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Educação
 
 

 

 
A democracia no cotidiano da escola

Inês Barbosa de Oliveira.(org.)
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Discute as possibilidades e os limites de uma ação política e pedagógica democratizante nas escolas. É um debate em torno da democracia desejável nos diversos espaços de convívio do cotidiano. A democracia não é apenas um sistema político ou uma forma de organização do Estado. Ela pressupõe a participação dos membros da sociedade em todos os processos decisórios que dizem respeito a seu dia a dia, vinculados ao poder central ou a interações habituais — em casa, na escola, no bairro etc. Para determinada formação social poder ser considerada democrática, há de se levar em conta o conjunto das relações e práticas sociais desenvolvidas nas instâncias de inserção e atuação de seus integrantes.

 
 

 

 
A educação na cultura da mídia e do consumo

Marisa Vorraber Costa.(org.)
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Conjunto de 54 artigos publicados originalmente de 2003 a 2008, sob a rubrica “Cultura e pedagogia”, no jornal mensal português A Página da Educação. Sucintos e objetivos, os textos mantêm uma reflexão positiva com o tempo atual, investigando-lhe aspectos pertinentes à compreensão da educação contemporânea, aqui concebida como um processo aberto, amplo, plurifacetado. O fio condutor das análises é a maneira como a complexa relação de crianças e jovens com a mídia e o consumo se desdobra no universo escolar e na atuação dos educadores. Entre outros temas, examinam-se blogs e comunidades do Orkut, a série de livros Harry Potter, o telefone celular, o “internetês”, a boneca Barbie e o shopping center

 
 

 

 
A educação nas Constituições do Brasil: dados e direções

Messias Costa.
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Amparado em sólida pesquisa, este livro cumpre dois objetivos básicos, identificados no subtítulo: fornecer dados para outros trabalhos que tenham como escopo o estudo da educação nas Constituições brasileiras; facilitar a realização de análises das diversificadas direções seguidas pela educação no país desde a Independência. Inclui as matérias que, direta ou indiretamente, são relevantes para o exame da área — como educação ambiental, voto de analfabetos, aposentadoria de professores e o princípio jurídico “todos são iguais perante a lei”, entre outros presentes ao longo das Cartas de 1824, 1891, 1934, 1937, 1946, 1967 e 1988. Acompanham cada texto constitucional as respectivas emendas que tratam da educação.

 
 

 

 
A escola tem futuro?

Marisa Vorraber Costa.(org.)
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Num mundo que se transmuta rapidamente para novas formas de ser e de viver, as vozes dos arautos da decadência da escola misturam-se às que refutam seu anacronismo, reafirmando-lhe a importância no processo de socialização e educação do ser humano. Objeto de especulações e teorizações levadas a efeito por filósofos, sociólogos, historiadores, pedagogos e pensadores em geral, a escola ainda é o centro de movimentações discursivas que lhe atribuem as mais variadas competências, responsabilidades e tarefas. Este livro reúne entrevistas com professores envolvidos no debate acerca da instituição, aqui abordada com base nas contingências que os posicionam em distintos ângulos, óticas e arranjos.

 
 

 

 
A experiência do trabalho e a educação básica

Gaudêncio Frigotto.(org.)
Maria Ciavatta.(org.)
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Convida os educadores/trabalhadores a um duplo movimento: crítica do reducionismo do trabalho como emprego e sua compreensão na relação com a produção da vida. Superar a visão meramente economicista do trabalho significa pensá-lo a partir dos sujeitos sociais que experimentam suas relações produtivas determinadas como necessidades e interesses e como antagonismos, e, em seguida, tratam essa experiência em sua consciência e cultura. Por meio do trabalho, homens e mulheres refazem, continuamente, sua própria natureza. Foi com essa preocupação central que os docentes pesquisadores vinculados ao Núcleo de Estudos, Documentação e Dados sobre Trabalho e Educação (NEDDATE) produziram este livro.

 
 

 

 
A fidelidade à terra: arte, natureza e política — assim falou Nietzsche IV

Charles Feitosa.(org.)
Miguel Angel de Barrenechea.(org.)
Paulo Pinheiro.(org.)
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Oriundo do simpósio A fidelidade à terra, integrante do evento periódico Assim falou Nietzsche, este livro reflete sobre o pensamento niet- zschiano e sua influência na cultura contemporânea. Nestes tempos niilistas, em que predominam o efêmero e o provisório, em que imperam a fugacidade dos projetos e a inconsistência dos valores, a proposta de permanecermos fiéis à terra é um sintoma da força de uma filosofia que agrega esforços pensantes quando tudo desmorona. O interesse renovado por sua obra comprova que Nietzsche vislumbrou questões fundamentais de nossa era. Na polifonia desta edição, ele não surge como o atiçador que conclama à uniformidade festiva, e sim convida à pluralidade crítica. (Ver Nietzsche e os gregos, p. 84.)

 
 

 

 
A gestão da educação na sociedade mundializada: por uma nova cidadania

Naura Syria Carapeto Ferreira.(org.)
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A educação e a formação de profissionais reduzem-se hodiernamente ao economicismo do emprego, da eficiência e da eficácia, da competitividade e da consequente entropia da cidadania. As políticas públicas anunciam-se nesse paradigma e, mediatizadas por pressões e conflitos, abrem-se a possibilidades para implementar sua face social. Ética, participação, fraternidade, solidariedade, justiça social e emancipação humana, na condição de fundamentos da gestão democrática da educação, são alguns dos assuntos tratados neste livro. O objetivo é estabelecer a interlocução com um amplo conjunto de sujeitos sociais, desafiados a entender as determinações que conformam a realidade globalizada, desigual e excludente.

 
 

 

 
A nota prende, a sabedoria liberta

Hamilton Werneck.
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Discorre sobre métodos e alegorias que fazem parte da escola, pública ou particular, bem como aspectos da avaliação do rendimento do aluno, a exemplo do Provão e do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Um dos argumentos é o de que o professor pode trabalhar sem o recurso da nota, usada como mecanismo de classificação e exclusão. Mais importante é o saber, articulado em contextos intelectuais críticos. Hamilton Werneck é reconhecido pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) como professor universitário de psicologia da educação, técnicas de exame psicopedagógico e orientação vocacional. Foi secretário de Educação do município de Friburgo (RJ) e realiza palestras em todo o Brasil e na região do Mercosul.

 
 

 

 
A práxis na formação de educadores infantis

Maria Fernanda Silveira Tognozzi Borges.(org.)
Regina Célia de Souza.(org.)
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Trata de aspectos basilares na formação de educadores da infância, como saúde, sexualidade, cidadania, formação de professores, expressão oral e artes visuais. É um livro voltado, sobretudo, para a diversidade. Não uma de tipo fragmentado e disperso, mas o oposto: um amplo debate estabelecido de forma coesa a partir da integração das várias peças que formam o saudável quebra-cabeça da troca de experiências. O cotejo dos relatos propicia uma compreensão abrangente da educação infantil, etapa cuja finalidade é promover “o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade” (LDB, art. 29).

 
 

 

 
Ação sindical, ação educativa e produção acadêmica

Inês Barbosa de Oliveira.(org.)
Reinaldo Ramos Diniz.(org.)
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Traz os diálogos necessários para enredar os elos entre a produção acadêmica, a prática pedagógica e a militância política. Viver simultaneamente nesses espaços-tempos não é fácil. Das urgências da luta cotidiana à presença em sala de aula e destas às reflexões e à tranquilidade essenciais à produção acadêmica; dos discursos inflamados das assembleias aos conflitos nas escolas e ao rigor metodológico e epistemológico que o debate intelectual exige, os trajetos nem sempre são simples de executar, sobretudo porque não são realizados linearmente, tampouco num único sentido. São repletos de simultaneidades e de idas e vindas, de diálogos inesperados e de impossibilidades de comunicação surpreendentes.

 
 

 

 
Administração escolar: a trajetória da ANPAE na década de 1960

Afrânio Mendes Catani.(aut.)
Renato de Sousa Porto Gilioli.(aut.)
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Recupera parte da história dos primeiros tempos da Anpae, entidade de classe que surgiu, em 1961, a partir da iniciativa dos professores universitários de administração escolar, a fim de promover a legitimação da disciplina nos cursos de pedagogia do ensino superior. A atuação da Anpae inscreveu-se num movimento de valorização do ensino no Brasil e de ampliação do sistema escolar. No âmbito da tendência à massificação no país à época, a estrutura de ensino complexificou-se e passou a necessitar de maior quantidade de profissionais ligados a funções administrativas nos estabelecimentos escolares — até então era comum que professores exercessem cargos de direção, coordenação e supervisão.

 
 

 

 
Afinal, que país é este?

Pedro Cláudio Cunca Bocayuva.(org.)
Sandra Mayrink Veiga.(org.)
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Explica o Brasil como uma nação de construção interrompida, de modernização por contrarrevolução, de modernidade conduzida pelo atraso, de mobilidade nos marcos da subordinação periférica. O livro oferece uma matriz analítica da questão nacional, centrada na problemática da democracia e da cidadania em face dos bloqueios estruturais gerados no desenvolvimento dependente, periférico e excludente, cuja longa duração orienta o modelo político, econômico, social e cultural. O país é parte da acumulação primitiva sobre a qual se ergue, de forma polarizada, o mundo moderno ocidental, transformando as metrópoles e colônias em centros e periferias, com ritmos desiguais.

 
 

 

 
Anísio Teixeira: a obra de uma vida

Carlos Monarcha.(org.)
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Enfoca o sentido histórico, social e intelectual da obra do educador Anísio Teixeira (1900-71) e sua contribuição decisiva para a cultura nacional. Dotado de consciência e visão prospectivas, ele se preocupava em preparar os novos educadores para uma formação intelectual adequada, vislumbrada como emergência da modernidade. Propôs, assim, solucionar os males oriundos de uma sociedade competitiva, diferenciada, instável e secularizada, sob o signo de um tempo histórico dividido pela irrupção de múltiplos confrontos ideológicos — em outras palavras, situou a educação no centro de sua visão de mundo. Seu pensamento tornou-se legado que ainda ressoa no que hoje pode ser chamado de “tradição pedagógica liberal”.

 
 

 

 
Apostando no desenvolvimento da inteligência: em busca de um novo currículo educacional para o desenvolvimento do pensamento humano

Cristiano Mauro Assis Gomes.
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O ensino deve expandir o fluxo do desenvolvimento da capacidade das pessoas. É obrigação ética da escola elaborar um currículo e estratégias pedagógicas voltados para o fomento da inteligência. Aqui se oferece ao professor um método viável para ampliar nos alunos a capacidade de pensar, refletir e interpretar. Entre outros aspectos, discutem-se relações entre a educação contemporânea e a possibilidade de engendrar um novo sistema docente que atue mais ativamente no raciocínio do estudante, além de serem descritos programas de ensino e softwares voltados ao aperfeiçoamento de habilidades do pensar. O educador tem a árdua missão de ser um especialista em interação humana e em processos internos de seus discentes.

 
 

 

 
Aprendendo com filmes:
O cinema como recurso didático para o ensino da geografia

Rejane Cristina de Araujo Rodrigues.
Fabio Tadeu de Macedo Santana .
Leopoldo Carriello Erthal .
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Um livro para quem ama cinema e reconhece na sétima arte inúmeras possibilidades de aprender. Aprender geografia, aprender história, aprender sobre diferentes culturas. Aprender objetiva e subjetivamente. Aprender com o filme e saltar para outros filmes, livros e links. E continuar aprendendo. Os autores analisam 10 filmes com o olhar atento do professor que amplia as possibilidades de aplicação do material em sala de aula.

 
 

 

 
Batuques, fragmentações e fluxos: zapeando pela linguagem audiovisual no cotidiano escolar

Valter Filé.(org.)
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Discute uma formação de professores que inclua os meios digitais e eletrônicos, os desafios impostos pelo ecossistema comunicativo às práticas educacionais, experiências de uso para a linguagem audiovisual e a produção de novas subjetividades. Batuques, fragmentações e fluxos são entidades de uma cultura de radicalização da mídia, de novas perspectivas da mundialização da comunicação, suscitando diferentes experiências de sentir e aprender. Os batuques alertam para a convivência entre sons de tambor que misturam elementos de vários tempos e que ecoam na heterogênea floresta urbana, com aparatos tecnológicos que fazem circular informações numa velocidade vertiginosa, reduzindo a dimensão do mundo.

 
 

 

 
Bem-vindo à escola: a inclusão nas vozes do cotidiano

Maria Terezinha Teixeira dos Santos.
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Mediante o nexo dialógico entre conteúdo impresso e CD-ROM, instiga a andanças pelo caleidoscópio do (hiper)texto, propondo caminhos para compreender melhor a experiência de viver a escola. A análise evidencia rigoroso trabalho de pesquisa, fruto da tese de doutorado em educação defendida pela autora na UNICAMP. O resultado distancia-se da linearidade e da simplificação, constituindo um livro denso e belo que incorpora a complexidade como método. As sutilezas do ensino regular revelam-se em mecanismos diversos que, ao serem reproduzidos, ensejam situações de exclusão escolar e social; se superados, porém, configuram possibilidades de construção de uma efetiva escola para todos.

 
 

 

 
Bibliografia básica sobre relações raciais e educação

Claudia Miranda.(org.)
Francisco Lopes de Aguiar.(org.)
Maria Clara Di Pierro.(org.)
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Contempla mais de quinhentas indicações bibliográficas entre livros, teses, dissertações e artigos que figuram como referência dos estudos das relações raciais e da educação produzidos a partir dos anos 1990. Inclui uma síntese do conteúdo a fim de facilitar a consulta. A proposta dos autores é compartilhar trabalhos já conhecidos no campo temático do negro e da educação, e dessa forma contribuir para o desenvolvimento de pesquisas futuras e em andamento na área. Apesar de o foco ser a produção teórica educacional, o levantamento não exclui outras áreas do conhecimento, dada a interface da educação com a história, a sociologia e a psicologia. Entender a questão racial significa enfrentar o tema da identidade.

 
 

 

 
Bioética: princípios morais e aplicações

Darlei Dall’Agnol.
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O termo “bioética” surgiu na década de 1970 com o objetivo de deslocar a discussão acerca dos problemas impostos pelo desenvolvimento tecnológico: de um viés tecnicista, passava-se a um caminho mais pautado pelo humanismo, superando- -se a dicotomia entre fatos explicáveis pela ciência e valores estudáveis pela ética. A biossegurança, a biotecnologia e a intervenção genética, além de velhas controvérsias morais como o aborto e a eutanásia, demandavam novas e ousadas abordagens da parte de uma ciência transdisciplinar e dinâmica. Este livro responde à necessidade de esclarecer os parâmetros por meio dos quais a medicina e o direito têm se guiado para regulamentar dilemas influentes na modernidade.

 
 

 

 
Caixa de colagens

Audir Bastos Filho.
Fernanda Uchôa Cavalcanti.
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Explora recursos de educação infantil para crianças de até seis anos. Com base em dicas, explicações e concepções sobre o cotidiano escolar, comprova que, apesar de ter se expandido nos últimos anos, a área não tem sido trabalhada com elementos que poderiam ser mais bem aproveitados numa produção voltada à vivência da criança. É nesta, segundo os autores, que se começa a formar a base questionadora da realidade — daí a importância de lhe fortalecer o autoconhecimento e a imaginação, em vez de uma leitura isolada e descontínua do mundo exterior. A criatividade frutifica experiências de desenvolvimentos múltiplos às potencialidades das crianças, renovando as dimensões afetiva e lúdica do comportamento.

 
 

 

 
Caminhos investigativos I: novos olhares na pesquisa em educação

Marisa Vorraber Costa.(org.)
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Concebido para pesquisadores preocupados com questões e decisões metodológicas, este livro contribui para criar saídas, frestas, desvios às grades totalizantes e homogeneizadoras das metanarrativas e buscar possibilidades para a singularização. A fim de participar do que Foucault denomina “política da verdade”, é preciso criticar o jogo de reprodução de modelos tão bem instaurado pela arquitetura epistemológica da “iluminação”, que instituiu a vigilância em todos os campos da vida social por meio de ditames tanto temáticos quanto metodológicos. Os autores apresentam seus próprios caminhos, seja na interlocução com a discursividade moderna, seja na tentativa de subversão de seus princípios.

 
 

 

 
Caminhos investigativos II: outros modos de pensar e fazer pesquisa em educação

Marisa Vorraber Costa.(org.)
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Dá continuidade às reflexões iniciadas com o objetivo de matizar o debate sobre a pesquisa em educação. Os textos discutem concepções, abordagens e formas de problematização de modo que se possa pensar a pesquisa além das preocupações demasiadamente metodológicas. Visam, dessa forma, a um espaço caracterizado pela pluralidade de ideias e de práticas que contribua para um debate cada vez mais polissêmico das questões hodiernas da educação. Seja qual for o foco de atenção, ele pode ser crivado de questionamentos que transformem a empresa investigativa em algo novo. Isso se reflete no entusiasmo com as possibilidades surgidas na aventura por caminhos pouco trilhados ou mesmo desconhecidos.

 
 

 

 
Caminhos investigativos III: riscos e possibilidades de pesquisar nas fronteiras

Maria Isabel Edelweiss Bujes.(org.)
Marisa Vorraber Costa.(org.)
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Em tempos de dissipação de limites, de movimentações em terrenos movediços, pesquisar nas fronteiras implica suspender as certezas, abdicar de rotas seguras e perder-se em regiões pantanosas, na expectativa de que isso permita fecundar ideias e projetos. A noção de limiar, ao sugerir riscos de aproximação com a instabilidade, indica, paradoxalmente, a possibilidade de sua ultrapassagem, a riqueza do delineamento de novos espaços, de inesperados territórios de poder, de outras formas de produzir saber e modos de ver. Ela é aqui tomada em sentido amplo, referindo-se a necessidades mutantes, ao surgimento de identidades visibilizadas em distintas geografias — territoriais, políticas, humanas e epistemológicas.

 
 

 

 
Cenários do trabalho: subjetividade, movimento e enigma

Anísio José da Silva Araújo.(org.)
Maria de Fátima Pereira Alberto.(org.)
Mary Yale Neves.(org.)
Milton Athayde.(org.)
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Os efeitos do neoliberalismo e da globalização em âmbito mundial deflagram, nas relações de trabalho e produção, um novo conjunto de problemas relativos às dinâmicas do mercado e do contexto pós-fordista e pós-taylorista. Com essa preocupação central, este livro analisa problemas e desafios enfrentados pelos trabalhadores naquilo que mais diretamente os atinge: sua saúde física e mental. Os pesquisadores aqui reunidos examinam formas de doença e mal-estar que acometem, especificamente, diferentes categorias ou segmentos sociais, como motoristas de ônibus, profissionais da construção civil, merendeiras escolares e mergulhadores de profundidade das plataformas de petróleo.

 
 

 

 
Cidadania em ação

Janett Ramírez Plasencia.
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Apresenta o Movimento da Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida como lócus de uma educação para a cidadania. Os temas escolhidos mantêm viva a corrente de uma “cidadania em ação” capaz de gerar novas atividades cidadãs. O livro se destina a pessoas engajadas na formação de agentes populares multiplicadores e na construção de atores coletivos que busquem promover uma cidadania concebida como estratégia política de afirmação da democracia. No âmbito dos movimentos sociais, a concepção de democracia inclui, entre outros atos, as lutas coletivas contra a desigualdade social, o que desencadeia processos educativos que reforçam, entre outras dimensões, a organização e a cultura políticas.

 
 

 

 
Cidadania republicana e educação: governo provisório do mal. Deodoro e Congresso Constituinte de 1890-1891

Carlos Roberto Jamil Cury.
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Investiga dois momentos inaugurais da República: o governo de Deodoro da Fonseca e o Congresso Constituinte de 1890-91. Solidamente ancorado em documentação oficial e na legislação então adotada, o autor articula seu pensamento acerca da cidadania republicana e do papel da educação em torno de três eixos. O primeiro é o da formalização jurídica da República na Constituição e o do encargo substitutivo do governo provisório no vazio legal da transição de regimes. O segundo orienta a circunscrição da questão educacional no plano das ideias, concepções e representações dos constituintes de 1890. O terceiro reúne aspectos relativos a prioridades como a federação, a laicidade da escola e a função social do Estado.

 
 

 

 
Ciência(s) da educação

Renato José de Oliveira.
Tarso Bonilha Mazzotti.
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O conhecimento confiável em qualquer área é constituído mediante argumentações realizadas nos grupos sociais dedicados ao esclarecimento de um tema, de um objeto. A ciência ou as ciências da educação — a duplicidade de número é avaliada no texto — encontra(m) consistência no acordo sobre a definição do objeto. Como este é estabelecido por alguma teoria, e as ciências que tratam da educação são numerosas e compostas por teorias próprias, então apenas por meio do ajuste interdisciplinar será factível a constituição de uma ciência da educação. Este livro desenvolve-se com base na teoria da argumentação e nos mais recentes avanços em filosofia das ciências, valendo-se para tanto de teorias pedagógicas.

 
 

 

 
Como encantar alunos da matrícula ao diploma

Hamilton Werneck.
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Como enfrentar a evasão escolar? Como obter êxito e atingir metas na administração escolar? Como torná-la moderna e eficiente, preservando-lhe os aspectos essenciais de interação, harmonia e cuidado humanos? Os assuntos deste livro destinam-se àqueles que se interessam pela permanência de alunos em escolas de qualidade, o que pode ser alcançado no âmbito educativo tanto particular quanto público. Hamilton Werneck é reconhecido pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) como professor universitário de psicologia da educação, técnicas de exame psicopedagógico e orientação vocacional. Foi secretário de Educação do município de Friburgo (RJ) e realiza palestras em todo o Brasil e na região do Mercosul.

 
 

 

 
Como me fiz professora

Geni Amélia Nader Vasconcelos.(org.)
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Como surge a profissão do magistério? Quem são os/as professores/as? Quais são suas experiências e como se constituem nos espaços-tempos sociais? Quais são seus sonhos, suas inquietações? O que alimenta, ao longo da vida, o trabalho dos docentes? Este livro discute esses temas, ao registrar o itinerário dos profissionais da educação. Por intermédio da articulação entre biografia e história, possibilita perceber como o aspecto individual e o social estão interligados e como as pessoas lidam com as situações da estrutura mais ampla que se lhes apresentam no cotidiano, transformando- o em espaço de imaginação, de luta, de acatamento, de resistência, de resignação, de criação.

 
 

 

 
Complexidade da educação física escolar:
Questões atuais e desafios para o futuro

Renata Osborne.(org.)
Carlos Alberto Figueiredo da Silva.(org.)
Roberto Ferreira dos Santos.(org.)
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A educação física escolar enfrenta muitos problemas no contexto educacional brasileiro e possui diversos desafios para o futuro, e por isso deve ser pensada como uma disciplina complexa e multifacetada. Esta coletânea de artigos propõe a sua análise de forma holística, e não de maneira isolada ou alienada. Os autores reunidos neste livro abordam questões sociais, culturais e ambientais, perpassando por reflexões e discussões sobre a precariedade da infraestrutura da educação física escolar, o crescimento e o desenvolvimento infantil, a educação integral, a educação inclusiva e inovações curriculares para a disciplina. Tratam, ainda, de esportes como o basquetebol, o futebol e o atletismo, da importância da prática de jogos esportivos com crianças, do potencial educativo das lutas marciais e do lazer pedagógico. Esse é um olhar que busca desconstruir a ideia de uma educação física voltada simplesmente para o incentivo à competitividade e ao chamado “esporte de rendimento”. Ou seja, a educação física escolar deve ser trabalhada em conjunto com outras disciplinas e contribuir de maneira prioritária para a formação de crianças e jovens, não apenas na parte física, mas principalmente na construção da cidadania.

 
 

 

 
Concepções e práticas em formação de professores: diferentes olhares

Elianda F. Arantes Tiballi .(org.)
Sandramara Matias Chaves.(org.)
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Reúne temas nos quais a formação de professores é abordada sob a perspectiva de diferentes áreas, como a didática, a psicologia da educação e as práticas de ensino de disciplinas específicas. Os autores buscam alternativas coerentes com um projeto político-pedagógico que forme professores capazes de intervir na realidade em que atuam, a fim de garantir a igualdade de oportunidades e um ensino de qualidade, respeitando a diversidade social e cultural. Este livro integra um conjunto de quatro volumes contendo os textos dos simpósios e mesas-redondas apresentados no xi Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino (endipe), realizado em Goiânia, cujo tema central foi “igualdade e diversidade na educação”.

 
 

 

 
Conselhos escolares: implicações na gestão da escola básica

Flávia Obino Corrêa Werle.
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Os conselhos escolares são um espaço de construção diferenciado, de escola para escola, decorrente da estrutura interna engendrada por seus participantes — pais, alunos, professores, funcionários e diretor. Aqui se apresenta a possibilidade de os conselhos escolares organizarem uma comunidade cívica e, como tal, um contexto de empowerment de seus componentes — à medida que se desenvolverem como construção da comunidade escolar, a democracia será vivenciada em processos concretos. Esta obra é um importante subsídio para o gestor da escola básica, para uso em cursos de formação de professores e para os que se dedicam a compreender as formas de envolvimento da sociedade civil na educação pública.

 
 

 

 
Conselhos participativos e escola

Estela Scheinvar.(org.)
Eveline Algebaile.(org.)
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Ao tomar como eixo de análise diferentes conselhos, e tendo como espaço geopolítico uma região de grande densidade populacional e de acúmulo de pobreza e de políticas autoritárias e clientelistas, este livro auxilia a compreender melhor a natureza perversa do capitalismo na sociedade brasileira. Os capítulos expõem análises que circunscrevem, num campo de conflitos, contradições, riscos e possibilidades, diversos conselhos instituídos por legislação federal. Sinaliza que se trata ao mesmo tempo de um âmbito importante para alargar o campo dos direitos daqueles que historicamente os tiveram negados e também de um contexto de luta política, por qualificar a democracia no processo de sua execução e fiscalização.

 
 

 

 
Construtivismo: a produção do conhecimento em aula

Vasco Pedro Moretto.
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Os atuais rumos da educação brasileira apontam para a busca da formação de um novo profissional e de um novo cidadão. Essa tendência necessita transformar-se em ação no ambiente privilegiado de convívio que é a sala de aula. Os educadores devem saber com clareza o papel social da escola, a natureza do conhecimento e a função docente em contexto escolar. Analisar esses conceitos é a finalidade deste livro, o qual ressalta a nova relação, democrática e produtora de representações, entre professor e aluno, e mostra que todo conhecimento é uma produção social — portanto, um conjunto de verdades relativas que se modificam em função do desenvolvimento das sociedades e dos recursos tecnológicos disponíveis.

 
 

 

 
Cooperação e aprendizagem on-line

Fernanda C. A. Campos.
Flávia Maria Santoro.
Marcos R. S. Borges.
Neide Santos.
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A internet é uma inovação tecnológica que permite, de forma ímpar, o armazenamento e o compartilhamento de informações. Por ser esta sua característica essencial, abre muitas possibilidades para a aprendizagem colaborativa. Há, no entanto, uma dificuldade e morosidade dos processos educacionais para incorporar tais inovações. Ele aborda a questão dos ambientes de aprendizagem cooperativa, distinguindo trabalho cooperativo apoiado por computadores, tecnologias e mecanismos de suporte à interação e colaboração, e aprendizagem cooperativa apoiada por computadores e relacionada a questões educacionais e pedagógicas na construção e implementação de ambientes computacionais para suporte aos processos de aprendizagem em grupo. Trata também da avaliação de alunos, seus princípios, concepções e resultados obtidos, sobretudo, a partir de modelos realizados em rede.

 
 

 

 
Cotidiano e diferentes saberes

Edwiges Zaccur.(org.)
Regina Leite Garcia.(org.)
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As falas dos autores ajudam a entender a riqueza da diversidade e dos saberes (in)visibilizados no dia a dia. Para se aproximar de seus enigmas e captar sutilezas de seus movimentos, há de se aguçar a sensibilidade, praticando a descoberta e a revelação. Na lógica da pesquisa que espreita o cotidiano, autores brasileiros e estrangeiros disseminam e alimentam um instigante diálogo que precisa continuar. Importa pouco que se concorde ou discorde, mas sim que cada pessoa se sinta à vontade para entrar nessa conversação. Importa que as significações não se transformem em enunciados cristalizados, mas que suscitem novas enunciações que se insinuem nos espaços em branco.

 
 

 

 
Cultura e conhecimento de professores

Aldo Victorio Filho.(org.)
Solange Castellano Fernandes Monteiro.(org.)
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Quando se reflete sobre a formação de professores/as, não se pode ignorar o conteúdo que emerge no/ do contexto cotidiano em que estão inseridos/as. Este livro analisa as práticas que produzem conhecimento frente aos desafios diários dentro e fora das salas de aula. Os textos fazem pensar no não escrito da formação docente e na possibilidade de criação de produtivos fios de contato que cada leitor/a traz de sua própria trajetória, acrescida do encontro com as diversas experiências registradas por seus/suas autores/as. Explicitam sentimentos e sentidos criados no modo singular de apropriação das redes e os modos como, a partir de práticas individuais, se reinventam saídas coletivas.

 
 

 

 
Cultura(s) e educação: entre o crítico e o pós-crítico

Vera Maria Ferrão Candau.(org.)
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Pensar o multiculturalismo — a inclusão do híbrido, do múltiplo, do diferente — pressupõe avaliar aspectos referentes aos conflitos de toda ordem que assombram o planeta. A desigualdade socioeconômica transfigura dessemelhanças culturais em motivações beligerantes e aumenta a intolerância em direção ao outro. Urge uma saída educacional que concilie a desmistificação de valores preconcebidos e a elaboração de ideias que promovam o convívio e o respeito de sociedades heterogêneas. Este livro revitaliza o debate sobre as questões apresentadas na globalização por um aspecto multicultural baseado nas experiências dos autores em pesquisas e projetos que desenvolvem as relações entre educação e cultura(s).

 
 

 

 
Cultura, linguagem e subjetividade no ensinar e aprender

Vários autores.
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Analisa os desafios da prática pedagógica na perspectiva da multiplicidade de sujeitos, saberes, espaços, tempos e abordagens de pesquisa acerca do ensino e da aprendizagem, além das implicações para a formação de professores e as políticas públicas em educação — o que se mostra relevante numa época de transformações e de crise, no âmbito tanto político-social quanto científico-educacional. Este livro integra um conjunto de quatro volumes contendo os textos dos simpósios e mesas-redondas apresentados no x Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino (endipe), realizado na uerj, cujo tema central foi “ensinar e aprender: sujeitos, saberes, espaços e tempos”.

 
 

 

 
Culturas eXtremas: mutações juvenis nos corpos das metrópoles

Massimo Canevacci.
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Trata-se de uma rica oferta de imagens e materiais produzidos pelos grupos juvenis, com o objetivo de analisar as relações conceituais e comportamentais entre jovens, metrópole, mídia e consumo. Com base na metodologia do “gozo da diferença”, o autor frequenta interzonas urbanas nas quais estabelece um fluxo comunicacional direto com os sujeitos. Rave, piercing, techno, tatuagem, bodyscape, cut-up, ciberespaço, fanzine, videoarte — a cultura líquida escorre pelos desvãos da cidade, despercebida entre as grades enferrujadas do método acadêmico centralizado. O livro mostra como se dá a transformação do extremo no eXtremo e como é impossível compreendê-lo sem aceitar o que está fora da regra.

 
 

 

 
Currículo: pensar, sentir e diferir

José Augusto Pacheco.(org.)
Regina Leite Garcia.(org.)
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Decorrente do II Colóquio Luso-Brasileiro, este livro promove o debate do currículo no cenário contemporâneo. No plano das políticas educacionais, as propostas curriculares hodiernas têm sido afetadas pela ideologia neoliberal, com base na qual se procura garantir efetividade, eficiência e produtividade aos processos pedagógicos. Por outro lado, são numerosas as propostas que se organizam em diversos municípios, calcadas em visões alternativas de sociedade, escola e currículo. Pensar, sentir, diferir — três verbos que sintetizam as preocupações presentes durante a já longa história do pensamento curricular e que reúnem pesquisadores do Brasil e de Portugal para traçar um desenho do que ainda está por vir.

 
 

 

 
Desafios da educação municipal

Donaldo Bello de Souza.(org.)
Lia Ciomar Macedo de Faria.(org.)
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Analisa a LDB (lei 9.394/1996) e sua regulamentação, em face dos impactos nos sistemas públicos municipais de educação. Dois focos são explorados: de um lado, financiamento e gestão do ensino; de outro, níveis e modalidades. Os assuntos são abordados por especialistas, do que resulta um texto dotado de particular profundidade e profissionalismo, além de ampla base teórica. O grande desafio da educação municipal ainda está na superação das tensões que existem no cenário político contemporâneo, na redefinição urgente do projeto federalista brasileiro. A finalidade é a redistribuição efetiva do poder decisório, e não unicamente executor, de modo a permitir que os municípios se tornem, de fato, entes federados.

 
 

 

 
Descentralização do Estado e municipalização do ensino: problemas e perspectivas

Angela Maria Martins.(org.)
Cleiton de Oliveira.(org.)
Maria Sylvia Simões Bueno.(org.)
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A municipalização do ensino tem sido objeto de polêmica nos âmbitos acadêmico e sindical, dada a tensão — expressando a questão federativa na história brasileira — entre centralização e descentralização. Em meio a outros assuntos, este livro examina: a integração regional, com suas consequências jurídicas, e a diversificação dos municípios; os reordenamentos em curso na conformação do Estado; o poder local e as possibilidades de gestão das políticas educacionais; a atual legislação que estabelece as regras de exceção do orçamento público em todos os níveis; a descentralização como resposta ao centralismo autoritário, pautada no empoderamento da sociedade civil.

 
 

 

 
Deslocamentos na formação de professores:
aprendizagem de adultos, experiência e políticas cognitivas

Rosimeri de Oliveira Dias.
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A discussão da aprendizagem de adultos e da formação de professores torna-se indispensável quando pensamos na dimensão da problemática em solo brasileiro e nos inúmeros programas governamentais e não-governamentais que buscam enfrentá-la. Neste livro, Rosimeri de Oliveira Dias busca abordar a questão a partir de deslocamentos nas políticas cognitivas com a perspectiva de desestabilizar a hegemonia que vêm operando no esquema de totalização da informação. Marisa Lopes da Rocha

 
 

 

 
Didática e prática de ensino de língua portuguesa e literatura:
desafios para o século XXI

Lucelena Ferreira.(org.)
Anabelle Loivos Considera Conde Sangenis.(org.)
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Didática e prática de ensino de língua portuguesa e literatura: desafios para o século XXI reforça a importância de se refletir sobre estas disciplinas nos cursos de formação para o magistério, num momento em que tanta ênfase se dá à formação continuada, e em que se pensa a língua e sua tradução literária como formas discursivas capazes de ampliar textos, horizontes e sonhos de quem ensina e de quem aprende — professores e alunos, em delicado vice-versa. Para o debate, Lucelena Ferreira e Anabelle Loivos Considera Conde Sangenis reuniram nove artigos de autores com reconhecida competência de pesquisa e reflexão na área, que ministram disciplinas pedagógicas de língua portuguesa e literatura em cursos de pedagogia e letras. O desejo é contribuir para traçar um panorama teórico e prático do que vem sendo feito pelo Brasil nessas disciplinas, com foco em seus atuais desafios.

 
 

 

 
Didática, currículo e saberes escolares

Vários autores.
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A questão do saber vem se tornando central nos debates e pesquisas educacionais relacionados à formação e à profissionalização dos professores, aos estudos sobre currículo e didática, e ainda à compreensão das origens do fracasso escolar. A preocupação ressurge em novos moldes, rompendo com as concepções pautadas na racionalidade técnica, vigentes sobretudo a partir de meados do século XX. Este livro integra um conjunto de quatro volumes contendo os textos dos simpósios e mesas-redondas apresentados no X Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino (Endipe), realizado na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), cujo tema central foi “ensinar e aprender: sujeitos, saberes, espaços e tempos”.

 
 

 

 
Dinâmica de grupos na formação de lideranças

Ana Maria Gonçalves .
Susan Chiode Perpétuo.
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Compila mais de cinquenta dinâmicas para desenvolver no grupo de trabalho, de escola, de lazer ou familiar. O trabalho com formação de lideranças objetiva estabelecer relações de ética e cidadania. Ao serem confrontados comportamentos, hábitos, valores e conhecimentos, espera-se que os participantes sejam levados à reelaboração individual evolutiva. A equipe, assim, pode ser potencializada no aprimoramento da subjetividade e na construção do conhecimento e da prática social. É fundamental para o formador interferir no aprendizado dos grupos em que atua, partindo sempre da realidade e da emoção dos integrantes, a fim de coordenar esse processo como facilitador do nascimento de novos conceitos.

 
 

 

 
Dinâmicas, brincadeiras e jogos educativos

José Ricardo da Silva Ramos.
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Avalia e sugere recursos de educação infantil a serem realizados com crianças nas escolas. Jogos recreativos e brincadeiras ganham significado e utilidade lúdicos na prática educativa, em diferentes momentos didático-pedagógicos. O livro inclui cd com músicas de atividades cantadas, além de fornecer numerosos exemplos de brinquedos e dinâmicas de grupo. A finalidade é promover a integração no ambiente escolar e ressaltar a importância do conteúdo de tarefas com esse viés para o desenvolvimento motor do aluno — objeto de estudo ao longo da trajetória do autor como professor de educação física, premiado pelo Ministério da Educação com os projetos Alfabetização Corporal e Jogos e Brinquedos no Cotidiano da Educação Fundamental.

 
 

 

 
Educação a distância: análise dos parâmetros legais e normativos

Roberto Fragale Filho.(org.)
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A educação a distância no Brasil obteve grande impulso na segunda metade dos anos 1990, sobretudo em decorrência de inovações das tecnologias de comunicação e informação e da expansão do ensino superior. A LDB (lei 9.394/1996) conforma um quadro normativo que se apresenta ainda disperso e impreciso, pois dúvidas quanto à implantação dessa metodologia docente remanescem sem respostas. Reunir dispositivos jurídicos relativos ao tema, como leis, decretos, resoluções, pareceres e documentos oficiais do Ministério da Educação, e discuti-los criticamente com base nas questões atuais é o foco deste livro. Examinam-se, aqui, as formas de relacionamento entre os diferentes sistemas de ensino e seu impacto no conceito de territorialidade.

 
 

 

 
Educação de jovens e adultos

Leôncio Soares.
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O artigo 208 da Constituição assinala, no inciso I, que é dever do Estado garantir o “ensino fundamental obrigatório e gratuito, assegurada, inclusive, sua oferta gratuita para todos os que a ele não tiverem acesso na idade própria”. Vive-se hoje um momento de revitalização na área de educação de jovens e adultos (EJA), com a participação de movimentos sociais, organizações não governamentais e universidades. Esta edição traz o parecer 11/2000 (aprovado pela Câmara de Educação Básica), que regulamenta as diretrizes curriculares nacionais (DCNS) para a EJA. Expõe, outrossim, a resolução 1/2000, que estabelece as DCNS/EJA, além dos relatórios-síntese dos Encontros Nacionais de eja do Rio de Janeiro e da Paraíba.

 
 

 

 
Educação e literatura

Antenor Antônio Gonçalves Filho.
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Trata do poder da palavra e da palavra do poder: explora o que a literatura pode abranger como instância educativa e formadora de valores. O autor investe no logos social do discurso literário em vez de se enclausurar no texto em si e para si, explorando-o como documento de cultura (às vezes de barbárie). Se determinado escritor tem a intenção de auxiliar o processo civilizatório do homem, é porque seu registro não está isento dos juízos críticos presentes nos signos linguísticos e revestidos de preconceitos, verdades ou semiverdades. A literatura não é uma zona de sombras que impede o ingresso no território iluminado da sabedoria, e sim uma das mais ricas dimensões a serviço da educação.

 
 

 

 
Educação geográfica em foco

Augusto César Pinheiro da Silva.
Rejane Cristina de Araujo Rodrigues.
Maria Alice Alkmim Andrade.
Thiago Villela.
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Este livro procura levar aos professores de geografia do Ensino Fundamental e do Ensino Médio a constante reflexão sobre as suas bases pedagógicas e temáticas na produção dos saberes docente e discente. A autonomia profissional dos professores se faz, também, pela necessidade de eles buscarem instrumentos conceituais educativos que possibilitem uma (re)leitura competente do mundo, visto que as transformações espaciais ocorrem em uma velocidade cada vez maior.

 
 

 

 
Educação inclusiva

Maria Elisa Caputo Ferreira.
Marly Guimarães.
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Trata-se de um trabalho que afirma e exorta as subjetividades, contesta as categorizações e a fragmentação do conhecimento, sugere a experiência da diferença como oportunidade que a escola deve oferecer a estudantes e profissionais docentes para se libertarem de preconceitos e do individualismo. As autoras incluem-se entre os que lutam contra o autoritarismo de quem considera natural encerrar os alunos em identidades prefixadas, diferenciando-os e excluindo-os pela “deficiência” e negando-lhes o direito a uma educação compartilhada com os colegas nas turmas do ensino regular. O acesso e a permanência na instituição escolar devem ser assegurados em condições viáveis e satisfatórias para todos.

 
 

 

 
Educação intercultural: mediações necessárias

Reinaldo Matias Fleuri.(org.)
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O acirramento dos conflitos bélicos, a expansão desenfreada da violência e do terrorismo, além da crise sem precedente das instituições sociais e jurídicas no Brasil e no mundo, manifestam a urgência do debate sobre os desafios interpostos pela realidade e comprovam a importância de elaborar e difundir a educação intercultural — método cuja proposta reside na valorização das diferenças, tendo em vista sua integração harmônica e equânime. Neste livro, as relações entre mídia e educação, examinadas segundo a perspectiva intercultural, dão ensejo a repensar práticas educativas, em que se construam e fortaleçam propostas voltadas para a conquista de uma convivência criativa entre distintos grupos socioculturais.

 
 

 

 
Educação, cultura e comunicação nas periferias urbanas

Henrique Garcia Sobreira.(org.)
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“Este livro é constituído de catorze capítulos que abordam temas de grande interesse para profissionais de educação, em especial aqueles que lidam com questões das periferias urbanas. Os textos expressam análises empreendidas em dissertações de mestrado desenvolvidas no Programa de Pós-Graduação em Educação, Cultura e Comunicação da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FEBF-UERJ). Diferentes metodologias foram adotadas nas pesquisas relatadas, evidenciando diferentes possibilidades de investigação.”

Maria Isabel Ramalho Ortigão

 
 

 

 
Educar em direitos humanos: construir democracia

Susana Beatriz Sacavino.(org.)
Vera Maria Ferrão Candau.(org.)
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Numa era de transformações decorridas da globalização hegemonizada pelo projeto neoliberal, é preciso desenvolver, como um dos pilares da construção democrática, uma cultura de direitos humanos que revigore mentalidades, atitudes e comportamentos. Urge, outrossim, promover o empoderamento de sujeitos dinamizadores da cidadania atuante e crítica. As reflexões deste livro, originadas de práticas estabelecidas com a participação de docentes, promotores populares e agentes sociais, expressam a preocupação de articular teoria e prática e de traçar caminhos nos quais os processos educativos, nos âmbitos formal e não formal, colaborem ativamente no aprofundamento da democratização e dignificação da sociedade.

 
 

 

 
Encontrar escola:
o ato educativo e a experiência da pesquisa em educação

Fabiana Fernandes Ribeiro Martins.(org.)
Maria Jacintha Vargas Netto.(org.)
Walter Omar Kohan.(org.)
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Um livro que se propõe a (re)pensar a escola pública e seus conceitos. Um livro que se dispõe a pensar a pesquisa como experiência e a propor que pensemos a escola e a universidade como tempo livre. E o que pode a busca de escola pública e da chamada skholé traçar como caminho para o pensamento?

 
 

 

 
Ensaios pragmatistas: sobre subjetividade e verdade

Paulo Ghiraldelli Jr..
Richard Rorty.
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Situa para o público brasileiro os temas do pragmatismo atual, que tem se esforçado para absorver a filosofia analítica, sem reduzir-se a ela, e discutir a filosofia social e política, sem sucumbir ao doutrinarismo. As questões abordadas são a verdade e a subjetividade. A ideia dos autores é fornecer uma filosofia capaz de discutir problemas técnicos em filosofia, mas também agir como filosofia que não se furta a sugerir saídas para problemas da vida comum — quer servir como teoria ad hoc para aqueles que desejam uma guerra semântica em favor de novos vocabulários aptos a apontar para a defesa de direitos adquiridos e para a criação de direitos geradores uma sociedade mais livre, mais rica, mais diversificada.

 
 

 

 
Ensinar e aprender: sujeitos, saberes e pesquisa

Vários autores.
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Sob os efeitos da globalização, nos planos político e econômico as relações sociais tornam-se cada vez mais transnacionais. Na perspectiva cultural, pessoas e grupos distintos passam a confrontar suas diferenças e idiossincrasias numa interação direta. Surge, pois, a necessidade de consolidar a defesa das identidades e de investigar a questão do sujeito, um dos assuntos tratados aqui. Este livro integra um conjunto de quatro volumes contendo os textos dos simpósios e mesas-redondas apresentados no X Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino (Endipe), realizado na uerj, cujo tema central foi “ensinar e aprender: sujeitos, saberes, espaços e tempos”.

 
 

 

 
Ensino médio

Clarice Nunes.
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Depois de oito anos de idas e vindas no Congresso Nacional, a LDB (lei 9.394/1996) estabeleceu mudanças significativas na compreensão de conceitos a exemplo de socialização escolar. Um dos aspectos fundamentais do texto refere-se à flexibilidade da educação básica, que inclui a educação infantil e os ensinos fundamental e médio. A aplicação dos projetos pedagógicos nas instituições escolares é decorrente dessa flexibilidade. Este livro apresenta os dispositivos mais relevantes para uma visão macroanalítica do ensino médio no país: o parecer CNE/CEB 15/1998, que regulamenta suas diretrizes curriculares nacionais, a resolução CEB 3/1998, que as institui, a emenda constitucional 14/1996 e o decreto 2.208/1997.

 
 

 

 
Ensino normal: formação de professores

Clarice Nunes.
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Ao menos na tábua da lei os profissionais do ensino têm sua importância devidamente reconhecida, como indicam o inciso V do artigo 206 da Constituição Federal e o título vi (artigos 61-67) da LDB (lei 9.394/1996), além da lei 9.424/1996, que dispõe sobre o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef). Esta edição reúne os principais documentos referentes ao assunto, entre os quais o parecer ceb 1/1999, que regulamenta as diretrizes curriculares nacionais para a formação de professores na modalidade normal em nível médio, a resolução ceb 2/1999, os pareceres CP 115/1999 e CES 970/1999, a lei 9.424/1996, a emenda constitucional 14/1996 e os decretos 2.208/1997 e 3.276/1999.

 
 

 

 
Episódios de história afro-brasileira

Mariza de Carvalho Soares.
Ricardo Henrique Salles.
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Ressalta os temas da escravidão e da população afrodescendente. Somente a partir desses assuntos e do realce do papel desempenhado por negros e mestiços é possível uma interpretação abrangente da formação social do país. Para tanto, abordam-se os principais episódios, em que a participação de escravos e afro-brasileiros livres foi importante, que levaram à constituição do país, até os anos 1930 — Levante do Malês, Balaiada, Farroupilha, Praieira, Guerra do Paraguai, Canudos, Revolta da Vacina, Contestado. O conteúdo é dirigido a educadores, pesquisadores, militantes e mesmo a quem ainda crê ser o Brasil um país livre da tragédia que é o racismo.

 
 

 

 
Epistemologia da aprendizagem

Luiz Henrique de A. Dutra.
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A epistemologia é uma disciplina filosófica que estuda o conhecimento em seus aspectos lógicos. Tematiza, por exemplo, a relação entre uma afirmação feita e as evidências que a apoiam, deixando de lado os aspectos psicológicos envolvidos nos sistemas cognitivos, entre os quais a aprendizagem. As teorias da aprendizagem, por sua vez, restringem-se aos domínios da pedagogia e da psicologia, levando em conta tão só os processos efetivos por meio dos quais os indivíduos se apropriam de determinados conteúdos ou adquirem certas habilidades. Já a epistemologia da aprendizagem, cujos fundamentos são apresentados neste livro, elabora uma teoria do conhecimento a partir de práticas investigativas e educacionais.

 
 

 

 
Escola aberta e formação de professores: elementos para a compreensão e a intervenção didática

José M. Bautista Vallejo.
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Apresenta estratégias metodológicas e de avaliação do ensino e aprendizagem, além de casos que abrangem educação especial (por exemplo, síndrome de Tourette e autismo). Tem como objeto de estudo os travellers, na Irlanda, o mercosul e a formação de professores na Costa Rica. Uma escola aberta requer novas atitudes e formas de trabalho que forneçam uma resposta criativa e responsável aos problemas contemporâneos. Deve ser participativa, democrática, comunitária, comprometida e integradora. Essas características possibilitarão ao homem e à mulher participar de discussões a respeito de suas dificuldades e deficiências, a fim de que se tornem conscientes e se fortaleçam para enfrentar as adversidades do mundo.

 
 

 

 
Escola e violência

Maria da Consolação Lucinda.
Maria das Graças Nascimento.
Vera Maria Candau.
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Examina as implicações da relação entre a violência e o contexto escolar, particularmente no ensino fundamental. O trabalho se organiza em três eixos temáticos. No primeiro, empreende-se a aproximação das diferentes formas de conceituar violência, assinalando-lhe o caráter multicausal. O segundo aborda os complexos aspectos da maneira pela qual a violência se manifesta no cotidiano das salas de aula e afeta a vida dos alunos. O terceiro destrinça a pesquisa de campo utilizada no estudo em pauta — descreve a metodologia adotada nas escolas investigadas, traça os perfis dos entrevistados e analisa-lhes as concepções acerca do tema, indicando os pontos em comum com os tópicos do referencial teórico.

 
 

 

 
Escola pública e pobreza no Brasil: a ampliação para menos

Eveline Algebaile.
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Acurado estudo sobre o caráter assumido pela escola pública elementar num país onde a superação da pobreza jamais compôs efetivamente a pauta política nacional. A partir da investigação das práticas de utilização instrumental da escola pública para realizar ações que deveriam caber a outras políticas setoriais, como saúde, cultura e assistência, este livro empreende rica análise da escola pública fundamental, sobretudo “a escola dos pobres”. Possibilita, assim, melhor avaliar as funções estratégicas desempenhadas pela expansão escolar no processo histórico de formação do Estado brasileiro, bem como na atualidade, evidenciando a desigualdade como marca de nossa organização social, econômica e política.

 
 

 

 
Escolas em imagens

Aldenira Mota.(org.)
Dirceu Castilho Pacheco.(org.)
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Amparados em fotografias, os autores rememoram vivências em diferentes momentos de suas vidas e contribuem, assim, para evidenciar parte da cultura escolar em práticas educativas, métodos, processos, rituais, questões diversas e singularidades recriadas. Saberes e fazeres enredados e trocados, além de transmitidos, emergem das narrativas, estabelecendo um rico diálogo com salas de aula, infâncias, professores e alunos, pais e filhos, amigos e desafetos, entre tantos outros personagens dos itinerários biográficos. Os diferentes cotidianos vividos e imaginados pelos sujeitos das escolas recuperam aqui as redes de subjetividades que urdem a trama de formação individual, profissional e social.

 
 

 

 
Estilos em filosofia da educação

Paulo Ghiraldelli Jr..(org.)
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Dá sequência ao debate iniciado em O que é filosofia da educação, com reflexões de filósofos e educadores em diferentes “estilos” — o termo é aqui entendido na duplicidade entre maneiras de escrever filosofia e fustigações contra adversários. Enquanto Paulo Ghiraldelli Jr. trata de temas mais técnicos a respeito da verdade, e os insere no contexto da disciplina que dá nome ao livro, Olgária Matos pensa a educação no âmbito geral da abertura do mundo moderno. Ao passo que o casal Putnam põe em cena a atualidade de John Dewey, e Carol Nicholson, numa abordagem próxima, discorre com erudição sobre o multiculturalismo, Michael Peters apresenta, de maneira original, um Paulo Freire relacionado ao pós-modernismo.

 
 

 

 
Etnografia e educação:
culturas escolares, formação e sociabilidades infantis e juvenis

Tania Dauster.(org.)
Sandra Pereira Tosta.(org.)
Gilmar Rocha.(org.)
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É sabido que a educação, como campo disciplinar, apropria-se de outros saberes, tais como filosofia, psicologia e história, para investigar suas práticas e construir investigações e caminhos políticos. A entrada da antropologia no campo da educação em tempos recentes tem permitido uma ampliação de sentidos na medida em que as relações sociais na escola, as culturas escolares, os processos de transmissão de saberes no cotidiano, a formação de docentes e as sociabilidades infantis e juvenis atravessam as fronteiras dos espaços e das práticas educativas formais e não formais. Com isso, queremos sinalizar que outras formas de conceber e praticar a educação passam a constituir os currículos da formação de profissionais que atuam nessas áreas.

 
 

 

 
Experiências de educação integral da CUT: práticas em construção

Maristela Miranda Barbara.
Rosana Miyashiro.
Sandra Regina de Oliveira Garcia.
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Traz a público a discussão interna da Central Única dos Trabalhadores acerca das questões educacionais. Organiza a estrutura programática, pedagógica e metodológica do Projeto Integração (Programa de Formação Profissional da cut), presente em vários estados brasileiros, voltado para possibilitar o acesso dos trabalhadores à continuidade do ensino. Discutem-se propostas e projetos alternativos aos modelos dominantes nos meios de comunicação. As ideias apregoadas de “empregabilidade” e qualificação técnica dos trabalhadores são substituídas por prerrogativas de outra ordem, como a formação integral e humanista do homem, visando a sua instrumentalização crítica e fortalecendo sua conduta e intervenção na sociedade.

 
 

 

 
Fazer com paixão sem perder a razão: retalhos de uma experiência em escola pública de tempo integral

Joanir Gomes de Azevedo.
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Descreve a experiência da autora em educação popular, levada a efeito num ciep da Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, entre 1986 e 1991. Em vez de organizar-se num relato linear, o texto segue uma estrutura de retalhos, compondo uma espécie de colcha. A escritura insubordinada quanto ao grau de importância dos fatos referidos permite ao leitor tramar uma rede pessoal na articulação entre o narrado e as próprias experiências, estabelecer significância assimétrica entre os fragmentos, deter-se mais nuns do que noutros, encontrando seu fio particular da meada — em função de sua memória social, de sua percepção e de sua compreensão da realidade, de seu maior ou menor interesse por este ou aquele aspecto.

 
 

 

 
Filosofia para crianças

Walter Omar Kohan.
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Tem a finalidade de levar a prática da filosofia à educação das crianças, área situada nas interfaces entre filosofia, educação e psicologia. Mais particularmente, contribui para a reflexão do programa de Matthew Lipman, cuja importância singular deriva de ser — como Freud para a psicanálise, Saussure para a linguística e Weber para a sociologia — um iniciador e um sistematizador do caminho por ele fundado. No ultrapasse de concepções românticas e idealizadas, ele foi o primeiro autor a levar a sério uma fundamentação teórica (a qual deu origem a um dispositivo prático e institucional para viabilizá-la) a permitir tornar o conteúdo filosófico ferramenta-chave na formação educacional infantil.

 
 

 

 
Filosofia, educação e política

Michael F. Shaughnessy.(org.)
Mitja Sardoč .(org.)
Paulo Ghiraldelli Jr..(org.)
Pedro F. Bendassolli.(org.)
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Numa série de entrevistas, scholars dedicados à filosofia da educação discorrem sobre temas como educação cidadã, pedagogia revolucionária, práticas educacionais, grade curricular, padrões de avaliação, grupos minoritários, política e governo. A educação é vista como prática efetiva de transformação social, e não apenas como corpus de conhecimentos “técnicos”, como didática ou produto de políticas educacionais. Abordam-se algumas das mais cruciais questões éticas, morais e filosóficas que dividem professores, pesquisadores e pensadores. O confronto aberto e sério de posturas intelectuais a respeito da educação é enriquecido pelo fato de os entrevistados integrarem diferentes tradições e correntes de pensamento.

 
 

 

 
Formação continuada de professores: comunidade científica e poética — uma busca de São Luís do Maranhão

Célia Frazão Soares Linhares.(org.)
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Disserta a respeito da necessidade de fortalecer o ensino público de São Luís (MA), priorizando a formação continuada de professores e funcionários e a aproximação da comunidade. Entre outros assuntos, apresenta a história do Projeto Escola Sonhos do Futuro, voltado ao fomento da pesquisa-ação, cuja metodologia se pauta na observação, no registro, nos estudos e debates sobre a prática pedagógica, de modo a possibilitar a reinvenção do fazer educativo mediante uma modalidade de capacitação em serviço. Esperam- -se dos professores atitudes mais ativas e reflexivas, cuja capacidade de avaliação seja a cada dia mais aguçada e sirva como instrumental para compreender a realidade complexa desvelada a todo instante.

 
 

 

 
Formação de professores: possibilidades do imprevisível

Joanir Gomes de Azevedo.(org.)
Neila Guimarães Alves .(org.)
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Traz a voz de professores que contam suas vivências em sala de aula e costuram as tramas de suas experiências de ensinar e aprender com os alunos, razão máxima da docência. A noção de rede é fundamental na compreensão das identidades dos sujeitos. Somos seres múltiplos, pois fazemos parte de distintos contextos socioculturais. Educação familiar, classe econômica, crença religiosa, trajetória escolar, lazer e acesso ao conhecimento, entre outros aspectos, são fundamentais no desenrolar do fio condutor de nossas vidas. Integramos um movimento contínuo de ensinamento e aprendizagem, com espaço para que possamos (e devamos) nos surpreender e nos encantar com o novo, com a possibilidade do imprevisível.

 
 

 

 
Formação de professores: uma crítica à razão e à política hegemônicas

Célia Frazão Soares Linhares.(org.)
Maria Cristina Leal.(org.)
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É um convite para múltiplos diálogos, entre pesquisadores e leitores, entre o mundo presente e o que está por construir, entre ações e imaginações, como canais de respeito à vida e à profissão de educar e ser professor. Os autores partem da atividade de pesquisa e docência universitária, conjugando a busca de rastros históricos da constituição do conjunto de lógicas que modelaram o pensamento e os modos de conceber e fazer política com indícios de movimentos que têm desafiado esses paradigmas. O resultado é uma viagem dos pré-socráticos à pós- -modernidade, na qual se discutem razão e paixão, teoria e prática, ciência, tecnologia e formação profissional, estruturas instituídas e projetos de educação escolar.

 
 

 

 
Formação inventiva de professores

Rosimeri de Oliveira Dias.(org.)
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Invenção é a palavra chave desse livro. Os autores, professores, pesquisadores e alunos da escola básica e da universidade, discutem as concepções tão arraigadas que tratam como objetos específicos e concretos os saberes necessários do professor. Aqui, em uma análise crítica dos processos de formação de professores, a busca é pelo indeterminado e pela ação, pela inseparabilidade entre conhecimento e vida. Em cada artigo a mensagem é clara: conhecer é agir, não é uma tarefa unilateral. Exige trabalho, experimentação e discussão em um exercício constante contra o cotidiano, contra as rotinas avassaladoras dos espaços e tempos escolares.

 
 

 

 
Forrobodó na linguagem do sertão:
Leitura verbovisual de folhetos de cordel

Alberto Roiphe.
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Alberto explica: “É na leitura de folheto de cordel que se conhece outro folheto de cordel. Esses folhetos, como se viu, se inter-relacionam por meio da forma como os personagens se exibem, por meio dos instrumentos que usam, por meio do espetáculo que provocam. … O efeito estético sobre o leitor se amplia à medida que não se limita somente ao gosto pelo espetáculo por meio do aplauso ou da vaia, mas experimenta, em meio à oscilação entre a luta e a festa, assim como fazem o poeta e o artista, possibilidades poéticas de escolhas, provocações, comparações, irreverências, contradições, descobertas. Sem limites.”

 
 

 

 
Futebol: paixão e política

Paulo Cesar Rodrigues Carrano.(org.)
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Perceber a onipresença do futebol na escola, sobretudo em momentos de grande mobilização popular como Copas do Mundo, não passa de obviedade. Mas qual sua importância para a educação? Como a escola pode absorvê-lo num sentido didático e amplamente educativo? São questões que norteiam este livro, no qual pensadores e especialistas, como Eduardo Galeano, Salman Rushdie e Juca Kfouri, tentam captar o esporte nacional em época de globalização. A inclusão dessa temática na coleção “O sentido da escola” se dá, fundamentalmente, pela percepção das emoções provocadas nos espaços e tempos cotidianos escolares, que tantas vezes se alteram com os sentidos que são disputados em outros campos, oficiais ou não.

 
 

 

 
Gestão da escola: desafios a enfrentar

Sofia Lerche Vieira.(org.)
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Campo de reformas as mais diversas a partir de meados dos anos 1990, como as promovidas pela ldb, pelos pcns, pelo pne e pelas dcns, a escola é hoje um novo foco da política educacional, contexto que impõe desafios aos profissionais da área. Por meio da discussão de quatro temas centrais — a função social, o projeto pedagógico, o sucesso escolar e a avaliação institucional —, este livro sintoniza o leitor com a reflexão atual e necessária sobre o tema. Escrito por especialistas integrantes do Programa de Capacitação a Distância para Gestores Educacionais (Progestão), colabora na construção da escola como um ambiente de trabalho cooperativo e comprometido com a qualidade do ensino-aprendizagem.

 
 

 

 
Gestão e políticas da educação

João Ferreira de Oliveira.(org.)
Mariluce Bittar.(org.)
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Discute novas políticas de gestão da educação, formuladas com base na concorrência, na eficiência, nos resultados e na produtividade, instrumentos de suporte à acumulação capitalista e de solidificação da ordem neoliberal. São abordados os resultados das reformas de descentralização educativa no Brasil, na Argentina, no Chile e no México, as consequências da implementação do Plano de Desenvolvimento da Escola em Goiás, o sistema de gestão do ensino em Minas Gerais, o processo de democratização educacional em Mato Grosso do Sul, os resultados de pesquisas de projetos que analisam o poder e a participação na escola, as diretrizes de desenvolvimento do ensino superior e da pós-graduação no Brasil.

 
 

 

 
Habilidades: ensino jurídico e contemporaneidade

Roberto A. R. de Aguiar.
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O termo “habilidade” precisa ser focalizado como fator primordial na possibilidade de expansão do potencial humano, ensejando nos novos profissionais jurídicos conhecimentos sobre o sujeito de direitos, as questões de cidadania, a juridicidade dos movimentos sociais e a produção da alteridade. Este livro debate a atualidade do direito, seu ensino e prática, apontando equívocos e proposituras da ciência jurídica, a qual deve atentar para a multidisciplinaridade como ferramenta de compreensão e modificação de problemas. Cabe ao direito, baseado em sua tendência de luta pela afirmação de conquistas, assumir a dianteira na construção da democracia como processo de constituição das relações humanas.

 
 

 

 
Hermenêutica e educação

Nadja Hermann.
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O problema central da hermenêutica, modo de filosofar que tematiza a compreensão da experiência humana no mundo, é a interpretação — ato cultural, associado à criação do sujeito e à produção do saber, que surge com as lutas espirituais do Renascimento. A interpretação, que de tão perto interfere na prática educativa e nas investigações que a ciência acomete, está no cerne da atividade hermenêutica, que a adota como verdadeiro princípio, por considerar a compreensão instância fundadora da existência. Este livro delineia os traços básicos da filosofia hermenêutica, o contexto em que se origina, o programa de Hans-Georg Gadamer e a aproximação reflexiva da educação a partir de suas possibilidades compreensivas.

 
 

 

 
Humanidades

Paulo Ghiraldelli Jr..(org.)
Ronie Alexsandro Teles da Silveira.(org.)
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Oferece um panorama de disciplinas básicas que integram essa macroárea do conhecimento, como política, sociologia, antropologia, direito, feminismo, psicologia, literatura, filosofia, epistemologia e teologia. A abordagem dos textos é simples, feita segundo um vocabulário de encomenda: solicitou-se aos autores — especialistas nos assuntos de que tratam — que escrevessem de maneira que o “leigo culto” pudesse assimilar rapidamente o conteúdo. Os assuntos são agrupados sem nenhuma hierarquia, pois a noção de que as humanidades possam ser apreendidas segundo critérios de prioridade inviabiliza iniciativas que deveriam propiciar o ultrapasse das fronteiras entre variegadas formas do saber.

 
 

 

 
Identidades docentes 1

Dóris Maria Luzzardi Fiss.(org.)
Laura Souza Fonseca.(org.)
Leonidas Roberto Taschetto.(org.)
Martha Marlene Wankler Hoppe.(org.)
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Com base em reflexões feitas por professores de diferentes instituições de ensino superior, este livro tem como foco a experiência da docência, os processos de formação discente e a produção de identidades advinda dessa convivência. A partir de relatos com referenciais teórico-metodológicos variados, são apresentadas investigações em temas atuais, como práticas formativas da educação de jovens e adultos (EJA), pedagogia, matemática, artes cênicas e segurança pública. Busca-se manter aceso o diálogo que faz da docência um saber heterogêneo e plural, ressaltando a relação professor/aluno como elemento indissociável para a compreensão do trabalho docente e da formação discente.

 
 

 

 
Iluminismo às avessas: produção de conhecimento e políticas de formação docente

Maria Célia Marcondes de Moraes.(org.)
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Congrega as políticas de formação docente nos anos 1990. Estuda-lhes os direcionamentos e conceitos, com base numa interlocução com as ciências sociais e a filosofia, por meio do exame de documentos oficiais, nacionais e internacionais relativos à educação. A primeira parte do livro oferece elementos a fim de compreender o projeto político que, em sua cruzada cultural para desfertilizar a escola, investiu na formação de um docente “desintelectualizado”, pouco adepto ao exercício da crítica. A segunda parte aborda o ceticismo epistemológico vigente e o empobrecimento do ato de conhecer, que desqualificam a necessidade humana de inquirir acerca de questões relativas à natureza do objeto e do próprio conhecimento.

 
 

 

 
Inclusão digital: tecendo redes afetivas/cognitivas

Nize Maria Campos Pellanda.(org.)
Elisa Tomoe Moriya Schlünzen.(org.)
Klaus Schlünzen Junior.(org.)
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Contempla a articulação de experiências na área de inclusão digital, pesquisas de ponta sobre cognição e virtualidade com importantes reflexões a respeito do papel da tecnologia na expansão do potencial humano. A construção de uma rede solidária pode representar um novo patamar civilizatório pela densificação das relações amorosas que possibilitariam a ampliação da inteligência. A fragmentação da modernidade marcou a civilização com várias formas de fraturas que minam o senso de humanidade e impõem óbices ao conhecimento de uma pertença cósmica. Usar o meio digital para lançar pontes entre as diferentes dimensões da realidade e reduzir o abismo entre excluídos e incluídos é o eixo deste livro.

 
 

 

 
Infância e maquinarias

Maria Isabel Edelweiss Bujes.
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Mais do que um tema a requerer atenção de variadas instâncias, a fase da existência convencionalmente denominada “infância” configura um problema que concentra boa parte das preocupações das sociedades atuais. Para apresentar e desenvolver sua hipótese de leitura sobre a maneira pela qual operam as relações entre infância e poder, a autora elege como foco um documento oficial — o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Ao desenvolver seu propósito, ela empreende uma opção teórica que lhe fornece instrumental para buscar, na análise de Foucault sobre o sujeito, a inspiração para realizar seu projeto de demonstrar a constituição infantil como um fenômeno da ordem da cultura.

 
 

 

 
Informática na educação

Raquel de Almeida Moraes.
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Analisa a política de informática na educação brasileira, das origens nos anos 1930 até 1989, quando da volta das eleições diretas. Avalia-lhe tendências e contradições, como as decorrentes da lógica de oposição entre as racionalidades de acumulação local e global. Ancora-se na tese de que a área sofreu uma ação intervencionista-nacionalista, o que se deve, na visão da autora, ao caráter estratégico que as tecnologias adquiriram com o desenvolvimento capitalista no Brasil. O argumento central do estudo é o de que, em face do processo de redemocratização do país, o processo decisório de informática na educação passou a demandar novos atores, como os pesquisadores envolvidos nos projetos estatais e a sociedade civil.

 
 

 

 
Itinerários de pesquisa: perspectivas qualitativas em sociologia da educação

Nadir Zago.(org.)
Marília Pinto de Carvalho.(org.)
Rita Amélia Teixeira Vilela.(org.)
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Aprofunda a discussão teórica e metodológica ensejada pela investigação e estudo de situações reais no campo da educação. Contempla as indagações centrais da pesquisa qualitativa em sociologia da educação, que talvez atendam a resumir-se a uma pergunta principal: qual o papel social dessas investigações? Os autores aqui reunidos expõem algumas das questões com que se defrontaram e as soluções que puderam desenvolver no decurso de atividades determinadas e próprias de investigação sociológica.

 
 

 

 
John Dewey: a utopia democrática

Marcus Vinicius da Cunha.
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John Dewey (1859-1952) é lembrado com um dos pensadores que desencadearam o movimento de renovação das ideias e práticas pedagógicas conhecido como Escola Nova. Ele é o responsável por noções educacionais que marcaram a primeira metade do século xx e que hoje voltam a ser discutidas. De sua autoria, por exemplo, é a proposta de organizar a escola como uma “sociedade em miniatura”, conforme consta no Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova (1932), assim como o conceito de “pensamento reflexivo”, presente nas discussões atuais que buscam conferir novo sentido à ação dos professores. Este livro analisa o pensamento pedagógico de Dewey, sobretudo o exposto nos livros Como pensamos e Democracia e educação.

 
 

 

 
Jornal, solidariedade e voluntariado

Carmen Lozza.
Regina Pinto.
Sílvia Pedreira.
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Mostra como a solidariedade e o voluntariado ganharam espaço de notícia. Analisa a gênese desses valores e sua presença no cotidiano, relacionando-os ao capitalismo, ao neoliberalismo e à globalização. Textos de jornais e revistas revelam- -se útil complemento ao material didático usado na escola, pois reforçam os benefícios e a necessidade da leitura, prática indispensável à constituição psicocultural do ser humano. O ponto de vista contemporâneo dos temas abordados dinamiza o debate dos conceitos. Um dos aspectos elementares do jornalismo — confrontar distintas versões relativas a um fato — estende-se a esse tipo de pedagogia: ensina-se a importância de haver uma perspectiva ampla na compreensão do que se lê.

 
 

 

 
Justiça da Infância e da Juventude: tudo que você precisa saber

Siro Darlan de Oliveira.
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Visa a encurtar a distância entre a população e a Justiça da Infância e da Juventude do Rio de Janeiro. Por meio de textos claros e diretos, esmiúça um a um os setores da 1ª Vara da Infância e da Juventude (VIJ), à qual cabe a responsabilidade de prevenção, mediação, defesa de interesses e julgamento de conflitos e impasses nos quais se envolvam crianças e adolescentes. Também se abordam as competências da 2ª VIJ, juízo encarregado especificamente de adolescentes implicados na prática de infrações. Respaldado em documentos oficiais, como o eca, a Constituição Federal e o Código Civil, o autor ainda explica episódios controvertidos, e por vezes mal interpretados, como a proibição da participação de crianças na novela Laços de família.

 
 

 

 
Justiça social: uma questão de direito

Maria Elena Rodriguez Ortiz.(org.)
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Em face do neoliberalismo, a sociedade civil organizada assume papel cada vez mais importante na reivindicação de seus direitos, precisamente no pleito de que o Estado seja o responsável por garanti-los. A função deste livro é disseminar os princípios dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (DESC), relacionando-os a temas variados como democracia, globalização, pobreza e solidariedade, e sensibilizar a sociedade para a necessidade inadiável de estabelecer mecanismos formais para sua exigência. Também aspira a atender à demanda por referências conceituais sobre o assunto, servindo de apoio, a um só tempo, à reflexão teórica e ao engajamento numa práxis política.

 
 

 

 
Juventude nas sombras: escola, trabalho e moradia em territórios de precariedades

Denise Cordeiro.
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É resultado de cuidadosa pesquisa de campo empreendida no Jardim Catarina, um dos bairros mais pobres de São Gonçalo (RJ) e o maior loteamento urbano da América Latina. O processo investigativo cria uma cartografia do lugar, dos corpos e das relações. Em meio a “paredes de cal e tijolo à vista, ruas asfaltadas, ruas de terra batida, descampados, sol delirante, chuvas e lama”, Denise Cordeiro segue o caminho de flâneur para trazer à tona percursos labirínticos traçados por jovens pobres, com escolarização precária, e por antigos moradores. Esse itinerário permitiu à autora conhecer o abandono do bairro e, também, na contramão das adversidades, potências de vida, expectativas e sonhos.

 
 

 

 
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional

Lamparina editora.(org.)
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Edição com a íntegra da LDB (Lei 9.394/1996). Traz, entre outros dispositivos, esta legislação correlata: Lei 9.766/1998 e Dec. 6.003/2006 (salário-educação); Lei 10.260/2001 e Dec. 4.035/2001 (Fundo de Financiamento ao Estudante de Ensino Superior); Lei 11.096/2005 e Dec. 5.493/2005 (Programa Universidade para Todos); Dec. 5.840/2006 (Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos); Lei 11.494/2007 e Dec. 6.253/2007 (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação); Dec. 6.302/2007 (Programa Brasil Profissionalizado); Lei 11.947/2009 (atendimento da alimentação escolar e Programa Dinheiro Direto na Escola). Contém referências legislativas e índice remissivo.

 
 

 

 
Linguagens e interatividade na educação a distância

Leda Maria Rangearo Fiorentini.
Raquel de Almeida Moraes.
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Dedica-se a compreender como a interatividade contribui para definir as concepções dos textos didáticos, do hipertexto e dos programas de televisão e vídeo, de modo a empregá-los em seus limites mais satisfatórios. Associada aos dispositivos tecnológicos, a interação desponta como fator de importância definitiva na educação a distância, pois determina com rigor objetivo o uso que se faz dos meios de comunicação, as novas relações entre os atores do processo de ensino- -aprendizagem que se estabelecem no plano da linguagem e na produção do material educativo. A assimilação de conhecimentos, aberta e flexível, é caracterizada pela possibilidade de desvelar significados, negociar sentidos e mediar múltiplos saberes.

 
 

 

 
Lugares da infância: filosofia

Walter Omar Kohan.(org.)
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Trata da relação entre infância e filosofia. Na primeira seção, aborda-se a infância, dialogando-se com o poeta mato-grossense Manoel de Barros e ressituando-a além da cronologia: a infância como o que educa, e não apenas como o que precisa ser educado; uma infância da educação, e não só uma educação da infância. Na segunda, destaca-se a questão literária, presente, por exemplo, na interrogação acerca dos conceitos de “história” e “pensar” que atravessam a tentativa de conceber o sentido da filosofia e da literatura infantil. Na terceira e última seção, os textos se detêm em temas relacionados, entre outros aspectos, a propostas de trabalho e pesquisas relativas à presença da filosofia no ensino fundamental.

 
 

 

 
Manifesto antirracista: ideias em prol de uma utopia chamada Brasil

Marcelo J. P. Paixão.
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Neste livro, elaborado como contribuição para a I Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, diversas formulações teóricas e empíricas são organizadas em mais de quinhentos tópicos acerca da luta antirracista no Brasil e no mundo. O autor conduz uma análise panorâmica desde o pensamento social e as ideias de nação e identidade nacional, passando pelas dinâmicas da construção das desigualdades, até os indicadores sociodemográficos de educação, mercado de trabalho, questão agrária, gênero e violência policial. Aqui se desvelam outro Brasil e uma aposta em novas direções para pensá-lo. “É boa leitura para instruir o debate em torno das oportunidades na democracia racial de Pindorama” (Elio Gaspari).

 
 

 

 
Mediações históricas de trabalho e educação: gênese e disputas na formação dos trabalhadores (Rio de Janeiro, 1930-60)

Maria Ciavatta.
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As relações entre trabalho e educação passaram a receber tratamento renovado a partir dos estudos que, nas décadas de 1970-80, contribuíram para sua problematização. Este livro é um dos marcos dessa abordagem. Expressa uma síntese teórico-metodológica em busca do método da crítica à economia política a partir da historicidade dos acontecimentos e das estruturas sociais da gênese e das disputas na formação dos trabalhadores. O sentido histórico-ontológico dado ao termo “mediações” envolve o aprofundamento de outros conceitos — a fotografia como fonte de pesquisa, o documento, a história oral, a memória e a identidade, e a formação integrada entre o ensino médio técnico e a educação profissional.

 
 

 

 
Memória e temporalidades do trabalho e da educação

Maria Ciavatta.
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O tema deste livro é a história fotográfica e seu lugar na pesquisa em educação. A recuperação da memória de Paracambi — pequena cidade do interior do Rio de Janeiro com pouco mais de 41 mil habitantes — por intermédio de fotografias e da história contada por seus moradores é a primeira vertente do texto, pari passu com a transformação do espaço fabril do trabalho em espaço de educação. Seguem-se o mundo da escola, da ciência e da arte, o papel da memória, a discussão sobre a formação do cidadão produtivo emancipado e a alternativa da formação integrada entre a educação profissional e o conhecimento dos fundamentos científico-tecnológicos e histórico- -sociais da relação entre capital e trabalho.

 
 

 

 
Metodologia da pesquisa para o professor pesquisador

Herivelto Moreira.
Luiz Gonzaga Caleffe.
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Enfatiza os aspectos objetivos da pesquisa acadêmica respaldados por discussões paradigmáticas. Especialmente útil para o desenvolvimento profissional do professor-pesquisador, e para a elaboração de monografias, dissertações de mestrado e teses de doutorado em ciências humanas e ciências sociais aplicadas, o livro trata, entre outros temas, das etapas fundamentais do processo, como a problematização e a revisão da literatura, das bases epistemológicas do positivismo e do interpretativismo — e das tipologias inerentes a ambos os paradigmas —, da elaboração e administração do questionário, da análise dos dados coletados mediante esse instrumento e da redação dos relatórios e dos textos finais.

 
 

 

 
Movimento: revista da Faculdade de Educação da UFF – n. 1

Vários autores.
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Periódico de linha editorial pautada pela ênfase na pluralidade de ideias, teorias e propostas, dentro dos marcos da democracia e do respeito à liberdade de pensamento. Tem como compromisso construir um sistema de ensino público, gratuito, laico e de qualidade no Brasil e valorizar, mediante participação ativa no universo acadêmico e social, a dignidade profissional do conjunto dos trabalhadores da educação no país. Entre as seções temáticas, destacam-se artigos, resenhas, notas de pesquisa e de leitura. Estes três números têm os seguintes temas: juventude, educação e sociedade (n. 1); profissão docente: teoria e prática (n. 2); prática pedagógica: prática dialógica (n. 3).

 
 

 

 
Movimento: revista da Faculdade de Educação da UFF – n. 2

Vários autores.
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Periódico de linha editorial pautada pela ênfase na pluralidade de ideias, teorias e propostas, dentro dos marcos da democracia e do respeito à liberdade de pensamento. Tem como compromisso construir um sistema de ensino público, gratuito, laico e de qualidade no Brasil e valorizar, mediante participação ativa no universo acadêmico e social, a dignidade profissional do conjunto dos trabalhadores da educação no país. Entre as seções temáticas, destacam-se artigos, resenhas, notas de pesquisa e de leitura. Estes três números têm os seguintes temas: juventude, educação e sociedade (n. 1); profissão docente: teoria e prática (n. 2); prática pedagógica: prática dialógica (n. 3).

 
 

 

 
Movimento: revista da Faculdade de Educação da UFF – n. 3

Vários autores.
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Periódico de linha editorial pautada pela ênfase na pluralidade de ideias, teorias e propostas, dentro dos marcos da democracia e do respeito à liberdade de pensamento. Tem como compromisso construir um sistema de ensino público, gratuito, laico e de qualidade no Brasil e valorizar, mediante participação ativa no universo acadêmico e social, a dignidade profissional do conjunto dos trabalhadores da educação no país. Entre as seções temáticas, destacam-se artigos, resenhas, notas de pesquisa e de leitura. Estes três números têm os seguintes temas: juventude, educação e sociedade (n. 1); profissão docente: teoria e prática (n. 2); prática pedagógica: prática dialógica (n. 3).

 
 

 

 
Multiculturalismo: mil e uma faces da escola

Azoilda Loretto da Trindade.(org.)
Rafael dos Santos.(org.)
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O professor não mais detém o conhecimento em termos absolutos. Ele detém a porta, a passagem, a mediação, levando o indivíduo a refletir, a imaginar e a criar. Seus atributos essenciais são a escuta do aluno e o saber educativo de natureza formativa e ética. Ao mesmo tempo que leva o sujeito a uma aptidão técnica, transforma-o rumo à integração social. Visibilidade, audibilidade das diferenças de gênero, cultura, cor, etnia, orientação sexual, deficiência; emergir as histórias submersas de educadores, de alunos, da população — tudo isso, presente neste livro, aponta para o fortalecimento da prática docente que valorize uma aprendizagem que promova a todos por inteiro e que seja coletivamente insurgente.

 
 

 

 
Multiculturalismo: muito além da riqueza e da diferença

Cristina Gomes Machado.
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O multiculturalismo aplicado à prática educacional, tanto nas escolas de base como nos centros de formação profissional, enseja um novo modo de compreender e valorizar a diversidade. Mais do que a simples tolerância e a integração, propõe a interação das várias formas de manifestação cultural, não apenas no que diz respeito aos pontos de semelhança que se verificam entre uma e outra, mas sobretudo no que concerne a suas diferenças mais essenciais. Este livro explica o sentido do multiculturalismo a partir de sua origem: a cultura. A educação multicultural, a era digital, a educomunicação e as tecnologias de comunicação são aqui discutidas segundo a maneira como repercutem na vida de crianças, jovens e adultos.

 
 

 

 
Municipalização: os Conselhos Municipais de Educação

Wanderley Ribeiro.
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O multiculturalismo aplicado à prática educacional, tanto nas escolas de base como nos centros de formação profissional, enseja um novo modo de compreender e valorizar a diversidade. Mais do que a simples tolerância e a integração, propõe a interação das várias formas de manifestação cultural, não apenas no que diz respeito aos pontos de semelhança que se verificam entre uma e outra, mas sobretudo no que concerne a suas diferenças mais essenciais. Este livro explica o sentido do multiculturalismo a partir de sua origem: a cultura. A educação multicultural, a era digital, a educomunicação e as tecnologias de comunicação são aqui discutidas segundo a maneira como repercutem na vida de crianças, jovens e adultos.

 
 

 

 
Na lei e na raça: legislação e relações raciais, Brasil-Estados Unidos

Carlos Alberto Medeiros.
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O Brasil e os Estados Unidos costumavam ser interpretados como antípodas no que se refere à questão da raça: o primeiro como a terra da “democracia racial”, o segundo como um país inescapavelmente racista. Eventos sociais e políticos das últimas quatro décadas, contudo, têm alterado essas imagens, tornando-as mais nuançadas. Este livro escapa às armadilhas do maniqueísmo e do estereótipo com o objetivo de mostrar como o conceito de raça, e as categorias conceituais sociológicas a reboque, foi historicamente estabelecido nas duas nações, e as formas pelas quais em ambas se tem utilizado (ou não) a lei a fim de lidar com os problemas do racismo e da discriminação, incluindo políticas de ação afirmativa.

 
 

 

 
Nietzsche e os gregos: arte, memória e educação — assim falou Nietzsche v

Charles Feitosa. (org.)
Miguel Angel de Barrenechea. (org.)
Paulo Pinheiro. (org.)
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Traz à tona as reflexões da quinta edição do simpósio internacional Assim falou Nietzsche, que celebrou os 160 anos de nascimento do filósofo. Este livro, no qual se resgata o páthos vital que ele partilha com os gregos, aborda questões acerca da arte, da memória e da educação. Almeja-se retomar o espírito antidogmático que Nietzsche cultuou, sob a inspiração de filósofos antigos, mestres na arte de pensar e viver. Como os helenos, ele quis que a filosofia arejasse a vida, que o conhecimento não ficasse restrito aos profiláticos gabinetes acadêmicos. Inspirado nos gregos, tentou fazer da vida uma incessante criação, jamais permitindo que a precisão do pensamento limitasse a expansão da vida. (Ver A fidelidade à terra).

 
 

 

 
O conhecimento de si: estágio e narrativas de formação de professores

Elizeu Clementino de Souza.
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Analisa as implicações e a fertilidade das narrativas e suas relações com o estágio supervisionado. Tem como base pesquisa desenvolvida num projeto de formação inicial de professores no departamento de educação da Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Para a avaliação interpretativa das fontes, foi empregada a ideia metafórica de uma leitura em três tempos — cruzada, temática e interpretativo-compreensiva do corpus —, por considerar o tempo de lembrar, narrar e refletir sobre o vivido. A pertinência deste livro inscreve-se num amplo movimento de investigação que adota a abordagem biográfica como perspectiva epistemológica sobre a aprendizagem dos sujeitos a partir de suas próprias experiências.

 
 

 

 
O currículo nos limiares do contemporâneo

Marisa Vorraber Costa. (org.)
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As questões sobre currículo estão no centro das discussões atuais a respeito de educação escolar. Professores, estudantes, familiares e governantes interessam-se, com diferentes ênfases e objetivos, em examinar e compreender a forma como opera o processo de escolarização, supostamente incumbido de forjar os cidadãos que concretizarão o projeto de sociedade do século XXI. Os indícios de que transformações radicais estão ocorrendo na maneira de pensar, conviver e habitar o mundo, metamorfoseando até aquilo que se concebe como o humano, têm instigado a ampliar as perspectivas de análise acerca do tema. Este livro, que teve origem em seminário homônimo, inscreve-se no plano dessas preocupações e iniciativas.

 
 

 

 
O feitiço da política pública: escola, sociedade civil e direitos da criança e do adolescente

Estela Scheinvar.
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No estado de direito, depositam-se na política pública os anseios das lutas por transformações, especialmente sensíveis no campo dos setores ditos “menores”, “frágeis”, portadores de expectativas frustradas. Com base nas propostas contidas no Estatuto da Criança e do Adolescente, este livro instrumentaliza a análise deste paradoxo: a esperança na garantia de direitos que dependem, para sua implementação, de uma estrutura recoberta de descrédito. Com rigor histórico e conceitual, o texto apresenta outras possibilidades para abordar os terrenos da criança, da juventude, da escola, da sociedade civil e da construção de políticas públicas em favor de uma vida potente, num horizonte libertário.

 
 

 

 
O mesmo e o outro da cidadania

Lílian do Valle. (org.)
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Traz um desafio democrático: construir para o cidadão uma identidade comum que, em vez de excluir, torne essencial a manifestação das singularidades que enriquecem a coexistência humana. Os autores se interrogam sobre os meios pelos quais se forma a cidadania na sociedade, buscando descobrir a contribuição específica que cabe à educação. Une-os a preocupação de fazer a escola participar do projeto coletivo dos novos sentidos da cidadania, pois se voltou a crer que ela pode ser uma das principais agências chamadas a dar visibilidade às demandas democráticas de participação social. Une-os, também, a convicção comum de que essa é uma discussão que deve, necessariamente, permanecer aberta.

 
 

 

 
O mundo do trabalho em imagens: a fotografia como fonte histórica (Rio de Janeiro, 1900-30)

Maria Ciavatta.
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Elege a fotografia como fonte histórica do Rio de Janeiro de 1900 a 1930. As imagens costuram mediações importantes na leitura e no resgate da memória histórica sobre o mundo do trabalho e as condições de vida dos trabalhadores. Surge um universo ainda em transição, por intermédio de cujos detalhes e indícios pode-se desvendar a especificidade do ingresso do Brasil na lógica da cultura ocidental capitalista. Os retratos enquadram obras e feitos do poder, mas deixam entrever o cotidiano social dos trabalhadores durante as reformas urbanas. O resultado prima pela densidade tanto na investigação quanto na exposição, aspecto do qual advém uma contribuição singular no âmbito metodológico e no de resultados de pesquisa.

 
 

 

 
O que é filosofia da educação?

Paulo Ghiraldelli Jr.. (org.)
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Intencionar a prática educacional, tarefa da filosofia da educação, é fornecer-lhe condições para que ela se realize como práxis, ou seja, como ação amparada em significações explicitadas e assumidas pelos sujeitos envolvidos. É por isso que se pode definir a área em pauta como o empenho em desvendar e construir o sentido da educação no contexto do sentido da existência humana. Para empreender esse trabalho, a disciplina não pode, atualmente, prescindir de íntima solidariedade com as ciências — só se legitimará ao escorar-se nos fundamentos que representam a condição de radical historicidade e sociabilidade da educação, necessariamente inserida nas coordenadas do tempo histórico e do espaço social.

 
 

 

 
O tabu da gestão: a cultura sindical entre contestação e proposição

Jean Lojkine.
Jean Robert Weisshaupt. (trad.)
Maria Helena Rauta Ramos. (trad.)
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Por intermédio de uma abordagem sociológica dos problemas das associações corporativas tradicionais dos trabalhadores, traça um panorama de como se anuncia nos países ocidentais uma nova relação entre patronato e assalariados. Examina, de modo particular, a “terceira via” do movimento sindical contemporâneo, reflexo de uma organização que já não se pretende mais exclusivamente “obreirista”, tampouco “reformista”, mas que, voltada a ser ainda revolucionária, atua na gestão da empresa mediante novos critérios de eficácia social. O obstáculo mais sério a essa mutação cultural reside mais na alienação cultural mundial do que na desigualdade dos meios institucionais e das competências gestionárias.

 
 

 

 
Oficina de mestres: história, memória e silêncio sobre a Escola de Professores do Instituto de Educação do Rio de Janeiro (1932-39)

Sonia de Castro Lopes.
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Desvela o esquecimento a que foi submetida a primeira experiência brasileira de formação de professores de ensino fundamental em nível universitário, nos anos 1930. A busca do passado encontra motivação nas memórias da autora como aluna do Instituto de Educação e em sua experiência de professora e pesquisadora do Curso Normal Superior do iserj. Hábil artesã, ela lança luz sobre a história institucional, sobretudo as divergências quanto à implementação da Escola de Professores da Universidade do Distrito Federal por parte de seus líderes mais importantes, Lourenço Filho e Anísio Teixeira. A pesquisa abrange vasta bibliografia, documentos e fotografias de arquivos, periódicos especializados e entrevistas.

 
 

 

 
Os infames da história: pobres, escravos e deficientes no Brasil

Lilia Ferreira Lobo.
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Este livro envereda pela história infame daqueles que, tornados indesejáveis e postos à margem, foram úteis ao controle e à expansão dominantes: os pobres, os doentes, os desvalidos. Em pesquisa de fôlego, a autora traça a história das monstruosidades, em que a concepção das diferenças viaja das maravilhas do mundo dos navegantes dos séculos XV e XVI às produções de uma biologia dos monstros no século XIX e, por extensão, à teratologia social consolidada pela teoria das degenerescências. A análise mapeia as marcas do controle inquisitorial sobre a população da Colônia, um tribunal dos pecados em contraste com o julgamento eugênico de todos os desvios — o ideal do controle do perigo social das procriações.

 
 

 

 
Os pioneiros do pragmatismo americano

John R. Shook.
Fabiano Calixto.
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Em torno de questões de lógica, estética, metafísica, epistemologia, ética e política, o autor apresenta o pensamento dos três pragmatistas clássicos: Charles S. Peirce, William James e John Dewey, que consagraram suas vidas a defender novas formas de descrever a existência pessoal e coletiva. Ele explora o modo pelo qual o conhecimento, a verdade e a realidade são compreendidos segundo a maneira pessoal e idiossincrática de cada um e conforme a natureza da investigação que se propuseram. Ao discorrer sobre os fundamentos da obra desses pensadores, John Shook, professor de filosofia da Universidade de Oklahoma (EUA), faz o inventário do vasto legado intelectual que a filosofia do Ocidente deles herdou.

 
 

 

 
Ousadia de pensar

Hamilton Werneck.
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É composto por trechos excertados de livros já publicados pelo autor — Ensinamos demais e aprendemos de menos, Se você finge que ensina, eu finjo que aprendo, Assinei o diploma com o polegar, Prova, provão, camisa de força da educação e Como vencer na vida sendo professor —, complementados por novas observações que resumem o que ele pensa a respeito de assuntos variados sobre educação. Hamilton Werneck é reconhecido pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) como professor universitário de psicologia da educação, técnicas de exame psicopedagógico e orientação vocacional. Foi secretário de Educação do município de Friburgo (RJ) e realiza palestras em todo o Brasil e na região do Mercosul.

 
 

 

 
Ousadia de ser feliz: um livro contra o stress

Hamilton Werneck.
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Encontrar a felicidade e reduzir o estresse são as propostas deste livro, as quais podem ser realizadas pela busca de mais cuidado à mente e ao coração, instâncias em que reside a ousadia de ser feliz e que demandam “manutenção” constante. Segundo um dos argumentos defendidos aqui, muitas pessoas são infelizes porque perdem a capacidade de fazer uma leitura atualizada e saudável do mundo em que vivem. Hamilton Werneck é reconhecido pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) como professor universitário de psicologia da educação, técnicas de exame psicopedagógico e orientação vocacional. Foi secretário de Educação do município de Friburgo (RJ) e realiza palestras em todo o Brasil e na região do Mercosul.

 
 

 

 
Ousadia de viver: saboreando a vida da infância até a quarta idade

Hamilton Werneck.
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Este livro trata de uma vida em etapas: infância, adolescência e juventude, idade adulta e terceira idade. Deixa em aberto o passo para a quarta idade, quando a matéria desaparece e passa-se a um estágio de vida que, nas palavras do autor, “não sabemos como será e não compreendemos ainda. O dia em que compreendermos, voltaremos à sabedoria que perdemos por uma razão inexplicável em nossa história humana”. Hamilton Werneck é reconhecido pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) como professor universitário de psicologia da educação, técnicas de exame psicopedagógico e orientação vocacional. Foi secretário de Educação do município de Friburgo (RJ) e realiza palestras em todo o Brasil e na região do Mercosul.

 
 

 

 
Para além da lógica do mercado: compreendendo e opondo-se ao neoliberalismo

Michael W. Apple.
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Retoma as preocupações e os compromissos do autor com a luta por uma escola de qualidade para todos, sintonizada com a busca de uma sociedade mais democrática e solidária, capaz de participar de uma globalização por baixo, em oposição à globalização por cima, cujos resultados desastrosos penalizam a classe trabalhadora e quem se insurge contra a subalternização da qual é vítima. Michael Apple, professor titular da cátedra John Bascom de currículo e instrução e de estudos de política educacional na Universidade de Wisconsin (Madison, eua), denuncia como tem ocorrido o processo de imposição/expansão do projeto neoliberal que assola o mundo e como ele se manifesta no cotidiano das escolas.

 
 

 

 
PCN 1: introdução

MEC / Governo Federal.
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Apresentação dos Parâmetros Curriculares Nacionais referentes às quatro primeiras séries da educação fundamental. Os pcns, referenciais para a renovação e a reelaboração da proposta curricular, reforçam a importância de que cada escola formule seu projeto educacional, compartilhado por toda a equipe, para que a melhoria da qualidade da educação resulte da corresponsabilidade entre os educadores. A forma mais eficaz de desenvolver projetos educacionais envolve o debate em grupo e no local de trabalho. Ao reconhecerem a complexidade da prática educativa, os pcns buscam auxiliar o professor em sua tarefa de assumir, como profissional, o lugar que lhe cabe no processo de formação do povo brasileiro.

 
 

 

 
PCN 10: pluralidade cultural e orientação sexual

MEC / Governo Federal.
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O décimo volume dos PCNs referentes às quatro primeiras séries da educação fundamental enfatiza as distintas heranças culturais que convivem na população brasileira. Oferece informações que contribuam para a formação de novas mentalidades, voltadas para superar a discriminação e a exclusão. Cabe às equipes técnicas e aos educadores, ao elaborarem seus programas curriculares e projetos educativos, adaptar, priorizar e acrescer conteúdos, segundo suas realidades particulares, no que concerne tanto às conjunturas sociais específicas quanto ao nível de desenvolvimento dos alunos. Trata-se de enriquecedora oportunidade de valorizar a singularidade por meio da diversidade.

 
 

 

 
PCN 2: língua portuguesa

MEC / Governo Federal.
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O domínio da língua, oral e escrita, é fundamental para a participação efetiva, pois é por meio dela que o homem se comunica, adquire informação, expressa e defende pontos de vista, partilha ou formula visões de mundo, produz conhecimento. Por isso, ao ensiná-la, a escola tem a responsabilidade de garantir a seus alunos o acesso aos saberes linguísticos, necessários para o exercício da cidadania, direito inalienável de todos. É com essa perspectiva que o documento de língua portuguesa está organizado, de modo a servir de referência, de fonte de consulta e de objeto para reflexão e debate. O objetivo é tornar mais claras as relações entre a seleção dos conteúdos da área e o tratamento didático proposto.

 
 

 

 
PCN 3: matemática

MEC / Governo Federal.
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O ensino de matemática costuma provocar sensações conflitantes: de um lado, a constatação de que se trata de um campo importante de conhecimento; de outro, a insatisfação diante dos resultados negativos obtidos em relação a sua aprendizagem. Este volume dos pcns estimula a busca coletiva de soluções para o ensino na área, fundamental para a vida social — pois permite resolver problemas do cotidiano, desdobra-se em variegadas aplicações no mundo do trabalho e funciona como instrumento essencial para a construção de conhecimentos em outras esferas curriculares, além de interferir na formação de capacidades intelectuais, na estruturação do pensamento e na agilização do raciocínio dedutivo do aluno.

 
 

 

 
PCN 4: ciências naturais

MEC / Governo Federal.
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A formação do cidadão produtivo exige sua inserção numa sociedade em que o conhecimento científico e tecnológico é cada vez mais valorizado. O papel das ciências naturais é contribuir para a compreensão do mundo e suas transformações, situando o homem como indivíduo participativo e parte do universo. Os conceitos e procedimentos da área colaboram na ampliação das explicações sobre os fenômenos da natureza, no entendimento e no questionamento dos distintos modos de nela intervir e, ainda, na compreensão das mais diversas formas de uso dos recursos naturais. Este documento debate a importância do ensino de ciências naturais para a formação de cidadania e fornece subsídios para seu planejamento.

 
 

 

 
PCN 5: história e geografia

MEC / Governo Federal.
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A proposta de história para o ensino fundamental foi concebida para possibilitar reflexões acerca da importância da área na formação dos estudantes, como referências aos educadores, na busca de práticas que incentivem o desejo pelo conhecimento. O texto apresenta princípios, conceitos e orientações para atividades que permitam aos alunos realizar leituras críticas dos espaços, das culturas e das histórias de seu cotidiano. O documento está organizado em duas partes. Cada uma pode ser consultada conforme o interesse mais imediato: aprofundamento teórico, definição de objetivos amplos, discernimento das particularidades da disciplina, sugestões de práticas, possibilidades de recursos didáticos, entre outros.

 
 

 

 
PCN 6: arte

MEC / Governo Federal.
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Expõe uma compreensão do significado da arte na educação, elencando conteúdos, objetivos e especificidades, no que se refere tanto ao ensino e à aprendizagem quanto à arte como manifestação humana. A educação nessa área propicia o aperfeiçoamento do pensamento artístico e da percepção estética, que caracterizam um modo particular de ordenar a experiência humana e fornecer-lhe sentido. Por meio dele, o estudante amplia a sensibilidade, a percepção, a reflexão e a imaginação, o que favorece sua relação com outras disciplinas. O aluno que exercita continuamente sua criatividade estará mais habilitado, por exemplo, a elaborar um texto e a desenvolver estratégias pessoais a fim de solucionar um problema matemático.

 
 

 

 
PCN 7: educação física

MEC / Governo Federal.
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Para boa parte das pessoas que frequentaram a escola, a lembrança das aulas de educação física é marcante: para alguns, uma experiência prazerosa, de êxito e conquistas; para outros, uma memória amarga, de sensação de incompetência, falta de jeito e medo de errar. Este documento visa a democratizar, humanizar e diversificar a prática pedagógica da área, buscando ampliá-la, de uma visão apenas biológica, para um trabalho que integre as dimensões afetivas, cognitivas e socioculturais dos alunos. Incorpora, de forma organizada, as principais questões que o professor deve considerar na condução de seu trabalho, subsidiando as discussões, os planejamentos e as avaliações da prática da educação física nas escolas.

 
 

 

 
PCN 8: apresentação dos temas transversais e ética

MEC / Governo Federal.
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O compromisso com a construção da cidadania demanda uma prática educacional voltada para a compreensão da realidade social e dos direitos e responsabilidades quanto à vida pessoal, coletiva e ambiental. Nessa perspectiva foram vinculadas como temas transversais as questões da ética, da pluralidade cultural, do meio ambiente, da saúde e da orientação sexual. Os objetivos e conteúdos da transversalidade devem ser agregados nas áreas já existentes e no trabalho educativo da escola. Amplos o bastante para traduzir preocupações da sociedade brasileira atual, os temas transversais correspondem a questões presentes sob várias formas no dia a dia. O desafio das escolas é o de se abrirem a esse debate.

 
 

 

 
PCN 9: meio ambiente e saúde

MEC / Governo Federal.
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A questão ambiental é cada vez mais urgente para a sociedade, pois o futuro do homem depende da relação entre a natureza e o uso responsável dos recursos disponíveis. Essa consciência já chegou à escola, onde diversas iniciativas têm sido desenvolvidas, por educadores de todo o país, em torno da matéria. Percebe-se, assim, a importância de incluir o meio ambiente como tema transversal dos currículos escolares, permeando a prática educacional. Este volume tem por objetivo tratar das questões relativas ao meio ambiente, levando em conta seus elementos físicos e biológicos e os modos de interação do homem e da natureza, por intermédio do trabalho, da ciência, da arte e da tecnologia.

 
 

 

 
Pedagogia (improvável) da diferença: e se o outro não estivesse aí?

Carlos Skliar.
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E se, na verdade, o outro não estivesse aí? Sem o outro não seríamos nada; porque a mesmidade não seria mais do que um egoísmo apenas travestido. Porque, se o outro não estivesse aí, só restaria a vacuidade e a opacidade de nós mesmos, a nossa pura miséria, a própria selvageria que nem ao menos é exótica. Porque o outro já não está aí, senão aqui e em todas as partes; inclusive onde nossa pétrea mesmidade não alcança ver. E porque, se o outro não estivesse aí, mais valeria que tantas reformas nos reformassem a nós mesmos de uma vez e que tanta biodiversidade nos fustigasse com seus monstros pela noite. Atualmente as palavras “outro”, “respeito ao outro”, “abertura ao outro” etc. começam a resultar um pouco enfadonhas. Há algo que se torna mecânico nesse uso moralizante da palavra “outro”. Mas a questão do outro assumida por Carlos Skliar rareia com as discussões sobre as temporalidades e espacialidades do outro, com as representações e imagens habituais do mundo da alteridade, e tudo isso com o desmesurado e pretensioso propósito de deslizar na política, poética e filosofia da diferença.

 
 

 

 
Pedagogia revolucionária na globalização

Peter McLaren.
Ramin Farahmandpur.
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Os autores dissecam mecanismos da globalização para, em contrapartida, engendrar uma pedagogia da resistência. Eles observam a dinâmica do enfrentamento em exemplos como os zapatistas, no México, o movimento Tupac Amaru, no Peru, e as sublevações nos territórios ocupados da Palestina. A pedagogia revolucionária, aqui analisada como o caminho que leva à liberdade e à libertação, ressalta a participação ativa de trabalhadores e estudantes em sua autoeducação e autorrealização cidadã. O objetivo é adquirir controle do labor físico e intelectual, por meio de redes alternativas de organização popular, e promover um estado aguçado de consciência crítica. O primeiro passo é dizer não ao conformismo.

 
 

 

 
Pequeno manual de corpos e danças

Eliana Carneiro.
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O enfoque no corpo revela-se a partir da vivência da autora com múltiplas formas de expressão com que ela teve contato desde a infância (aos nove anos, na Escola Balleteatro de São Paulo): balé, dança moderna e contemporânea, ioga, tai chi chuan, ginástica psicofísica, terapias corporais, teatro, butoh e danças de distintas nacionalidades, como hindu, africana e brasileira. O livro sustenta-se em quatro pilares: “Na roda nos reconhecemos, nos respeitamos e nos comunicamos”; “No eixo respiramos melhor, pisamos o chão, colocamos a coluna no lugar, nos apropriamos de nosso corpo, nos firmamos no espaço”; “Pelo olhar nos encontramos, nos identificamos e nos conhecemos”; “O gesto funciona como a palavra”.

 
 

 

 
Percursos geográficos

Maria do Carmo Corrêa Galvão.
Gisela Aquino Pires do Rio.(ed.)
Maria Célia Nunes Coelho.(ed.)
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Reúne onze trabalhos de Maria do Carmo Corrêa Galvão, decana da geografia brasileira, que ajudou a implantar, e por dez anos coordenou, o programa de pós-graduação da UFRJ na área. Publicados em diferentes livros e periódicos ao longo de quase trinta anos entre o mais recente e o mais antigo, os textos (estabelecidos por Gisela Aquino Pires do Rio e Maria Célia Nunes Coelho) mostram que a autora não se ateve a nenhuma das vertentes dessa ciência: temas tão diversos como “Características da geografia dos transportes no Brasil” e “Aspectos da geografia agrária do sertão carioca” sintetizam o pensamento de Maria do Carmo, para quem a geografia deveria integrar o meio físico à organização social.

 
 

 

 
Pesquisa em história da educação no Brasil

José Gonçalves Gondra.(org.)
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Representa um processo de estudo sobre a historiografia da educação brasileira que vem sendo realizado nas duas últimas décadas. Para tanto, define marcos interpretativos acerca de temáticas, periodizações, fontes, teorias sociais e metodologias privilegiadas em diferentes pontos da trajetória intelectual da área. São dois os objetivos: contribuir para a formação da memória/identidade e realizar a crítica do conhecimento, com base na análise de métodos, metas, lugares e condições de produção da historiografia da educação nacional. Diferentes sentidos têm caracterizado os modos de fazê-la — dos livros didáticos às teses acadêmicas, dos ensaístas aos especialistas, da pedagogia à história cultural.

 
 

 

 
Plano de negócios para cooperativas e associações

Ricardo Henrique Salles.
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O plano de negócios é uma maneira estruturada de realizar projeções (nas áreas de marketing, produção, organização e controle, entre outros parâmetros de avaliação) para um empreendimento, as quais, sem substituir a capacidade de análise e a intuição do dirigente, traduzir-se-ão em mecanismos de gerência, a fim de reduzir os riscos inerentes a qualquer negócio. Sua elaboração é condicionada por uma série de fatores sociais que vão além das atividades do dia a dia. Por essa razão, um plano de negócios será tanto mais bem elaborado quanto mais contar com uma visão estratégica que abarque toda a situação do empreendimento e do meio tecnológico, econômico, financeiro, social e cultural que o envolve.

 
 

 

 
Pluralidade e ética em educação

Nadja Hermann.
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A corrente crise nos âmbitos econômico, ecológico e científico é acompanhada de profunda desorientação. Conceitos como autonomia, emancipação e liberdade passam a ser objeto de desconfiança, acarretando o desconforto da desestabilização das certezas pedagógicas. Este livro trata da legitimação ética da educação, diante da pluralidade presente na vida sociocultural e no pensamento filosófico. Discute, por exemplo, a lacuna deixada pela crítica da tradição quanto à pretensão da razão de anunciar o sumo bem. Isso desencadeia um processo refletido sobre as formas de relação entre ética e agir pedagógico, no que se refere tanto às bases de justificação quanto ao esclarecimento dos impasses que aí ocorrem.

 
 

 

 
Política educacional

Eneida Oto Shiroma.
Maria Célia Marcondes de Moraes.
Olinda Evangelista.
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Apresenta as formas pelas quais as recomendações das agências multilaterais (Banco Mundial, CEPAL, UNESCO, UNICEF etc.) têm sido acatadas, descartadas ou adaptadas pela recente política educacional brasileira. Os documentos revelam as articulações entre as reformas da década de 1990 e as orientações desses organismos, evidenciadas sobretudo na anunciada “revolução copernicana” promovida pelos governos de Fernando Henrique Cardoso. Aqui se destaca como o consenso sobre as reformas é alcançado graças ao sutil exercício linguístico de um novo vocabulário que ressignifica conceitos e subverte sinais, de modo a torná-los condizentes com os novos paradigmas da mudança almejada para a educação no país.

 
 

 

 
Políticas do ensino de filosofia

Walter Omar Kohan.(org.)
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Elabora as categorias de ensinar e aprender filosofia: pedagogia da opressão, relações público/privado, homem/cidadão, liberdade/res­­pon­­sabilidade, trabalho imaterial, estética aplicada etc. Atualmente reduzida à função escolar, entronizada na cultura estatal como requisito de cidadania média, a filosofia ganha justificativa e alguma nobreza — é presumível que sua presença nos exames de acesso às universidades públicas reforce a imagem de coisa útil. Quais as razões para desejar ou não que a circulação de filosofia seja lícita em qualquer sistema de ensino? Qual a pertinência de seu ensino, especialmente do ponto de vista do destinatário escolar, não filósofo por condição? São algumas das questões tratadas aqui.

 
 

 

 
Políticas educacionais, práticas escolares e alternativas de inclusão escolar

Verbena Moreira S. de S. Lisita.(org.)
Luciana Freire E. C. P. Sousa.(org.)
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Dois movimentos opõem-se atualmente na educação. De um lado, uma vertente internacional em defesa de uma sociedade mais justa, construída por meio de ações participativas dos cidadãos, fundamenta como dever do Estado uma escola de qualidade para todos. Do outro, medidas exigidas pela afirmação dos princípios capitalistas na globalização econômica influenciam diretamente as políticas públicas, inclusive as educacionais. Este livro integra um conjunto de quatro volumes contendo os textos dos simpósios e mesas-redondas apresentados no XI Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino (ENDIPE), realizado em Goiânia, cujo tema central foi “igualdade e diversidade na educação”.

 
 

 

 
políticas, poéticas e práticas pedagógicas (com minúsculas)

Anelice Ribetto.(org.)
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Um livro de proposta mínima, de “caráter micro”. Não se trata de um livro pequeno em seu sentido qualitativo, nem de pensamentos pouco importantes. A intenção dos autores desta coletânea é depositar o olhar e a atenção de forma grandiosa sobre coisas ditas “pequenas”, que costumam passar de maneira mais despercebida no universo educacional.

 
 

 

 
Por que ler? Perspectivas culturais do ensino da leitura

Tania Dauster.(org.)
Lucelena Ferreira.(org.)
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Discute o ensino da leitura e da escrita, tendo como contexto o curso de pedagogia. Entre outros assuntos, abordam-se: métodos históricos de letramento; o ensino de filosofia e técnicas de argumentação; rodas de leitura; diferenças entre a leitura oral e a silenciosa; a escrita autoral como forma de autodescoberta; o impacto do mangá e sua predominância pictórica na formação de novos leitores; as idiossincrasias da escrita “pessoal” e da “acadêmica”. Examinam-se, como objeto de pesquisa, as formas pelas quais os usuários leem e escrevem no cotidiano, dinâmica fundamental para ensejar uma resposta (entre muitas possíveis) à pergunta que dá nome ao livro: ler para compor a própria biografia.

 
 

 

 
Professor submisso, aluno-cliente: reflexões sobre a docência no Brasil

Gilda de Castro.
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Reflete sobre a qualificação plena dos professores, que seria obtida em programas de formação e atualização teórico-metodológica voltados a sua identidade social. A precariedade do sistema educacional do país não será solucionada com investimentos erráticos em bens materiais ou mecanismos jurídico-policiais acionados para encalçar crianças fora da escola e punir-lhes os pais pela transgressão ao Estatuto da Criança e do Adolescente. A autora demonstra que os procedimentos técnico-administrativos concebidos nos últimos anos para envolver os alunos nos estudos não terão retorno satisfatório se continuarem restritos a recursos como concessão de bolsas, transporte em áreas rurais e fornecimento de livros e de equipamentos eletrônicos.

 
 

 

 
Professoras alfabetizadoras: histórias plurais, práticas singulares

Carmen Lúcia Vidal Pérez.
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Tomando como ponto de partida uma experiência de formação continuada de docentes, a autora orienta sua percepção para o entrelaçamento de relações que se produzem no dia a dia de vida e de trabalho de professoras alfabetizadoras. Na condição de narradora, relata, por intermédio de histórias pessoais e profissionais povoadas de lutas, acontecimentos e devires, as situações vividas e compartilhadas numa pequena cidade brasileira. Trata-se de vivências tecidas em diferentes cotidianos coletivos, espaços-tempos solidários de trocas de saberes, socialização de experiências e produção de conhecimentos novos. Aqui se atesta a capacidade da escrita de gerar e afirmar diferentes formas de ser, pensar e aprender.

 
 

 

 
Professoras que as histórias nos contam

Rosa Maria Hessel Silveira.(org.)
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São muitas as representações de professoras nas culturas ocidentais urbanas. Entre pontos extremos, oscilam em meio a uma visão mais geral de seriedade da instituição escolar, calcada na conveniência de preservar o valor e a dignidade das docentes, e uma perspectiva burlesca, na qual as profissionais são retratadas como megeras histéricas e irritadiças. Este livro analisa o universo dessas imagens no âmbito específico da literatura infanto-juvenil brasileira recente, aqui compilada em cerca de cem títulos publicados desde os anos 1970. Com base no eixo teórico dos estudos culturais, as autoras se dedicam a rastrear os traços dessas personagens, indissociáveis do imaginário, das memórias e da realidade social.

 
 

 

 
Prova: um momento privilegiado de estudo, não um acerto de contas

Vasco Pedro Moretto.
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Defende que não é a extinção da prova escrita ou oral que melhorará o processo de avaliação da aprendizagem, mas a ressignificação do método numa nova perspectiva pedagógica. Nos oito primeiros capítulos, a fim de auxiliar o professor na condução de uma aula bem-sucedida, são apresentados os pressupostos da vertente construtivista sociointeracionista em relação ao ensino; nos dois finais, abordam-se os fundamentos da mesma perspectiva quanto à avaliação. Para o autor, cuja experiência docente ultrapassa cinco décadas, deve-se tornar o exame do desempenho discente uma oportunidade para o aluno ler, refletir, relacionar, operar mentalmente e demonstrar que dispõe de recursos para decodificar situações complexas.

 
 

 

 
Psicologia da educação

Marcus Vinicius da Cunha.
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O maior diferencial da análise aqui desenvolvida, quanto a outros livros da área, é orientar o leitor por um itinerário que se inicia no cerne das teorias psicológicas, para só então transpô-las à prática pedagógica. As ideias de Freud, consolidadas na psicanálise, as concepções de Pavlov, Watson e Skinner, que redundaram no comportamentalismo, e as preocupações epistemológicas de Piaget, levadas em conta na elaboração de sua psicologia genética, são estudadas, antes de mais nada, como paradigmas científicos, especialmente no que diz respeito às concepções de sociedade que cada um contém. Não se trata de resumir conceitos, mas sim de apreender os tópicos que possibilitam sua apropriação no campo educacional.

 
 

 

 
Psicopedagogia clínica:
uma visão diagnóstica dos problemas de aprendizagem escolar

Maria Lúcia Lemme Weiss.
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Este livro trata da aprendizagem humana e dos diversos fatores que conduzem ao fracasso escolar. Para um diagnóstico completo das causas dos problemas de aprendizagem da criança/adolescente, é necessário avaliar diversos aspectos: orgânicos, cognitivos, emocionais, sociais e pedagógicos — lembrando sempre que as dificuldades de aprendizagem na escola podem ser causadas por um ou mais desses aspectos, não sendo eles, necessariamente, excludentes. Este livro, adotado em cursos de graduação, especialização e pós-graduação, desmistifica a ideia de que o fracasso escolar seja sempre decorrente do aluno ou da família. Muitas vezes, a maneira de a escola ensinar, seu modo de explicar e sua linguagem podem ser os verdadeiros responsáveis pelo fracasso do aluno na escola.

 
 

 

 
Pulso forte e coração que ama: a indisciplina tem jeito

Hamilton Werneck.
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A convivência escolar pode promover a formação de cidadãos autônomos e responsáveis. O principal elemento da adequação de normas à vida da escola está no diálogo com os valores e contravalores da sociedade pós-moderna. Este livro apresenta soluções para práticas educativas que, em prol do crescimento intelectual e moral do aluno, precisam ser superadas — algumas abolidas e outras transformadas. Hamilton Werneck é reconhecido pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) como professor universitário de psicologia da educação, técnicas de exame psicopedagógico e orientação vocacional. Foi secretário de Educação do município de Friburgo (RJ) e realiza palestras em todo o Brasil e na região do MERCOSUL.

 
 

 

 
Quando falam as professoras alfabetizadoras

Mitsi Pinheiro de Lacerda.
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O grupo de professoras alfabetizadoras aqui reunido pela autora dedica-se coletivamente à atividade de investigação sobre e com a escola, buscando na dialogia e na paridade os elementos fundamentais para a construção de um método próprio de trabalho. As integrantes não apresentam uma fórmula a ser utilizada por quem procura referências fixas a serem empregadas por outros grupos que desejem investir no ofício de reflexão a respeito da prática. Pretendem, antes, que o texto seja traduzido como um indício de que todas as professoras, não obstante as concepções, trajetórias pessoais e profissionais, subjetividades e conhecimentos que possuem, podem organizar-se e gerir autonomamente seu processo de formação.

 
 

 

 
Quem é bom já nasce feito: sanitarismo e eugenia no Brasil

André Mota.
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Construir uma nação brasileira civilizada e racialmente superior: eis o projeto que sanitaristas e eugenistas implementariam na virada do século XX, crendo ser a única saída para um país que, segundo tal concepção, definhava na estagnação e na incapacidade de progredir no ritmo da Europa e dos EUA. Para isso, uma grande cruzada deveria ser travada pelos sertões e áreas urbanas do Brasil, na tentativa de limpar vestígios desse atraso, restaurando uma “natureza brasileira” plena de potencialidades, embora ofuscada pelas mazelas das doenças, pela ausência de civilidade e pela mestiçagem. Este livro se pauta na aproximação das máximas eugênicas e de sua implementação como projeto de restauração nacional.

 
 

 

 
Recriando a educação: uma nova visão da psicologia do afeto

Olganir Merçon Tezolin.
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A educação deve ser entendida como um ato de amor: em vez da pura transmissão de razões, a troca de experiências; em vez da mera e pontual instrução, a partilha de sonhos e descobertas, que permite aos pais e professores acompanhar na criança as primeiras etapas e mudanças da formação do ser humano. Por vezes perdido em meio a tantas e velozes transformações, o indivíduo pode retornar à grandeza de sua criação, pode renascer de si mesmo; pode, enfim, pelo equilíbrio emocional e pela pacificação de suas carências, recriar-se. A psicologia do afeto apresentada neste livro oferece a oportunidade de repensar a educação de meninos e meninas — e, por conseguinte, uma sociedade futura mais fraterna, justa e feliz.

 
 

 

 
Redes culturais, diversidades e educação

Inês Barbosa de Oliveira.(org.)
Paulo Sgarbi.(org.)
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Os textos deste livro tratam da diversidade e das culturas, no plural, debate para o qual muitos acadêmicos ainda não estão prontos ou com o qual não estão acostumados. Reconhecer o outro é tarefa que exige abdicar da suposta superioridade conferida pelos saberes canônicos válidos e valorizados. Trata-se de aprender a traduzir os, por vezes “obscuros”, significados de práticas cujos sentidos são despercebidos numa perspectiva vinculada tão só às possibilidades de leitura fornecidas pelos padrões dominantes. A diversidade cultural requer esse empenho de inteligibilidade em relação àquilo a que não se está habituado ou com o que se habituou a ler e entender como estranho, menor, exótico, precário.

 
 

 

 
Relações raciais e educação: novos desafios

Iolanda de Oliveira.(org.)
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Trata de questões da atualidade a respeito de relações raciais no campo educacional, como acesso e permanência de afrodescendentes na universidade, perspectivas de trabalho relacionadas à escolaridade, trajetórias de negros em ascensão, professores e alunos graduandos, além de reflexão dos saberes produzidos sobre os africanos na América Latina, em geral reduzidos a uma bibliografia limitada a caracterizar tão só aspectos “folclóricos” de música, dança e religião. Os capítulos possibilitam a educadores, estudantes e militantes da igualdade racial ter acesso a variegadas perspectivas sobre como a ideia do branqueamento ganhou foros de instituição, produzida e reproduzida também no contexto educativo.

 
 

 

 
Ser humana: quando a mulher está em discussão

Marcia Moraes.
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Empreende uma análise sobre a condição das mulheres no mundo ocidental sexista. Esclarece que, para haver a legitimidade político-social feminina, não basta que elas se conscientizem de seus entraves sociais. É crucial que os homens observem que uma sociedade melhor requer o reconhecimento das opressões e uma constante dialogia, para que as existências não sejam anuladas e que as diferenças tenham o espaço necessário à negociação. O estudo aqui levado a cabo está mais centrado no âmbito da mulher em questões da relação heterossexual, particularmente à luz dos aspectos econômicos que formulam o aparato capitalista, em perspectivas sociológicas, antropológicas e educacionais e de políticas socioculturais.

 
 

 

 
Sociologia da educação

Alberto Tosi Rodrigues.
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Interpretar a educação do ponto de vista da sociologia é compreender que, se por um lado as pedagogias são o fundamento das práticas educacionais, por outro as crenças, os valores e as normas sociais são os alicerces da pedagogia. Este livro apresenta a sociologia da educação como disciplina acadêmica preo­cupada em reconstruir as relações, que existem na prática cotidiana, entre as ações que objetivam ensinar e as estruturas da vida social — a economia, a cultura, as normas jurídicas, as concepções de mundo, os conflitos políticos. A educação é objeto privilegiado da sociologia, porque o ato de educar é, ao mesmo tempo, a base da conservação da ordem e o esteio de suas mais radicais transformações.

 
 

 

 
Somos todos/as iguais? Escola, discriminação e educação em direitos humanos

Vera Maria Ferrão Candau.(coord.)
Susana Beatriz Sacavino.
Maria da Consolação Lucinda.
Marcelo Andrade.
Marilena Guersola.
Tem com meta responder às seguintes perguntas: como se situam professores(as) e alunos(as) em face da discriminação na escola? qual é a relação desse fenômeno com a realidade social? quais são as formas possíveis para enfrentar o preconceito? Uma educação solidamente fincada em direitos humanos só é possível de ser conquistada por meio do combate sistemático a qualquer forma de discriminação, seja de gênero, etnia, cor, conduta sexual ou credo. O exercício da tolerância e do acatamento da diversidade deve iniciar-se o mais cedo possível, aspecto do qual decorre a importância de fazer da escola o solo fértil para o respeito ao próximo. Só assim será possível afirmar a democracia e a cidadania ativa.

 
 

 

 
Teias: revista da Faculdade de Educação da UERJ n.4

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Publicação periódica pautada na divulgação de trabalhos voltados às questões mais atuais de educação e no diálogo entre pesquisadores e instituições, brasileiras e estrangeiras, desse campo ou de áreas afins. Privilegia o conhecimento resultante de pesquisas, teses, dissertações, monografias e experiências, destinando-se, preferencialmente, a profissionais da educação e a pesquisadores de ciências humanas e sociais, arte e cultura. Entre as seções temáticas, destacam-se artigos, ensaios, entrevistas e resenhas. Estas três edições têm os seguintes temas: conhecimento, sociedade, educação (n. 4); leitura, escrita, formação de professores (n. 5); políticas públicas, movimentos sociais e educação (n. 6).

 
 

 

 
Teias: revista da Faculdade de Educação da UERJ n.5

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Publicação periódica pautada na divulgação de trabalhos voltados às questões mais atuais de educação e no diálogo entre pesquisadores e instituições, brasileiras e estrangeiras, desse campo ou de áreas afins. Privilegia o conhecimento resultante de pesquisas, teses, dissertações, monografias e experiências, destinando-se, preferencialmente, a profissionais da educação e a pesquisadores de ciências humanas e sociais, arte e cultura. Entre as seções temáticas, destacam-se artigos, ensaios, entrevistas e resenhas. Estas três edições têm os seguintes temas: conhecimento, sociedade, educação (n. 4); leitura, escrita, formação de professores (n. 5); políticas públicas, movimentos sociais e educação (n. 6).

 
 

 

 
Teias: revista da Faculdade de Educação da UERJ n.6

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Publicação periódica pautada na divulgação de trabalhos voltados às questões mais atuais de educação e no diálogo entre pesquisadores e instituições, brasileiras e estrangeiras, desse campo ou de áreas afins. Privilegia o conhecimento resultante de pesquisas, teses, dissertações, monografias e experiências, destinando-se, preferencialmente, a profissionais da educação e a pesquisadores de ciências humanas e sociais, arte e cultura. Entre as seções temáticas, destacam-se artigos, ensaios, entrevistas e resenhas. Estas três edições têm os seguintes temas: conhecimento, sociedade, educação (n. 4); leitura, escrita, formação de professores (n. 5); políticas públicas, movimentos sociais e educação (n. 6).

 
 

 

 
Territórios do futuro: educação, meio ambiente e ação coletiva

Jean Pierre Leroy.
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Reúne alguns dos mais importantes textos de Jean Pierre Leroy, nome há quatro décadas ligado a questões de meio ambiente e cidadania no Brasil. O livro empreende uma reflexão que alia concepção de vida e ação concreta sobre temas centrais ao presente e ao futuro da vida humana, plasmados na vivência coletiva com grupos e movimentos sociais que têm em sua agenda a superação das relações sociais capitalistas e de todas as formas de exploração e alienação. A força de seu conteúdo está em dizer que outras relações sociais — solidárias, cooperativas e emancipatórias — são viáveis e formam o germe da concretização da utopia de um outro mundo possível. O prefácio é assinado por Marina Silva (PV-AC).

 
 

 

 
Trabalho associado: cooperativas e empresas de autogestão

Candido Giraldez Vieitez.
Neusa Maria Dal Ri.
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Na Comuna de Paris, Marx julgou ter encontrado o embrião de uma nova forma de sociedade, na qual os produtores estariam universalmente associados, em oposição ao mundo burguês pautado na exploração do trabalho e na competição entre os produtores privados. Este livro se reporta a uma realidade em que os trabalhadores conseguiram associar- -se em unidades de produção autônomas, suprimindo os aspectos mais proeminentes da exploração e da subordinação capitalistas. É resultado de pesquisa empírica realizada entre empresas autogestionárias de vários estados do país, distribuídas por ramos industriais e ligadas à Associação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Autogestão e Participação Acionária (Anteag).

 
 

 

 
Trabalho e tradição sindical no Rio de Janeiro: a trajetória dos metalúrgicos

José Ricardo Ramalho.(org.)
Marco Aurélio Santana.(org.)
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A publicação deste livro relaciona-se à valorização do estudo dos múltiplos aspectos que compõem o processo de formação da classe trabalhadora e do movimento sindical brasileiros, reconhecendo como fundamental o papel dos operários metalúrgicos. A história destes insere-se entre as mais significativas experiências de organização trabalhista no país e constitui, nas últimas décadas do século XX, fio condutor do movimento sindical. A categoria assumiu funções decisivas nos principais eventos políticos desde então, sobreviveu e recriou sua identidade a partir de conjunturas nas quais foi chamada a responder pelos desafios de sua representação e da contestação de práticas lesivas aos trabalhadores.

 
 

 

 
Trajetórias e narrativas através da educação ambiental

Adalberto Ribeiro.(org.)
Marcos Reigota.(org.)
Raquel Possas.(org.)
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Com base na premissa de que a força motriz das engrenagens históricas é a condição humana, este livro faz um recorte conceitual específico: os anônimos sujeitos da história. Alunos do mestrado em desenvolvimento sustentável da Universidade Federal do Amapá buscam, pelo filtro da subjetividade das narrativas aqui arroladas, o sentido social de sua existência. Desfiam fatos como a transformação do Amapá em estado, a guerrilha do Araguaia, as Diretas Já, além das dinâmicas dos movimentos estudantil, político, sindical e ecológico. A isso se somam as impressões de quem, a fim de estudar ou trabalhar, viu-se obrigado a trocar a paisagem ribeirinha de chão batido, rios e igarapés pelo asfalto de centros urbanos.

 
 

 

 
Vamos indo na ciranda — Mestre Chiquinho de Tarituba: de bailes e histórias

Antonio Eugenio do Nascimento.
Pedro José de Bulhões Netto e Simone Ferreira Bulhões.
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Visa à preservação das tradições da comunidade de Tarituba, em Paraty (RJ). Com notas explicativas e referências geográficas e gastronômicas, convida a um passeio na terra da ciranda, folguedo popular de roda em que não há preconceitos de sexo, cor, idade, condição social ou econômica. Ao som de violas, pandeiros e mancados, celebra-se a vida dançando em festas religiosas, boas pescas e colheitas, noites de lua cheia. É impossível falar de ciranda e de Tarituba sem dispensar merecida atenção a Mestre Chiquinho (1906-92), que foi de tudo um muito: cirandeiro, pescador, lavrador, violeiro, poeta, construtor, chapeleiro, organizador de bailes e quermesses, artesão. Este livro é uma homenagem a ele.

 
 

 

 
Vivendo e aprendendo com grupos: uma metodologia construtivista de dinâmica de grupo

Maria Carmen Tatagiba.
Virgínia Filártiga.
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Avalia os grupos com base no uso de métodos projetivos, especialmente a Metodologia Construtivista de Dinâmica de Grupo (MCDG). Inclui dezenas de técnicas que estimulam a interação por meio de atividades de dinâmica, classificadas entre as que favorecem a inclusão, o controle e a abertura. A proposta das autoras, ambas psicólogas, é estabelecer um contexto de diagnóstico, discussão e reflexão a fim de que cada um possa agir no processo de transformação de si e do mundo. Não existe outro modo de exercitar e desenvolver as relações interpessoais senão experimentando as diversas nuanças que se manifestam nos grupos que comapõem as organizações sociais, tanto no âmbito pessoal quanto no profissional.