as mudanças no setor sucroenergético no contexto nacional, considerando a conjuntura atual marcada por diversas transformações econômicas, políticas e sociais que impactam a escala regional. Esse é o objetivo dos 18 pesquisadores reunidos neste livro, resultado do seminário “Reestruturação do setor sucroenergético brasileiro: novas e velhas espacialidades”, que ocorreu em 2012 na UFRJ.

 
 

 

 
Etnografia e educação:
culturas escolares, formação e sociabilidades infantis e juvenis

Tania Dauster.(org.)
Sandra Pereira Tosta.(org.)
Gilmar Rocha.(org.)
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É sabido que a educação, como campo disciplinar, apropria-se de outros saberes, tais como filosofia, psicologia e história, para investigar suas práticas e construir investigações e caminhos políticos. A entrada da antropologia no campo da educação em tempos recentes tem permitido uma ampliação de sentidos na medida em que as relações sociais na escola, as culturas escolares, os processos de transmissão de saberes no cotidiano, a formação de docentes e as sociabilidades infantis e juvenis atravessam as fronteiras dos espaços e das práticas educativas formais e não formais. Com isso, queremos sinalizar que outras formas de conceber e praticar a educação passam a constituir os currículos da formação de profissionais que atuam nessas áreas.

 
 

 

 
Feminismo: que história é essa?

Daniela Auad.
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Muitas foram as mudanças nas últimas décadas quanto à inserção da mulher na sociedade, mas resta fazer diversas outras. Se por um lado hoje há mais mulheres profissionalmente ativas, independentes e em cargos de chefia, por outro persistem no Brasil e no mundo elementos típicos do machismo mais arraigado e opressor. Ainda há mulheres proibidas de andar nas ruas e de trabalhar. Ainda há mulheres vítimas de mutilação do órgão sexual. Ainda há mulheres condenadas à morte devido ao adultério. Para que isso se encerre de uma vez por todas e se extirpem as desigualdades entre os gêneros, é preciso conhecer as raízes das circunstâncias que levaram a essa situação. É o que leitores e leitoras encontram neste livro.

 
 

 

 
Grandes ideias para pequenos e micronegócios

Carlos Aquiles Siqueira.
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Analisa e divulga a geração de trabalho e renda a partir de recursos naturais e de meios eletrônicos. Diante das dificuldades financeiras decorrentes da globalização, cabe ao pequeno e ao microempresário pensar em soluções criativas e viáveis para problemas tradicionais. Os mais variados cenários do mundo dos negócios são descritos aqui, com amparo em fontes distintas, como jornais, periódicos, internet e anais de congresso. O objetivo do autor, que desenvolve projetos para o terceiro setor e governos de todo o país, é tanto incentivar os leitores a considerar a possibilidade de se tornarem empreendedores quanto sugerir a gestores públicos e ongs propostas para reduzir a desigualdade socioeconômica.

 
 

 

 
Guerrilha e revolução:
A luta armada contra a ditadura militar no Brasil

Jean Rodrigues Sales.(org.)
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O ano de 2014 foi marcado pelos cinquenta anos do golpe militar brasileiro e suas rememorações, além da recente divulgação do relatório final da Comissão Nacional da Verdade, que investigou as graves violações de direitos humanos ocorridas durante a ditadura. Nesse contexto de muitas matérias e pesquisas sobre esse período da história do Brasil, Guerrilha e revolução desponta como uma obra de papel fundamental.

 
 

 

 
Identidades sociais: ruralidades no Brasil contemporâneo

Roberto José Moreira.(Org.)
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Postula a existência de um sistema de desconstrução-construção do rural estabelecido pelas antigas oposições sociais e políticas decorrentes das revoluções burguesas, a exemplo de tradicional/moderno, rural/urbano, campo/cidade e agricultura/indústria. No debate brasileiro, as dinâmicas recentes na esfera rural são identificadas, por um lado, pela tendência à expansão das ocupações não agrícolas por populações que habitam áreas reconhecidas como rurais e, pois, predominantemente agrícolas, e, por outro, pela manifestação de práticas culturais, na cidade e no campo, que são expressões do estabelecimento de novas identidades sociais. É nesse prisma que se enfeixam os textos deste livro.

 
 

 

 
Indústria automotiva: a nova geografia do setor produtivo

Antonio Moreira de Carvalho Neto.(org.)
Magda de Almeida Neves.(org.)
Maria Regina Nabuco.(org.)
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Este livro é uma bússola para entender os novos rumos da indústria automotiva brasileira. Resultado de pesquisas de campo nas principais montadoras do país, além de estudos de caso estrangeiros pertinentes à macrocompreensão do setor, indica de que forma se articulam alguns dos pontos cardeais dessa nova geografia — entre os quais as razões por que uma montadora se instala em determinado lugar, a relação entre empresas e governos estaduais, os programas e métodos internos de trabalho, sistemas logísticos específicos e a atuação de sindicatos. A análise empreendida mostra-se atenta a questões como emprego, bem-estar social e modos contemporâneos de organização trabalhista.

 
 

 

 
Intervenção socioanalítica em conselhos tutelares

Maria Lívia do Nascimento.(org.)
Estela Scheinvar.(org.)
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Produto de uma prática de estágio curricular do curso de psicologia da Universidade Federal Fluminense (UFF) em conselhos tutelares (CTs) do estado do Rio de Janeiro, apresenta a produção construída nesses espaços, buscando efetivar uma rede de debates. A instituição do estágio, as práticas de assistência à criança e ao adolescente, o mundo da norma jurídica, as subjetividades circulantes, as tensões políticas locais e nacionais, as demandas no campo da psicologia e outras discussões construíram os textos reunidos neste livro. A partir de uma abordagem socioanalítica, contribui com a problematização da formação e das práticas profissionais, das propostas políticas e das práticas de assistência social no Brasil de hoje, entendendo-as como históricas e, portanto, em constante circulação.

 
 

 

 
Itinerários de pesquisa: perspectivas qualitativas em sociologia da educação

Nadir Zago.(org.)
Marília Pinto de Carvalho.(org.)
Rita Amélia Teixeira Vilela.(org.)
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Aprofunda a discussão teórica e metodológica ensejada pela investigação e estudo de situações reais no campo da educação. Contempla as indagações centrais da pesquisa qualitativa em sociologia da educação, que talvez atendam a resumir-se a uma pergunta principal: qual o papel social dessas investigações? Os autores aqui reunidos expõem algumas das questões com que se defrontaram e as soluções que puderam desenvolver no decurso de atividades determinadas e próprias de investigação sociológica.

 
 

 

 
Jovens em tempo real

Jorge Atílio Silva Iulianelli .(org.)
Paulo Cesar Pontes Fraga.(org.)
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Embora reconheça não ser possível cunhar uma definição absoluta de juventude, conserva homogeneidade temática: a dos males que afligem os jovens pobres brasileiros. As questões de desemprego, preconceito racial, exploração sexual, mortes por causas externas, evasão escolar, envolvimento com uso e venda de drogas, violência policial, gravidez na adolescência, aids etc. desenrolam diante dos olhos heranças do passado colonial-escravagista que insiste em não ter fim. Dos centros urbanos como São Paulo, Curitiba e Fortaleza, das favelas cariocas ao sertão nordestino, emerge uma constatação: a produção incessante de necessidades de consumo que afetam jovens sem condição material de satisfazê-las.

 
 

 

 
Labirintos do trabalho: interrogações e olhares sobre o trabalho vivo

Denise Alvarez.(org.)
Jussara Brito.(org.)
Marcelo Figueiredo.(org.)
Milton Athayde.(org.)
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Estar fora do cordão dos curiosos em torno do “corpo estendido no chão”, não raro sufocante em sua ignorância, é o que permite o ponto de vista transversal que aciona os autores deste estudo, com a régua e o compasso da experiência-trabalho e dos saberes disciplinares acerca dessa atividade humana, a nos desafiar com seus labirintos. Para isso, mobilizam ferramentas teóricas, metodológicas e técnicas que incorporam instrumentos da ergonomia da atividade, da clínica da atividade de trabalho, da psicodinâmica do trabalho, da linguística dialógica, da saúde coletiva e do trabalhador e dos estudos das relações de gênero, encaminhamento que converge para a abordagem ergológica.

 
 

 

 
Levando a raça a sério: ação afirmativa e universidade

Daniela Galdino.(org.)
Joaze Bernardino.(org.)
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Os estudos científicos decretaram o fim da raça como categoria biológica, que determinava o comportamento moral, intelectual e cultural dos indivíduos. No plano social e político, todavia, sobretudo como critério explicativo das desvantagens enfrentadas pela população negra no Brasil, remanesce uma abordagem específica do conceito. Os autores deste livro esperam que a raça como esfera sociológica seja levada a sério na formulação de políticas públicas adequadas ao fenômeno. Lutar contra o racismo, o preconceito e a discriminação racial — que se materializam nos indicadores de desigualdades — requer ações que conjuguem medidas punitivas, além de estratégias de ação afirmativa e combate à miséria.

 
 

 

 
Linguística centrada no uso:
Teoria e método

Mariangela Rios de Oliveira.(org.)
Ivo da Costa do Rosário.(org.)
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Um livro técnico, para quem quer saber mais sobre linguística funcional, suas teorias e metodologias. Esta é uma coletânea composta por 11 capítulos, que traz reflexões teóricas e discute alternativas metodológicas no âmbito do funcionalismo em seu viés mais recente. Organizada por Mariangela Rios de Oliveira & Ivo da Costa do Rosário, docentes do Grupo de Estudos Discurso & Gramática, insere-se na nova vertente da pesquisa funcionalista, que, na interface com os estudos cognitivistas, destaca a intrínseca relação entre sentido e forma com foco nos contextos de uso.

 
 

 

 
Manifesto antirracista: ideias em prol de uma utopia chamada Brasil

Marcelo J. P. Paixão.
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Neste livro, elaborado como contribuição para a I Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, diversas formulações teóricas e empíricas são organizadas em mais de quinhentos tópicos acerca da luta antirracista no Brasil e no mundo. O autor conduz uma análise panorâmica desde o pensamento social e as ideias de nação e identidade nacional, passando pelas dinâmicas da construção das desigualdades, até os indicadores sociodemográficos de educação, mercado de trabalho, questão agrária, gênero e violência policial. Aqui se desvelam outro Brasil e uma aposta em novas direções para pensá-lo. “É boa leitura para instruir o debate em torno das oportunidades na democracia racial de Pindorama” (Elio Gaspari).

 
 

 

 
Mediações históricas de trabalho e educação: gênese e disputas na formação dos trabalhadores (Rio de Janeiro, 1930-60)

Maria Ciavatta.
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As relações entre trabalho e educação passaram a receber tratamento renovado a partir dos estudos que, nas décadas de 1970-80, contribuíram para sua problematização. Este livro é um dos marcos dessa abordagem. Expressa uma síntese teórico-metodológica em busca do método da crítica à economia política a partir da historicidade dos acontecimentos e das estruturas sociais da gênese e das disputas na formação dos trabalhadores. O sentido histórico-ontológico dado ao termo “mediações” envolve o aprofundamento de outros conceitos — a fotografia como fonte de pesquisa, o documento, a história oral, a memória e a identidade, e a formação integrada entre o ensino médio técnico e a educação profissional.

 
 

 

 
Memória e patrimônio: ensaios contemporâneos

Mário Chagas.(org.)
Regina Abreu.(org.)
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As forças desencadeadas pela discussão em torno do patrimônio cultural desenham um novo cenário. A redefinição passa pelo campo do biopatrimônio e do patrimônio genético, propondo novos olhares para a relação entre natureza e cultura e facilitando a compreensão da noção de patrimônio natural como construção que se faz a partir do intangível. No campo dos museus, constata-se a revitalização de práticas discursivas de colecionamento, bem como de desenvolvimento de novos estudos. Nunca se colecionou tanto, nunca se arquivou tanto, nunca tantos grupos inquietaram-se tanto com memória, patrimônio e museus. Este livro reúne reflexões atuais elaboradas por autores que reconhecem a centralidade do tema.

 
 

 

 
Memória e temporalidades do trabalho e da educação

Maria Ciavatta.
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O tema deste livro é a história fotográfica e seu lugar na pesquisa em educação. A recuperação da memória de Paracambi — pequena cidade do interior do Rio de Janeiro com pouco mais de 41 mil habitantes — por intermédio de fotografias e da história contada por seus moradores é a primeira vertente do texto, pari passu com a transformação do espaço fabril do trabalho em espaço de educação. Seguem-se o mundo da escola, da ciência e da arte, o papel da memória, a discussão sobre a formação do cidadão produtivo emancipado e a alternativa da formação integrada entre a educação profissional e o conhecimento dos fundamentos científico-tecnológicos e histórico- -sociais da relação entre capital e trabalho.

 
 

 

 
Metamorfoses sociais e políticas urbanas

Maria Helena Rauta Ramos.(org.)
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Os desafios políticos impostos pelo uso das novas tecnologias no sistema de produção e pela reconfiguração do espaço urbano, assim como o impacto causado pela revolução informacional na produção do conhecimento, são os principais assuntos tratados aqui. Registra-se o resultado de pesquisas dedicadas à investigação dos processos urbanos, as quais se dirigem àqueles interessados em conhecer propostas correntes de gestão democrática da cidade e de reestruturação produtiva dos territórios. O diálogo engendrado ao longo das páginas indica os critérios hodiernos de avaliação da eficácia das políticas públicas e aponta para tensões decorrentes da reorganização socioeconômica deflagrada pelas mudanças tecnológicas.

 
 

 

 
Metodologia científica: a construção do conhecimento

Antonio Raimundo dos Santos.
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Fornece o instrumental necessário para elaborar documentos acadêmicos e científicos. Apresenta um roteiro detalhado para a realização de pesquisas com rigor metodológico: escolha do tema, definição de objetivos, coleta de dados e redação final. É um livro básico para que alunos de graduação ou pós-graduação desenvolvam pesquisas e apresentem seus trabalhos conforme padrões da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). A preparação de originais de cunho científico exige critérios que agreguem coerência, clareza e coesão ao texto. Quem se dedica à atividade, portanto, deve ter o cuidado de normatizá-lo, sobretudo quando indicado para publicação.

 
 

 

 
Metodologia da pesquisa para o professor pesquisador

Herivelto Moreira.
Luiz Gonzaga Caleffe.
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Enfatiza os aspectos objetivos da pesquisa acadêmica respaldados por discussões paradigmáticas. Especialmente útil para o desenvolvimento profissional do professor-pesquisador, e para a elaboração de monografias, dissertações de mestrado e teses de doutorado em ciências humanas e ciências sociais aplicadas, o livro trata, entre outros temas, das etapas fundamentais do processo, como a problematização e a revisão da literatura, das bases epistemológicas do positivismo e do interpretativismo — e das tipologias inerentes a ambos os paradigmas —, da elaboração e administração do questionário, da análise dos dados coletados mediante esse instrumento e da redação dos relatórios e dos textos finais.

 
 

 

 
Metrópole: governo, sociedade e território

Catia Antonia da Silva.(org.)
Désirée Guichard Freire.(org.)
Floriano José Godinho de Oliveira.(org.)
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No processo de reestruturação econômica e política do capitalismo mundial, o debate sobre a questão metropolitana é fundamental para compreender os elos entre a modernização seletiva, orientada para a recomposição da taxa de lucro do capital, e o desmonte de direitos sociais. Sobretudo nos países capitalistas periféricos, as metrópoles apresentam assimetrias econômicas, políticas e sociais, além de lutas e experiências históricas representativas dos impasses no atual contexto de intensificação de desigualdades socioespaciais. Este livro esmiúça o quadro complexo dos desafios práticos e teóricos à produção científica e à ação política orientada para as transformações sociais.

 
 

 

 
Metrópoles e invisibilidades:
da política às lutas de sentidos da apropriação urbana

Catia Antonia da Silva.(org.)
Andrelino de Oliveira Campos.(org.)
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Descortinar as invisibilidades das metrópoles; trazer luz aos invisíveis, aos excluídos da sociedade, marginalizados de alguma forma – é este o foco deste livro. Os invisíveis são aqueles muitos sujeitos que também contribuem na estrutura produtiva das cidades, mas que têm acesso dificultado aos direitos sociais e às políticas publicas, bem como não possuem lugar garantido no sistema de divisão do território em propriedades. Por não se encaixarem claramente em nenhuma parcela, costumam ser malvistos por grande parte da sociedade e não ganham a atenção das autoridades.

 
 

 

 
Narcotráfico e violência no campo

Ana Maria Motta Ribeiro.(org.)
Jorge Atílio Silva Iulianelli .(org.)
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O capitalismo ilícito está presente na área rural. O conluio entre as forças do crime organizado e setores político- -administrativos favorece o processo de lavagem de dinheiro. A face desse capitalismo ilícito conhecida como narcotráfico ameaça famílias de camponeses e a economia do país. A maconha já integra a cadeia produtiva da agricultura nacional, podendo ser considerada um narcoagronegócio. O Brasil funciona como rota do tráfico de cocaína para os grandes mercados de consumo, posto de comercialização e território livre para lavagem do narcodólar. Produzir uma discussão substantiva sobre o narcotráfico no campo, fundamentada em vivência ou pesquisa sistemática, é o propósito desta obra.

 
 

 

 
O comércio justo e o consumo ético

Alfonso Cotera Fretel.
Eloïse Simoncelli-Bourque.
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Esta cartilha dirigida a donas de casa e produtores autogestionários explora, mediante a viabilidade econômica, o sentido social e a perspectiva ética, formas alternativas ao comércio tradicional. Explica como surgiu o comércio justo, quais os requisitos para praticá-lo, quais as instituições que o promovem e como se procede para inscrever-se nelas. Também deslinda o significado de consumo ético e a maneira como ele ocorre na prática. Tem como proposta a organização da sociedade brasileira frente ao consumo por meio de compras conjuntas em condomínios, bairros, locais de trabalho, e uma maior comercialização dos produtos oriundos das cooperativas e associações autogestionárias da economia solidária.

 
 

 

 
O feitiço da política pública: escola, sociedade civil e direitos da criança e do adolescente

Estela Scheinvar.
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No estado de direito, depositam-se na política pública os anseios das lutas por transformações, especialmente sensíveis no campo dos setores ditos “menores”, “frágeis”, portadores de expectativas frustradas. Com base nas propostas contidas no Estatuto da Criança e do Adolescente, este livro instrumentaliza a análise deste paradoxo: a esperança na garantia de direitos que dependem, para sua implementação, de uma estrutura recoberta de descrédito. Com rigor histórico e conceitual, o texto apresenta outras possibilidades para abordar os terrenos da criança, da juventude, da escola, da sociedade civil e da construção de políticas públicas em favor de uma vida potente, num horizonte libertário.

 
 

 

 
O poder constituinte: ensaio sobre as alternativas de modernidade

Antonio Negri.
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Negri elucida o conceito de poder constituinte, caracterizando-o como a atividade produtora das normas constitucionais dos ordenamentos jurídicos e situando-lhe a genealogia nas ondas revolucionárias da modernidade. Da Renascença à Revolução Inglesa, da Independência Americana à Revolução Francesa, da experiência soviética aos horizontes das lutas contemporâneas, ele analisa, com abrangência, erudição e potência crítica, o pensamento de autores como Maquiavel, Harrington, Burke, Jefferson, os “federalistas”, Rousseau, Sieyès, Tocqueville, Marx, Lenin e, recorrentemente, Espinosa. O propósito é reivindicar uma “tradição anômala” no eixo Maquiavel-Espinosa- -Marx, com o recurso à contribuição de Deleuze e Foucault.

 
 

 

 
O poder da mídia no Brasil:
(Re)editando outras verdades

Bianchi Agostini Gobbo.(org.)
José Eduardo Pimentel Filho.(org.)
Max Alexandre de Paula Gonçalves.(org.)
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O Brasil não é uma ilha isolada no meio do mundo. A globalização implica a produção de conflitos em escala mundial, cujas causas se entrecruzam. Dilemas, como o desemprego que observamos no centro do sistema internacional, os Estados Unidos, e nas semiperiferias e periferias do sistema, como os casos de Grécia, Portugal, Brasil e Angola, só podem ser compreendidos na medida em que o processo global de produção capitalista é analisado, ou seja, as diversas situações problemáticas apontam para causas comuns, apesar das particularidades de cada caso. Entretanto, se há, por um lado, determinações gerais; por outro lado, há também que se analisar as particularidades, pois são suas nuanças e suas diferenças que podem permitir ações transformadoras mais eficazes.

 
 

 

 
O tabu da gestão: a cultura sindical entre contestação e proposição

Jean Lojkine.
Jean Robert Weisshaupt. (trad.)
Maria Helena Rauta Ramos. (trad.)
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Por intermédio de uma abordagem sociológica dos problemas das associações corporativas tradicionais dos trabalhadores, traça um panorama de como se anuncia nos países ocidentais uma nova relação entre patronato e assalariados. Examina, de modo particular, a “terceira via” do movimento sindical contemporâneo, reflexo de uma organização que já não se pretende mais exclusivamente “obreirista”, tampouco “reformista”, mas que, voltada a ser ainda revolucionária, atua na gestão da empresa mediante novos critérios de eficácia social. O obstáculo mais sério a essa mutação cultural reside mais na alienação cultural mundial do que na desigualdade dos meios institucionais e das competências gestionárias.

 
 

 

 
Os infames da história: pobres, escravos e deficientes no Brasil

Lilia Ferreira Lobo.
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Este livro envereda pela história infame daqueles que, tornados indesejáveis e postos à margem, foram úteis ao controle e à expansão dominantes: os pobres, os doentes, os desvalidos. Em pesquisa de fôlego, a autora traça a história das monstruosidades, em que a concepção das diferenças viaja das maravilhas do mundo dos navegantes dos séculos XV e XVI às produções de uma biologia dos monstros no século XIX e, por extensão, à teratologia social consolidada pela teoria das degenerescências. A análise mapeia as marcas do controle inquisitorial sobre a população da Colônia, um tribunal dos pecados em contraste com o julgamento eugênico de todos os desvios — o ideal do controle do perigo social das procriações.

 
 

 

 
Para além da lógica do mercado: compreendendo e opondo-se ao neoliberalismo

Michael W. Apple.
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Retoma as preocupações e os compromissos do autor com a luta por uma escola de qualidade para todos, sintonizada com a busca de uma sociedade mais democrática e solidária, capaz de participar de uma globalização por baixo, em oposição à globalização por cima, cujos resultados desastrosos penalizam a classe trabalhadora e quem se insurge contra a subalternização da qual é vítima. Michael Apple, professor titular da cátedra John Bascom de currículo e instrução e de estudos de política educacional na Universidade de Wisconsin (Madison, eua), denuncia como tem ocorrido o processo de imposição/expansão do projeto neoliberal que assola o mundo e como ele se manifesta no cotidiano das escolas.

 
 

 

 
Para realizar a América

Richard Rorty.
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Richard Rorty descreve os caminhos da esquerda e da direita nos Estados Unidos da América, revendo esses conceitos na vida política de hoje. Ele defende a ideia de que a verdade inflacionada não mais se sustentaria teoricamente — continuar com ela acarretaria, tão somente, a descrença na palavra “verdade”. Sem metanarrativas tomadas como projetos bem delineados, não se perderá o futuro; pelo contrário, voltar-se-á a sonhar, e cada vez mais, pois o que impedia de fazê-lo eram justamente os “sonhos” delineados. As utopias bem postas no papel e bem comentadas em livros de teoria social não se sustentaram diante da prática, que mostrou que as utopias, à direita e à esquerda, levaram ao sofrimento.

 
 

 

 
Plano de negócios para cooperativas e associações

Ricardo Henrique Salles.
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O plano de negócios é uma maneira estruturada de realizar projeções (nas áreas de marketing, produção, organização e controle, entre outros parâmetros de avaliação) para um empreendimento, as quais, sem substituir a capacidade de análise e a intuição do dirigente, traduzir-se-ão em mecanismos de gerência, a fim de reduzir os riscos inerentes a qualquer negócio. Sua elaboração é condicionada por uma série de fatores sociais que vão além das atividades do dia a dia. Por essa razão, um plano de negócios será tanto mais bem elaborado quanto mais contar com uma visão estratégica que abarque toda a situação do empreendimento e do meio tecnológico, econômico, financeiro, social e cultural que o envolve.

 
 

 

 
Política de habitação popular e trabalho social

Ana Izabel de Carvalho Pelegrino.(org.)
Maria de Fátima Cabral Marques Gomes.(org.)
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Diferentes enfoques oriundos do serviço social, da arquitetura, da sociologia e da antropologia tratam de habitação popular e trabalho social. A ênfase dos estudos recai sobre o papel das políticas públicas e, sobretudo, o do assistente social nas ações de intervenção urbanística. Os processos de favelização, suburbanização e periferização tomam novas configurações, o que evidencia ser o espaço urbano o lócus imediato de rebatimento das transformações globais. A importância deste livro está marcada no fortalecimento da intervenção social, particularmente relevante no caso brasileiro, em que a fragilização do Estado tem deflagrado graves consequê­ncias de todos os matizes quanto ao uso do território.

 
 

 

 
Política e polícia:
Cuidados, controles e penalizações de jovens

Acácio Augusto.
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“A prisão é uma política. Quando se fala de prisão ou de suas implicações, como a tortura, sempre se tem em mente um grande sistema, uma máquina gigantesca cheia de tentáculos. De fato, a prisão é uma máquina de moer carne humana, é um depósito de pessoas-lixo, um triturador de corpos, corações e mentes – um aniquilador de existências. Mas ela começa bem antes; antes, ela existe como princípio moral e prática ordinária, para depois ser um prédio. É nesse sentido que a prisão é uma política. E desta maneira, não se enfrenta o problema das prisões olhando apenas para seus prédios e para as leis que a regulam. [Nas palavras de Foucault] ‘Temos que ouvir o ronco surdo da batalha.’”
Do livro

 
 

 

 
Princípios básicos para a comercialização de produtos e serviços de cooperativas e associações

Vários autores.
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Explora conceitos basilares da comercialização de produtos e serviços, visando a fornecer conteúdo para grupos envolvidos na organização dos próprios empreendimentos e para membros de cooperativas e associações autogestionárias. Compreender os mecanismos de funcionamento do mercado, a exemplo de suas necessidades, de sua dinâmica, da concorrência etc., é fundamental para o êxito de um empreendimento — assim como pensar políticas para o incentivo de uma cultura e a implementação econômica de um consumo justo também é imprescindível para aqueles que estão inseridos na rede de economia solidária e procuram alternativas para um desenvolvimento sustentável, pois acreditam que outro mundo é possível.

 
 

 

 
Relações raciais e educação: novos desafios

Iolanda de Oliveira.(org.)
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Trata de questões da atualidade a respeito de relações raciais no campo educacional, como acesso e permanência de afrodescendentes na universidade, perspectivas de trabalho relacionadas à escolaridade, trajetórias de negros em ascensão, professores e alunos graduandos, além de reflexão dos saberes produzidos sobre os africanos na América Latina, em geral reduzidos a uma bibliografia limitada a caracterizar tão só aspectos “folclóricos” de música, dança e religião. Os capítulos possibilitam a educadores, estudantes e militantes da igualdade racial ter acesso a variegadas perspectivas sobre como a ideia do branqueamento ganhou foros de instituição, produzida e reproduzida também no contexto educativo.

 
 

 

 
Ser humana: quando a mulher está em discussão

Marcia Moraes.
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Empreende uma análise sobre a condição das mulheres no mundo ocidental sexista. Esclarece que, para haver a legitimidade político-social feminina, não basta que elas se conscientizem de seus entraves sociais. É crucial que os homens observem que uma sociedade melhor requer o reconhecimento das opressões e uma constante dialogia, para que as existências não sejam anuladas e que as diferenças tenham o espaço necessário à negociação. O estudo aqui levado a cabo está mais centrado no âmbito da mulher em questões da relação heterossexual, particularmente à luz dos aspectos econômicos que formulam o aparato capitalista, em perspectivas sociológicas, antropológicas e educacionais e de políticas socioculturais.

 
 

 

 
Sinais de fumaça na cidade:
uma sociologia da clandestinidade na luta contra a ditadura no Brasil

Henri Acselrad.
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A clandestinidade política na luta contra a ditadura é, com frequência, resumida no ato de escrever e ir queimando as anotações. Nas palavras de um militante, a sensação era de escrever com fumaça: “assim, índio clandestino, enviava meus sinais de fumo”. O presente livro discute como o exercício da política, nas condições do regime de arbítrio, desviou-se para as margens, ao custo de fazer-se através de “sinais de fumaça”. Observando alguns destes sinais, contidos na fumaça a que foi relegada a vida política brasileira durante a ditadura, o autor procura dar a conhecer os impasses da experiência de grupos que mergulharam na vida clandestina. Aguçando a vista para observar o mínimo e o pouco visível na vida social da época, busca en- tender as relações que os militantes estabeleceram, em seu cotidiano, com a sociedade que buscavam então mobilizar.

 
 

 

 
Sobre periferias:
Novos conflitos no Brasil contemporâneo

Neiva Vieira da Cunha.(org.)
Gabriel de Santis Feltran.(org.)
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Os textos reunidos neste livro revelam a elaboração rica de um campo analítico, cuja complexidade se deve ao reconhecimento de que as fronteiras das periferias estão longe de se constituírem por coordenadas somente ou primordialmente espaciais. Afinal, as margens, como muitos trabalhos publicados demonstram, podem ser políticas, religiosas, sociais, administrativas e/ou culturais – sem que se recubram de forma a criar espaços fixos, homogêneos, unificados e submetidos às mesmas clivagens.

 
 

 

 
Sociologia da educação

Alberto Tosi Rodrigues.
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Interpretar a educação do ponto de vista da sociologia é compreender que, se por um lado as pedagogias são o fundamento das práticas educacionais, por outro as crenças, os valores e as normas sociais são os alicerces da pedagogia. Este livro apresenta a sociologia da educação como disciplina acadêmica preo­cupada em reconstruir as relações, que existem na prática cotidiana, entre as ações que objetivam ensinar e as estruturas da vida social — a economia, a cultura, as normas jurídicas, as concepções de mundo, os conflitos políticos. A educação é objeto privilegiado da sociologia, porque o ato de educar é, ao mesmo tempo, a base da conservação da ordem e o esteio de suas mais radicais transformações.

 
 

 

 
Sociologia da empresa: organização, poder, cultura e desenvolvimento no Brasil

Ana Maria Kirschner.
Renaud Sainsaulieu.
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Esta edição da obra clássica de Renaud Sainsaulieu é fruto de discussões travadas entre o autor francês e a socióloga Ana Maria Kirschner acerca de questões relacionadas às bases teóricas da sociologia da empresa, área que vem se ampliando nos últimos anos, e à realidade brasileira. Visa a auxiliar homens e mulheres de empresa a apropriar-se dos instrumentos de análise e dos meios de compreensão sociológica para melhor perceber e enfrentar os desafios da sociedade por cujas atividades produtivas são responsáveis. Trata-se de uma questão ética, pois a gravidade do destino de indivíduos, de seu emprego e de sua identidade social decide-se no futuro das empresas.

 
 

 

 
Somos todos/as iguais? Escola, discriminação e educação em direitos humanos

Vera Maria Ferrão Candau.(coord.)
Susana Beatriz Sacavino.
Maria da Consolação Lucinda.
Marcelo Andrade.
Marilena Guersola.
Tem com meta responder às seguintes perguntas: como se situam professores(as) e alunos(as) em face da discriminação na escola? qual é a relação desse fenômeno com a realidade social? quais são as formas possíveis para enfrentar o preconceito? Uma educação solidamente fincada em direitos humanos só é possível de ser conquistada por meio do combate sistemático a qualquer forma de discriminação, seja de gênero, etnia, cor, conduta sexual ou credo. O exercício da tolerância e do acatamento da diversidade deve iniciar-se o mais cedo possível, aspecto do qual decorre a importância de fazer da escola o solo fértil para o respeito ao próximo. Só assim será possível afirmar a democracia e a cidadania ativa.

 
 

 

 
Território e ação social: sentidos da apropriação urbana

Catia Antonia da Silva.(org.)
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O desafio contemporâneo é a compreensão da metrópole e da vida urbana numa conjuntura atravessada pela perturbação de entendimento do mundo. Assim, identificar o significado do que é território e do que é ação é fundamental junto aos estudos acadêmicos, visto que estão eivados por noções difusas na vida social, contaminadas por tendências muitas vezes perigosas por fortalecer práticas conservadoras e coercitivas da vida social. Da mesma forma, o excesso de ativismo (campanhas e propagandas por cidadania) confunde a compreensão do que é ação social, limitando os imaginários verdadeiramente emancipatórios e escamoteando relações de poder. Este livro está dedicado a análise conceitual, teórica e metodológica do conceito de território à luz dos contextos urbanos. Análises das relações entre economia política e espaço tornaram-se um desafio a ser discutido por diversos autores da geografia, da sociologia e da história.

 
 

 

 
Territórios do futuro: educação, meio ambiente e ação coletiva

Jean Pierre Leroy.
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Reúne alguns dos mais importantes textos de Jean Pierre Leroy, nome há quatro décadas ligado a questões de meio ambiente e cidadania no Brasil. O livro empreende uma reflexão que alia concepção de vida e ação concreta sobre temas centrais ao presente e ao futuro da vida humana, plasmados na vivência coletiva com grupos e movimentos sociais que têm em sua agenda a superação das relações sociais capitalistas e de todas as formas de exploração e alienação. A força de seu conteúdo está em dizer que outras relações sociais — solidárias, cooperativas e emancipatórias — são viáveis e formam o germe da concretização da utopia de um outro mundo possível. O prefácio é assinado por Marina Silva (PV-AC).

 
 

 

 
Territórios produtivos: oportunidades e desafios para o desenvolvimento local

Gerardo Silva.(org.)
Giuseppe Cocco .(org.)
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A experiência da Terceira Itália revela a existência de condições e oportunidades que permitem apostar em redes de pequenas e microempresas. Este livro centra-se nas preocupações mais atuais da problemática dos distritos industriais, apontando para inflexões necessárias nas contribuições já elaboradas. O planejamento centralizado e tecnocrático deixou de ser, há muito tempo, eficiente como política pública de desenvolvimento, e não apenas no Brasil. Em contrapartida, as estratégias de desenvolvimento que valorizam a dimensão local afirmam-se cada vez mais como alternativa viável para a reconstituição dos vínculos produtivos entre agentes, comunidades e instituições do governo.

 
 

 

 
Todos pela educação?
Como os empresários estão determinando a política educacional brasileira

Erika Moreira Martins.
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“A participação do empresariado na educação pública do País não é nova. Mais recentemente, no âmbito de uma crítica feroz ao papel do Estado na educação, a escola pública tem se transformado num importante nicho de mercado e num espaço de influência ideológica de diferentes setores conservadores da sociedade. Paralelamente, a educação pública passou a sofrer também um processo silencioso – e às vezes nem tão silencioso – de intervenção do setor privado nas decisões político-educacionais dos diferentes entes governamentais. Travestida de corresponsabilidade social, essa intervenção conta com mecanismos de cooptação da mídia e é amplamente amparada por ela, como mostra este livro.”

 
 

 

 
Trabalho associado: cooperativas e empresas de autogestão

Candido Giraldez Vieitez.
Neusa Maria Dal Ri.
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Na Comuna de Paris, Marx julgou ter encontrado o embrião de uma nova forma de sociedade, na qual os produtores estariam universalmente associados, em oposição ao mundo burguês pautado na exploração do trabalho e na competição entre os produtores privados. Este livro se reporta a uma realidade em que os trabalhadores conseguiram associar- -se em unidades de produção autônomas, suprimindo os aspectos mais proeminentes da exploração e da subordinação capitalistas. É resultado de pesquisa empírica realizada entre empresas autogestionárias de vários estados do país, distribuídas por ramos industriais e ligadas à Associação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Autogestão e Participação Acionária (Anteag).

 
 

 

 
Trabalho imaterial:
formas de vida e produção de subjetividade

Maurizio Lazzarato.
Antonio Negri.
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A noção de trabalho mudou muito quanto ao modelo de produção industrial fordista. Hoje, tende-se à substituição do “operário-massa” taylorista, asfixiado pelo automatismo indiferenciado de suas ações, pelo “operário social”, fortalecido na subjetividade criativa da condução de seu ofício. Tal é o conceito de trabalho imaterial destrinçado pelos autores. Remontando a Marx e ao movimento operaísta italiano da década de 1970, eles mostram que é cada vez menos expressiva a associação de emprego à estrutura padronizada do chão fabril. Na imaterialidade do trabalho, o tempo liberta-se dos parâmetros rígidos e homogêneos de outrora, assumindo contornos mais fluidos.

 
 

 

 
Trajetórias e narrativas através da educação ambiental

Adalberto Ribeiro.(org.)
Marcos Reigota.(org.)
Raquel Possas.(org.)
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Com base na premissa de que a força motriz das engrenagens históricas é a condição humana, este livro faz um recorte conceitual específico: os anônimos sujeitos da história. Alunos do mestrado em desenvolvimento sustentável da Universidade Federal do Amapá buscam, pelo filtro da subjetividade das narrativas aqui arroladas, o sentido social de sua existência. Desfiam fatos como a transformação do Amapá em estado, a guerrilha do Araguaia, as Diretas Já, além das dinâmicas dos movimentos estudantil, político, sindical e ecológico. A isso se somam as impressões de quem, a fim de estudar ou trabalhar, viu-se obrigado a trocar a paisagem ribeirinha de chão batido, rios e igarapés pelo asfalto de centros urbanos.

 
 

 

 
Uma escrita acadêmica outra:
Ensaios, experiências e invenções

Cristiana Callai.(org.)
Anelice Ribetto.(org.)
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“Se há um fascínio que aprecio no exercício da escrita é essa indefinível atração para transfigurar a vida, expandindo e deslocando fluxos de pensamento, em uma produção existencial e coletiva. Se esses movimentos não desprezam heranças, tidas por muitos como perdidas, eles também não correm atrás de respostas certeiras, capazes de ir matando minutos, horas e dias, por buscarem, principalmente, nas entrepalavras e entrelinhas, o que mais faísca, como perplexidades e perguntas, acendendo a mais importante das artes: a de viver, recriando-nos e recriando a vida em interligações viscerais, sempre efêmeras e incessantes, sempre potentes para nos destruir, sem eliminar a possibilidade de nos propor recomeços. Importa ressaltar que esses intervalos e questões que levantam poeiras e instalam desassossegos e esperanças não se deixam acomodar com equações e respostas silogísticas e tranquilizadoras. Pelo contrário, uma vez postas em movimento, essas interpelações à vida, à linguagem e à educação desconhecem os caminhos de retorno às quietudes de um ponto final e tanto podem subir espiraladas pelo tempo, como se perder nos desertos arenosos da vida, ou, em um momento qualquer, sem maiores anúncios, estourar em reminiscências indagadoras: o que é escrever? Como escrever sem nos deixarmos acimentar pelos padrões da escrita acadêmica? Como potencializar a vida e sua capacidade de diferir e criar enquanto pensamos, conversamos, escrevemos, vivemos?”
(do Prefácio de Célia Linhares)

 
 

 

 
Vida e grafias: narrativas antropológicas entre biografia e etnografia

Suely Kofes.(org.)
Daniela Manica .(org.)
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Esta coletânea pretende explorar a multiplicidade de aspectos que envolvem os modos como a antropologia tem pensado a escrita (grafia), tendo como pontos de convergência a escrita etnográfica e biográfica. A reunião dos diversos artigos e temáticas oferece um panorama instigante para se pensar criticamente a questão biográfica e os pressupostos que a sustentam: a individualidade, o self, o sujeito, o indivíduo, a coerência da vida, os percursos percorridos. Ao propor um conjunto heterogêneo de possibilidades de apreensão narrativa (daí a questão gráfica) sobre a vida, os textos indicam os limites da distinção (muitas vezes conceitual) entre “indivíduo” e “sociedade” e sugerem o potencial de se apropriar da pretensão biográfica para explicitar conexões diversas. Ou seja, os artigos contam como o estilo antropológico de constituir narrativas (a etnografia) através de um enfoque biográfico e de meios distintos, combinados e não dicotômicos (escrita e imagens), permite falar da vida levando-se em conta a sua complexidade e extensão. Isso explica a diversidade de temáticas que compõe a coletânea: música, skate, carreiras artísticas e científicas, processos judiciários, neonazismo, literatura, foto(bio)grafias, cidades e lugares.

 
 

 

 
Vivendo e aprendendo com grupos: uma metodologia construtivista de dinâmica de grupo

Maria Carmen Tatagiba.
Virgínia Filártiga.
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Avalia os grupos com base no uso de métodos projetivos, especialmente a Metodologia Construtivista de Dinâmica de Grupo (MCDG). Inclui dezenas de técnicas que estimulam a interação por meio de atividades de dinâmica, classificadas entre as que favorecem a inclusão, o controle e a abertura. A proposta das autoras, ambas psicólogas, é estabelecer um contexto de diagnóstico, discussão e reflexão a fim de que cada um possa agir no processo de transformação de si e do mundo. Não existe outro modo de exercitar e desenvolver as relações interpessoais senão experimentando as diversas nuanças que se manifestam nos grupos que comapõem as organizações sociais, tanto no âmbito pessoal quanto no profissional.

 
 

 

 
Vozes do porto: memória e história oral

Icléia Thiesen.(org.)
Luitgarde Oliveira Cavalcanti Barros.(org.)
Marco Aurélio Santana.(org.)
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Retrata a zona portuária do Rio de Janeiro, constituída pelos bairros da Saúde, da Gamboa e do Santo Cristo. As reflexões dos autores espelham a riqueza da experiência urbana vivenciada pela população local e suas instituições, a partir da perspectiva da história oral. Conflitos e dilemas emergem dessas vozes que alertam para os riscos de a revitalização do espaço ignorar expectativas dos personagens que construíram a memória do porto, local de trabalho e moradia, e também da cultura histórica da cidade. O temor do esquecimento indicado nas falas dos moradores, que tende a suprimir o passado, é um sinal de alerta contra políticas públicas que insistem em importar projetos estrangeiros tomados como referência.

 
 

 

 
Zona Oeste revisitada:
memória, patrimônio e identidade

Maria Amália Silva Alves de Oliveira.
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“O Rio de Janeiro é uma das cidades mais famosas do Brasil. Por ser tão citada e reconhecida pela grande imprensa, pela literatura, pelo cinema, acabamos, contraditoriamente, conhecendo pouco para além daquilo que é exibido e consumido nos veículos de comunicação e nos meios de cultura. Essas dinâmicas entre exposição e encobrimento, entre fala e silêncio, entre imagem e sombra fazem com que a cidade seja lida quase sempre no singular. Ela encanta por suas belezas mais conhecidas e reconhecidas. Enquanto isso, outras maravilhas ficam restritas, resguardadas e acessíveis somente aos nativos dos lugares em que se encontram.”