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A cidade estratégica: nova retórica e velhas práticas no planejamento do Rio de Janeiro — a impostura do porto de Sepetiba

Giuseppe Cocco .(org.)
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Analisa o planejamento do Rio de Janeiro dos anos 1990, início da abertura da economia brasileira aos fluxos da globalização. A convergência de interesses para a revitalização da cidade, por parte tanto de setores da economia civil quanto das instâncias municipal, federal e estadual do governo, resultou numa década marcada pela definição de rumos prioritários para a capital carioca. O Planejamento Estratégico, o Rio Cidade, a despoluição da baía de Guanabara e o porto de Sepetiba são alguns dos aspectos desse consenso. Este livro apresenta um balanço crítico das grandes obras realizadas e revela a inércia, por trás de um discurso novo, das velhas práticas de planejamento autoritário e tecnocrático.

 
 

 

 
A cidade-região: regionalismo e reestruturação no Grande ABC paulista

Jeroen Johannes Klink.
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É um estudo da influência da globalização na reorganização da economia planetária. Expõe a visão do regionalismo sob uma nova ótica: a conceituação dessa transformação e do esvaziamento do papel tradicional das cidades-região, em face das novas atribuições no âmbito do desenvolvimento econômico local, em função do processo de reestruturação produtiva. O autor centraliza sua reflexão na maneira como o novo regionalismo, com sua tendência a despolitizar as relações de parceria entre os agentes, aporta numa região como a do Grande abc paulista. Analisa também os desafios que o incipiente sistema de governance regional enfrentará à luz das antigas fragilidades do tecido econômico da região.

 
 

 

 
A duração das cidades: sustentabilidade e risco nas políticas urbanas

Henri Acselrad.(org.)
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Propõe enfrentar o desafio imposto pela expansão do fenômeno metropolitano. A questão central é: como pensar e construir, no presente, o futuro desejável, democrático e justo das cidades? O gigantismo das aglomerações urbanas, a complexidade da teia de relações múltiplas, contraditórias e centrífugas e as tensões político-sociais têm constituído o cerne da problemática a ser debelada pelas instâncias municipais e pelo governo federal. O esgotamento do modelo convencional de gestão urbana e o caos resultante da inépcia dos administradores tradicionais põem em pauta a elaboração de novos projetos para as cidades, fundamentados em participação democrática, transparência e responsabilidade socioambiental.

 
 

 

 
A fábrica da infelicidade: trabalho cognitivo e crise da new economy

Franco Berardi (Bifo).
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É uma abordagem original da New Economy, em cujo discurso ideológico impera a promessa tácita de autorrealização e felicidade no trabalho e o consequente sucesso individual. Analisa a manifestação dos primeiros sintomas de sua crise, refletida no processo de recessão mundial deflagrado em 2001 e cujo ápice foi o atentado, em 11 de setembro, contra o ícone da hegemonia econômica ocidental, as torres do World Trade Center. O autor destrinça a ideologia virtual, suas aporias teóricas e sobretudo sua fragilidade cultural. Sua fundamentação crítica é a certeza de que o neoliberalismo não é o melhor modelo para um mundo marcado pela fragmentação socioeconômica e pelo esfacelamento da dignidade humana.

 
 

 

 
A mobilização produtiva dos territórios: instituições e logística do desenvolvimento local

Frédéric Monié.(org.)
Gerardo Silva.(org.)
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Congrega análises acerca das interfaces produtivas dos territórios, da logística e do desenvolvimento local. Entre outros temas, abordam-se os “projetos de aglomeração”, a cidade portuária como difusora de arranjos institucionais, comunidades portuárias na Europa setentrional e a relação entre Estados e multinacionais nos fluxos de mercado da globalização. Estudos sobre o caso brasileiro demonstram haver enorme dificuldade na implementação de políticas públicas locais e regionais inovadoras. Uma nova concepção de logística, como processo de constituição de um espaço público de circulação, é desvelada de modo a colaborar em formas mais integradas e sustentáveis de mobilização produtiva dos territórios.

 
 

 

 
A questão local

Alain Bourdin.
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Revela o paradoxo da busca pela identidade contemporânea: como se tornar “local”, sedimentado em raízes próprias e autônomas, num mundo progressivamente globalizado? É cada vez mais difícil definir entidades em perímetros claros, duráveis e justificados pela natureza, pelos traços culturais ou pela legitimidade histórica: mobilidade, diversidade e polimorfismo de territórios e relações sociais, na rede de economias, fazem, em contrapartida, surgir novas figuras, entre as quais a de um local plural. Este livro ultrapassa os limites do âmbito acadêmico e se volta também para legisladores, urbanistas, administradores e os próprios atores da localidade, inseridos num fluxo contínuo de transformações.

 
 

 

 
Ações afirmativas: políticas públicas contra as desigualdades raciais

Fátima Lobato.(org.)
Renato Emerson dos Santos.(org.)
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Trata das políticas públicas voltadas para a promoção da igualdade racial no Brasil. São apresentadas reflexões acerca de seus princípios, as críticas mais correntes, as experiências de implementação, bem como as formas recentes de resistência e ação dos negros na luta contra o racismo. O livro inclui documentos com propostas de ações afirmativas, que mostram a diversidade das medidas pautadas por parlamentares, acadêmicos, artistas — sobretudo, militantes da causa. Conferir igualdade nas oportunidades requer, ante o acúmulo histórico de injustiças, tratamento diferenciado — não a reprodução ou a criação de novas injustiças, mas a supressão das existentes. Não há igualdade no tratamento idêntico a desiguais.

 
 

 

 
As multidões e o império: entre globalização da guerra e universalização dos direitos

Giuseppe Cocco .(org.)
Graciela Hopstein.(org.)
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A ideia deste livro nasceu em meio às manifestações contra a reunião dos oito países mais ricos do mundo (g-8) em Gênova, na Itália, em 2001. A forte repressão policial, marcada por prisões e espancamentos, além da morte de um jovem, corroborou a lógica de guerra do governo Berlusconi, metonímia da dinâmica unilateral da política externa norte-americana (exemplificada pela recusa ao tratado de Kyoto e pela rejeição ao controle de armas biológicas). O objetivo inicial de compreender a “política das multidões” foi ampliado pelo 11 de Setembro em Nova York. Impossível restringir-se a Gênova com a fumaça sinistra dos escombros do World Trade Center obscurecendo o horizonte do “movimento dos movimentos”.

 
 

 

 
Cidade, transformações no mundo do trabalho e políticas públicas: a questão do comércio ambulante em tempos de globalização

Maria de Fátima Cabral Marques Gomes.(org.)
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Resulta de trabalhos apresentados no seminário Comércio, Cultura e Políticas Públicas em Tempos de Globalização, realizado com a intenção de investigar as recentes transformações no mundo do trabalho. Destaca-se nesse universo a atividade ambulante, que adquire visibilidade no espaço público e na mídia, constituindo ambiências particularizadas na estrutura da cidade. A obra é concebida como estratégia para aprofundar o intercâmbio de pesquisas relacionadas à temática do trabalho ambulante no contexto da globalização da economia e do espaço urbano.

 
 

 

 
Cidades e portos: os espaços da globalização

Gerardo Silva.(org.)
Giuseppe Cocco .(org.)
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A crise do desenvolvimentismo atualizou o debate acerca dos instrumentos de inserção do Brasil nos fluxos do comércio global. No início dos anos 1990, com a abertura da economia nacional, a questão da infraestrutura portuária passou a ser um dos eixos da modernização. Este livro reúne pesquisadores com o objetivo comum de ampliar o leque de opções para as possíveis estratégias de modernização portuária ante as necessidades da nova ordem econômica. São propostas reformulações políticas e administrativas para que portos e cidades se beneficiem das amplas possibilidades oferecidas e que saibam confrontar, equilibrar e sopesar os prós e os contras das imposições da época atual.

 
 

 

 
Cinco lições sobre Império

Antonio Negri.
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Organizado a partir de cinco aulas ministradas pelo autor no Instituto de Sociologia da Universidade de Cosenza em 2002, ressalta elementos da metodologia de pesquisa que resultou no livro Império, escrito em coautoria com Michael Hardt. No percurso crítico e lúcido de suas análises, o autor se aprofunda em alguns aspectos do que ele demonina “Império”, como seu caráter monárquico, “particularmente evidente sobretudo em tempos de conflito militar, quando […] o Pentágono domina o mundo com suas armas atômicas e sua tecnologia militar superior”. No embate entre a multidão e o Império, Negri confia — esperançoso numa sociedade melhor em todos os sentidos — na força dos militantes dos movimentos globais. A edição conta com contribuições de Danilo Zolo e Michael Hardt.

 
 

 

 
Como organizar redes solidárias

Euclides André Mance.(org.)
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Destina-se a organizações da sociedade civil, consumidores e trabalhadores, produtores e prestadores de serviço interessados em organizar redes de colaboração solidária e delas participar. São apresentados, de modo didático, os diversos mecanismos atualmente utilizados em redes de economia solidária e uma série de esclarecimentos sobre como assegurar a viabilidade financeira dos empreendimentos, realizar diagnósticos, consolidar e expandir as redes solidárias locais e integrá-las em contextos mais amplos. Propicia aos leitores e educadores formas de elaborar suas próprias reflexões acerca da práxis de libertação no campo econômico, buscando intercâmbios para o avanço da reflexão e da luta popular.

 
 

 

 
Conselhos participativos e escola

Estela Scheinvar.(org.)
Eveline Algebaile.(org.)
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Ao tomar como eixo de análise diferentes conselhos, e tendo como espaço geopolítico uma região de grande densidade populacional e de acúmulo de pobreza e de políticas autoritárias e clientelistas, este livro auxilia a compreender melhor a natureza perversa do capitalismo na sociedade brasileira. Os capítulos expõem análises que circunscrevem, num campo de conflitos, contradições, riscos e possibilidades, diversos conselhos instituídos por legislação federal. Sinaliza que se trata ao mesmo tempo de um âmbito importante para alargar o campo dos direitos daqueles que historicamente os tiveram negados e também de um contexto de luta política, por qualificar a democracia no processo de sua execução e fiscalização.

 
 

 

 
Contra os chefes, contra as oligarquias

Richard Rorty.(entrevista a Derek Nystrom e Kent Puckett)
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Entrevista, sobre filosofia política, concedida por Richard Rorty aos professores Derek Nystrom e Kent Puckett. Em cada fala emerge uma ideia contraintuitiva, uma interpretação surpreendente, uma releitura de eventos, personagens e situações que pareciam já devidamente explicados. Rorty encara as ideias e as posições partidárias não pelo ângulo ideológico, mas pelo impacto que tiveram na construção da nação norte-americana. Ele traça vínculos entre história e biografias, entre Estado e facções políticas, entre passado e futuro. A entrevista é precedida por um prefácio de Paulo Ghiraldelli Jr. e Alberto Tosi Rodrigues, responsáveis pela organização e pelas notas da edição.

 
 

 

 
Contra os inimigos da ordem: a repressão política do regime militar brasileiro (1964-1985)

Marco Aurélio Vannucchi L. de Mattos.
Walter Cruz Swensson Jr..
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Aborda o regime militar brasileiro, com ênfase nos mecanismos de repressão que ajudaram a garantir sua vigência. Inaugurado com o golpe de 1964, o regime enfrentou a oposição de diversos setores da sociedade civil. Para fazer frente às contestações e aos protestos, lançou mão de estratégias repressivas, paulatinamente adaptadas, em direção a uma severidade extrema, à medida que se transformava a conjuntura política: cassação de mandatos parlamentares, montagem de um amplo aparato de segurança, edição de uma legislação de exceção (como os atos institucionais e as leis de segurança nacional), julgamento de “criminosos políticos” pela Justiça Militar, tortura e assassinatos.

 
 

 

 
Cooperativismo: uma revolução pacífica em ação

Isaque Fonseca.
Sandra Mayrink Veiga.
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Apresentado pelo economista Paul Singer, este livro difunde e organiza o novo cooperativismo. É um instrumento valioso para que incubadores e multiplicadores habilitem trabalhadores a optar por formas de produção e distribuição que se adaptem às necessidades, às possibilidades e aos valores dos que não têm capital individual nem almejam possuí-lo. O novo cooperativismo é uma resposta à crise do trabalho e, conforme se observa aqui, pode transcendê-la. A economia solidária não é um remendo do capitalismo, e sim uma alternativa a ele. Os que desejam democracia no campo político e igualdade no social descobrem neste livro ser possível alcançar tais valores no campo econômico pela aplicação dos princípios do cooperativismo.

 
 

 

 
Das “técnicas” de fazer desaparecer corpos:
Desaparecimentos, violência, sofrimento e política

Fábio Alves de Araújo.
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Das “técnicas” de fazer desaparecer corpos é o resultado de um estudo socioantropológico que descreve e analisa as relações entre sofrimento, violência e política, a partir da experiência e da perspectiva dos familiares de vítimas de violência. Focaliza-se uma modalidade específica de casos e situações: o desaparecimento forçado de pessoas, e, portanto, a violação e a ausência dos corpos. Por meio das narrativas dos familiares dos desaparecidos, é possível acessar certas gramáticas morais e políticas em que categorias e temas como desaparecimento, desaparecido, vítima, familiar de vítima, morte violenta, favela, violência policial/estatal, milícia, “traficantes”, terror, luto, justiça, ação coletiva e espaço público emergem no processo de construção de uma teia de significados e sentidos.

 
 

 

 
Desafios da educação municipal

Donaldo Bello de Souza.(org.)
Lia Ciomar Macedo de Faria.(org.)
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Analisa a LDB (lei 9.394/1996) e sua regulamentação, em face dos impactos nos sistemas públicos municipais de educação. Dois focos são explorados: de um lado, financiamento e gestão do ensino; de outro, níveis e modalidades. Os assuntos são abordados por especialistas, do que resulta um texto dotado de particular profundidade e profissionalismo, além de ampla base teórica. O grande desafio da educação municipal ainda está na superação das tensões que existem no cenário político contemporâneo, na redefinição urgente do projeto federalista brasileiro. A finalidade é a redistribuição efetiva do poder decisório, e não unicamente executor, de modo a permitir que os municípios se tornem, de fato, entes federados.

 
 

 

 
Descentralização do Estado e municipalização do ensino: problemas e perspectivas

Angela Maria Martins.(org.)
Cleiton de Oliveira.(org.)
Maria Sylvia Simões Bueno.(org.)
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A municipalização do ensino tem sido objeto de polêmica nos âmbitos acadêmico e sindical, dada a tensão — expressando a questão federativa na história brasileira — entre centralização e descentralização. Em meio a outros assuntos, este livro examina: a integração regional, com suas consequências jurídicas, e a diversificação dos municípios; os reordenamentos em curso na conformação do Estado; o poder local e as possibilidades de gestão das políticas educacionais; a atual legislação que estabelece as regras de exceção do orçamento público em todos os níveis; a descentralização como resposta ao centralismo autoritário, pautada no empoderamento da sociedade civil.

 
 

 

 
Desenvolvimento humano e relações raciais

Marcelo J. P. Paixão.
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Debate as desigualdades sociorraciais no Brasil, com destaque para a pesquisa que desagregou o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de negros e brancos, marco na compreensão do abismo que os separa. A despeito das condições de vida desfavoráveis dos afrodescendentes, ainda vigora, em amplos setores da sociedade e nos meios jornalístico e acadêmico — de todos os quadrantes ideológicos —, a opinião de que aqui se vive numa democracia racial. O grande desafio do novo século é elaborar roteiros de investigação científica e de políticas públicas que tenham por desiderato a superação do quadro de desigualdades raciais, núcleo das injustiças sociais brasileiras.

 
 

 

 
Educar em direitos humanos: construir democracia

Susana Beatriz Sacavino.(org.)
Vera Maria Ferrão Candau.(org.)
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Numa era de transformações decorridas da globalização hegemonizada pelo projeto neoliberal, é preciso desenvolver, como um dos pilares da construção democrática, uma cultura de direitos humanos que revigore mentalidades, atitudes e comportamentos. Urge, outrossim, promover o empoderamento de sujeitos dinamizadores da cidadania atuante e crítica. As reflexões deste livro, originadas de práticas estabelecidas com a participação de docentes, promotores populares e agentes sociais, expressam a preocupação de articular teoria e prática e de traçar caminhos nos quais os processos educativos, nos âmbitos formal e não formal, colaborem ativamente no aprofundamento da democratização e dignificação da sociedade.

 
 

 

 
Empresários e empregos nos novos territórios produtivos: o caso da Terceira Itália

Alexander Patez Galvão.(org.)
André Urani.(org.)
Giuseppe Cocco .(org.)
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É um livro voltado para o debate brasileiro em torno das estratégias para a geração de empregos. A experiência italiana é apropriada, pois a região, tradicionalmente pobre e devastada pela Segunda Guerra, tornou-se uma das mais prósperas da Europa, com a melhor renda per capita e a menor taxa de desemprego. Como em tão pouco tempo se deu a transformação, calcada nos distritos industriais formados por pequenas e médias empresas e num contexto democrático mas de fortes instabilidades políticas, é o que se pode ler nesta obra. O exemplo da Terceira Itália merece ser estudado, pois, se bem assimilado, poderá rever alguns rumos da história brasileira.

 
 

 

 
Escola pública e pobreza no Brasil: a ampliação para menos

Eveline Algebaile.
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Acurado estudo sobre o caráter assumido pela escola pública elementar num país onde a superação da pobreza jamais compôs efetivamente a pauta política nacional. A partir da investigação das práticas de utilização instrumental da escola pública para realizar ações que deveriam caber a outras políticas setoriais, como saúde, cultura e assistência, este livro empreende rica análise da escola pública fundamental, sobretudo “a escola dos pobres”. Possibilita, assim, melhor avaliar as funções estratégicas desempenhadas pela expansão escolar no processo histórico de formação do Estado brasileiro, bem como na atualidade, evidenciando a desigualdade como marca de nossa organização social, econômica e política.

 
 

 

 
Filosofia, educação e política

Michael F. Shaughnessy.(org.)
Mitja Sardoč .(org.)
Paulo Ghiraldelli Jr..(org.)
Pedro F. Bendassolli.(org.)
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Numa série de entrevistas, scholars dedicados à filosofia da educação discorrem sobre temas como educação cidadã, pedagogia revolucionária, práticas educacionais, grade curricular, padrões de avaliação, grupos minoritários, política e governo. A educação é vista como prática efetiva de transformação social, e não apenas como corpus de conhecimentos “técnicos”, como didática ou produto de políticas educacionais. Abordam-se algumas das mais cruciais questões éticas, morais e filosóficas que dividem professores, pesquisadores e pensadores. O confronto aberto e sério de posturas intelectuais a respeito da educação é enriquecido pelo fato de os entrevistados integrarem diferentes tradições e correntes de pensamento.

 
 

 

 
Gestão e políticas da educação

João Ferreira de Oliveira.(org.)
Mariluce Bittar.(org.)
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Discute novas políticas de gestão da educação, formuladas com base na concorrência, na eficiência, nos resultados e na produtividade, instrumentos de suporte à acumulação capitalista e de solidificação da ordem neoliberal. São abordados os resultados das reformas de descentralização educativa no Brasil, na Argentina, no Chile e no México, as consequências da implementação do Plano de Desenvolvimento da Escola em Goiás, o sistema de gestão do ensino em Minas Gerais, o processo de democratização educacional em Mato Grosso do Sul, os resultados de pesquisas de projetos que analisam o poder e a participação na escola, as diretrizes de desenvolvimento do ensino superior e da pós-graduação no Brasil.

 
 

 

 
Grandes ideias para pequenos e micronegócios

Carlos Aquiles Siqueira.
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Analisa e divulga a geração de trabalho e renda a partir de recursos naturais e de meios eletrônicos. Diante das dificuldades financeiras decorrentes da globalização, cabe ao pequeno e ao microempresário pensar em soluções criativas e viáveis para problemas tradicionais. Os mais variados cenários do mundo dos negócios são descritos aqui, com amparo em fontes distintas, como jornais, periódicos, internet e anais de congresso. O objetivo do autor, que desenvolve projetos para o terceiro setor e governos de todo o país, é tanto incentivar os leitores a considerar a possibilidade de se tornarem empreendedores quanto sugerir a gestores públicos e ongs propostas para reduzir a desigualdade socioeconômica.

 
 

 

 
Guerrilha e revolução:
A luta armada contra a ditadura militar no Brasil

Jean Rodrigues Sales.(org.)
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O ano de 2014 foi marcado pelos cinquenta anos do golpe militar brasileiro e suas rememorações, além da recente divulgação do relatório final da Comissão Nacional da Verdade, que investigou as graves violações de direitos humanos ocorridas durante a ditadura. Nesse contexto de muitas matérias e pesquisas sobre esse período da história do Brasil, Guerrilha e revolução desponta como uma obra de papel fundamental.

 
 

 

 
Indústria automotiva: a nova geografia do setor produtivo

Antonio Moreira de Carvalho Neto.(org.)
Magda de Almeida Neves.(org.)
Maria Regina Nabuco.(org.)
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Este livro é uma bússola para entender os novos rumos da indústria automotiva brasileira. Resultado de pesquisas de campo nas principais montadoras do país, além de estudos de caso estrangeiros pertinentes à macrocompreensão do setor, indica de que forma se articulam alguns dos pontos cardeais dessa nova geografia — entre os quais as razões por que uma montadora se instala em determinado lugar, a relação entre empresas e governos estaduais, os programas e métodos internos de trabalho, sistemas logísticos específicos e a atuação de sindicatos. A análise empreendida mostra-se atenta a questões como emprego, bem-estar social e modos contemporâneos de organização trabalhista.

 
 

 

 
Justiça social: uma questão de direito

Maria Elena Rodriguez Ortiz.(org.)
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Em face do neoliberalismo, a sociedade civil organizada assume papel cada vez mais importante na reivindicação de seus direitos, precisamente no pleito de que o Estado seja o responsável por garanti-los. A função deste livro é disseminar os princípios dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (DESC), relacionando-os a temas variados como democracia, globalização, pobreza e solidariedade, e sensibilizar a sociedade para a necessidade inadiável de estabelecer mecanismos formais para sua exigência. Também aspira a atender à demanda por referências conceituais sobre o assunto, servindo de apoio, a um só tempo, à reflexão teórica e ao engajamento numa práxis política.

 
 

 

 
Kairòs, Alma Venus, Multitudo: nove lições ensinadas a mim mesmo

Antonio Negri.
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Como inventar uma história do “materialismo contra o poder”? Antonio Negri desafia o predomínio do idealismo e do transcendentalismo para retomar a argumentação a partir de uma pergunta urgente: poderão os pobres decidir sobre o destino da humanidade e construir uma vida de homens livres? Com essa interrogação como pano de fundo, os ensaios passam pelo evento do conhecer e do nomear (Kairòs), pela nova forma de relação com o outro (Alma Venus) e pela multidão que experimenta seu potencial de liberdade (Multitudo). Nestes pensamentos escritos no cárcere, o autor propõe o materialismo como o “outro” irredutível do poder, ressaltando o surgimento das resistências e os fundamentos de uma constituição ética.

 
 

 

 
Labirintos do trabalho: interrogações e olhares sobre o trabalho vivo

Denise Alvarez.(org.)
Jussara Brito.(org.)
Marcelo Figueiredo.(org.)
Milton Athayde.(org.)
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Estar fora do cordão dos curiosos em torno do “corpo estendido no chão”, não raro sufocante em sua ignorância, é o que permite o ponto de vista transversal que aciona os autores deste estudo, com a régua e o compasso da experiência-trabalho e dos saberes disciplinares acerca dessa atividade humana, a nos desafiar com seus labirintos. Para isso, mobilizam ferramentas teóricas, metodológicas e técnicas que incorporam instrumentos da ergonomia da atividade, da clínica da atividade de trabalho, da psicodinâmica do trabalho, da linguística dialógica, da saúde coletiva e do trabalhador e dos estudos das relações de gênero, encaminhamento que converge para a abordagem ergológica.

 
 

 

 
Levando a raça a sério: ação afirmativa e universidade

Daniela Galdino.(org.)
Joaze Bernardino.(org.)
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Os estudos científicos decretaram o fim da raça como categoria biológica, que determinava o comportamento moral, intelectual e cultural dos indivíduos. No plano social e político, todavia, sobretudo como critério explicativo das desvantagens enfrentadas pela população negra no Brasil, remanesce uma abordagem específica do conceito. Os autores deste livro esperam que a raça como esfera sociológica seja levada a sério na formulação de políticas públicas adequadas ao fenômeno. Lutar contra o racismo, o preconceito e a discriminação racial — que se materializam nos indicadores de desigualdades — requer ações que conjuguem medidas punitivas, além de estratégias de ação afirmativa e combate à miséria.

 
 

 

 
Manifesto antirracista: ideias em prol de uma utopia chamada Brasil

Marcelo J. P. Paixão.
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Neste livro, elaborado como contribuição para a I Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, diversas formulações teóricas e empíricas são organizadas em mais de quinhentos tópicos acerca da luta antirracista no Brasil e no mundo. O autor conduz uma análise panorâmica desde o pensamento social e as ideias de nação e identidade nacional, passando pelas dinâmicas da construção das desigualdades, até os indicadores sociodemográficos de educação, mercado de trabalho, questão agrária, gênero e violência policial. Aqui se desvelam outro Brasil e uma aposta em novas direções para pensá-lo. “É boa leitura para instruir o debate em torno das oportunidades na democracia racial de Pindorama” (Elio Gaspari).

 
 

 

 
Metamorfoses sociais e políticas urbanas

Maria Helena Rauta Ramos.(org.)
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Os desafios políticos impostos pelo uso das novas tecnologias no sistema de produção e pela reconfiguração do espaço urbano, assim como o impacto causado pela revolução informacional na produção do conhecimento, são os principais assuntos tratados aqui. Registra-se o resultado de pesquisas dedicadas à investigação dos processos urbanos, as quais se dirigem àqueles interessados em conhecer propostas correntes de gestão democrática da cidade e de reestruturação produtiva dos territórios. O diálogo engendrado ao longo das páginas indica os critérios hodiernos de avaliação da eficácia das políticas públicas e aponta para tensões decorrentes da reorganização socioeconômica deflagrada pelas mudanças tecnológicas.

 
 

 

 
Metrópole: governo, sociedade e território

Catia Antonia da Silva.(org.)
Désirée Guichard Freire.(org.)
Floriano José Godinho de Oliveira.(org.)
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No processo de reestruturação econômica e política do capitalismo mundial, o debate sobre a questão metropolitana é fundamental para compreender os elos entre a modernização seletiva, orientada para a recomposição da taxa de lucro do capital, e o desmonte de direitos sociais. Sobretudo nos países capitalistas periféricos, as metrópoles apresentam assimetrias econômicas, políticas e sociais, além de lutas e experiências históricas representativas dos impasses no atual contexto de intensificação de desigualdades socioespaciais. Este livro esmiúça o quadro complexo dos desafios práticos e teóricos à produção científica e à ação política orientada para as transformações sociais.

 
 

 

 
Municipalização: os Conselhos Municipais de Educação

Wanderley Ribeiro.
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O multiculturalismo aplicado à prática educacional, tanto nas escolas de base como nos centros de formação profissional, enseja um novo modo de compreender e valorizar a diversidade. Mais do que a simples tolerância e a integração, propõe a interação das várias formas de manifestação cultural, não apenas no que diz respeito aos pontos de semelhança que se verificam entre uma e outra, mas sobretudo no que concerne a suas diferenças mais essenciais. Este livro explica o sentido do multiculturalismo a partir de sua origem: a cultura. A educação multicultural, a era digital, a educomunicação e as tecnologias de comunicação são aqui discutidas segundo a maneira como repercutem na vida de crianças, jovens e adultos.

 
 

 

 
Na lei e na raça: legislação e relações raciais, Brasil-Estados Unidos

Carlos Alberto Medeiros.
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O Brasil e os Estados Unidos costumavam ser interpretados como antípodas no que se refere à questão da raça: o primeiro como a terra da “democracia racial”, o segundo como um país inescapavelmente racista. Eventos sociais e políticos das últimas quatro décadas, contudo, têm alterado essas imagens, tornando-as mais nuançadas. Este livro escapa às armadilhas do maniqueísmo e do estereótipo com o objetivo de mostrar como o conceito de raça, e as categorias conceituais sociológicas a reboque, foi historicamente estabelecido nas duas nações, e as formas pelas quais em ambas se tem utilizado (ou não) a lei a fim de lidar com os problemas do racismo e da discriminação, incluindo políticas de ação afirmativa.

 
 

 

 
Narcotráfico e violência no campo

Ana Maria Motta Ribeiro.(org.)
Jorge Atílio Silva Iulianelli .(org.)
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O capitalismo ilícito está presente na área rural. O conluio entre as forças do crime organizado e setores político- -administrativos favorece o processo de lavagem de dinheiro. A face desse capitalismo ilícito conhecida como narcotráfico ameaça famílias de camponeses e a economia do país. A maconha já integra a cadeia produtiva da agricultura nacional, podendo ser considerada um narcoagronegócio. O Brasil funciona como rota do tráfico de cocaína para os grandes mercados de consumo, posto de comercialização e território livre para lavagem do narcodólar. Produzir uma discussão substantiva sobre o narcotráfico no campo, fundamentada em vivência ou pesquisa sistemática, é o propósito desta obra.

 
 

 

 
Nova economia das iniciativas locais: uma introdução ao pensamento pós-global

Hassan Zaoual.
Michel Thiollent. (trad.)
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Examina, mediante o esboço de um paradigma em gestação nas ruínas da globalização, a problemática do desenvolvimento local, questionando os pressupostos econômicos, filosóficos e culturais do modelo neoliberal. Com base no conceito de sítio simbólico de pertencimento, propõe uma nova visão da economia e da gestão das iniciativas locais e de territórios. Modernidade e desenvolvimento deixaram de ser um modelo exclusivo a ser seguido por todos os povos. O novo conhecimento em construção sugere uma pluralidade de caminhos para os atores sociais conduzirem seus próprios destinos, com espírito empreendedor, mas respeitando a diversidade cultural e a ética de não violência.

 
 

 

 
O “nascimento político” do Brasil: as origens do Estado e da nação (1808-25)

Andréa Slemian.
João Paulo G. Pimenta.
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Deformada por sucessivas tradições de ensino que insistiram em versões “glorificadoras” do passado e distorcida por revisões caricaturais, a história do Brasil do início do século xix, da chegada da família real portuguesa aos anos seguintes à Independência, apresenta-se neste livro devidamente inserida no panorama mundial da Era das Revoluções, relacionada ao colapso do Império português e à independência das colônias da América espanhola. Os autores indicam como as diversas regiões que iriam integrar o Império do Brasil imprimiram marcas muito diferenciadas ao longo do processo de sua formação e como o “nascimento político” nacional refere-se a uma etapa decisiva da própria formação da nação brasileira.

 
 

 

 
O Brasil, a América Latina e o mundo: espacialidades contemporâneas – V. I

Aureanice de Mello Corrêa. (org.)
Márcio Piñon de Oliveira. (org.)
Maria Célia Nunes Coelho. (org.)
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Este livro é resultado do VII Encontro da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Geografia (Anpege), realizado em setembro de 2007 na UFF, em Niterói (RJ). Em meio a diferentes campos do conhecimento, busca-se uma estrutura que proporcione o debate científico e acadêmico em torno da categoria “espaço”. Do espaço da vida social e de sua reprodução cotidiana, articulada em diferentes escalas, ao das fronteiras e dos conflitos mundiais, nacionais e regionais e das grandes questões econômicas, políticas e culturais do mundo de hoje, examina-se a dimensão geográfica pertinente ou contingente e aponta-se para possíveis caminhos a percorrer e enfrentar.

 
 

 

 
O Brasil, a América Latina e o mundo: espacialidades contemporâneas – V. II

Aureanice de Mello Corrêa. (org.)
Márcio Piñon de Oliveira. (org.)
Maria Célia Nunes Coelho. (org.)
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Este livro é resultado do VII Encontro da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Geografia (Anpege), realizado em setembro de 2007 na UFF, em Niterói (RJ). Em meio a diferentes campos do conhecimento, busca-se uma estrutura que proporcione o debate científico e acadêmico em torno da categoria “espaço”. Do espaço da vida social e de sua reprodução cotidiana, articulada em diferentes escalas, ao das fronteiras e dos conflitos mundiais, nacionais e regionais e das grandes questões econômicas, políticas e culturais do mundo de hoje, examina-se a dimensão geográfica pertinente ou contingente e aponta-se para possíveis caminhos a percorrer e enfrentar.

 
 

 

 
O feitiço da política pública: escola, sociedade civil e direitos da criança e do adolescente

Estela Scheinvar.
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No estado de direito, depositam-se na política pública os anseios das lutas por transformações, especialmente sensíveis no campo dos setores ditos “menores”, “frágeis”, portadores de expectativas frustradas. Com base nas propostas contidas no Estatuto da Criança e do Adolescente, este livro instrumentaliza a análise deste paradoxo: a esperança na garantia de direitos que dependem, para sua implementação, de uma estrutura recoberta de descrédito. Com rigor histórico e conceitual, o texto apresenta outras possibilidades para abordar os terrenos da criança, da juventude, da escola, da sociedade civil e da construção de políticas públicas em favor de uma vida potente, num horizonte libertário.

 
 

 

 
O poder constituinte: ensaio sobre as alternativas de modernidade

Antonio Negri.
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Negri elucida o conceito de poder constituinte, caracterizando-o como a atividade produtora das normas constitucionais dos ordenamentos jurídicos e situando-lhe a genealogia nas ondas revolucionárias da modernidade. Da Renascença à Revolução Inglesa, da Independência Americana à Revolução Francesa, da experiência soviética aos horizontes das lutas contemporâneas, ele analisa, com abrangência, erudição e potência crítica, o pensamento de autores como Maquiavel, Harrington, Burke, Jefferson, os “federalistas”, Rousseau, Sieyès, Tocqueville, Marx, Lenin e, recorrentemente, Espinosa. O propósito é reivindicar uma “tradição anômala” no eixo Maquiavel-Espinosa- -Marx, com o recurso à contribuição de Deleuze e Foucault.

 
 

 

 
Para além da lógica do mercado: compreendendo e opondo-se ao neoliberalismo

Michael W. Apple.
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Retoma as preocupações e os compromissos do autor com a luta por uma escola de qualidade para todos, sintonizada com a busca de uma sociedade mais democrática e solidária, capaz de participar de uma globalização por baixo, em oposição à globalização por cima, cujos resultados desastrosos penalizam a classe trabalhadora e quem se insurge contra a subalternização da qual é vítima. Michael Apple, professor titular da cátedra John Bascom de currículo e instrução e de estudos de política educacional na Universidade de Wisconsin (Madison, eua), denuncia como tem ocorrido o processo de imposição/expansão do projeto neoliberal que assola o mundo e como ele se manifesta no cotidiano das escolas.

 
 

 

 
Para realizar a América

Richard Rorty.
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Richard Rorty descreve os caminhos da esquerda e da direita nos Estados Unidos da América, revendo esses conceitos na vida política de hoje. Ele defende a ideia de que a verdade inflacionada não mais se sustentaria teoricamente — continuar com ela acarretaria, tão somente, a descrença na palavra “verdade”. Sem metanarrativas tomadas como projetos bem delineados, não se perderá o futuro; pelo contrário, voltar-se-á a sonhar, e cada vez mais, pois o que impedia de fazê-lo eram justamente os “sonhos” delineados. As utopias bem postas no papel e bem comentadas em livros de teoria social não se sustentaram diante da prática, que mostrou que as utopias, à direita e à esquerda, levaram ao sofrimento.

 
 

 

 
Pedagogia revolucionária na globalização

Peter McLaren.
Ramin Farahmandpur.
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Os autores dissecam mecanismos da globalização para, em contrapartida, engendrar uma pedagogia da resistência. Eles observam a dinâmica do enfrentamento em exemplos como os zapatistas, no México, o movimento Tupac Amaru, no Peru, e as sublevações nos territórios ocupados da Palestina. A pedagogia revolucionária, aqui analisada como o caminho que leva à liberdade e à libertação, ressalta a participação ativa de trabalhadores e estudantes em sua autoeducação e autorrealização cidadã. O objetivo é adquirir controle do labor físico e intelectual, por meio de redes alternativas de organização popular, e promover um estado aguçado de consciência crítica. O primeiro passo é dizer não ao conformismo.

 
 

 

 
Planejamento e território: ensaios sobre a desigualdade

Henri Acselrad.(ed.)
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Reflete sobre as ações planejadas que, reunindo sujeitos sociais e espaço herdado, permitem conceber estratégias de desenvolvimento expressivas de uma igualdade realizada no respeito à diferença e à diversidade. A escala da ação planejadora é vista não apenas como resultado de processos históricos de longa duração, mas também como fator estratégico na determinação do presente e do futuro do território social. Na perspectiva do combate às desigualdades socioespaciais, é aqui assinalado que um “jogo de escalas” articula diferentes arenas políticas e ambientes produtivos e que as próprias escalas — local, nacional e global — são objeto de confronto, assim como o são as relações interescalares.

 
 

 

 
Política de habitação popular e trabalho social

Ana Izabel de Carvalho Pelegrino.(org.)
Maria de Fátima Cabral Marques Gomes.(org.)
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Diferentes enfoques oriundos do serviço social, da arquitetura, da sociologia e da antropologia tratam de habitação popular e trabalho social. A ênfase dos estudos recai sobre o papel das políticas públicas e, sobretudo, o do assistente social nas ações de intervenção urbanística. Os processos de favelização, suburbanização e periferização tomam novas configurações, o que evidencia ser o espaço urbano o lócus imediato de rebatimento das transformações globais. A importância deste livro está marcada no fortalecimento da intervenção social, particularmente relevante no caso brasileiro, em que a fragilização do Estado tem deflagrado graves consequê­ncias de todos os matizes quanto ao uso do território.

 
 

 

 
Política e polícia:
Cuidados, controles e penalizações de jovens

Acácio Augusto.
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“A prisão é uma política. Quando se fala de prisão ou de suas implicações, como a tortura, sempre se tem em mente um grande sistema, uma máquina gigantesca cheia de tentáculos. De fato, a prisão é uma máquina de moer carne humana, é um depósito de pessoas-lixo, um triturador de corpos, corações e mentes – um aniquilador de existências. Mas ela começa bem antes; antes, ela existe como princípio moral e prática ordinária, para depois ser um prédio. É nesse sentido que a prisão é uma política. E desta maneira, não se enfrenta o problema das prisões olhando apenas para seus prédios e para as leis que a regulam. [Nas palavras de Foucault] ‘Temos que ouvir o ronco surdo da batalha.’”
Do livro

 
 

 

 
Política educacional

Eneida Oto Shiroma.
Maria Célia Marcondes de Moraes.
Olinda Evangelista.
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Apresenta as formas pelas quais as recomendações das agências multilaterais (Banco Mundial, CEPAL, UNESCO, UNICEF etc.) têm sido acatadas, descartadas ou adaptadas pela recente política educacional brasileira. Os documentos revelam as articulações entre as reformas da década de 1990 e as orientações desses organismos, evidenciadas sobretudo na anunciada “revolução copernicana” promovida pelos governos de Fernando Henrique Cardoso. Aqui se destaca como o consenso sobre as reformas é alcançado graças ao sutil exercício linguístico de um novo vocabulário que ressignifica conceitos e subverte sinais, de modo a torná-los condizentes com os novos paradigmas da mudança almejada para a educação no país.

 
 

 

 
Políticas do ensino de filosofia

Walter Omar Kohan.(org.)
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Elabora as categorias de ensinar e aprender filosofia: pedagogia da opressão, relações público/privado, homem/cidadão, liberdade/res­­pon­­sabilidade, trabalho imaterial, estética aplicada etc. Atualmente reduzida à função escolar, entronizada na cultura estatal como requisito de cidadania média, a filosofia ganha justificativa e alguma nobreza — é presumível que sua presença nos exames de acesso às universidades públicas reforce a imagem de coisa útil. Quais as razões para desejar ou não que a circulação de filosofia seja lícita em qualquer sistema de ensino? Qual a pertinência de seu ensino, especialmente do ponto de vista do destinatário escolar, não filósofo por condição? São algumas das questões tratadas aqui.

 
 

 

 
Políticas educacionais, práticas escolares e alternativas de inclusão escolar

Verbena Moreira S. de S. Lisita.(org.)
Luciana Freire E. C. P. Sousa.(org.)
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Dois movimentos opõem-se atualmente na educação. De um lado, uma vertente internacional em defesa de uma sociedade mais justa, construída por meio de ações participativas dos cidadãos, fundamenta como dever do Estado uma escola de qualidade para todos. Do outro, medidas exigidas pela afirmação dos princípios capitalistas na globalização econômica influenciam diretamente as políticas públicas, inclusive as educacionais. Este livro integra um conjunto de quatro volumes contendo os textos dos simpósios e mesas-redondas apresentados no XI Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino (ENDIPE), realizado em Goiânia, cujo tema central foi “igualdade e diversidade na educação”.

 
 

 

 
Princípios básicos para a comercialização de produtos e serviços de cooperativas e associações

Vários autores.
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Explora conceitos basilares da comercialização de produtos e serviços, visando a fornecer conteúdo para grupos envolvidos na organização dos próprios empreendimentos e para membros de cooperativas e associações autogestionárias. Compreender os mecanismos de funcionamento do mercado, a exemplo de suas necessidades, de sua dinâmica, da concorrência etc., é fundamental para o êxito de um empreendimento — assim como pensar políticas para o incentivo de uma cultura e a implementação econômica de um consumo justo também é imprescindível para aqueles que estão inseridos na rede de economia solidária e procuram alternativas para um desenvolvimento sustentável, pois acreditam que outro mundo é possível.

 
 

 

 
Professor submisso, aluno-cliente: reflexões sobre a docência no Brasil

Gilda de Castro.
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Reflete sobre a qualificação plena dos professores, que seria obtida em programas de formação e atualização teórico-metodológica voltados a sua identidade social. A precariedade do sistema educacional do país não será solucionada com investimentos erráticos em bens materiais ou mecanismos jurídico-policiais acionados para encalçar crianças fora da escola e punir-lhes os pais pela transgressão ao Estatuto da Criança e do Adolescente. A autora demonstra que os procedimentos técnico-administrativos concebidos nos últimos anos para envolver os alunos nos estudos não terão retorno satisfatório se continuarem restritos a recursos como concessão de bolsas, transporte em áreas rurais e fornecimento de livros e de equipamentos eletrônicos.

 
 

 

 
Reinvenções de Foucault

Ana Kiffer.(org.)
Antonio Pele.(org.)
Francisco de Guimaraens.(org.)
Mauricio Rocha.(org.)
Rafael Becker.(org.)
Em 1973, Michel Foucault apresenta no Collège de France o Curso “A sociedade punitiva”, parte do conjunto de análises que servirão de base ao livro Vigiar e Punir, de 1975. As gravações do curso foram perdidas e apenas uma transcrição e o resumo foram conservados. Publicado em dezembro de 2013, o Curso sugere muitas questões aos leitores de Foucault e solicita a reformulação de algumas convicções correntes sobre sua obra. Variações sobre a análise da prisão, continuidades e rupturas em relação a Vigiar e Punir e esclarecimentos (ou novos enigmas) sobre a complexa relação entre Foucault e Marx são alguns dos assuntos que emergem da leitura do Curso. Em 2015, um evento acadêmico na PUC Rio teve como fio condutor a interpretação de ‘‘A sociedade punitiva’’ no horizonte da obra foucaultiana. Os trabalhos apresentados por pesquisadores argentinos e brasileiros são agora compilados e oferecidos ao público no livro Reinvenções de Foucault.

 
 

 

 
Ser humana: quando a mulher está em discussão

Marcia Moraes.
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Empreende uma análise sobre a condição das mulheres no mundo ocidental sexista. Esclarece que, para haver a legitimidade político-social feminina, não basta que elas se conscientizem de seus entraves sociais. É crucial que os homens observem que uma sociedade melhor requer o reconhecimento das opressões e uma constante dialogia, para que as existências não sejam anuladas e que as diferenças tenham o espaço necessário à negociação. O estudo aqui levado a cabo está mais centrado no âmbito da mulher em questões da relação heterossexual, particularmente à luz dos aspectos econômicos que formulam o aparato capitalista, em perspectivas sociológicas, antropológicas e educacionais e de políticas socioculturais.

 
 

 

 
Sistema político do Império Romano do Ocidente: um modelo de colapso

Norma Musco Mendes.
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É comum associar a ideia de decadência ao Baixo Império Romano do Ocidente. Um dos objetivos deste livro é mostrar que não se devem atribuir conceitos necessariamente negativos ao período, e sim entendê-lo como dono de uma identidade própria. Cinrcunscrito ao século IV, o exame elaborado pela autora alia-se a conceitos recentes na abordagem da “queda” do Império Romano em 476 d.C., data convencionada como o fim da Antiguidade, conformando um modelo explicativo com base na teoria sobre o colapso de sociedades complexas desenvolvida pelo arqueólogo Joseph Tainter, nos axiomas gerais do modelo centro/periferia de Wallerstein — adaptados às organizações pré-capitalistas — e nos postulados da análise sistêmica.

 
 

 

 
Teias: revista da Faculdade de Educação da UERJ n.4

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Publicação periódica pautada na divulgação de trabalhos voltados às questões mais atuais de educação e no diálogo entre pesquisadores e instituições, brasileiras e estrangeiras, desse campo ou de áreas afins. Privilegia o conhecimento resultante de pesquisas, teses, dissertações, monografias e experiências, destinando-se, preferencialmente, a profissionais da educação e a pesquisadores de ciências humanas e sociais, arte e cultura. Entre as seções temáticas, destacam-se artigos, ensaios, entrevistas e resenhas. Estas três edições têm os seguintes temas: conhecimento, sociedade, educação (n. 4); leitura, escrita, formação de professores (n. 5); políticas públicas, movimentos sociais e educação (n. 6).

 
 

 

 
Teias: revista da Faculdade de Educação da UERJ n.5

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Publicação periódica pautada na divulgação de trabalhos voltados às questões mais atuais de educação e no diálogo entre pesquisadores e instituições, brasileiras e estrangeiras, desse campo ou de áreas afins. Privilegia o conhecimento resultante de pesquisas, teses, dissertações, monografias e experiências, destinando-se, preferencialmente, a profissionais da educação e a pesquisadores de ciências humanas e sociais, arte e cultura. Entre as seções temáticas, destacam-se artigos, ensaios, entrevistas e resenhas. Estas três edições têm os seguintes temas: conhecimento, sociedade, educação (n. 4); leitura, escrita, formação de professores (n. 5); políticas públicas, movimentos sociais e educação (n. 6).

 
 

 

 
Teias: revista da Faculdade de Educação da UERJ n.6

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Publicação periódica pautada na divulgação de trabalhos voltados às questões mais atuais de educação e no diálogo entre pesquisadores e instituições, brasileiras e estrangeiras, desse campo ou de áreas afins. Privilegia o conhecimento resultante de pesquisas, teses, dissertações, monografias e experiências, destinando-se, preferencialmente, a profissionais da educação e a pesquisadores de ciências humanas e sociais, arte e cultura. Entre as seções temáticas, destacam-se artigos, ensaios, entrevistas e resenhas. Estas três edições têm os seguintes temas: conhecimento, sociedade, educação (n. 4); leitura, escrita, formação de professores (n. 5); políticas públicas, movimentos sociais e educação (n. 6).

 
 

 

 
Território, territórios: ensaios sobre o ordenamento territorial

Vários autores.
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O singular e o plural deste título, justapostos, implicam uma visão ao mesmo tempo una e múltipla da geografia. Tanto quanto a antiga dicotomia sociedade/natureza, a noção de território(s) deve superar o dualismo social/espacial que marca a maior parte do discurso das ciências sociais. Ao mesmo tempo que se reconhece ser o território um componente indissociável de todos os processos sociais, deve-se reconhecer também o caráter uno/ múltiplo das especificidades das problemáticas que ele expressa. A edição inclui aulas inaugurais proferidas por Milton Santos e Bertha Becker, respectivamente, aos cursos de mestrado e doutorado do Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFF.

 
 

 

 
Territórios do futuro: educação, meio ambiente e ação coletiva

Jean Pierre Leroy.
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Reúne alguns dos mais importantes textos de Jean Pierre Leroy, nome há quatro décadas ligado a questões de meio ambiente e cidadania no Brasil. O livro empreende uma reflexão que alia concepção de vida e ação concreta sobre temas centrais ao presente e ao futuro da vida humana, plasmados na vivência coletiva com grupos e movimentos sociais que têm em sua agenda a superação das relações sociais capitalistas e de todas as formas de exploração e alienação. A força de seu conteúdo está em dizer que outras relações sociais — solidárias, cooperativas e emancipatórias — são viáveis e formam o germe da concretização da utopia de um outro mundo possível. O prefácio é assinado por Marina Silva (PV-AC).

 
 

 

 
Territórios produtivos: oportunidades e desafios para o desenvolvimento local

Gerardo Silva.(org.)
Giuseppe Cocco .(org.)
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A experiência da Terceira Itália revela a existência de condições e oportunidades que permitem apostar em redes de pequenas e microempresas. Este livro centra-se nas preocupações mais atuais da problemática dos distritos industriais, apontando para inflexões necessárias nas contribuições já elaboradas. O planejamento centralizado e tecnocrático deixou de ser, há muito tempo, eficiente como política pública de desenvolvimento, e não apenas no Brasil. Em contrapartida, as estratégias de desenvolvimento que valorizam a dimensão local afirmam-se cada vez mais como alternativa viável para a reconstituição dos vínculos produtivos entre agentes, comunidades e instituições do governo.

 
 

 

 
Trabalho associado: cooperativas e empresas de autogestão

Candido Giraldez Vieitez.
Neusa Maria Dal Ri.
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Na Comuna de Paris, Marx julgou ter encontrado o embrião de uma nova forma de sociedade, na qual os produtores estariam universalmente associados, em oposição ao mundo burguês pautado na exploração do trabalho e na competição entre os produtores privados. Este livro se reporta a uma realidade em que os trabalhadores conseguiram associar- -se em unidades de produção autônomas, suprimindo os aspectos mais proeminentes da exploração e da subordinação capitalistas. É resultado de pesquisa empírica realizada entre empresas autogestionárias de vários estados do país, distribuídas por ramos industriais e ligadas à Associação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Autogestão e Participação Acionária (Anteag).

 
 

 

 
Trabalho e tradição sindical no Rio de Janeiro: a trajetória dos metalúrgicos

José Ricardo Ramalho.(org.)
Marco Aurélio Santana.(org.)
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A publicação deste livro relaciona-se à valorização do estudo dos múltiplos aspectos que compõem o processo de formação da classe trabalhadora e do movimento sindical brasileiros, reconhecendo como fundamental o papel dos operários metalúrgicos. A história destes insere-se entre as mais significativas experiências de organização trabalhista no país e constitui, nas últimas décadas do século XX, fio condutor do movimento sindical. A categoria assumiu funções decisivas nos principais eventos políticos desde então, sobreviveu e recriou sua identidade a partir de conjunturas nas quais foi chamada a responder pelos desafios de sua representação e da contestação de práticas lesivas aos trabalhadores.

 
 

 

 
Vozes do porto: memória e história oral

Icléia Thiesen.(org.)
Luitgarde Oliveira Cavalcanti Barros.(org.)
Marco Aurélio Santana.(org.)
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Retrata a zona portuária do Rio de Janeiro, constituída pelos bairros da Saúde, da Gamboa e do Santo Cristo. As reflexões dos autores espelham a riqueza da experiência urbana vivenciada pela população local e suas instituições, a partir da perspectiva da história oral. Conflitos e dilemas emergem dessas vozes que alertam para os riscos de a revitalização do espaço ignorar expectativas dos personagens que construíram a memória do porto, local de trabalho e moradia, e também da cultura histórica da cidade. O temor do esquecimento indicado nas falas dos moradores, que tende a suprimir o passado, é um sinal de alerta contra políticas públicas que insistem em importar projetos estrangeiros tomados como referência.