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Comunicação
 
 

 

 
A educação na cultura da mídia e do consumo

Marisa Vorraber Costa.(org.)
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Conjunto de 54 artigos publicados originalmente de 2003 a 2008, sob a rubrica “Cultura e pedagogia”, no jornal mensal português A Página da Educação. Sucintos e objetivos, os textos mantêm uma reflexão positiva com o tempo atual, investigando-lhe aspectos pertinentes à compreensão da educação contemporânea, aqui concebida como um processo aberto, amplo, plurifacetado. O fio condutor das análises é a maneira como a complexa relação de crianças e jovens com a mídia e o consumo se desdobra no universo escolar e na atuação dos educadores. Entre outros temas, examinam-se blogs e comunidades do Orkut, a série de livros Harry Potter, o telefone celular, o “internetês”, a boneca Barbie e o shopping center

 
 

 

 
A verdade seduzida: por um conceito de cultura no Brasil

Muniz Sodré.
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Discute o conceito ocidental de cultura, sua genealogia e seus efeitos de poder, caucionados pela pretensão de verdade universal. Em confronto, emergem estratégias de sedução, decorridas de uma lógica do mito, acionadas pela cultura negro-brasileira. É um livro indispensável à compreensão do pluriculturalismo nacional. Mostra como nas comunidades litúrgicas negras se afirma a força de aproximação das diferenças. Pensar o Brasil é mais do que pensar o resultado da mera fusão de grupos étnicos com experiências e tradições distintas — ideia imortalizada na imagem corrente do melting pot brasileiro ou nas expressões que se limitam a definir o país como o “feliz encontro de três raças: o branco, o negro e o índio”.

 
 

 

 
As formas do sentido: estudos em estética da comunicação

Monclar Valverde.(org.)
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Como campo de estudo, e não propriamente como disciplina, a estética da comunicação promove um novo empenho intelectual com o intuito de abarcar e discernir as singularidades dos processos comunicacionais contemporâneos, mas sem negligenciar a influência que neles ainda instila a concepção tradicional de arte e sem ignorar a repercussão que novos modos de expressão manifestam na experiência prática cotidiana. Neste livro, um objeto de estudo próprio é investigado à luz de uma estética da comunicação calcada nos mesmos objetivos: analisar os efeitos suscitados pelos meios de comunicação característicos da cultura atual, estabelecendo sobre novas bases conceituais a relação entre forma e sentido.

 
 

 

 
Batuques, fragmentações e fluxos: zapeando pela linguagem audiovisual no cotidiano escolar

Valter Filé.(org.)
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Discute uma formação de professores que inclua os meios digitais e eletrônicos, os desafios impostos pelo ecossistema comunicativo às práticas educacionais, experiências de uso para a linguagem audiovisual e a produção de novas subjetividades. Batuques, fragmentações e fluxos são entidades de uma cultura de radicalização da mídia, de novas perspectivas da mundialização da comunicação, suscitando diferentes experiências de sentir e aprender. Os batuques alertam para a convivência entre sons de tambor que misturam elementos de vários tempos e que ecoam na heterogênea floresta urbana, com aparatos tecnológicos que fazem circular informações numa velocidade vertiginosa, reduzindo a dimensão do mundo.

 
 

 

 
Capitalismo cognitivo: trabalho, redes e inovação

Alexander Patez Galvão.(org.)
Gerardo Silva.(org.)
Giuseppe Cocco .(org.)
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Trata da ligação entre capital, conhecimento e tecnologia. Os novos sistemas produtivos, estruturados no formato de rede, em cuja extensão esses elementos se congregam e se sobrepõem, já prenunciam que o capitalismo avança rumo a outro estágio de sua evolução: recompõe- -se em função de uma nova disposição de forças produtivas e de meios modernos de geração de valor, embora preserve a imparidade das relações de trabalho, a má distribuição dos recursos gerados e a dissimulada exaltação a um suposto progresso que apenas agrava e torna mais eficientes métodos seculares de exploração. Os autores estudam o modo como operam esses mecanismos, cujo funcionamento remanesce, sugestivamente, pouco esclarecido.

 
 

 

 
Conversas com curadores e críticos de arte

Renato Rezende.
Guilherme Bueno.
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O projeto Conversas com Críticos e Curadores de Arte nasceu da curiosidade em compreender como, já num cenário contemporâneo, uma nova “geração” de críticos e curadores brasileiros foi formada, refletindo como cada um propõe caminhos para discutir tanto a arte que acompanham como aquela que chega assimilada pela história. Isso envolve desde indagar questões ainda desafiadoras (como, por exemplo, noções de “brasilidade”) ao modo como se responde a conceitos em voga no cenário internacional. A motivação do livro foi, portanto, reiterar a existência de um pensamento articulado e original nas artes visuais, refutando assim clichês de ausência de critérios. Por outro lado, parecia-nos também a oportunidade de discutir o significado de quase uma década de atuação tanto do ponto de vista pessoal quanto das transformações do cenário artístico.

 
 

 

 
Cooperação e aprendizagem on-line

Fernanda C. A. Campos.
Flávia Maria Santoro.
Marcos R. S. Borges.
Neide Santos.
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A internet é uma inovação tecnológica que permite, de forma ímpar, o armazenamento e o compartilhamento de informações. Por ser esta sua característica essencial, abre muitas possibilidades para a aprendizagem colaborativa. Há, no entanto, uma dificuldade e morosidade dos processos educacionais para incorporar tais inovações. Ele aborda a questão dos ambientes de aprendizagem cooperativa, distinguindo trabalho cooperativo apoiado por computadores, tecnologias e mecanismos de suporte à interação e colaboração, e aprendizagem cooperativa apoiada por computadores e relacionada a questões educacionais e pedagógicas na construção e implementação de ambientes computacionais para suporte aos processos de aprendizagem em grupo. Trata também da avaliação de alunos, seus princípios, concepções e resultados obtidos, sobretudo, a partir de modelos realizados em rede.

 
 

 

 
Culturas eXtremas: mutações juvenis nos corpos das metrópoles

Massimo Canevacci.
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Trata-se de uma rica oferta de imagens e materiais produzidos pelos grupos juvenis, com o objetivo de analisar as relações conceituais e comportamentais entre jovens, metrópole, mídia e consumo. Com base na metodologia do “gozo da diferença”, o autor frequenta interzonas urbanas nas quais estabelece um fluxo comunicacional direto com os sujeitos. Rave, piercing, techno, tatuagem, bodyscape, cut-up, ciberespaço, fanzine, videoarte — a cultura líquida escorre pelos desvãos da cidade, despercebida entre as grades enferrujadas do método acadêmico centralizado. O livro mostra como se dá a transformação do extremo no eXtremo e como é impossível compreendê-lo sem aceitar o que está fora da regra.

 
 

 

 
Educação a distância: análise dos parâmetros legais e normativos

Roberto Fragale Filho.(org.)
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A educação a distância no Brasil obteve grande impulso na segunda metade dos anos 1990, sobretudo em decorrência de inovações das tecnologias de comunicação e informação e da expansão do ensino superior. A LDB (lei 9.394/1996) conforma um quadro normativo que se apresenta ainda disperso e impreciso, pois dúvidas quanto à implantação dessa metodologia docente remanescem sem respostas. Reunir dispositivos jurídicos relativos ao tema, como leis, decretos, resoluções, pareceres e documentos oficiais do Ministério da Educação, e discuti-los criticamente com base nas questões atuais é o foco deste livro. Examinam-se, aqui, as formas de relacionamento entre os diferentes sistemas de ensino e seu impacto no conceito de territorialidade.

 
 

 

 
Educação intercultural: mediações necessárias

Reinaldo Matias Fleuri.(org.)
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O acirramento dos conflitos bélicos, a expansão desenfreada da violência e do terrorismo, além da crise sem precedente das instituições sociais e jurídicas no Brasil e no mundo, manifestam a urgência do debate sobre os desafios interpostos pela realidade e comprovam a importância de elaborar e difundir a educação intercultural — método cuja proposta reside na valorização das diferenças, tendo em vista sua integração harmônica e equânime. Neste livro, as relações entre mídia e educação, examinadas segundo a perspectiva intercultural, dão ensejo a repensar práticas educativas, em que se construam e fortaleçam propostas voltadas para a conquista de uma convivência criativa entre distintos grupos socioculturais.

 
 

 

 
Educação, cultura e comunicação nas periferias urbanas

Henrique Garcia Sobreira.(org.)
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“Este livro é constituído de catorze capítulos que abordam temas de grande interesse para profissionais de educação, em especial aqueles que lidam com questões das periferias urbanas. Os textos expressam análises empreendidas em dissertações de mestrado desenvolvidas no Programa de Pós-Graduação em Educação, Cultura e Comunicação da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FEBF-UERJ). Diferentes metodologias foram adotadas nas pesquisas relatadas, evidenciando diferentes possibilidades de investigação.”

Maria Isabel Ramalho Ortigão

 
 

 

 
História e imprensa: representações culturais e práticas de poder

Lúcia Maria Bastos P. Neves.(org.)
Marco Morel.(org.)
Tania Maria Bessone da C. Ferreira.(org.)
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Derivado de seminário homônimo realizado na Uerj, este livro desvenda a trajetória dos meios de comunicação e seus agentes desde o raiar do século xix até os dias atuais. Filiados a diversas instituições acadêmicas do país, os autores mapeiam as principais linhas de produção historiográfica voltadas para as relações entre estudos históricos e imprensa, levando em conta novas pesquisas documentais e recentes perspectivas teóricas e metodológicas de abordagem, surgidas no âmbito da renovação historiográfica das duas últimas décadas. É uma prova do movimento de renovação por que passam hoje os estudos de história política, ao passo que demonstra seu enriquecimento na esteira dos avanços da história cultural.

 
 

 

 
Jornal, solidariedade e voluntariado

Carmen Lozza.
Regina Pinto.
Sílvia Pedreira.
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Mostra como a solidariedade e o voluntariado ganharam espaço de notícia. Analisa a gênese desses valores e sua presença no cotidiano, relacionando-os ao capitalismo, ao neoliberalismo e à globalização. Textos de jornais e revistas revelam- -se útil complemento ao material didático usado na escola, pois reforçam os benefícios e a necessidade da leitura, prática indispensável à constituição psicocultural do ser humano. O ponto de vista contemporâneo dos temas abordados dinamiza o debate dos conceitos. Um dos aspectos elementares do jornalismo — confrontar distintas versões relativas a um fato — estende-se a esse tipo de pedagogia: ensina-se a importância de haver uma perspectiva ampla na compreensão do que se lê.

 
 

 

 
Linguagens e interatividade na educação a distância

Leda Maria Rangearo Fiorentini.
Raquel de Almeida Moraes.
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Dedica-se a compreender como a interatividade contribui para definir as concepções dos textos didáticos, do hipertexto e dos programas de televisão e vídeo, de modo a empregá-los em seus limites mais satisfatórios. Associada aos dispositivos tecnológicos, a interação desponta como fator de importância definitiva na educação a distância, pois determina com rigor objetivo o uso que se faz dos meios de comunicação, as novas relações entre os atores do processo de ensino- -aprendizagem que se estabelecem no plano da linguagem e na produção do material educativo. A assimilação de conhecimentos, aberta e flexível, é caracterizada pela possibilidade de desvelar significados, negociar sentidos e mediar múltiplos saberes.

 
 

 

 
Linguística centrada no uso:
Teoria e método

Mariangela Rios de Oliveira.(org.)
Ivo da Costa do Rosário.(org.)
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Um livro técnico, para quem quer saber mais sobre linguística funcional, suas teorias e metodologias. Esta é uma coletânea composta por 11 capítulos, que traz reflexões teóricas e discute alternativas metodológicas no âmbito do funcionalismo em seu viés mais recente. Organizada por Mariangela Rios de Oliveira & Ivo da Costa do Rosário, docentes do Grupo de Estudos Discurso & Gramática, insere-se na nova vertente da pesquisa funcionalista, que, na interface com os estudos cognitivistas, destaca a intrínseca relação entre sentido e forma com foco nos contextos de uso.

 
 

 

 
O cinema e a produção

Chris Rodrigues.
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A produção de um filme, seja de curta ou longa metragem, é muito mais complexa do que pode imaginar o espectador ao pagar o ingresso de uma sessão. Envolve cálculos, estimativas, pedidos de autorização, negociação de direitos autorais, captação de recursos e coordenação de equipe técnica, entre outros aspectos. A fim de preencher a lacuna editorial na área de produção cinematográfica, este livro é um guia prático voltado para estudantes de cinema e comunicação social. Apresenta um breve histórico de movimentos fundamentais (como o neorrealismo, a nouvelle vague e o cinema novo) e reproduz modelos de planilhas, boletins e formulários, além de organizar a legislação essencial relativa a cinema no Brasil.

 
 

 

 
O mundo do trabalho em imagens: a fotografia como fonte histórica (Rio de Janeiro, 1900-30)

Maria Ciavatta.
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Elege a fotografia como fonte histórica do Rio de Janeiro de 1900 a 1930. As imagens costuram mediações importantes na leitura e no resgate da memória histórica sobre o mundo do trabalho e as condições de vida dos trabalhadores. Surge um universo ainda em transição, por intermédio de cujos detalhes e indícios pode-se desvendar a especificidade do ingresso do Brasil na lógica da cultura ocidental capitalista. Os retratos enquadram obras e feitos do poder, mas deixam entrever o cotidiano social dos trabalhadores durante as reformas urbanas. O resultado prima pela densidade tanto na investigação quanto na exposição, aspecto do qual advém uma contribuição singular no âmbito metodológico e no de resultados de pesquisa.

 
 

 

 
O poder da mídia no Brasil:
(Re)editando outras verdades

Bianchi Agostini Gobbo.(org.)
José Eduardo Pimentel Filho.(org.)
Max Alexandre de Paula Gonçalves.(org.)
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O Brasil não é uma ilha isolada no meio do mundo. A globalização implica a produção de conflitos em escala mundial, cujas causas se entrecruzam. Dilemas, como o desemprego que observamos no centro do sistema internacional, os Estados Unidos, e nas semiperiferias e periferias do sistema, como os casos de Grécia, Portugal, Brasil e Angola, só podem ser compreendidos na medida em que o processo global de produção capitalista é analisado, ou seja, as diversas situações problemáticas apontam para causas comuns, apesar das particularidades de cada caso. Entretanto, se há, por um lado, determinações gerais; por outro lado, há também que se analisar as particularidades, pois são suas nuanças e suas diferenças que podem permitir ações transformadoras mais eficazes.

 
 

 

 
O sujeito-arquiautor: conflitos do discurso urbano e midiático

Walcler de Lima Mendes Junior.
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Investiga o discurso de hegemonia da indústria cultural e levanta a suspeita aflitiva de que as construções identitárias e a sociabilidade dos indivíduos estariam vulneráveis ao poder persuasivo dessa indústria. De quebra, procura estabelecer uma crítica entre os discursos da indústria cultural e as demais construções discursivas de urbanidade e identidade impactadas pela ação de forças paradigmáticas, de Haussmann a Corbusier. Propõe não só identificar o movimento de metropolização dos costumes e desenvolvimento da comunicação de massa como captar, no problema, pistas e sintomas que permitam suspeitar da existência de algo que escape ao espetáculo, capaz de indicar uma fissura na dominação do discurso hegemônico.

 
 

 

 
Palavra, imagem e poder: o surgimento da imprensa no Brasil do século XIX

Marco Morel.
Mariana Monteiro de Barros.
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A fim de mostrar a influência da imprensa na vida pública do país, este livro percorre um século xix ampliado, de 1808 a princípios do século xx, com ênfase na década de 1820, que assistiu aos movimentos iniciais dos veículos impressos. Os autores destacam o surgimento da opinião pública, os principais periódicos, suas formas de circulação, recepção e os pontos de contato com a literatura e com a história da imagem (caricatura e fotojornalismo). Tratam, ainda, da formação do público leitor, inclusive feminino, da relação entre redatores e escritores nos Oitocentos e entre a imprensa e diferentes comércios e poderes, e da eclosão das primeiras manifestações reivindicatórias dos trabalhadores das gráficas.

 
 

 

 
Pequeno manual de corpos e danças

Eliana Carneiro.
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O enfoque no corpo revela-se a partir da vivência da autora com múltiplas formas de expressão com que ela teve contato desde a infância (aos nove anos, na Escola Balleteatro de São Paulo): balé, dança moderna e contemporânea, ioga, tai chi chuan, ginástica psicofísica, terapias corporais, teatro, butoh e danças de distintas nacionalidades, como hindu, africana e brasileira. O livro sustenta-se em quatro pilares: “Na roda nos reconhecemos, nos respeitamos e nos comunicamos”; “No eixo respiramos melhor, pisamos o chão, colocamos a coluna no lugar, nos apropriamos de nosso corpo, nos firmamos no espaço”; “Pelo olhar nos encontramos, nos identificamos e nos conhecemos”; “O gesto funciona como a palavra”.

 
 

 

 
Trabalho imaterial:
formas de vida e produção de subjetividade

Maurizio Lazzarato.
Antonio Negri.
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A noção de trabalho mudou muito quanto ao modelo de produção industrial fordista. Hoje, tende-se à substituição do “operário-massa” taylorista, asfixiado pelo automatismo indiferenciado de suas ações, pelo “operário social”, fortalecido na subjetividade criativa da condução de seu ofício. Tal é o conceito de trabalho imaterial destrinçado pelos autores. Remontando a Marx e ao movimento operaísta italiano da década de 1970, eles mostram que é cada vez menos expressiva a associação de emprego à estrutura padronizada do chão fabril. Na imaterialidade do trabalho, o tempo liberta-se dos parâmetros rígidos e homogêneos de outrora, assumindo contornos mais fluidos.

 
 

 

 
Triunfos e impasses:
Lina Bo Bardi, Aloisio Magalhães e o design no Brasil

Zoy Anastassakis.
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Discutindo questões formuladas por parte da crítica de design no Brasil, este livro problematiza as relações entre design, modernidade e brasilidade, observando-as a partir das perspectivas de Lina Bo Bardi e Aloisio Magalhães – personagens que, segundo alguns dos críticos contemporâneos, conformariam uma “outra vertente” do design brasileiro, mais comprometida com a ideia de “identidade nacional” e, por isso mesmo, representativa de alguns “sinais de divergência” em meio ao campo do design no país. Orientada por uma “visão cultural mais ampla”, essa “outra vertente” buscaria “assimilar a cultura popular” em “projetos de natureza participativa”, que, ao investirem na “contextualização cultural”, abririam caminho para um “desenvolvimento autônomo”.

 
 

 

 
Vamos indo na ciranda — Mestre Chiquinho de Tarituba: de bailes e histórias

Antonio Eugenio do Nascimento.
Pedro José de Bulhões Netto e Simone Ferreira Bulhões.
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Visa à preservação das tradições da comunidade de Tarituba, em Paraty (RJ). Com notas explicativas e referências geográficas e gastronômicas, convida a um passeio na terra da ciranda, folguedo popular de roda em que não há preconceitos de sexo, cor, idade, condição social ou econômica. Ao som de violas, pandeiros e mancados, celebra-se a vida dançando em festas religiosas, boas pescas e colheitas, noites de lua cheia. É impossível falar de ciranda e de Tarituba sem dispensar merecida atenção a Mestre Chiquinho (1906-92), que foi de tudo um muito: cirandeiro, pescador, lavrador, violeiro, poeta, construtor, chapeleiro, organizador de bailes e quermesses, artesão. Este livro é uma homenagem a ele.

 
 

 

 
Vida e grafias: narrativas antropológicas entre biografia e etnografia

Suely Kofes.(org.)
Daniela Manica .(org.)
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Esta coletânea pretende explorar a multiplicidade de aspectos que envolvem os modos como a antropologia tem pensado a escrita (grafia), tendo como pontos de convergência a escrita etnográfica e biográfica. A reunião dos diversos artigos e temáticas oferece um panorama instigante para se pensar criticamente a questão biográfica e os pressupostos que a sustentam: a individualidade, o self, o sujeito, o indivíduo, a coerência da vida, os percursos percorridos. Ao propor um conjunto heterogêneo de possibilidades de apreensão narrativa (daí a questão gráfica) sobre a vida, os textos indicam os limites da distinção (muitas vezes conceitual) entre “indivíduo” e “sociedade” e sugerem o potencial de se apropriar da pretensão biográfica para explicitar conexões diversas. Ou seja, os artigos contam como o estilo antropológico de constituir narrativas (a etnografia) através de um enfoque biográfico e de meios distintos, combinados e não dicotômicos (escrita e imagens), permite falar da vida levando-se em conta a sua complexidade e extensão. Isso explica a diversidade de temáticas que compõe a coletânea: música, skate, carreiras artísticas e científicas, processos judiciários, neonazismo, literatura, foto(bio)grafias, cidades e lugares.