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Filosofia
 
 

 

 
A fidelidade à terra: arte, natureza e política — assim falou Nietzsche IV

Charles Feitosa.(org.)
Miguel Angel de Barrenechea.(org.)
Paulo Pinheiro.(org.)
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Oriundo do simpósio A fidelidade à terra, integrante do evento periódico Assim falou Nietzsche, este livro reflete sobre o pensamento niet- zschiano e sua influência na cultura contemporânea. Nestes tempos niilistas, em que predominam o efêmero e o provisório, em que imperam a fugacidade dos projetos e a inconsistência dos valores, a proposta de permanecermos fiéis à terra é um sintoma da força de uma filosofia que agrega esforços pensantes quando tudo desmorona. O interesse renovado por sua obra comprova que Nietzsche vislumbrou questões fundamentais de nossa era. Na polifonia desta edição, ele não surge como o atiçador que conclama à uniformidade festiva, e sim convida à pluralidade crítica. (Ver Nietzsche e os gregos, p. 84.)

 
 

 

 
Anísio Teixeira: a obra de uma vida

Carlos Monarcha.(org.)
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Enfoca o sentido histórico, social e intelectual da obra do educador Anísio Teixeira (1900-71) e sua contribuição decisiva para a cultura nacional. Dotado de consciência e visão prospectivas, ele se preocupava em preparar os novos educadores para uma formação intelectual adequada, vislumbrada como emergência da modernidade. Propôs, assim, solucionar os males oriundos de uma sociedade competitiva, diferenciada, instável e secularizada, sob o signo de um tempo histórico dividido pela irrupção de múltiplos confrontos ideológicos — em outras palavras, situou a educação no centro de sua visão de mundo. Seu pensamento tornou-se legado que ainda ressoa no que hoje pode ser chamado de “tradição pedagógica liberal”.

 
 

 

 
As rosas e os Cadernos: o pensamento dialógico de Antonio Gramsci

Giorgio Baratta.
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No isolamento do cárcere, Gramsci estabeleceu uma rede de comunicação não apenas com o restrito mundo consentido pelas leis penais, mas principalmente com interlocutores virtuais e gerações futuras, mediante um diálogo permanente. Desse colóquio imaginado entregue nas geniais notas dos Cadernos derivou o que se revelaria uma assombrosa análise do mundo contemporâneo em suas faces mais complexas e contraditórias. Giorgio Baratta discorre sobre a obra gramsciana, estabelecendo um pertinente contraponto com as problemáticas maiores da atualidade. Isso faz com que os escritos do filósofo italiano interajam com autores como Stuart Hall, Edward Said, Etienne Balibar e Carlos Nelson Coutinho.

 
 

 

 
Bioética: princípios morais e aplicações

Darlei Dall’Agnol.
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O termo “bioética” surgiu na década de 1970 com o objetivo de deslocar a discussão acerca dos problemas impostos pelo desenvolvimento tecnológico: de um viés tecnicista, passava-se a um caminho mais pautado pelo humanismo, superando- -se a dicotomia entre fatos explicáveis pela ciência e valores estudáveis pela ética. A biossegurança, a biotecnologia e a intervenção genética, além de velhas controvérsias morais como o aborto e a eutanásia, demandavam novas e ousadas abordagens da parte de uma ciência transdisciplinar e dinâmica. Este livro responde à necessidade de esclarecer os parâmetros por meio dos quais a medicina e o direito têm se guiado para regulamentar dilemas influentes na modernidade.

 
 

 

 
Contra os chefes, contra as oligarquias

Richard Rorty.(entrevista a Derek Nystrom e Kent Puckett)
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Entrevista, sobre filosofia política, concedida por Richard Rorty aos professores Derek Nystrom e Kent Puckett. Em cada fala emerge uma ideia contraintuitiva, uma interpretação surpreendente, uma releitura de eventos, personagens e situações que pareciam já devidamente explicados. Rorty encara as ideias e as posições partidárias não pelo ângulo ideológico, mas pelo impacto que tiveram na construção da nação norte-americana. Ele traça vínculos entre história e biografias, entre Estado e facções políticas, entre passado e futuro. A entrevista é precedida por um prefácio de Paulo Ghiraldelli Jr. e Alberto Tosi Rodrigues, responsáveis pela organização e pelas notas da edição.

 
 

 

 
Crítica da razão dialética

Jean-Paul Sartre.
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Esmiúça o “ser em si” filosófico a partir de indagações sobre o objeto, as coisas inertes, a serialidade e o peso das medidas econômicas. Guiado pela exegese da práxis, Sartre luta para devolver ao homem, sufocado pela presença do objeto, sua condição essencial de sujeito. A edição é apresentada pelo filósofo Gerd Bornheim. “Se há uma palavra que define todos os empenhos de Sartre, ela é exatamente esta: a liberdade, o lugar por excelência de todas as contradições, de todos os encontros e desencontros, sinônimo que é […] da própria existência humana. O ser e o nada encontra a sua complementação necessária, ainda que na medida dos contrapesos, nesta Crítica da razão dialética”. O texto é estabelecido e anotado por Arlette Elkaïm-Sartre.

 
 

 

 
Cultura e sociedade no Brasil: ensaios sobre ideias e formas

Carlos Nelson Coutinho.
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Um dos mais conhecidos pensadores marxistas brasileiros, Carlos Nelson Coutinho examina, num conjunto de ensaios escritos ao longo de mais de trinta anos, determinações fundamentais da relação entre cultura e sociedade no país. Além de propor uma original análise da formação da intelectualidade nacional, interpreta obras de autores como Lima Barreto, Graciliano Ramos, Caio Prado Júnior e Florestan Fernandes — mostrando como criaram, por meios estéticos ou teórico-conceituais, outra imagem do Brasil. Com preocupação metodológica inspirada em Gramsci e Lukács, atesta que as produções culturais só podem ser plenamente avaliadas quando inseridas na totalidade social de que são expressão e momento constitutivo.

 
 

 

 
Ensaios pragmatistas: sobre subjetividade e verdade

Paulo Ghiraldelli Jr..
Richard Rorty.
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Situa para o público brasileiro os temas do pragmatismo atual, que tem se esforçado para absorver a filosofia analítica, sem reduzir-se a ela, e discutir a filosofia social e política, sem sucumbir ao doutrinarismo. As questões abordadas são a verdade e a subjetividade. A ideia dos autores é fornecer uma filosofia capaz de discutir problemas técnicos em filosofia, mas também agir como filosofia que não se furta a sugerir saídas para problemas da vida comum — quer servir como teoria ad hoc para aqueles que desejam uma guerra semântica em favor de novos vocabulários aptos a apontar para a defesa de direitos adquiridos e para a criação de direitos geradores uma sociedade mais livre, mais rica, mais diversificada.

 
 

 

 
Ensaios sobre Michel Foucault no Brasil: presença, efeitos, ressonâncias

Heliana de Barros Conde Rodrigues.
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A relevância adquirida pelo pensamento de Michel Foucault no Brasil contemporâneo é circunstância bem conhecida. A despeito disso, poucos têm se dedicado a investigar suas cinco visitas a nosso país, datadas de 1965, 1973, 1974, 1975 e 1976. Sendo assim, a autora desenvolveu a pesquisa “Michel Foucault no Brasil: presença, efeitos e ressonâncias”, cujos objetivos incluem o estabelecimento de uma “audiografia” da presença do Foucault-corpo no Brasil – análise do modo como ele aqui ocupou os espaços de fala –, bem como de uma “geo-epistemologia” – busca das condições geopolíticas de produção do saber – e de uma “cronobibliografia” das ideias de Foucault entre nós – exame analítico-crítico das temporalidades associadas à primazia conferida a determinados procedimentos, categorias, problemáticas e conceitos pelos intelectuais e militantes brasileiros.

 
 

 

 
Estilos em filosofia da educação

Paulo Ghiraldelli Jr..(org.)
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Dá sequência ao debate iniciado em O que é filosofia da educação, com reflexões de filósofos e educadores em diferentes “estilos” — o termo é aqui entendido na duplicidade entre maneiras de escrever filosofia e fustigações contra adversários. Enquanto Paulo Ghiraldelli Jr. trata de temas mais técnicos a respeito da verdade, e os insere no contexto da disciplina que dá nome ao livro, Olgária Matos pensa a educação no âmbito geral da abertura do mundo moderno. Ao passo que o casal Putnam põe em cena a atualidade de John Dewey, e Carol Nicholson, numa abordagem próxima, discorre com erudição sobre o multiculturalismo, Michael Peters apresenta, de maneira original, um Paulo Freire relacionado ao pós-modernismo.

 
 

 

 
Filosofia para crianças

Walter Omar Kohan.
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Tem a finalidade de levar a prática da filosofia à educação das crianças, área situada nas interfaces entre filosofia, educação e psicologia. Mais particularmente, contribui para a reflexão do programa de Matthew Lipman, cuja importância singular deriva de ser — como Freud para a psicanálise, Saussure para a linguística e Weber para a sociologia — um iniciador e um sistematizador do caminho por ele fundado. No ultrapasse de concepções românticas e idealizadas, ele foi o primeiro autor a levar a sério uma fundamentação teórica (a qual deu origem a um dispositivo prático e institucional para viabilizá-la) a permitir tornar o conteúdo filosófico ferramenta-chave na formação educacional infantil.

 
 

 

 
Filosofia, educação e política

Michael F. Shaughnessy.(org.)
Mitja Sardoč .(org.)
Paulo Ghiraldelli Jr..(org.)
Pedro F. Bendassolli.(org.)
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Numa série de entrevistas, scholars dedicados à filosofia da educação discorrem sobre temas como educação cidadã, pedagogia revolucionária, práticas educacionais, grade curricular, padrões de avaliação, grupos minoritários, política e governo. A educação é vista como prática efetiva de transformação social, e não apenas como corpus de conhecimentos “técnicos”, como didática ou produto de políticas educacionais. Abordam-se algumas das mais cruciais questões éticas, morais e filosóficas que dividem professores, pesquisadores e pensadores. O confronto aberto e sério de posturas intelectuais a respeito da educação é enriquecido pelo fato de os entrevistados integrarem diferentes tradições e correntes de pensamento.

 
 

 

 
Hermenêutica e educação

Nadja Hermann.
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O problema central da hermenêutica, modo de filosofar que tematiza a compreensão da experiência humana no mundo, é a interpretação — ato cultural, associado à criação do sujeito e à produção do saber, que surge com as lutas espirituais do Renascimento. A interpretação, que de tão perto interfere na prática educativa e nas investigações que a ciência acomete, está no cerne da atividade hermenêutica, que a adota como verdadeiro princípio, por considerar a compreensão instância fundadora da existência. Este livro delineia os traços básicos da filosofia hermenêutica, o contexto em que se origina, o programa de Hans-Georg Gadamer e a aproximação reflexiva da educação a partir de suas possibilidades compreensivas.

 
 

 

 
Humanidades

Paulo Ghiraldelli Jr..(org.)
Ronie Alexsandro Teles da Silveira.(org.)
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Oferece um panorama de disciplinas básicas que integram essa macroárea do conhecimento, como política, sociologia, antropologia, direito, feminismo, psicologia, literatura, filosofia, epistemologia e teologia. A abordagem dos textos é simples, feita segundo um vocabulário de encomenda: solicitou-se aos autores — especialistas nos assuntos de que tratam — que escrevessem de maneira que o “leigo culto” pudesse assimilar rapidamente o conteúdo. Os assuntos são agrupados sem nenhuma hierarquia, pois a noção de que as humanidades possam ser apreendidas segundo critérios de prioridade inviabiliza iniciativas que deveriam propiciar o ultrapasse das fronteiras entre variegadas formas do saber.

 
 

 

 
Iluminismo às avessas: produção de conhecimento e políticas de formação docente

Maria Célia Marcondes de Moraes.(org.)
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Congrega as políticas de formação docente nos anos 1990. Estuda-lhes os direcionamentos e conceitos, com base numa interlocução com as ciências sociais e a filosofia, por meio do exame de documentos oficiais, nacionais e internacionais relativos à educação. A primeira parte do livro oferece elementos a fim de compreender o projeto político que, em sua cruzada cultural para desfertilizar a escola, investiu na formação de um docente “desintelectualizado”, pouco adepto ao exercício da crítica. A segunda parte aborda o ceticismo epistemológico vigente e o empobrecimento do ato de conhecer, que desqualificam a necessidade humana de inquirir acerca de questões relativas à natureza do objeto e do próprio conhecimento.

 
 

 

 
John Dewey: a utopia democrática

Marcus Vinicius da Cunha.
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John Dewey (1859-1952) é lembrado com um dos pensadores que desencadearam o movimento de renovação das ideias e práticas pedagógicas conhecido como Escola Nova. Ele é o responsável por noções educacionais que marcaram a primeira metade do século xx e que hoje voltam a ser discutidas. De sua autoria, por exemplo, é a proposta de organizar a escola como uma “sociedade em miniatura”, conforme consta no Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova (1932), assim como o conceito de “pensamento reflexivo”, presente nas discussões atuais que buscam conferir novo sentido à ação dos professores. Este livro analisa o pensamento pedagógico de Dewey, sobretudo o exposto nos livros Como pensamos e Democracia e educação.

 
 

 

 
Kairòs, Alma Venus, Multitudo: nove lições ensinadas a mim mesmo

Antonio Negri.
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Como inventar uma história do “materialismo contra o poder”? Antonio Negri desafia o predomínio do idealismo e do transcendentalismo para retomar a argumentação a partir de uma pergunta urgente: poderão os pobres decidir sobre o destino da humanidade e construir uma vida de homens livres? Com essa interrogação como pano de fundo, os ensaios passam pelo evento do conhecer e do nomear (Kairòs), pela nova forma de relação com o outro (Alma Venus) e pela multidão que experimenta seu potencial de liberdade (Multitudo). Nestes pensamentos escritos no cárcere, o autor propõe o materialismo como o “outro” irredutível do poder, ressaltando o surgimento das resistências e os fundamentos de uma constituição ética.

 
 

 

 
Lugares da infância: filosofia

Walter Omar Kohan.(org.)
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Trata da relação entre infância e filosofia. Na primeira seção, aborda-se a infância, dialogando-se com o poeta mato-grossense Manoel de Barros e ressituando-a além da cronologia: a infância como o que educa, e não apenas como o que precisa ser educado; uma infância da educação, e não só uma educação da infância. Na segunda, destaca-se a questão literária, presente, por exemplo, na interrogação acerca dos conceitos de “história” e “pensar” que atravessam a tentativa de conceber o sentido da filosofia e da literatura infantil. Na terceira e última seção, os textos se detêm em temas relacionados, entre outros aspectos, a propostas de trabalho e pesquisas relativas à presença da filosofia no ensino fundamental.

 
 

 

 
Nietzsche e os gregos: arte, memória e educação — assim falou Nietzsche v

Charles Feitosa. (org.)
Miguel Angel de Barrenechea. (org.)
Paulo Pinheiro. (org.)
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Traz à tona as reflexões da quinta edição do simpósio internacional Assim falou Nietzsche, que celebrou os 160 anos de nascimento do filósofo. Este livro, no qual se resgata o páthos vital que ele partilha com os gregos, aborda questões acerca da arte, da memória e da educação. Almeja-se retomar o espírito antidogmático que Nietzsche cultuou, sob a inspiração de filósofos antigos, mestres na arte de pensar e viver. Como os helenos, ele quis que a filosofia arejasse a vida, que o conhecimento não ficasse restrito aos profiláticos gabinetes acadêmicos. Inspirado nos gregos, tentou fazer da vida uma incessante criação, jamais permitindo que a precisão do pensamento limitasse a expansão da vida. (Ver A fidelidade à terra).

 
 

 

 
O que é filosofia da educação?

Paulo Ghiraldelli Jr.. (org.)
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Intencionar a prática educacional, tarefa da filosofia da educação, é fornecer-lhe condições para que ela se realize como práxis, ou seja, como ação amparada em significações explicitadas e assumidas pelos sujeitos envolvidos. É por isso que se pode definir a área em pauta como o empenho em desvendar e construir o sentido da educação no contexto do sentido da existência humana. Para empreender esse trabalho, a disciplina não pode, atualmente, prescindir de íntima solidariedade com as ciências — só se legitimará ao escorar-se nos fundamentos que representam a condição de radical historicidade e sociabilidade da educação, necessariamente inserida nas coordenadas do tempo histórico e do espaço social.

 
 

 

 
Os pioneiros do pragmatismo americano

John R. Shook.
Fabiano Calixto.
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Em torno de questões de lógica, estética, metafísica, epistemologia, ética e política, o autor apresenta o pensamento dos três pragmatistas clássicos: Charles S. Peirce, William James e John Dewey, que consagraram suas vidas a defender novas formas de descrever a existência pessoal e coletiva. Ele explora o modo pelo qual o conhecimento, a verdade e a realidade são compreendidos segundo a maneira pessoal e idiossincrática de cada um e conforme a natureza da investigação que se propuseram. Ao discorrer sobre os fundamentos da obra desses pensadores, John Shook, professor de filosofia da Universidade de Oklahoma (EUA), faz o inventário do vasto legado intelectual que a filosofia do Ocidente deles herdou.

 
 

 

 
Pedagogia (improvável) da diferença: e se o outro não estivesse aí?

Carlos Skliar.
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E se, na verdade, o outro não estivesse aí? Sem o outro não seríamos nada; porque a mesmidade não seria mais do que um egoísmo apenas travestido. Porque, se o outro não estivesse aí, só restaria a vacuidade e a opacidade de nós mesmos, a nossa pura miséria, a própria selvageria que nem ao menos é exótica. Porque o outro já não está aí, senão aqui e em todas as partes; inclusive onde nossa pétrea mesmidade não alcança ver. E porque, se o outro não estivesse aí, mais valeria que tantas reformas nos reformassem a nós mesmos de uma vez e que tanta biodiversidade nos fustigasse com seus monstros pela noite. Atualmente as palavras “outro”, “respeito ao outro”, “abertura ao outro” etc. começam a resultar um pouco enfadonhas. Há algo que se torna mecânico nesse uso moralizante da palavra “outro”. Mas a questão do outro assumida por Carlos Skliar rareia com as discussões sobre as temporalidades e espacialidades do outro, com as representações e imagens habituais do mundo da alteridade, e tudo isso com o desmesurado e pretensioso propósito de deslizar na política, poética e filosofia da diferença.

 
 

 

 
Pensar com Foucault

Walter Omar Kohan.(org. e trad.)
Elvira Vigna.(ilustr.)
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Este livro é um convite a entrar na filosofia pelas mãos de Foucault, um dos pensadores contemporâneos mais potentes, diretamente, sem intermediários, sem mediações, frente a frente, pensamento a pensamento, vida a vida, de olhos abertos e dispostos a colocar em questão o que hoje nos parece certo e inquestionável. Pensar com Foucault é uma iniciação, uma tentativa de encontro. A força de Michel Foucault não está apenas em suas ideias, teorias ou conceitos, mas também no estilo de pensamento e de escrita que atravessa os saberes e os modos tradicionais de se relacionar com eles, que explode as disciplinas, as faz repensar e repensar-se a si próprias: filosofia, antropologia, sociologia, história, medicina social, direito, entre tantas outras. Não existe área das ciências humanas e sociais que de alguma forma não se veja direta ou indiretamente afetada pelo pensador e que não possa tirar proveito de suas contribuições. Mas também não se trata apenas disso: no caso de Foucault, o que está em jogo é a própria tarefa do intelectual, seu sentido, a relação entre o campo das ideias e a vida individual e coletiva em que essas ideias se colocam em jogo.

 
 

 

 
Pensar com Heráclito

Walter Omar Kohan.(org. e trad.)
Elvira Vigna.(ilustr.)
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Heráclito é um enigma impossível de decifrar e impossível de não querer decifrar. Ele escreveu apenas um livro, do qual conservamos mais de cem fragmentos, sendo alguns muitos curtos, só palavras soltas. Mesmo assim, a força de seu pensamento é notável. Os fragmentos abordam quase todos os temas: política, religião, ética, estética, antropologia, entre outros. O estilo é tão forte e próprio, que Hegel lhe atribuiu ser o fundador da dialética. É difícil que qualquer ser humano, filósofo ou não, não se sinta tocado pela sua potência e vitalidade. Nada em Heráclito é simples, de uma única forma. O enigma de Heráclito é também o enigma da filosofia, essa tentativa louca de compreender o que somos, onde estamos, para que vivemos. Disso tratam, com singular brilho e força enigmática, estes fragmentos, que nada afirmam ou negam, mas dão sinais de que o leitor, cada leitor, decifra na experiência da leitura.

 
 

 

 
Pensar com Sócrates

Walter Omar Kohan.(org. e trad.)
Elvira Vigna.(ilustr.)
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Sócrates é um enigma. Platão ajudou muito para que o fosse. Sócrates não queria escrever, porém Platão o escreveu em diálogos: intensos, abertos, contraditórios, para não trair tanto o mestre. Neles, encontramos a vida de Sócrates e também sua morte. Sim, sua morte, porque de Sócrates sabemos quase mais de sua morte do que de sua vida. Ou das duas, porque Sócrates morreu para dar-se vida, para não perder a vida, para ganhar outra forma de vida, para fortalecer a vida. Nada em Sócrates é simples, de uma única forma. Sócrates era um educador singular: condenado por corromper os jovens, não se reconhecia como mestre, mas aceitava que alguns aprendessem com ele. Sem ser um mestre, provocava aprendizagens.

 
 

 

 
Pluralidade e ética em educação

Nadja Hermann.
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A corrente crise nos âmbitos econômico, ecológico e científico é acompanhada de profunda desorientação. Conceitos como autonomia, emancipação e liberdade passam a ser objeto de desconfiança, acarretando o desconforto da desestabilização das certezas pedagógicas. Este livro trata da legitimação ética da educação, diante da pluralidade presente na vida sociocultural e no pensamento filosófico. Discute, por exemplo, a lacuna deixada pela crítica da tradição quanto à pretensão da razão de anunciar o sumo bem. Isso desencadeia um processo refletido sobre as formas de relação entre ética e agir pedagógico, no que se refere tanto às bases de justificação quanto ao esclarecimento dos impasses que aí ocorrem.

 
 

 

 
Política e polícia:
Cuidados, controles e penalizações de jovens

Acácio Augusto.
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“A prisão é uma política. Quando se fala de prisão ou de suas implicações, como a tortura, sempre se tem em mente um grande sistema, uma máquina gigantesca cheia de tentáculos. De fato, a prisão é uma máquina de moer carne humana, é um depósito de pessoas-lixo, um triturador de corpos, corações e mentes – um aniquilador de existências. Mas ela começa bem antes; antes, ela existe como princípio moral e prática ordinária, para depois ser um prédio. É nesse sentido que a prisão é uma política. E desta maneira, não se enfrenta o problema das prisões olhando apenas para seus prédios e para as leis que a regulam. [Nas palavras de Foucault] ‘Temos que ouvir o ronco surdo da batalha.’”
Do livro

 
 

 

 
Políticas do ensino de filosofia

Walter Omar Kohan.(org.)
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Elabora as categorias de ensinar e aprender filosofia: pedagogia da opressão, relações público/privado, homem/cidadão, liberdade/res­­pon­­sabilidade, trabalho imaterial, estética aplicada etc. Atualmente reduzida à função escolar, entronizada na cultura estatal como requisito de cidadania média, a filosofia ganha justificativa e alguma nobreza — é presumível que sua presença nos exames de acesso às universidades públicas reforce a imagem de coisa útil. Quais as razões para desejar ou não que a circulação de filosofia seja lícita em qualquer sistema de ensino? Qual a pertinência de seu ensino, especialmente do ponto de vista do destinatário escolar, não filósofo por condição? São algumas das questões tratadas aqui.

 
 

 

 
Reinvenções de Foucault

Ana Kiffer.(org.)
Antonio Pele.(org.)
Francisco de Guimaraens.(org.)
Mauricio Rocha.(org.)
Rafael Becker.(org.)
Em 1973, Michel Foucault apresenta no Collège de France o Curso “A sociedade punitiva”, parte do conjunto de análises que servirão de base ao livro Vigiar e Punir, de 1975. As gravações do curso foram perdidas e apenas uma transcrição e o resumo foram conservados. Publicado em dezembro de 2013, o Curso sugere muitas questões aos leitores de Foucault e solicita a reformulação de algumas convicções correntes sobre sua obra. Variações sobre a análise da prisão, continuidades e rupturas em relação a Vigiar e Punir e esclarecimentos (ou novos enigmas) sobre a complexa relação entre Foucault e Marx são alguns dos assuntos que emergem da leitura do Curso. Em 2015, um evento acadêmico na PUC Rio teve como fio condutor a interpretação de ‘‘A sociedade punitiva’’ no horizonte da obra foucaultiana. Os trabalhos apresentados por pesquisadores argentinos e brasileiros são agora compilados e oferecidos ao público no livro Reinvenções de Foucault.

 
 

 

 
Saber sobre os homens, saber sobre as coisas: história e tempo, geografia e espaço, ecologia e natureza

Frederico Guilherme Bandeira de Araujo.
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A crise epistemológica do mundo de hoje traduz-se na necessidade de modos de saber sobre homens e coisas de caracteres distintos dos vigentes — em decorrência, respectivamente, do fracasso das teleologias historicistas dominantes e da crítica aos dogmas da ciência moderna. Este livro é uma reflexão sobre a problemática do conhecimento na sociedade ocidental. Volta-se ao entendimento de como se configura o quadro referencial ora em descrédito, desvelando as categorias história, geografia e ecologia, e suas respectivas ideias-suporte. Com esse intuito, empreende uma leitura acerca de como as questões do devir humano e da natureza são articuladas desde a eclosão da cultura grega originária até a modernidade.

 
 

 

 
Sartre: philía e autobiografia

Deise Quintiliano.
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Literata com espírito filosófico, a autora trata da noção de amizade nos textos biográficos de Sartre. Para isso, recompõe o itinerário da philía desde sua concepção mais antiga, a dos gregos, seguida por ela nos traços de sua evolução até Blanchot, Derrida, Foucault, e confrontada à literatura. Uma “ética da benevolência” proviria da promessa piedosa, da utopia generosa mas irrealista, da mentira humanista denunciada na primeira obra de Sartre, A náusea, na qual a amizade brilha por sua ausência, sendo a solidão a herança de uma consciência lúcida da existência. A humanização do homem passa por uma literatura na qual a subjetividade se assume como liberdade e apelo à liberdade do outro.

 
 

 

 
Sociologia da empresa: organização, poder, cultura e desenvolvimento no Brasil

Ana Maria Kirschner.
Renaud Sainsaulieu.
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Esta edição da obra clássica de Renaud Sainsaulieu é fruto de discussões travadas entre o autor francês e a socióloga Ana Maria Kirschner acerca de questões relacionadas às bases teóricas da sociologia da empresa, área que vem se ampliando nos últimos anos, e à realidade brasileira. Visa a auxiliar homens e mulheres de empresa a apropriar-se dos instrumentos de análise e dos meios de compreensão sociológica para melhor perceber e enfrentar os desafios da sociedade por cujas atividades produtivas são responsáveis. Trata-se de uma questão ética, pois a gravidade do destino de indivíduos, de seu emprego e de sua identidade social decide-se no futuro das empresas.

 
 

 

 
Trabalho imaterial:
formas de vida e produção de subjetividade

Maurizio Lazzarato.
Antonio Negri.
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A noção de trabalho mudou muito quanto ao modelo de produção industrial fordista. Hoje, tende-se à substituição do “operário-massa” taylorista, asfixiado pelo automatismo indiferenciado de suas ações, pelo “operário social”, fortalecido na subjetividade criativa da condução de seu ofício. Tal é o conceito de trabalho imaterial destrinçado pelos autores. Remontando a Marx e ao movimento operaísta italiano da década de 1970, eles mostram que é cada vez menos expressiva a associação de emprego à estrutura padronizada do chão fabril. Na imaterialidade do trabalho, o tempo liberta-se dos parâmetros rígidos e homogêneos de outrora, assumindo contornos mais fluidos.