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150 anos de subúrbio carioca

Márcio Piñon de Oliveira.(org.)
Nelson da Nóbrega Fernandes.(org.)
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Com um olhar crítico sobre a expansão urbana no Rio de Janeiro, 150 anos de subúrbio carioca reúne textos de pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento, inicialmente apresentados em colóquio de mesmo nome realizado pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas Urbanas (Neurb), da Universidade Federal Fluminense (UFF), em 2008. O livro, ricamente ilustrado com fotos, analisa desde a ocupação inicial do subúrbio, passando pelo desenvolvimento dos transportes públicos, pela criação de vilas operárias, até representações culturais dessas áreas, como o filme Rio, Zona Norte, de Nelson Pereira do Santos. Assim lança luz sobre aspectos que o pensamento dominante, na sua visão fortemente estigmatizada, acaba por ignorar.

 
 

 

 
A cidade estratégica: nova retórica e velhas práticas no planejamento do Rio de Janeiro — a impostura do porto de Sepetiba

Giuseppe Cocco .(org.)
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Analisa o planejamento do Rio de Janeiro dos anos 1990, início da abertura da economia brasileira aos fluxos da globalização. A convergência de interesses para a revitalização da cidade, por parte tanto de setores da economia civil quanto das instâncias municipal, federal e estadual do governo, resultou numa década marcada pela definição de rumos prioritários para a capital carioca. O Planejamento Estratégico, o Rio Cidade, a despoluição da baía de Guanabara e o porto de Sepetiba são alguns dos aspectos desse consenso. Este livro apresenta um balanço crítico das grandes obras realizadas e revela a inércia, por trás de um discurso novo, das velhas práticas de planejamento autoritário e tecnocrático.

 
 

 

 
A cidade-região: regionalismo e reestruturação no Grande ABC paulista

Jeroen Johannes Klink.
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É um estudo da influência da globalização na reorganização da economia planetária. Expõe a visão do regionalismo sob uma nova ótica: a conceituação dessa transformação e do esvaziamento do papel tradicional das cidades-região, em face das novas atribuições no âmbito do desenvolvimento econômico local, em função do processo de reestruturação produtiva. O autor centraliza sua reflexão na maneira como o novo regionalismo, com sua tendência a despolitizar as relações de parceria entre os agentes, aporta numa região como a do Grande abc paulista. Analisa também os desafios que o incipiente sistema de governance regional enfrentará à luz das antigas fragilidades do tecido econômico da região.

 
 

 

 
A consciência do zero: antologia de infernos diversos (1978-2003)

Frederico Barbosa.
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Celebra os 25 anos da poesia de um dos mais relevantes autores contemporâneos brasileiros. Nesta antologia, espécie de guia de viagem em terra estrangeira, o poeta revela o lado mais angustiado e contundente de sua lavra: “Quando eu desisti/ de me matar/ já era tarde.// Desexistir/ já era um hábito.// Já disparara/ a autobala: cobra cega se comendo/ como quem cava/ a própria vala.// Já me queimara.// Pontes, estradas,/ memórias, cartas,/ toda saída dinamitada.// Quando eu desisti/ não tinha volta.// Passara do ponto,/ já não era mais/ a hora exata” (“Desexistir”). Os poemas de Frederico Barbosa foram traduzidos em coletâneas de diversos países, como Estados Unidos, Austrália, México, Espanha e Colômbia.

 
 

 

 
A democracia no cotidiano da escola

Inês Barbosa de Oliveira.(org.)
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Discute as possibilidades e os limites de uma ação política e pedagógica democratizante nas escolas. É um debate em torno da democracia desejável nos diversos espaços de convívio do cotidiano. A democracia não é apenas um sistema político ou uma forma de organização do Estado. Ela pressupõe a participação dos membros da sociedade em todos os processos decisórios que dizem respeito a seu dia a dia, vinculados ao poder central ou a interações habituais — em casa, na escola, no bairro etc. Para determinada formação social poder ser considerada democrática, há de se levar em conta o conjunto das relações e práticas sociais desenvolvidas nas instâncias de inserção e atuação de seus integrantes.

 
 

 

 
A duração das cidades: sustentabilidade e risco nas políticas urbanas

Henri Acselrad.(org.)
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Propõe enfrentar o desafio imposto pela expansão do fenômeno metropolitano. A questão central é: como pensar e construir, no presente, o futuro desejável, democrático e justo das cidades? O gigantismo das aglomerações urbanas, a complexidade da teia de relações múltiplas, contraditórias e centrífugas e as tensões político-sociais têm constituído o cerne da problemática a ser debelada pelas instâncias municipais e pelo governo federal. O esgotamento do modelo convencional de gestão urbana e o caos resultante da inépcia dos administradores tradicionais põem em pauta a elaboração de novos projetos para as cidades, fundamentados em participação democrática, transparência e responsabilidade socioambiental.

 
 

 

 
A educação na cultura da mídia e do consumo

Marisa Vorraber Costa.(org.)
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Conjunto de 54 artigos publicados originalmente de 2003 a 2008, sob a rubrica “Cultura e pedagogia”, no jornal mensal português A Página da Educação. Sucintos e objetivos, os textos mantêm uma reflexão positiva com o tempo atual, investigando-lhe aspectos pertinentes à compreensão da educação contemporânea, aqui concebida como um processo aberto, amplo, plurifacetado. O fio condutor das análises é a maneira como a complexa relação de crianças e jovens com a mídia e o consumo se desdobra no universo escolar e na atuação dos educadores. Entre outros temas, examinam-se blogs e comunidades do Orkut, a série de livros Harry Potter, o telefone celular, o “internetês”, a boneca Barbie e o shopping center

 
 

 

 
A educação nas Constituições do Brasil: dados e direções

Messias Costa.
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Amparado em sólida pesquisa, este livro cumpre dois objetivos básicos, identificados no subtítulo: fornecer dados para outros trabalhos que tenham como escopo o estudo da educação nas Constituições brasileiras; facilitar a realização de análises das diversificadas direções seguidas pela educação no país desde a Independência. Inclui as matérias que, direta ou indiretamente, são relevantes para o exame da área — como educação ambiental, voto de analfabetos, aposentadoria de professores e o princípio jurídico “todos são iguais perante a lei”, entre outros presentes ao longo das Cartas de 1824, 1891, 1934, 1937, 1946, 1967 e 1988. Acompanham cada texto constitucional as respectivas emendas que tratam da educação.

 
 

 

 
A escola tem futuro?

Marisa Vorraber Costa.(org.)
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Num mundo que se transmuta rapidamente para novas formas de ser e de viver, as vozes dos arautos da decadência da escola misturam-se às que refutam seu anacronismo, reafirmando-lhe a importância no processo de socialização e educação do ser humano. Objeto de especulações e teorizações levadas a efeito por filósofos, sociólogos, historiadores, pedagogos e pensadores em geral, a escola ainda é o centro de movimentações discursivas que lhe atribuem as mais variadas competências, responsabilidades e tarefas. Este livro reúne entrevistas com professores envolvidos no debate acerca da instituição, aqui abordada com base nas contingências que os posicionam em distintos ângulos, óticas e arranjos.

 
 

 

 
A experiência do trabalho e a educação básica

Gaudêncio Frigotto.(org.)
Maria Ciavatta.(org.)
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Convida os educadores/trabalhadores a um duplo movimento: crítica do reducionismo do trabalho como emprego e sua compreensão na relação com a produção da vida. Superar a visão meramente economicista do trabalho significa pensá-lo a partir dos sujeitos sociais que experimentam suas relações produtivas determinadas como necessidades e interesses e como antagonismos, e, em seguida, tratam essa experiência em sua consciência e cultura. Por meio do trabalho, homens e mulheres refazem, continuamente, sua própria natureza. Foi com essa preocupação central que os docentes pesquisadores vinculados ao Núcleo de Estudos, Documentação e Dados sobre Trabalho e Educação (NEDDATE) produziram este livro.

 
 

 

 
A fábrica da infelicidade: trabalho cognitivo e crise da new economy

Franco Berardi (Bifo).
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É uma abordagem original da New Economy, em cujo discurso ideológico impera a promessa tácita de autorrealização e felicidade no trabalho e o consequente sucesso individual. Analisa a manifestação dos primeiros sintomas de sua crise, refletida no processo de recessão mundial deflagrado em 2001 e cujo ápice foi o atentado, em 11 de setembro, contra o ícone da hegemonia econômica ocidental, as torres do World Trade Center. O autor destrinça a ideologia virtual, suas aporias teóricas e sobretudo sua fragilidade cultural. Sua fundamentação crítica é a certeza de que o neoliberalismo não é o melhor modelo para um mundo marcado pela fragmentação socioeconômica e pelo esfacelamento da dignidade humana.

 
 

 

 
A fidelidade à terra: arte, natureza e política — assim falou Nietzsche IV

Charles Feitosa.(org.)
Miguel Angel de Barrenechea.(org.)
Paulo Pinheiro.(org.)
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Oriundo do simpósio A fidelidade à terra, integrante do evento periódico Assim falou Nietzsche, este livro reflete sobre o pensamento niet- zschiano e sua influência na cultura contemporânea. Nestes tempos niilistas, em que predominam o efêmero e o provisório, em que imperam a fugacidade dos projetos e a inconsistência dos valores, a proposta de permanecermos fiéis à terra é um sintoma da força de uma filosofia que agrega esforços pensantes quando tudo desmorona. O interesse renovado por sua obra comprova que Nietzsche vislumbrou questões fundamentais de nossa era. Na polifonia desta edição, ele não surge como o atiçador que conclama à uniformidade festiva, e sim convida à pluralidade crítica. (Ver Nietzsche e os gregos, p. 84.)

 
 

 

 
A gestão da educação na sociedade mundializada: por uma nova cidadania

Naura Syria Carapeto Ferreira.(org.)
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A educação e a formação de profissionais reduzem-se hodiernamente ao economicismo do emprego, da eficiência e da eficácia, da competitividade e da consequente entropia da cidadania. As políticas públicas anunciam-se nesse paradigma e, mediatizadas por pressões e conflitos, abrem-se a possibilidades para implementar sua face social. Ética, participação, fraternidade, solidariedade, justiça social e emancipação humana, na condição de fundamentos da gestão democrática da educação, são alguns dos assuntos tratados neste livro. O objetivo é estabelecer a interlocução com um amplo conjunto de sujeitos sociais, desafiados a entender as determinações que conformam a realidade globalizada, desigual e excludente.

 
 

 

 
A identidade cultural na pós-modernidade

Stuart Hall.
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O homem da sociedade moderna tinha uma identidade bem definida e localizada no mundo social e cultural. No entanto, uma mudança estrutural está fragmentando e deslocando as identidades culturais de classe, de sexualidade, de etnia, de raça e de nacionalidade. As velhas identidades, que por tanto tempo estabilizaram o mundo social, estão em declínio. Se antes elas eram sólidas localizações, nas quais os indivíduos se encaixavam socialmente, hoje se encontram com fronteiras menos definidas, o que provoca no indivíduo uma “crise de identidade”.

 
 

 

 
A linha que nunca termina: pensando Paulo Leminski

André Dick.(org.)
Fabiano Calixto.(org.)
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Tributo a Paulo Leminski em razão dos sessenta anos de seu nascimento. A trajetória polifônica do escritor paranaense, falecido em 1989 em decorrência de cirrose hepática, é analisada de maneira híbrida por 43 autores que lhe desvelam, mediante ensaios, resenhas, depoimentos, poemas e ilustrações, as múltiplas faces: poeta, romancista, tradutor, músico, crítico, missivista, biógrafo, publicitário, agitador cultural. Segundo Delmo Montenegro, que assina um dos capítulos, “estudar Leminski — nosso Rimbaud budista- -nagô — pode ser a chave para o resgate do sentido inequívoco de nossa brasilidade”. O livro apresenta ainda uma cronologia de sua vida e um compêndio bibliográfico de sua produção.

 
 

 

 
À luz das estrelas: ciência através da astronomia

Lilia Irmeli Arany-Prado.
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Professora e pesquisadora do Observatório do Valongo (UFRJ), a autora mostra aos não familiarizados com as ciências exatas a estreita relação entre os elementos químicos e as estrelas. Após a compreensão de processos que ocorrem nos átomos e entre os núcleos atômicos, foi possível entender a principal fonte de geração de energia que as sustenta. A trajetória da compreensão interligada do microcosmo e do macrocosmo pode ser descrita, portanto, assim: do átomo às estrelas, e vice-versa. Conhecer o comportamento da matéria é entender aspectos importantes dos objetos constituintes do Universo. O livro, de linguagem objetiva, pode ser usado por leitores sem formação em física ou matemática.

 
 

 

 
A magia do circo:
Etnografia de uma cultura viajante

Gilmar Rocha.
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O antropólogo Gilmar Rocha faz uma grande viagem e leva o leitor a descobrir como é o cotidiano do Grande Circo Popular do Brasil (Marcos Frota Circo Show), que hoje é um dos principais exemplos brasileiros do chamado “novo circo”. Esse conceito diz respeito a uma nova forma de fazer o espetáculo, que mescla elementos de tradição e de modernidade, os quais o autor expõe ao longo do livro.

 
 

 

 
A memória das coisas: ensaios de literatura, cinema e artes plásticas

Maria Esther Maciel.
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Compilação de ensaios escritos entre 1999 e 2003, publicados esparsamente em revistas e jornais do Brasil e do exterior, acerca do uso criativo dos sistemas de classificação do mundo por parte de escritores, cineastas e artistas contemporâneos. Jorge Luis Borges, Peter Greenaway, Arthur Bispo do Rosário, Georges Perec e Carlos Drummond de Andrade são alguns dos autores de referência, os quais têm suas obras exploradas em sua pulsão colecionadora. Também se abordam, sempre a partir de um enfoque comparativo e transdisciplinar, questões sobre a interseção de literatura e cinema, a tradução criativa, a mesclagem de gêneros literários e a escrita poética. Foi um dos dez finalistas do Prêmio Jabuti de 2005.

 
 

 

 
A menina e a bolsa da menina

Lucia Castello Branco.
Thais Linhares.(ilustr.)
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Bolsa como metáfora para ganhar o mundo e a imaginação — eis a forma como Lucia Castello Branco, professora de literaturas brasileira e portuguesa da UFMG, transforma um objeto tão almejado por meninas em metonímia de viagem, descoberta, autoconhecimento. Com habilidade de ourives, a autora não trata o público infantil e juvenil feito criança; lá pelas tantas ajunta ao substantivo “brinquedo” o misterioso adjetivo “inconsútil” — o que enseja outra possível função: bolsa para guardar palavras novas. A história rende homenagem ao escritor Wander Piroli, autor de O menino e o pinto do menino. A ilustradora Thais Linhares recebeu em 2002 a menção de Altamente Recomendável para Crianças e Jovens pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ).

 
 

 

 
A mobilização produtiva dos territórios: instituições e logística do desenvolvimento local

Frédéric Monié.(org.)
Gerardo Silva.(org.)
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Congrega análises acerca das interfaces produtivas dos territórios, da logística e do desenvolvimento local. Entre outros temas, abordam-se os “projetos de aglomeração”, a cidade portuária como difusora de arranjos institucionais, comunidades portuárias na Europa setentrional e a relação entre Estados e multinacionais nos fluxos de mercado da globalização. Estudos sobre o caso brasileiro demonstram haver enorme dificuldade na implementação de políticas públicas locais e regionais inovadoras. Uma nova concepção de logística, como processo de constituição de um espaço público de circulação, é desvelada de modo a colaborar em formas mais integradas e sustentáveis de mobilização produtiva dos territórios.

 
 

 

 
A mulher escrita

Lucia Castello Branco.
Ruth Silviano Brandão.
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Investiga o feminino na literatura por meio de um duplo aspecto. De um lado, Ruth Silviano Brandão aborda “a mulher escrita”, “representação da mulher como ficção masculina”, sintoma da escrita fálica. Do outro, Lucia Castello Branco analisa “a escrita mulher”, expressão da capacidade de escrever com o corpo, numa linguagem distinta, “feminina em sua origem arquetípica, e não propriamente em sua fisiologia”, anterior à Lei do Pai. O elo teórico é um pensamento psicanalítico, de inspiração lacaniana, sobre o feminino. Lya Luft, José de Alencar, Aluísio de Azevedo, Rubem Fonseca, Gilka Machado, Florbela Espanca, Clarice Lispector, Hilda Hilst e Sófocles são alguns dos autores examinados.

 
 

 

 
A nota prende, a sabedoria liberta

Hamilton Werneck.
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Discorre sobre métodos e alegorias que fazem parte da escola, pública ou particular, bem como aspectos da avaliação do rendimento do aluno, a exemplo do Provão e do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Um dos argumentos é o de que o professor pode trabalhar sem o recurso da nota, usada como mecanismo de classificação e exclusão. Mais importante é o saber, articulado em contextos intelectuais críticos. Hamilton Werneck é reconhecido pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) como professor universitário de psicologia da educação, técnicas de exame psicopedagógico e orientação vocacional. Foi secretário de Educação do município de Friburgo (RJ) e realiza palestras em todo o Brasil e na região do Mercosul.

 
 

 

 
A pequena escala:
Sebald e as mediações da memória

André Bueno.
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Nas análises de Austerlitz e Os emigrantes, o leitor encontrará vários exemplos dessas mediações da memória, que Sebald elabora sempre de modo indireto, por ensaios e aproximações, digressões e um também elaborado sistema interno de remissões e referências. Há motivo para essa posição: Sebald não tem nunca a intenção de chocar, de apresentar a violência e o horror de modo cru e direto, provocando impacto emocional, sempre acompanhado de algum nível de bloqueio cognitivo. Não é preciso exagerar o que já é horrível, com bem sabia Sebald, leitor de Benjamin. Sem forçar a mão, é possível dizer que as elaboradas mediações da memória são um procedimento central na prosa de ficção desse escritor alemão em tudo e por tudo avesso à estetização banal da violência, às exibições juvenis de vanguardismo tardio, às falsificações mais ou menos grosseiras no tratamento de problemas difíceis, aos efeitos também falsos do melodrama com seu cortejo gasto de truques.

 
 

 

 
A planta da donzela

Glauco Mattoso.
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Em seu primeiro romance de ficção, o poeta Glauco Mattoso explora a vertente fetichista de José de Alencar, esmiuçada na pesquisa histórica sobre o perímetro urbano e os costumes do Rio de Janeiro — na época, Corte imperial —, a partir da releitura e reescritura de A pata da gazela. Mattoso faz mais do que uma paródia, calcada no pé como objeto de desejo: cria uma composição de referências literárias do século XIX, com citações diretas ou indiretas de autores do romantismo, como Álvares de Azevedo. Não é a primeira vez que Glauco Mattoso, codinome de Pedro José Ferreira da Silva, incorre no método da recriação textual: numa série de sonetos, ele já reescrevera contos de Machado de Assis.

 
 

 

 
A práxis na formação de educadores infantis

Maria Fernanda Silveira Tognozzi Borges.(org.)
Regina Célia de Souza.(org.)
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Trata de aspectos basilares na formação de educadores da infância, como saúde, sexualidade, cidadania, formação de professores, expressão oral e artes visuais. É um livro voltado, sobretudo, para a diversidade. Não uma de tipo fragmentado e disperso, mas o oposto: um amplo debate estabelecido de forma coesa a partir da integração das várias peças que formam o saudável quebra-cabeça da troca de experiências. O cotejo dos relatos propicia uma compreensão abrangente da educação infantil, etapa cuja finalidade é promover “o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade” (LDB, art. 29).

 
 

 

 
A questão local

Alain Bourdin.
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Revela o paradoxo da busca pela identidade contemporânea: como se tornar “local”, sedimentado em raízes próprias e autônomas, num mundo progressivamente globalizado? É cada vez mais difícil definir entidades em perímetros claros, duráveis e justificados pela natureza, pelos traços culturais ou pela legitimidade histórica: mobilidade, diversidade e polimorfismo de territórios e relações sociais, na rede de economias, fazem, em contrapartida, surgir novas figuras, entre as quais a de um local plural. Este livro ultrapassa os limites do âmbito acadêmico e se volta também para legisladores, urbanistas, administradores e os próprios atores da localidade, inseridos num fluxo contínuo de transformações.

 
 

 

 
A reciclagem integradora dos aspectos ambientais, sociais e econômicos

Pólita Gonçalves.
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Como modificar a cultura dos atores sociais e elevar o patamar de participação sociopolítica de comunidades, trabalhadores e consumidores para construir práticas que tornem a produção de lixo um ciclo virtuoso? Consultora do sebrae para empreendimentos de reciclagem e assessora comprometida com cooperativas de catadores, Pólita Gonçalves produz uma metodologia e faz avançar o marco conceitual para modificar as políticas públicas e a relação entre produtores e consumidores de resíduos. Assim como o lixo desvenda muito da lógica civilizatória, a reciclagem, com suas modalidades e agenciamentos, mapeia os novos rumos para um paradigma de desenvolvimento sociossustentável. A edição é apresentada por Pedro Cláudio Cunca Bocayuva.

 
 

 

 
A responsabilidade civil dos estabelecimentos de saúde

Itamar de Ávila Ramos.
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Reflete sobre os fundamentos jurídicos que sustentam a responsabilidade civil dos estabelecimentos de saúde no Brasil, da Constituição de 1988 aos dias atuais. A saúde está elencada no artigo 196 da Carta Magna como direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doenças e ao acesso universal e igualitário às ações e aos serviços para sua promoção, proteção e recuperação — a tutela efetiva dos direitos deve tornar-se realidade concreta, e não mera realidade virtual encartada no texto frio da lei. A análise abrange conceitos de vários ramos do direito, como civil, processual civil, constitucional, administrativo e do trabalho.

 
 

 

 
A um passo

Elvira Vigna.
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A um passo pode ser lido tanto de uma só vez, como uma narrativa sequencial composta de capítulos curtos, quanto como um conjunto de contos avulsos que se concertam numa dinâmica entre o sucessivo e o simultâneo, com variegadas entradas e saídas no texto. A sintaxe inusitada, a dicção babélica e a articulação de viés experimental engendram a história de uma vingança e, ao mesmo tempo, de como uma história é inventada e, uma vez finda, não deixa nada ao redor. O mar tempestuoso remete à principal referência da obra, a peça A tempestade, de Shakespeare. O personagem P., ou Próspero, também dá uma festa onde não está presente. Em A um passo, os convidados são náufragos urbanos dos dias de hoje.

 
 

 

 
A verdade seduzida: por um conceito de cultura no Brasil

Muniz Sodré.
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Discute o conceito ocidental de cultura, sua genealogia e seus efeitos de poder, caucionados pela pretensão de verdade universal. Em confronto, emergem estratégias de sedução, decorridas de uma lógica do mito, acionadas pela cultura negro-brasileira. É um livro indispensável à compreensão do pluriculturalismo nacional. Mostra como nas comunidades litúrgicas negras se afirma a força de aproximação das diferenças. Pensar o Brasil é mais do que pensar o resultado da mera fusão de grupos étnicos com experiências e tradições distintas — ideia imortalizada na imagem corrente do melting pot brasileiro ou nas expressões que se limitam a definir o país como o “feliz encontro de três raças: o branco, o negro e o índio”.

 
 

 

 
A vida comum: espaço, cotidiano e cidade na Atenas Clássica

Marta Mega de Andrade.
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Aborda, no contexto ateniense, os modos de apropriação do espaço da cidade por habitantes e suas relações com o modelo das esferas pública e privada da vida do homem livre e cidadão. É a história de como o cotidiano foi estilizado na vida urbana e politizado num contexto de interações dos indivíduos. Num momento erroneamente denominado “crise da pólis”, foi preciso negociar o status de cidadão em suas prerrogativas, dentro de uma organização social cada vez menos preparada para aceitar a univocidade de determinado modelo político e de politeía. A forma como os atenienses propuseram consensos diante dessa realidade deslocou o cenário das negociações do âmbito público para o horizonte da vida doméstica.

 
 

 

 
Ação sindical, ação educativa e produção acadêmica

Inês Barbosa de Oliveira.(org.)
Reinaldo Ramos Diniz.(org.)
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Traz os diálogos necessários para enredar os elos entre a produção acadêmica, a prática pedagógica e a militância política. Viver simultaneamente nesses espaços-tempos não é fácil. Das urgências da luta cotidiana à presença em sala de aula e destas às reflexões e à tranquilidade essenciais à produção acadêmica; dos discursos inflamados das assembleias aos conflitos nas escolas e ao rigor metodológico e epistemológico que o debate intelectual exige, os trajetos nem sempre são simples de executar, sobretudo porque não são realizados linearmente, tampouco num único sentido. São repletos de simultaneidades e de idas e vindas, de diálogos inesperados e de impossibilidades de comunicação surpreendentes.

 
 

 

 
Ações afirmativas: políticas públicas contra as desigualdades raciais

Fátima Lobato.(org.)
Renato Emerson dos Santos.(org.)
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Trata das políticas públicas voltadas para a promoção da igualdade racial no Brasil. São apresentadas reflexões acerca de seus princípios, as críticas mais correntes, as experiências de implementação, bem como as formas recentes de resistência e ação dos negros na luta contra o racismo. O livro inclui documentos com propostas de ações afirmativas, que mostram a diversidade das medidas pautadas por parlamentares, acadêmicos, artistas — sobretudo, militantes da causa. Conferir igualdade nas oportunidades requer, ante o acúmulo histórico de injustiças, tratamento diferenciado — não a reprodução ou a criação de novas injustiças, mas a supressão das existentes. Não há igualdade no tratamento idêntico a desiguais.

 
 

 

 
Administração escolar: a trajetória da ANPAE na década de 1960

Afrânio Mendes Catani.(aut.)
Renato de Sousa Porto Gilioli.(aut.)
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Recupera parte da história dos primeiros tempos da Anpae, entidade de classe que surgiu, em 1961, a partir da iniciativa dos professores universitários de administração escolar, a fim de promover a legitimação da disciplina nos cursos de pedagogia do ensino superior. A atuação da Anpae inscreveu-se num movimento de valorização do ensino no Brasil e de ampliação do sistema escolar. No âmbito da tendência à massificação no país à época, a estrutura de ensino complexificou-se e passou a necessitar de maior quantidade de profissionais ligados a funções administrativas nos estabelecimentos escolares — até então era comum que professores exercessem cargos de direção, coordenação e supervisão.

 
 

 

 
Afinal, que país é este?

Pedro Cláudio Cunca Bocayuva.(org.)
Sandra Mayrink Veiga.(org.)
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Explica o Brasil como uma nação de construção interrompida, de modernização por contrarrevolução, de modernidade conduzida pelo atraso, de mobilidade nos marcos da subordinação periférica. O livro oferece uma matriz analítica da questão nacional, centrada na problemática da democracia e da cidadania em face dos bloqueios estruturais gerados no desenvolvimento dependente, periférico e excludente, cuja longa duração orienta o modelo político, econômico, social e cultural. O país é parte da acumulação primitiva sobre a qual se ergue, de forma polarizada, o mundo moderno ocidental, transformando as metrópoles e colônias em centros e periferias, com ritmos desiguais.

 
 

 

 
Amarração

Renato Rezende.
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Se a busca (natural ou obsessiva) pela própria unidade nos move durante a vida é justamente porque algumas partes nossas se desprendem, enquanto outras, que antes haviam vazado de nós, retornam, e, assim, nosso quadro se reconfigura o tempo inteiro. Conscientes ou não, lutamos para por em órbita, outra vez, esses pedaços de nosso ser.

 
 

 

 
Anísio Teixeira: a obra de uma vida

Carlos Monarcha.(org.)
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Enfoca o sentido histórico, social e intelectual da obra do educador Anísio Teixeira (1900-71) e sua contribuição decisiva para a cultura nacional. Dotado de consciência e visão prospectivas, ele se preocupava em preparar os novos educadores para uma formação intelectual adequada, vislumbrada como emergência da modernidade. Propôs, assim, solucionar os males oriundos de uma sociedade competitiva, diferenciada, instável e secularizada, sob o signo de um tempo histórico dividido pela irrupção de múltiplos confrontos ideológicos — em outras palavras, situou a educação no centro de sua visão de mundo. Seu pensamento tornou-se legado que ainda ressoa no que hoje pode ser chamado de “tradição pedagógica liberal”.

 
 

 

 
Antropologia do conflito urbano: conexões Rio–Barcelona

Neiva Vieira da Cunha.(org.)
Leticia de Luna Freire.(org.)
Maíra Machado-Martins.(org.)
Felipe Berocan Veiga.(org.)
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En un mundo en el que las ciudades han sido puestas en venta, asusta el conflicto, espanta que, de pronto, afloren los descontentos por los contenciosos pendientes, los agravios no resueltos, las humillaciones mal soportadas. Frente a esa amenaza, los planificadores y los poderes políticos y económicos a los que sirven, ponen en escena ciudades desconflictivizadas, en las que todo lo que ocurre sea amable y previsible. Se espera que lo que atraiga al turista o al inversor sean espacios urbanos confortables, hospitalarios, sin sobresaltos.

 
 

 

 
Aporias de Astérion

Elvira Vigna.
Ruth Silviano Brandão.
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Concebido a partir de dez desenhos de autoria de Elvira Vigna, este livro dedica-se à representação do homem e do nu masculino do ponto de vista da mulher. Com base no mito do Minotauro, Ruth Silviano Brandão desenovela sua prosa poética no dédalo de um texto que, sem fim nem princípio precisos, conforma um perpétuo durante, não necessariamente seguro. “O maior perigo deste livro é o desvelamento de que o labirinto existe dentro de toda mulher e, dentro do labirinto, o desejo imensurável por este ser bestial, que pode despertar a qualquer momento e invadir seu coração, seus poros, seu corpo todo. E quando isso acontece, mesmo ciente de todos os perigos, qual mulher resiste à tentação?” (Ademir Assunção).

 
 

 

 
Apostando no desenvolvimento da inteligência: em busca de um novo currículo educacional para o desenvolvimento do pensamento humano

Cristiano Mauro Assis Gomes.
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O ensino deve expandir o fluxo do desenvolvimento da capacidade das pessoas. É obrigação ética da escola elaborar um currículo e estratégias pedagógicas voltados para o fomento da inteligência. Aqui se oferece ao professor um método viável para ampliar nos alunos a capacidade de pensar, refletir e interpretar. Entre outros aspectos, discutem-se relações entre a educação contemporânea e a possibilidade de engendrar um novo sistema docente que atue mais ativamente no raciocínio do estudante, além de serem descritos programas de ensino e softwares voltados ao aperfeiçoamento de habilidades do pensar. O educador tem a árdua missão de ser um especialista em interação humana e em processos internos de seus discentes.

 
 

 

 
Aprendendo com filmes:
O cinema como recurso didático para o ensino da geografia

Rejane Cristina de Araujo Rodrigues.
Fabio Tadeu de Macedo Santana .
Leopoldo Carriello Erthal .
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Um livro para quem ama cinema e reconhece na sétima arte inúmeras possibilidades de aprender. Aprender geografia, aprender história, aprender sobre diferentes culturas. Aprender objetiva e subjetivamente. Aprender com o filme e saltar para outros filmes, livros e links. E continuar aprendendo. Os autores analisam 10 filmes com o olhar atento do professor que amplia as possibilidades de aplicação do material em sala de aula.

 
 

 

 
As formas do sentido: estudos em estética da comunicação

Monclar Valverde.(org.)
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Como campo de estudo, e não propriamente como disciplina, a estética da comunicação promove um novo empenho intelectual com o intuito de abarcar e discernir as singularidades dos processos comunicacionais contemporâneos, mas sem negligenciar a influência que neles ainda instila a concepção tradicional de arte e sem ignorar a repercussão que novos modos de expressão manifestam na experiência prática cotidiana. Neste livro, um objeto de estudo próprio é investigado à luz de uma estética da comunicação calcada nos mesmos objetivos: analisar os efeitos suscitados pelos meios de comunicação característicos da cultura atual, estabelecendo sobre novas bases conceituais a relação entre forma e sentido.

 
 

 

 
As multidões e o império: entre globalização da guerra e universalização dos direitos

Giuseppe Cocco .(org.)
Graciela Hopstein.(org.)
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A ideia deste livro nasceu em meio às manifestações contra a reunião dos oito países mais ricos do mundo (g-8) em Gênova, na Itália, em 2001. A forte repressão policial, marcada por prisões e espancamentos, além da morte de um jovem, corroborou a lógica de guerra do governo Berlusconi, metonímia da dinâmica unilateral da política externa norte-americana (exemplificada pela recusa ao tratado de Kyoto e pela rejeição ao controle de armas biológicas). O objetivo inicial de compreender a “política das multidões” foi ampliado pelo 11 de Setembro em Nova York. Impossível restringir-se a Gênova com a fumaça sinistra dos escombros do World Trade Center obscurecendo o horizonte do “movimento dos movimentos”.

 
 

 

 
As novas fronteiras do agronegócio:
transformações territoriais em Mato Grosso

Júlia Adão Bernardes.(org.)
Ève Anne Buhler.(org.)
Marcos Vinícius Velozo da Costa.(org.)
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Os textos, aqui reunidos, representam um estudo coletivo, valorizado pelo trabalho de campo, e produzidos por pesquisadores de diferentes titulações e saberes diversos. O livro trata de transformações econômicas que exigem uma leitura geográfica, considerando que o conceito de espaço é de grande valia para interpretar as estratégias modernizantes dos processos econômicos. Avalia situações concretas, explicita relações sociais que ameaçam outras formas de sobreviver. Nossa intenção com esta publicação é tornar mais transparentes as implicações de ordem socioespacial da expansão do agronegócio e seus determinantes, procurando identificar o novo padrão de acumulação e analisar o arranjo espacial no atual período técnico-científico-informacional.

 
 

 

 
As rosas e os Cadernos: o pensamento dialógico de Antonio Gramsci

Giorgio Baratta.
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No isolamento do cárcere, Gramsci estabeleceu uma rede de comunicação não apenas com o restrito mundo consentido pelas leis penais, mas principalmente com interlocutores virtuais e gerações futuras, mediante um diálogo permanente. Desse colóquio imaginado entregue nas geniais notas dos Cadernos derivou o que se revelaria uma assombrosa análise do mundo contemporâneo em suas faces mais complexas e contraditórias. Giorgio Baratta discorre sobre a obra gramsciana, estabelecendo um pertinente contraponto com as problemáticas maiores da atualidade. Isso faz com que os escritos do filósofo italiano interajam com autores como Stuart Hall, Edward Said, Etienne Balibar e Carlos Nelson Coutinho.

 
 

 

 
Associações: como constituir sociedades civis sem fins lucrativos

Daniel Rech.
Sandra Mayrink Veiga.
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É um guia informativo sobre associações, formas de organização dos trabalhadores constituídas a fim de encontrar meios para superar os múltiplos problemas de sobrevivência decorridos do caráter excludente da sociedade. Explica por que, quando, para que e como fundá-las. Mediante a análise das vantagens do trabalho associado e das dificuldades identificadas na experiência coletiva, objetiva-se promover o fortalecimento de sociedades civis sem fins lucrativos. A meta é melhorar a qualidade de vida pela geração de trabalho e renda e pela intensificação de sua força política e de sua cidadania. O livro acentua os aspectos democráticos e a dimensão de autonomia que devem nortear esse tipo de entidade.

 
 

 

 
Batuques, fragmentações e fluxos: zapeando pela linguagem audiovisual no cotidiano escolar

Valter Filé.(org.)
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Discute uma formação de professores que inclua os meios digitais e eletrônicos, os desafios impostos pelo ecossistema comunicativo às práticas educacionais, experiências de uso para a linguagem audiovisual e a produção de novas subjetividades. Batuques, fragmentações e fluxos são entidades de uma cultura de radicalização da mídia, de novas perspectivas da mundialização da comunicação, suscitando diferentes experiências de sentir e aprender. Os batuques alertam para a convivência entre sons de tambor que misturam elementos de vários tempos e que ecoam na heterogênea floresta urbana, com aparatos tecnológicos que fazem circular informações numa velocidade vertiginosa, reduzindo a dimensão do mundo.

 
 

 

 
Bem-vindo à escola: a inclusão nas vozes do cotidiano

Maria Terezinha Teixeira dos Santos.
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Mediante o nexo dialógico entre conteúdo impresso e CD-ROM, instiga a andanças pelo caleidoscópio do (hiper)texto, propondo caminhos para compreender melhor a experiência de viver a escola. A análise evidencia rigoroso trabalho de pesquisa, fruto da tese de doutorado em educação defendida pela autora na UNICAMP. O resultado distancia-se da linearidade e da simplificação, constituindo um livro denso e belo que incorpora a complexidade como método. As sutilezas do ensino regular revelam-se em mecanismos diversos que, ao serem reproduzidos, ensejam situações de exclusão escolar e social; se superados, porém, configuram possibilidades de construção de uma efetiva escola para todos.

 
 

 

 
Bibliografia básica sobre relações raciais e educação

Claudia Miranda.(org.)
Francisco Lopes de Aguiar.(org.)
Maria Clara Di Pierro.(org.)
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Contempla mais de quinhentas indicações bibliográficas entre livros, teses, dissertações e artigos que figuram como referência dos estudos das relações raciais e da educação produzidos a partir dos anos 1990. Inclui uma síntese do conteúdo a fim de facilitar a consulta. A proposta dos autores é compartilhar trabalhos já conhecidos no campo temático do negro e da educação, e dessa forma contribuir para o desenvolvimento de pesquisas futuras e em andamento na área. Apesar de o foco ser a produção teórica educacional, o levantamento não exclui outras áreas do conhecimento, dada a interface da educação com a história, a sociologia e a psicologia. Entender a questão racial significa enfrentar o tema da identidade.

 
 

 

 
Bioética: princípios morais e aplicações

Darlei Dall’Agnol.
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O termo “bioética” surgiu na década de 1970 com o objetivo de deslocar a discussão acerca dos problemas impostos pelo desenvolvimento tecnológico: de um viés tecnicista, passava-se a um caminho mais pautado pelo humanismo, superando- -se a dicotomia entre fatos explicáveis pela ciência e valores estudáveis pela ética. A biossegurança, a biotecnologia e a intervenção genética, além de velhas controvérsias morais como o aborto e a eutanásia, demandavam novas e ousadas abordagens da parte de uma ciência transdisciplinar e dinâmica. Este livro responde à necessidade de esclarecer os parâmetros por meio dos quais a medicina e o direito têm se guiado para regulamentar dilemas influentes na modernidade.

 
 

 

 
Caixa de colagens

Audir Bastos Filho.
Fernanda Uchôa Cavalcanti.
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Explora recursos de educação infantil para crianças de até seis anos. Com base em dicas, explicações e concepções sobre o cotidiano escolar, comprova que, apesar de ter se expandido nos últimos anos, a área não tem sido trabalhada com elementos que poderiam ser mais bem aproveitados numa produção voltada à vivência da criança. É nesta, segundo os autores, que se começa a formar a base questionadora da realidade — daí a importância de lhe fortalecer o autoconhecimento e a imaginação, em vez de uma leitura isolada e descontínua do mundo exterior. A criatividade frutifica experiências de desenvolvimentos múltiplos às potencialidades das crianças, renovando as dimensões afetiva e lúdica do comportamento.

 
 

 

 
Caminhos investigativos I: novos olhares na pesquisa em educação

Marisa Vorraber Costa.(org.)
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Concebido para pesquisadores preocupados com questões e decisões metodológicas, este livro contribui para criar saídas, frestas, desvios às grades totalizantes e homogeneizadoras das metanarrativas e buscar possibilidades para a singularização. A fim de participar do que Foucault denomina “política da verdade”, é preciso criticar o jogo de reprodução de modelos tão bem instaurado pela arquitetura epistemológica da “iluminação”, que instituiu a vigilância em todos os campos da vida social por meio de ditames tanto temáticos quanto metodológicos. Os autores apresentam seus próprios caminhos, seja na interlocução com a discursividade moderna, seja na tentativa de subversão de seus princípios.

 
 

 

 
Caminhos investigativos II: outros modos de pensar e fazer pesquisa em educação

Marisa Vorraber Costa.(org.)
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Dá continuidade às reflexões iniciadas com o objetivo de matizar o debate sobre a pesquisa em educação. Os textos discutem concepções, abordagens e formas de problematização de modo que se possa pensar a pesquisa além das preocupações demasiadamente metodológicas. Visam, dessa forma, a um espaço caracterizado pela pluralidade de ideias e de práticas que contribua para um debate cada vez mais polissêmico das questões hodiernas da educação. Seja qual for o foco de atenção, ele pode ser crivado de questionamentos que transformem a empresa investigativa em algo novo. Isso se reflete no entusiasmo com as possibilidades surgidas na aventura por caminhos pouco trilhados ou mesmo desconhecidos.

 
 

 

 
Caminhos investigativos III: riscos e possibilidades de pesquisar nas fronteiras

Maria Isabel Edelweiss Bujes.(org.)
Marisa Vorraber Costa.(org.)
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Em tempos de dissipação de limites, de movimentações em terrenos movediços, pesquisar nas fronteiras implica suspender as certezas, abdicar de rotas seguras e perder-se em regiões pantanosas, na expectativa de que isso permita fecundar ideias e projetos. A noção de limiar, ao sugerir riscos de aproximação com a instabilidade, indica, paradoxalmente, a possibilidade de sua ultrapassagem, a riqueza do delineamento de novos espaços, de inesperados territórios de poder, de outras formas de produzir saber e modos de ver. Ela é aqui tomada em sentido amplo, referindo-se a necessidades mutantes, ao surgimento de identidades visibilizadas em distintas geografias — territoriais, políticas, humanas e epistemológicas.

 
 

 

 
Candomblé: diálogos fraternos contra a intolerância religiosa

Rafael Soares de Oliveira.(org.)
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A luta contra o que de errado ou ofensivo sobre o candomblé se vê e se ouve nos meios de comunicação deve ser travada por meio do diálogo, da lei, da cultura. Este livro defende o equilíbrio e o respeito entre as religiões, segundo a razão de que o ecumenismo verdadeiro há de decorrer tão só da obediência ao direito legal, às regras de convivência social e da fraternidade a que toda religião deve aspirar. Resulta de um consenso inédito entre várias casas de candomblé e marca um protesto contra a intolerância. Cada terreiro participante dos debates empenha- -se em contribuir para a confirmação dos princípios comuns a todos os outros, mantendo o respeito a diferentes práticas, sem abandonar convicções próprias.

 
 

 

 
Capitalismo cognitivo: trabalho, redes e inovação

Alexander Patez Galvão.(org.)
Gerardo Silva.(org.)
Giuseppe Cocco .(org.)
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Trata da ligação entre capital, conhecimento e tecnologia. Os novos sistemas produtivos, estruturados no formato de rede, em cuja extensão esses elementos se congregam e se sobrepõem, já prenunciam que o capitalismo avança rumo a outro estágio de sua evolução: recompõe- -se em função de uma nova disposição de forças produtivas e de meios modernos de geração de valor, embora preserve a imparidade das relações de trabalho, a má distribuição dos recursos gerados e a dissimulada exaltação a um suposto progresso que apenas agrava e torna mais eficientes métodos seculares de exploração. Os autores estudam o modo como operam esses mecanismos, cujo funcionamento remanesce, sugestivamente, pouco esclarecido.

 
 

 

 
Capitalismo globalizado e recursos territoriais: fronteiras da acumulação no Brasil contemporâneo

Vários autores.
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A expansão das fronteiras da acumulação no Brasil articula-se com mecanismos de exploração do trabalho. Há uma desestabilização de formas produtivas baseadas na exploração coletiva de recursos de uso comum e responsáveis pela reprodução da biodiversidade e de recursos ambientais ameaçados de escassez e estratégicos para o país; ou seja, de formas que são uma contraposição aos efeitos degradantes das monoculturas e indústrias intensivas em recursos naturais. Este livro, iniciativa de laboratórios acadêmicos dedicados à pesquisa social aplicada ao território, reflete sobre os desafios para que o Brasil, por meio de seus vastos recursos territoriais, liberte-se de sua inaceitável desigualdade social.

 
 

 

 
Cartografia da ação social e movimentos da sociedade:
desafios das experiências urbanas

Ana Clara Torres Ribeiro.(org.)
Andrelino de Oliveira Campos.(org.)
Catia Antonia da Silva.(org.)
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Os textos deste livro enfrentam o desafio de compreensão do mundo marcado pelo advento da comunicação e da informação exacerbada, pela valorização da estética frente à ética, pela aceleração do tempo/mundo e pelo sucateamento das formas históricas de ensinar. Tudo parece perder valor epistemológico com rapidez. Contra a racionalidade técnica instrumental hegemônica, que valoriza o reconhecimento dos grandes agentes, a abstração exacerbada e a falta de diálogo, o livro trata de um desafio enigmático para as ciências sociais: compreender, apreender e representar o movimento da sociedade: reivindicações, protestos, desejos, desencantos, sonhos, caminhadas, sentimentos, relações de poder em produção – elementos que remetem a alma humana coletiva, difícil de representar porque é tradição representar/cartografar objetos, fluxos, indivíduos, produções, resultados de relações de poder. Estes temas podem ser interpretados como weberianos, lefebvrevianos, miltonsantianos, certeaunianos ou freireanos.

 
 

 

 
Cenários do trabalho: subjetividade, movimento e enigma

Anísio José da Silva Araújo.(org.)
Maria de Fátima Pereira Alberto.(org.)
Mary Yale Neves.(org.)
Milton Athayde.(org.)
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Os efeitos do neoliberalismo e da globalização em âmbito mundial deflagram, nas relações de trabalho e produção, um novo conjunto de problemas relativos às dinâmicas do mercado e do contexto pós-fordista e pós-taylorista. Com essa preocupação central, este livro analisa problemas e desafios enfrentados pelos trabalhadores naquilo que mais diretamente os atinge: sua saúde física e mental. Os pesquisadores aqui reunidos examinam formas de doença e mal-estar que acometem, especificamente, diferentes categorias ou segmentos sociais, como motoristas de ônibus, profissionais da construção civil, merendeiras escolares e mergulhadores de profundidade das plataformas de petróleo.

 
 

 

 
Cidadania em ação

Janett Ramírez Plasencia.
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Apresenta o Movimento da Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida como lócus de uma educação para a cidadania. Os temas escolhidos mantêm viva a corrente de uma “cidadania em ação” capaz de gerar novas atividades cidadãs. O livro se destina a pessoas engajadas na formação de agentes populares multiplicadores e na construção de atores coletivos que busquem promover uma cidadania concebida como estratégia política de afirmação da democracia. No âmbito dos movimentos sociais, a concepção de democracia inclui, entre outros atos, as lutas coletivas contra a desigualdade social, o que desencadeia processos educativos que reforçam, entre outras dimensões, a organização e a cultura políticas.

 
 

 

 
Cidadania republicana e educação: governo provisório do mal. Deodoro e Congresso Constituinte de 1890-1891

Carlos Roberto Jamil Cury.
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Investiga dois momentos inaugurais da República: o governo de Deodoro da Fonseca e o Congresso Constituinte de 1890-91. Solidamente ancorado em documentação oficial e na legislação então adotada, o autor articula seu pensamento acerca da cidadania republicana e do papel da educação em torno de três eixos. O primeiro é o da formalização jurídica da República na Constituição e o do encargo substitutivo do governo provisório no vazio legal da transição de regimes. O segundo orienta a circunscrição da questão educacional no plano das ideias, concepções e representações dos constituintes de 1890. O terceiro reúne aspectos relativos a prioridades como a federação, a laicidade da escola e a função social do Estado.

 
 

 

 
Cidade, transformações no mundo do trabalho e políticas públicas: a questão do comércio ambulante em tempos de globalização

Maria de Fátima Cabral Marques Gomes.(org.)
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Resulta de trabalhos apresentados no seminário Comércio, Cultura e Políticas Públicas em Tempos de Globalização, realizado com a intenção de investigar as recentes transformações no mundo do trabalho. Destaca-se nesse universo a atividade ambulante, que adquire visibilidade no espaço público e na mídia, constituindo ambiências particularizadas na estrutura da cidade. A obra é concebida como estratégia para aprofundar o intercâmbio de pesquisas relacionadas à temática do trabalho ambulante no contexto da globalização da economia e do espaço urbano.

 
 

 

 
Cidades e portos: os espaços da globalização

Gerardo Silva.(org.)
Giuseppe Cocco .(org.)
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A crise do desenvolvimentismo atualizou o debate acerca dos instrumentos de inserção do Brasil nos fluxos do comércio global. No início dos anos 1990, com a abertura da economia nacional, a questão da infraestrutura portuária passou a ser um dos eixos da modernização. Este livro reúne pesquisadores com o objetivo comum de ampliar o leque de opções para as possíveis estratégias de modernização portuária ante as necessidades da nova ordem econômica. São propostas reformulações políticas e administrativas para que portos e cidades se beneficiem das amplas possibilidades oferecidas e que saibam confrontar, equilibrar e sopesar os prós e os contras das imposições da época atual.

 
 

 

 
Ciência(s) da educação

Renato José de Oliveira.
Tarso Bonilha Mazzotti.
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O conhecimento confiável em qualquer área é constituído mediante argumentações realizadas nos grupos sociais dedicados ao esclarecimento de um tema, de um objeto. A ciência ou as ciências da educação — a duplicidade de número é avaliada no texto — encontra(m) consistência no acordo sobre a definição do objeto. Como este é estabelecido por alguma teoria, e as ciências que tratam da educação são numerosas e compostas por teorias próprias, então apenas por meio do ajuste interdisciplinar será factível a constituição de uma ciência da educação. Este livro desenvolve-se com base na teoria da argumentação e nos mais recentes avanços em filosofia das ciências, valendo-se para tanto de teorias pedagógicas.

 
 

 

 
Cinco lições sobre Império

Antonio Negri.
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Organizado a partir de cinco aulas ministradas pelo autor no Instituto de Sociologia da Universidade de Cosenza em 2002, ressalta elementos da metodologia de pesquisa que resultou no livro Império, escrito em coautoria com Michael Hardt. No percurso crítico e lúcido de suas análises, o autor se aprofunda em alguns aspectos do que ele demonina “Império”, como seu caráter monárquico, “particularmente evidente sobretudo em tempos de conflito militar, quando […] o Pentágono domina o mundo com suas armas atômicas e sua tecnologia militar superior”. No embate entre a multidão e o Império, Negri confia — esperançoso numa sociedade melhor em todos os sentidos — na força dos militantes dos movimentos globais. A edição conta com contribuições de Danilo Zolo e Michael Hardt.

 
 

 

 
Clínica de artista I:
Face ao reto o lobo

Roberto Corrêa dos Santos.
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Sim. a clínica. Cria-se a clínica. como poema. Alturas curvas vazios dobras volumes declives quedas silêncios ocos. A seta da vida forte a exigir a abertura do arco tensor. O preço do conceito. Mecanismos mentais ativados. O visível do querer. Redes móveis do corpo. Íntimas exigências do fora. Volumes de areias do deserto em ondas. Topologias descritíveis. Rudezas de toda espécie. Sobras.

 
 

 

 
Clínica de artista II:
Seis livros treze mil vezes treze mil vezes treze mil ossos

Roberto Corrêa dos Santos.
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Sim. a clínica. Cria-se a clínica. Como poema. Mundo dos corpos e suas espacialidades. Febre e calor e além de saúde ou doença ou cura.

 
 

 

 
Código Civil

José Guilherme Soares Filho.(org.)
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Edição com a íntegra do Código Civil (lei 10.406/2002), em vigor desde 11 de janeiro de 2003. Inclui as alterações dadas pelas leis 10.677/2003, 10.185/2003, 10.931/2004, 11.107/2005 e pela medida provisória 234/2005. Contém referências legislativas e índice remissivo. Algumas mudanças destacam-se no Código de 2002 em relação ao de 1916 (lei 3.071), revogado: em vez de “homem” emprega-se a palavra “pessoa”, conforme a Constituição de 1988, que estabelece que “homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações”; atinge-se a maioridade civil aos 18 anos, e não mais aos 21; extingue-se o direito do marido de mover ação para anular o casamento se descobrir que a esposa não é virgem.

 
 

 

 
Código de Defesa do Consumidor

Plínio Lacerda Martins.(org.)
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Edição com a íntegra do CDC (Lei 8.078/1990). Traz, entre outros dispositivos, esta legislação correlata: Dec. 2.181/1997 (Sistema Nacional de Defesa do Consumidor); Leis 9.656/1998 e 10.185/2001 (planos e seguros privados de assistência à saúde); Lei 9.791/1999 (datas opcionais para o vencimento por parte das concessionárias de serviços públicos); Lei 9.870/1999 (anuidades escolares); Lei 10.850/2004 (atribuição de competências à Agência Nacional de Saúde); Lei 10.962/2004 (oferta e formas de afixação de preços de produtos e serviços para o consumidor); Lei 12.291/2010 (manutenção obrigatória de exemplar do CDC nos estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços). Contém referências legislativas e índice remissivo.

 
 

 

 
Coletivos

Renato Rezende.
Felipe Scovino.
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Num tempo de proliferação de redes sociais, especialmente no Brasil, a formação de coletivos, virtuais ou não, se torna cada vez mais comum, extrapolando o circuito das artes e se espalhando por diferentes áreas da cultura, transformando as formas de viver, perceber e definir conceitos como produção, consumo, arte, entretenimento e política.

 
 

 

 
Com a taça nas mãos:
Sociedade, Copa do Mundo e ditadura no Brasil e na Argentina

Lívia Gonçalves Magalhães.
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No ano da realização da Copa do Mundo no Brasil e do aniversário de 50 anos do golpe civil-militar brasileiro, as discussões em torno das históricas relações entre futebol e política parecem ter ganhado maior retumbância. Foi assim também nas Copas de 1970, no México, vencida pela seleção brasileira, e de 1978, na Argentina, conquistada pela seleção da casa, quando os governos dos países das duas equipes campeãs foram acusados de usarem os Mundiais para fins políticos, em vista dos regimes civil-militares pelos quais passavam à época. Afinal, em meio às euforias dos campeonatos, partidas e conquistas dentro de campo, havia uma série de repressões, denúncias e torturas acontecendo no Brasil e na Argentina. Mas, ao mesmo tempo, as Copas do Mundo foram também um espaço de distintas manifestações sociais, que vão além da dicotomia apoio × resistência. Seria certo, então, afirmar que as Copas foram “ferramentas” utilizadas pelos governos das ditaduras brasileira e argentina?

 
 

 

 
Como encantar alunos da matrícula ao diploma

Hamilton Werneck.
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Como enfrentar a evasão escolar? Como obter êxito e atingir metas na administração escolar? Como torná-la moderna e eficiente, preservando-lhe os aspectos essenciais de interação, harmonia e cuidado humanos? Os assuntos deste livro destinam-se àqueles que se interessam pela permanência de alunos em escolas de qualidade, o que pode ser alcançado no âmbito educativo tanto particular quanto público. Hamilton Werneck é reconhecido pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) como professor universitário de psicologia da educação, técnicas de exame psicopedagógico e orientação vocacional. Foi secretário de Educação do município de Friburgo (RJ) e realiza palestras em todo o Brasil e na região do Mercosul.

 
 

 

 
Como me fiz professora

Geni Amélia Nader Vasconcelos.(org.)
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Como surge a profissão do magistério? Quem são os/as professores/as? Quais são suas experiências e como se constituem nos espaços-tempos sociais? Quais são seus sonhos, suas inquietações? O que alimenta, ao longo da vida, o trabalho dos docentes? Este livro discute esses temas, ao registrar o itinerário dos profissionais da educação. Por intermédio da articulação entre biografia e história, possibilita perceber como o aspecto individual e o social estão interligados e como as pessoas lidam com as situações da estrutura mais ampla que se lhes apresentam no cotidiano, transformando- o em espaço de imaginação, de luta, de acatamento, de resistência, de resignação, de criação.

 
 

 

 
Como organizar redes solidárias

Euclides André Mance.(org.)
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Destina-se a organizações da sociedade civil, consumidores e trabalhadores, produtores e prestadores de serviço interessados em organizar redes de colaboração solidária e delas participar. São apresentados, de modo didático, os diversos mecanismos atualmente utilizados em redes de economia solidária e uma série de esclarecimentos sobre como assegurar a viabilidade financeira dos empreendimentos, realizar diagnósticos, consolidar e expandir as redes solidárias locais e integrá-las em contextos mais amplos. Propicia aos leitores e educadores formas de elaborar suas próprias reflexões acerca da práxis de libertação no campo econômico, buscando intercâmbios para o avanço da reflexão e da luta popular.

 
 

 

 
Complexidade da educação física escolar:
Questões atuais e desafios para o futuro

Renata Osborne.(org.)
Carlos Alberto Figueiredo da Silva.(org.)
Roberto Ferreira dos Santos.(org.)
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A educação física escolar enfrenta muitos problemas no contexto educacional brasileiro e possui diversos desafios para o futuro, e por isso deve ser pensada como uma disciplina complexa e multifacetada. Esta coletânea de artigos propõe a sua análise de forma holística, e não de maneira isolada ou alienada. Os autores reunidos neste livro abordam questões sociais, culturais e ambientais, perpassando por reflexões e discussões sobre a precariedade da infraestrutura da educação física escolar, o crescimento e o desenvolvimento infantil, a educação integral, a educação inclusiva e inovações curriculares para a disciplina. Tratam, ainda, de esportes como o basquetebol, o futebol e o atletismo, da importância da prática de jogos esportivos com crianças, do potencial educativo das lutas marciais e do lazer pedagógico. Esse é um olhar que busca desconstruir a ideia de uma educação física voltada simplesmente para o incentivo à competitividade e ao chamado “esporte de rendimento”. Ou seja, a educação física escolar deve ser trabalhada em conjunto com outras disciplinas e contribuir de maneira prioritária para a formação de crianças e jovens, não apenas na parte física, mas principalmente na construção da cidadania.

 
 

 

 
Concepções e práticas em formação de professores: diferentes olhares

Elianda F. Arantes Tiballi .(org.)
Sandramara Matias Chaves.(org.)
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Reúne temas nos quais a formação de professores é abordada sob a perspectiva de diferentes áreas, como a didática, a psicologia da educação e as práticas de ensino de disciplinas específicas. Os autores buscam alternativas coerentes com um projeto político-pedagógico que forme professores capazes de intervir na realidade em que atuam, a fim de garantir a igualdade de oportunidades e um ensino de qualidade, respeitando a diversidade social e cultural. Este livro integra um conjunto de quatro volumes contendo os textos dos simpósios e mesas-redondas apresentados no xi Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino (endipe), realizado em Goiânia, cujo tema central foi “igualdade e diversidade na educação”.

 
 

 

 
Conselhos escolares: implicações na gestão da escola básica

Flávia Obino Corrêa Werle.
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Os conselhos escolares são um espaço de construção diferenciado, de escola para escola, decorrente da estrutura interna engendrada por seus participantes — pais, alunos, professores, funcionários e diretor. Aqui se apresenta a possibilidade de os conselhos escolares organizarem uma comunidade cívica e, como tal, um contexto de empowerment de seus componentes — à medida que se desenvolverem como construção da comunidade escolar, a democracia será vivenciada em processos concretos. Esta obra é um importante subsídio para o gestor da escola básica, para uso em cursos de formação de professores e para os que se dedicam a compreender as formas de envolvimento da sociedade civil na educação pública.

 
 

 

 
Conselhos participativos e escola

Estela Scheinvar.(org.)
Eveline Algebaile.(org.)
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Ao tomar como eixo de análise diferentes conselhos, e tendo como espaço geopolítico uma região de grande densidade populacional e de acúmulo de pobreza e de políticas autoritárias e clientelistas, este livro auxilia a compreender melhor a natureza perversa do capitalismo na sociedade brasileira. Os capítulos expõem análises que circunscrevem, num campo de conflitos, contradições, riscos e possibilidades, diversos conselhos instituídos por legislação federal. Sinaliza que se trata ao mesmo tempo de um âmbito importante para alargar o campo dos direitos daqueles que historicamente os tiveram negados e também de um contexto de luta política, por qualificar a democracia no processo de sua execução e fiscalização.

 
 

 

 
Construtivismo: a produção do conhecimento em aula

Vasco Pedro Moretto.
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Os atuais rumos da educação brasileira apontam para a busca da formação de um novo profissional e de um novo cidadão. Essa tendência necessita transformar-se em ação no ambiente privilegiado de convívio que é a sala de aula. Os educadores devem saber com clareza o papel social da escola, a natureza do conhecimento e a função docente em contexto escolar. Analisar esses conceitos é a finalidade deste livro, o qual ressalta a nova relação, democrática e produtora de representações, entre professor e aluno, e mostra que todo conhecimento é uma produção social — portanto, um conjunto de verdades relativas que se modificam em função do desenvolvimento das sociedades e dos recursos tecnológicos disponíveis.

 
 

 

 
Contos de amor e não

Lucia Castello Branco.
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Os dez contos deste livro são perpassados pela delicadeza com as palavras e as personagens. Ambas compõem enredos nomeados por advérbios, pronomes, conjunções: não, assim, talvez, antes, depois, qualquer, aliás, todavia, sim, ainda. Os sentimentos dão-se a ler, amiúde suspensos e indefinidos, no aparente oximoro de intenções ocultas, pulsantes em alguma medida entre suaves e intensas. A comunicação, plena de lacunas e palavras meias, cicia em entrelinhas de vocábulos grafados a meia-voz. “Como se não fossem um homem e uma mulher, os dois se sentaram ali, diante do livro. Assim, como se não fossem, puseram- -se a ler letras espessas de uma página antiga. Um silêncio branco. Um movimento branco. Um branco amor, talvez” (“Assim”).

 
 

 

 
Contra os chefes, contra as oligarquias

Richard Rorty.(entrevista a Derek Nystrom e Kent Puckett)
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Entrevista, sobre filosofia política, concedida por Richard Rorty aos professores Derek Nystrom e Kent Puckett. Em cada fala emerge uma ideia contraintuitiva, uma interpretação surpreendente, uma releitura de eventos, personagens e situações que pareciam já devidamente explicados. Rorty encara as ideias e as posições partidárias não pelo ângulo ideológico, mas pelo impacto que tiveram na construção da nação norte-americana. Ele traça vínculos entre história e biografias, entre Estado e facções políticas, entre passado e futuro. A entrevista é precedida por um prefácio de Paulo Ghiraldelli Jr. e Alberto Tosi Rodrigues, responsáveis pela organização e pelas notas da edição.

 
 

 

 
Contra os inimigos da ordem: a repressão política do regime militar brasileiro (1964-1985)

Marco Aurélio Vannucchi L. de Mattos.
Walter Cruz Swensson Jr..
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Aborda o regime militar brasileiro, com ênfase nos mecanismos de repressão que ajudaram a garantir sua vigência. Inaugurado com o golpe de 1964, o regime enfrentou a oposição de diversos setores da sociedade civil. Para fazer frente às contestações e aos protestos, lançou mão de estratégias repressivas, paulatinamente adaptadas, em direção a uma severidade extrema, à medida que se transformava a conjuntura política: cassação de mandatos parlamentares, montagem de um amplo aparato de segurança, edição de uma legislação de exceção (como os atos institucionais e as leis de segurança nacional), julgamento de “criminosos políticos” pela Justiça Militar, tortura e assassinatos.

 
 

 

 
Conversas com curadores e críticos de arte

Renato Rezende.
Guilherme Bueno.
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O projeto Conversas com Críticos e Curadores de Arte nasceu da curiosidade em compreender como, já num cenário contemporâneo, uma nova “geração” de críticos e curadores brasileiros foi formada, refletindo como cada um propõe caminhos para discutir tanto a arte que acompanham como aquela que chega assimilada pela história. Isso envolve desde indagar questões ainda desafiadoras (como, por exemplo, noções de “brasilidade”) ao modo como se responde a conceitos em voga no cenário internacional. A motivação do livro foi, portanto, reiterar a existência de um pensamento articulado e original nas artes visuais, refutando assim clichês de ausência de critérios. Por outro lado, parecia-nos também a oportunidade de discutir o significado de quase uma década de atuação tanto do ponto de vista pessoal quanto das transformações do cenário artístico.

 
 

 

 
Cooperação e aprendizagem on-line

Fernanda C. A. Campos.
Flávia Maria Santoro.
Marcos R. S. Borges.
Neide Santos.
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A internet é uma inovação tecnológica que permite, de forma ímpar, o armazenamento e o compartilhamento de informações. Por ser esta sua característica essencial, abre muitas possibilidades para a aprendizagem colaborativa. Há, no entanto, uma dificuldade e morosidade dos processos educacionais para incorporar tais inovações. Ele aborda a questão dos ambientes de aprendizagem cooperativa, distinguindo trabalho cooperativo apoiado por computadores, tecnologias e mecanismos de suporte à interação e colaboração, e aprendizagem cooperativa apoiada por computadores e relacionada a questões educacionais e pedagógicas na construção e implementação de ambientes computacionais para suporte aos processos de aprendizagem em grupo. Trata também da avaliação de alunos, seus princípios, concepções e resultados obtidos, sobretudo, a partir de modelos realizados em rede.

 
 

 

 
Cooperativismo: uma revolução pacífica em ação

Isaque Fonseca.
Sandra Mayrink Veiga.
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Apresentado pelo economista Paul Singer, este livro difunde e organiza o novo cooperativismo. É um instrumento valioso para que incubadores e multiplicadores habilitem trabalhadores a optar por formas de produção e distribuição que se adaptem às necessidades, às possibilidades e aos valores dos que não têm capital individual nem almejam possuí-lo. O novo cooperativismo é uma resposta à crise do trabalho e, conforme se observa aqui, pode transcendê-la. A economia solidária não é um remendo do capitalismo, e sim uma alternativa a ele. Os que desejam democracia no campo político e igualdade no social descobrem neste livro ser possível alcançar tais valores no campo econômico pela aplicação dos princípios do cooperativismo.

 
 

 

 
Copa do Mundo 2014:
futebol, mídia e identidades nacionais

Ronaldo Helal.(org.)
Édison Gastaldo.(org.)
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Após a Copa do Mundo de 2014, muitas coisas em que acreditávamos deixaram de fazer sentido. Por exemplo, a “tragédia” de 1950, nosso grande mito fundador como “país do futebol” (um jogo do qual somente os mais velhos têm registros na memória), perdeu boa parte de seu potencial dramático quando comparada com a humilhante derrota por 7 × 1, a que assistimos incrédulos em 2014, ao vivo e em cores. A “mística da camisa amarela”, nossa crença em que “com brasileiro não há quem possa” e no destino manifesto de glórias reservado ao futebol do Brasil, passou a parecer infantilidade, pensamento mágico, ingenuidade. Naquele jogo, algo se quebrou para sempre.

 
 

 

 
Corações na ponta da chuteira: capítulos iniciais da história do futebol brasileiro (1919-38)

Fábio Franzini.
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Nascido na Inglaterra na segunda metade do século xix, o futebol logo transpôs os limites das ilhas britânicas para conquistar pés e corações mundo afora. No Brasil, onde não demorou a aportar, não seria diferente, exceto pelos resultados de sua formidável aclimatação. Hoje, passado mais de um século dos primeiros chutes nativos, eis que nos achamos reconhecidos como o país do futebol. Este livro escapa às interpretações lineares e fáceis desse processo, bem como à superfície da paixão incondicional dedicada à bola, do brilho de craques estelares, de conquistas em gramados internacionais, para buscar as raízes do estreito vínculo entre um esporte de origem estrangeira e nossa própria identidade nacional.

 
 

 

 
Cotidiano e diferentes saberes

Edwiges Zaccur.(org.)
Regina Leite Garcia.(org.)
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As falas dos autores ajudam a entender a riqueza da diversidade e dos saberes (in)visibilizados no dia a dia. Para se aproximar de seus enigmas e captar sutilezas de seus movimentos, há de se aguçar a sensibilidade, praticando a descoberta e a revelação. Na lógica da pesquisa que espreita o cotidiano, autores brasileiros e estrangeiros disseminam e alimentam um instigante diálogo que precisa continuar. Importa pouco que se concorde ou discorde, mas sim que cada pessoa se sinta à vontade para entrar nessa conversação. Importa que as significações não se transformem em enunciados cristalizados, mas que suscitem novas enunciações que se insinuem nos espaços em branco.

 
 

 

 
Crítica da razão dialética

Jean-Paul Sartre.
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Esmiúça o “ser em si” filosófico a partir de indagações sobre o objeto, as coisas inertes, a serialidade e o peso das medidas econômicas. Guiado pela exegese da práxis, Sartre luta para devolver ao homem, sufocado pela presença do objeto, sua condição essencial de sujeito. A edição é apresentada pelo filósofo Gerd Bornheim. “Se há uma palavra que define todos os empenhos de Sartre, ela é exatamente esta: a liberdade, o lugar por excelência de todas as contradições, de todos os encontros e desencontros, sinônimo que é […] da própria existência humana. O ser e o nada encontra a sua complementação necessária, ainda que na medida dos contrapesos, nesta Crítica da razão dialética”. O texto é estabelecido e anotado por Arlette Elkaïm-Sartre.

 
 

 

 
Cultura e conhecimento de professores

Aldo Victorio Filho.(org.)
Solange Castellano Fernandes Monteiro.(org.)
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Quando se reflete sobre a formação de professores/as, não se pode ignorar o conteúdo que emerge no/ do contexto cotidiano em que estão inseridos/as. Este livro analisa as práticas que produzem conhecimento frente aos desafios diários dentro e fora das salas de aula. Os textos fazem pensar no não escrito da formação docente e na possibilidade de criação de produtivos fios de contato que cada leitor/a traz de sua própria trajetória, acrescida do encontro com as diversas experiências registradas por seus/suas autores/as. Explicitam sentimentos e sentidos criados no modo singular de apropriação das redes e os modos como, a partir de práticas individuais, se reinventam saídas coletivas.

 
 

 

 
Cultura e sociedade no Brasil: ensaios sobre ideias e formas

Carlos Nelson Coutinho.
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Um dos mais conhecidos pensadores marxistas brasileiros, Carlos Nelson Coutinho examina, num conjunto de ensaios escritos ao longo de mais de trinta anos, determinações fundamentais da relação entre cultura e sociedade no país. Além de propor uma original análise da formação da intelectualidade nacional, interpreta obras de autores como Lima Barreto, Graciliano Ramos, Caio Prado Júnior e Florestan Fernandes — mostrando como criaram, por meios estéticos ou teórico-conceituais, outra imagem do Brasil. Com preocupação metodológica inspirada em Gramsci e Lukács, atesta que as produções culturais só podem ser plenamente avaliadas quando inseridas na totalidade social de que são expressão e momento constitutivo.

 
 

 

 
Cultura(s) e educação: entre o crítico e o pós-crítico

Vera Maria Ferrão Candau.(org.)
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Pensar o multiculturalismo — a inclusão do híbrido, do múltiplo, do diferente — pressupõe avaliar aspectos referentes aos conflitos de toda ordem que assombram o planeta. A desigualdade socioeconômica transfigura dessemelhanças culturais em motivações beligerantes e aumenta a intolerância em direção ao outro. Urge uma saída educacional que concilie a desmistificação de valores preconcebidos e a elaboração de ideias que promovam o convívio e o respeito de sociedades heterogêneas. Este livro revitaliza o debate sobre as questões apresentadas na globalização por um aspecto multicultural baseado nas experiências dos autores em pesquisas e projetos que desenvolvem as relações entre educação e cultura(s).

 
 

 

 
Cultura, linguagem e subjetividade no ensinar e aprender

Vários autores.
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Analisa os desafios da prática pedagógica na perspectiva da multiplicidade de sujeitos, saberes, espaços, tempos e abordagens de pesquisa acerca do ensino e da aprendizagem, além das implicações para a formação de professores e as políticas públicas em educação — o que se mostra relevante numa época de transformações e de crise, no âmbito tanto político-social quanto científico-educacional. Este livro integra um conjunto de quatro volumes contendo os textos dos simpósios e mesas-redondas apresentados no x Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino (endipe), realizado na uerj, cujo tema central foi “ensinar e aprender: sujeitos, saberes, espaços e tempos”.

 
 

 

 
Culturas eXtremas: mutações juvenis nos corpos das metrópoles

Massimo Canevacci.
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Trata-se de uma rica oferta de imagens e materiais produzidos pelos grupos juvenis, com o objetivo de analisar as relações conceituais e comportamentais entre jovens, metrópole, mídia e consumo. Com base na metodologia do “gozo da diferença”, o autor frequenta interzonas urbanas nas quais estabelece um fluxo comunicacional direto com os sujeitos. Rave, piercing, techno, tatuagem, bodyscape, cut-up, ciberespaço, fanzine, videoarte — a cultura líquida escorre pelos desvãos da cidade, despercebida entre as grades enferrujadas do método acadêmico centralizado. O livro mostra como se dá a transformação do extremo no eXtremo e como é impossível compreendê-lo sem aceitar o que está fora da regra.

 
 

 

 
Currículo: pensar, sentir e diferir

José Augusto Pacheco.(org.)
Regina Leite Garcia.(org.)
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Decorrente do II Colóquio Luso-Brasileiro, este livro promove o debate do currículo no cenário contemporâneo. No plano das políticas educacionais, as propostas curriculares hodiernas têm sido afetadas pela ideologia neoliberal, com base na qual se procura garantir efetividade, eficiência e produtividade aos processos pedagógicos. Por outro lado, são numerosas as propostas que se organizam em diversos municípios, calcadas em visões alternativas de sociedade, escola e currículo. Pensar, sentir, diferir — três verbos que sintetizam as preocupações presentes durante a já longa história do pensamento curricular e que reúnem pesquisadores do Brasil e de Portugal para traçar um desenho do que ainda está por vir.

 
 

 

 
Das “técnicas” de fazer desaparecer corpos:
Desaparecimentos, violência, sofrimento e política

Fábio Alves de Araújo.
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Das “técnicas” de fazer desaparecer corpos é o resultado de um estudo socioantropológico que descreve e analisa as relações entre sofrimento, violência e política, a partir da experiência e da perspectiva dos familiares de vítimas de violência. Focaliza-se uma modalidade específica de casos e situações: o desaparecimento forçado de pessoas, e, portanto, a violação e a ausência dos corpos. Por meio das narrativas dos familiares dos desaparecidos, é possível acessar certas gramáticas morais e políticas em que categorias e temas como desaparecimento, desaparecido, vítima, familiar de vítima, morte violenta, favela, violência policial/estatal, milícia, “traficantes”, terror, luto, justiça, ação coletiva e espaço público emergem no processo de construção de uma teia de significados e sentidos.

 
 

 

 
Desafios da educação municipal

Donaldo Bello de Souza.(org.)
Lia Ciomar Macedo de Faria.(org.)
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Analisa a LDB (lei 9.394/1996) e sua regulamentação, em face dos impactos nos sistemas públicos municipais de educação. Dois focos são explorados: de um lado, financiamento e gestão do ensino; de outro, níveis e modalidades. Os assuntos são abordados por especialistas, do que resulta um texto dotado de particular profundidade e profissionalismo, além de ampla base teórica. O grande desafio da educação municipal ainda está na superação das tensões que existem no cenário político contemporâneo, na redefinição urgente do projeto federalista brasileiro. A finalidade é a redistribuição efetiva do poder decisório, e não unicamente executor, de modo a permitir que os municípios se tornem, de fato, entes federados.

 
 

 

 
Descentralização do Estado e municipalização do ensino: problemas e perspectivas

Angela Maria Martins.(org.)
Cleiton de Oliveira.(org.)
Maria Sylvia Simões Bueno.(org.)
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A municipalização do ensino tem sido objeto de polêmica nos âmbitos acadêmico e sindical, dada a tensão — expressando a questão federativa na história brasileira — entre centralização e descentralização. Em meio a outros assuntos, este livro examina: a integração regional, com suas consequências jurídicas, e a diversificação dos municípios; os reordenamentos em curso na conformação do Estado; o poder local e as possibilidades de gestão das políticas educacionais; a atual legislação que estabelece as regras de exceção do orçamento público em todos os níveis; a descentralização como resposta ao centralismo autoritário, pautada no empoderamento da sociedade civil.

 
 

 

 
Desdesejo
Desdesig

Narcís Comadira.
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Esta edição é composta de dois livros de poemas do escritor e artista plástico catalão Narcís Comadira, pela primeira vez publicado no Brasil. Um passeio pelos bulevares ardentes, escrito quando Comadira vivia em Londres, é marcado pelo impulso amoroso e pela busca de satisfação, num misto de hedonismo e melancolia. Em Desdesejo, com ecos de Shakespeare e Ramon Llul, o eu lírico, dirigido a um interlocutor angelical e demoníaco, canta o fracasso do encontro que não se consuma ou que, consumado, não perdura. A obra inclui uma entrevista do autor ao tradutor Ronald Polito, que já verteu para o português autores catalães contemporâneos, como Joan Brossa, Salvador Espriu e Quim Monzó.

 
 

 

 
Desenvolvimento humano e relações raciais

Marcelo J. P. Paixão.
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Debate as desigualdades sociorraciais no Brasil, com destaque para a pesquisa que desagregou o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de negros e brancos, marco na compreensão do abismo que os separa. A despeito das condições de vida desfavoráveis dos afrodescendentes, ainda vigora, em amplos setores da sociedade e nos meios jornalístico e acadêmico — de todos os quadrantes ideológicos —, a opinião de que aqui se vive numa democracia racial. O grande desafio do novo século é elaborar roteiros de investigação científica e de políticas públicas que tenham por desiderato a superação do quadro de desigualdades raciais, núcleo das injustiças sociais brasileiras.

 
 

 

 
Deslocamentos na formação de professores:
aprendizagem de adultos, experiência e políticas cognitivas

Rosimeri de Oliveira Dias.
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A discussão da aprendizagem de adultos e da formação de professores torna-se indispensável quando pensamos na dimensão da problemática em solo brasileiro e nos inúmeros programas governamentais e não-governamentais que buscam enfrentá-la. Neste livro, Rosimeri de Oliveira Dias busca abordar a questão a partir de deslocamentos nas políticas cognitivas com a perspectiva de desestabilizar a hegemonia que vêm operando no esquema de totalização da informação. Marisa Lopes da Rocha

 
 

 

 
Dezembro

Ana Tereza Salek.
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Em seu texto “Cinco mais cinco mais cinco e tudo mudou na poesia brasileira”, que serve como introdução à antologia Inquietação-Guia (Azougue, 2009), Ítalo Moriconi aponta para a necessidade de se repensar e expandir o leque da crítica literária brasileira – em relação à poesia contemporânea – para além do “cânone crítico universitário pautado por critérios como rigor, elipse, metaironia, metalinguagem”. Contestando o privilégio hegemônico (e portanto, num país e num momento que se quer plural e múltiplo, no mínimo anacrônico) dado à uma poesia de raiz mallarmaica-cabralina-concretista, que se tornou quase uma fórmula neo-parnasiana, jovens poetas como Ana Tereza Salek resgatam a forte tradição brasileira de uma estética poética mais subjetiva, temporal, imagística e corpórea – mas não menos potente e rigorosa – que passa por nomes como Augusto dos Anjos, Jorge de Lima, Roberto Piva e Cláudio Willer – apenas para citar alguns. [...] Renato Rezende (no prefácio do livro)

 
 

 

 
Didática e prática de ensino de língua portuguesa e literatura:
desafios para o século XXI

Lucelena Ferreira.(org.)
Anabelle Loivos Considera Conde Sangenis.(org.)
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Didática e prática de ensino de língua portuguesa e literatura: desafios para o século XXI reforça a importância de se refletir sobre estas disciplinas nos cursos de formação para o magistério, num momento em que tanta ênfase se dá à formação continuada, e em que se pensa a língua e sua tradução literária como formas discursivas capazes de ampliar textos, horizontes e sonhos de quem ensina e de quem aprende — professores e alunos, em delicado vice-versa. Para o debate, Lucelena Ferreira e Anabelle Loivos Considera Conde Sangenis reuniram nove artigos de autores com reconhecida competência de pesquisa e reflexão na área, que ministram disciplinas pedagógicas de língua portuguesa e literatura em cursos de pedagogia e letras. O desejo é contribuir para traçar um panorama teórico e prático do que vem sendo feito pelo Brasil nessas disciplinas, com foco em seus atuais desafios.

 
 

 

 
Didática, currículo e saberes escolares

Vários autores.
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A questão do saber vem se tornando central nos debates e pesquisas educacionais relacionados à formação e à profissionalização dos professores, aos estudos sobre currículo e didática, e ainda à compreensão das origens do fracasso escolar. A preocupação ressurge em novos moldes, rompendo com as concepções pautadas na racionalidade técnica, vigentes sobretudo a partir de meados do século XX. Este livro integra um conjunto de quatro volumes contendo os textos dos simpósios e mesas-redondas apresentados no X Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino (Endipe), realizado na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), cujo tema central foi “ensinar e aprender: sujeitos, saberes, espaços e tempos”.

 
 

 

 
Dinâmica de grupos na formação de lideranças

Ana Maria Gonçalves .
Susan Chiode Perpétuo.
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Compila mais de cinquenta dinâmicas para desenvolver no grupo de trabalho, de escola, de lazer ou familiar. O trabalho com formação de lideranças objetiva estabelecer relações de ética e cidadania. Ao serem confrontados comportamentos, hábitos, valores e conhecimentos, espera-se que os participantes sejam levados à reelaboração individual evolutiva. A equipe, assim, pode ser potencializada no aprimoramento da subjetividade e na construção do conhecimento e da prática social. É fundamental para o formador interferir no aprendizado dos grupos em que atua, partindo sempre da realidade e da emoção dos integrantes, a fim de coordenar esse processo como facilitador do nascimento de novos conceitos.

 
 

 

 
Dinâmicas, brincadeiras e jogos educativos

José Ricardo da Silva Ramos.
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Avalia e sugere recursos de educação infantil a serem realizados com crianças nas escolas. Jogos recreativos e brincadeiras ganham significado e utilidade lúdicos na prática educativa, em diferentes momentos didático-pedagógicos. O livro inclui cd com músicas de atividades cantadas, além de fornecer numerosos exemplos de brinquedos e dinâmicas de grupo. A finalidade é promover a integração no ambiente escolar e ressaltar a importância do conteúdo de tarefas com esse viés para o desenvolvimento motor do aluno — objeto de estudo ao longo da trajetória do autor como professor de educação física, premiado pelo Ministério da Educação com os projetos Alfabetização Corporal e Jogos e Brinquedos no Cotidiano da Educação Fundamental.

 
 

 

 
DJs

Frederico Coelho.
Joca Vidal.
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Organizado por Fred Coelho e Joca Vidal, o livro é uma série de conversas com os principais DJs do Rio de Janeiro sobre o ofício do DJ, a relação entre música e tecnologia, a atuação musical, preconceitos e teorias sobre o papel do DJ, o Dj-produtor, o selector, o técnico e outros “tipos” da profissão, as especificidades de cada estilo musical, o circuito de festas e locais de trabalho.

 
 

 

 
Édipo rei

Sófocles.
Donaldo Schüler.(Trad. e análise)
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Referência majestática da cultura ocidental, seja para analisá-la como reflexo do psiquismo humano, como o fez Freud, seja para atacá-la, ao modo de Deleuze e Guattari, a peça Édipo rei foi e é examinada, citada e referida em numerosos estudos, teorias e sistemas de compreensão do mundo. Nesta edição, Donaldo Schüler recria, diretamente do grego, a vivacidade teatral de Sófocles (496-406 a.C.), um dos grandes tragedistas da Antiguidade e um dos maiores teatrólogos do Ocidente, autor de mais de cem peças, das quais restam apenas sete. Em valiosa análise, dividida em seções que abarcam a totalidade dos versos, o tradutor esmiúça as características dos personagens e as circunstâncias que lhes guiam os passos.

 
 

 

 
Educação a distância: análise dos parâmetros legais e normativos

Roberto Fragale Filho.(org.)
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A educação a distância no Brasil obteve grande impulso na segunda metade dos anos 1990, sobretudo em decorrência de inovações das tecnologias de comunicação e informação e da expansão do ensino superior. A LDB (lei 9.394/1996) conforma um quadro normativo que se apresenta ainda disperso e impreciso, pois dúvidas quanto à implantação dessa metodologia docente remanescem sem respostas. Reunir dispositivos jurídicos relativos ao tema, como leis, decretos, resoluções, pareceres e documentos oficiais do Ministério da Educação, e discuti-los criticamente com base nas questões atuais é o foco deste livro. Examinam-se, aqui, as formas de relacionamento entre os diferentes sistemas de ensino e seu impacto no conceito de territorialidade.

 
 

 

 
Educação de jovens e adultos

Leôncio Soares.
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O artigo 208 da Constituição assinala, no inciso I, que é dever do Estado garantir o “ensino fundamental obrigatório e gratuito, assegurada, inclusive, sua oferta gratuita para todos os que a ele não tiverem acesso na idade própria”. Vive-se hoje um momento de revitalização na área de educação de jovens e adultos (EJA), com a participação de movimentos sociais, organizações não governamentais e universidades. Esta edição traz o parecer 11/2000 (aprovado pela Câmara de Educação Básica), que regulamenta as diretrizes curriculares nacionais (DCNS) para a EJA. Expõe, outrossim, a resolução 1/2000, que estabelece as DCNS/EJA, além dos relatórios-síntese dos Encontros Nacionais de eja do Rio de Janeiro e da Paraíba.

 
 

 

 
Educação e literatura

Antenor Antônio Gonçalves Filho.
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Trata do poder da palavra e da palavra do poder: explora o que a literatura pode abranger como instância educativa e formadora de valores. O autor investe no logos social do discurso literário em vez de se enclausurar no texto em si e para si, explorando-o como documento de cultura (às vezes de barbárie). Se determinado escritor tem a intenção de auxiliar o processo civilizatório do homem, é porque seu registro não está isento dos juízos críticos presentes nos signos linguísticos e revestidos de preconceitos, verdades ou semiverdades. A literatura não é uma zona de sombras que impede o ingresso no território iluminado da sabedoria, e sim uma das mais ricas dimensões a serviço da educação.

 
 

 

 
Educação geográfica em foco

Augusto César Pinheiro da Silva.
Rejane Cristina de Araujo Rodrigues.
Maria Alice Alkmim Andrade.
Thiago Villela.
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Este livro procura levar aos professores de geografia do Ensino Fundamental e do Ensino Médio a constante reflexão sobre as suas bases pedagógicas e temáticas na produção dos saberes docente e discente. A autonomia profissional dos professores se faz, também, pela necessidade de eles buscarem instrumentos conceituais educativos que possibilitem uma (re)leitura competente do mundo, visto que as transformações espaciais ocorrem em uma velocidade cada vez maior.

 
 

 

 
Educação inclusiva

Maria Elisa Caputo Ferreira.
Marly Guimarães.
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Trata-se de um trabalho que afirma e exorta as subjetividades, contesta as categorizações e a fragmentação do conhecimento, sugere a experiência da diferença como oportunidade que a escola deve oferecer a estudantes e profissionais docentes para se libertarem de preconceitos e do individualismo. As autoras incluem-se entre os que lutam contra o autoritarismo de quem considera natural encerrar os alunos em identidades prefixadas, diferenciando-os e excluindo-os pela “deficiência” e negando-lhes o direito a uma educação compartilhada com os colegas nas turmas do ensino regular. O acesso e a permanência na instituição escolar devem ser assegurados em condições viáveis e satisfatórias para todos.

 
 

 

 
Educação intercultural: mediações necessárias

Reinaldo Matias Fleuri.(org.)
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O acirramento dos conflitos bélicos, a expansão desenfreada da violência e do terrorismo, além da crise sem precedente das instituições sociais e jurídicas no Brasil e no mundo, manifestam a urgência do debate sobre os desafios interpostos pela realidade e comprovam a importância de elaborar e difundir a educação intercultural — método cuja proposta reside na valorização das diferenças, tendo em vista sua integração harmônica e equânime. Neste livro, as relações entre mídia e educação, examinadas segundo a perspectiva intercultural, dão ensejo a repensar práticas educativas, em que se construam e fortaleçam propostas voltadas para a conquista de uma convivência criativa entre distintos grupos socioculturais.

 
 

 

 
Educação, cultura e comunicação nas periferias urbanas

Henrique Garcia Sobreira.(org.)
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“Este livro é constituído de catorze capítulos que abordam temas de grande interesse para profissionais de educação, em especial aqueles que lidam com questões das periferias urbanas. Os textos expressam análises empreendidas em dissertações de mestrado desenvolvidas no Programa de Pós-Graduação em Educação, Cultura e Comunicação da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FEBF-UERJ). Diferentes metodologias foram adotadas nas pesquisas relatadas, evidenciando diferentes possibilidades de investigação.”

Maria Isabel Ramalho Ortigão

 
 

 

 
Educar em direitos humanos: construir democracia

Susana Beatriz Sacavino.(org.)
Vera Maria Ferrão Candau.(org.)
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Numa era de transformações decorridas da globalização hegemonizada pelo projeto neoliberal, é preciso desenvolver, como um dos pilares da construção democrática, uma cultura de direitos humanos que revigore mentalidades, atitudes e comportamentos. Urge, outrossim, promover o empoderamento de sujeitos dinamizadores da cidadania atuante e crítica. As reflexões deste livro, originadas de práticas estabelecidas com a participação de docentes, promotores populares e agentes sociais, expressam a preocupação de articular teoria e prática e de traçar caminhos nos quais os processos educativos, nos âmbitos formal e não formal, colaborem ativamente no aprofundamento da democratização e dignificação da sociedade.

 
 

 

 
Elogio da punheta & O mistério da pós-doutora

Sebastião Nunes.
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“A maior criação da humanidade, em todos os tempos, foi a punheta.” A frase, que enceta a primeira das duas narrativas que compõem este livro, prepara o leitor para o que virá nas páginas seguintes — a prosa cruel, lasciva e corrosiva, sempre inteligente, de Sebastião Nunes, (auto)parodiador que certa vez anunciou a própria morte em edição apócrifo-satírica do caderno “Mais!”, da Folha de S.Paulo, usando os mesmos for­mato, papel e tipo de letra do jornal, o que quase lhe custou um processo. E que o leitor não estranhe, pois eufemismos não são bem-vindos aqui: é punheta mesmo, que, nas palavras do autor, “alguns débeis a menos, ou decibéis a mais, costumam chamar, pejorativamente, de masturbação”.

 
 

 

 
Empresários e empregos nos novos territórios produtivos: o caso da Terceira Itália

Alexander Patez Galvão.(org.)
André Urani.(org.)
Giuseppe Cocco .(org.)
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É um livro voltado para o debate brasileiro em torno das estratégias para a geração de empregos. A experiência italiana é apropriada, pois a região, tradicionalmente pobre e devastada pela Segunda Guerra, tornou-se uma das mais prósperas da Europa, com a melhor renda per capita e a menor taxa de desemprego. Como em tão pouco tempo se deu a transformação, calcada nos distritos industriais formados por pequenas e médias empresas e num contexto democrático mas de fortes instabilidades políticas, é o que se pode ler nesta obra. O exemplo da Terceira Itália merece ser estudado, pois, se bem assimilado, poderá rever alguns rumos da história brasileira.

 
 

 

 
Encontrar escola:
o ato educativo e a experiência da pesquisa em educação

Fabiana Fernandes Ribeiro Martins.(org.)
Maria Jacintha Vargas Netto.(org.)
Walter Omar Kohan.(org.)
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Um livro que se propõe a (re)pensar a escola pública e seus conceitos. Um livro que se dispõe a pensar a pesquisa como experiência e a propor que pensemos a escola e a universidade como tempo livre. E o que pode a busca de escola pública e da chamada skholé traçar como caminho para o pensamento?

 
 

 

 
Ensaios pragmatistas: sobre subjetividade e verdade

Paulo Ghiraldelli Jr..
Richard Rorty.
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Situa para o público brasileiro os temas do pragmatismo atual, que tem se esforçado para absorver a filosofia analítica, sem reduzir-se a ela, e discutir a filosofia social e política, sem sucumbir ao doutrinarismo. As questões abordadas são a verdade e a subjetividade. A ideia dos autores é fornecer uma filosofia capaz de discutir problemas técnicos em filosofia, mas também agir como filosofia que não se furta a sugerir saídas para problemas da vida comum — quer servir como teoria ad hoc para aqueles que desejam uma guerra semântica em favor de novos vocabulários aptos a apontar para a defesa de direitos adquiridos e para a criação de direitos geradores uma sociedade mais livre, mais rica, mais diversificada.

 
 

 

 
Ensaios sobre Michel Foucault no Brasil: presença, efeitos, ressonâncias

Heliana de Barros Conde Rodrigues.
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A relevância adquirida pelo pensamento de Michel Foucault no Brasil contemporâneo é circunstância bem conhecida. A despeito disso, poucos têm se dedicado a investigar suas cinco visitas a nosso país, datadas de 1965, 1973, 1974, 1975 e 1976. Sendo assim, a autora desenvolveu a pesquisa “Michel Foucault no Brasil: presença, efeitos e ressonâncias”, cujos objetivos incluem o estabelecimento de uma “audiografia” da presença do Foucault-corpo no Brasil – análise do modo como ele aqui ocupou os espaços de fala –, bem como de uma “geo-epistemologia” – busca das condições geopolíticas de produção do saber – e de uma “cronobibliografia” das ideias de Foucault entre nós – exame analítico-crítico das temporalidades associadas à primazia conferida a determinados procedimentos, categorias, problemáticas e conceitos pelos intelectuais e militantes brasileiros.

 
 

 

 
Ensinar e aprender: sujeitos, saberes e pesquisa

Vários autores.
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Sob os efeitos da globalização, nos planos político e econômico as relações sociais tornam-se cada vez mais transnacionais. Na perspectiva cultural, pessoas e grupos distintos passam a confrontar suas diferenças e idiossincrasias numa interação direta. Surge, pois, a necessidade de consolidar a defesa das identidades e de investigar a questão do sujeito, um dos assuntos tratados aqui. Este livro integra um conjunto de quatro volumes contendo os textos dos simpósios e mesas-redondas apresentados no X Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino (Endipe), realizado na uerj, cujo tema central foi “ensinar e aprender: sujeitos, saberes, espaços e tempos”.

 
 

 

 
Ensino médio

Clarice Nunes.
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Depois de oito anos de idas e vindas no Congresso Nacional, a LDB (lei 9.394/1996) estabeleceu mudanças significativas na compreensão de conceitos a exemplo de socialização escolar. Um dos aspectos fundamentais do texto refere-se à flexibilidade da educação básica, que inclui a educação infantil e os ensinos fundamental e médio. A aplicação dos projetos pedagógicos nas instituições escolares é decorrente dessa flexibilidade. Este livro apresenta os dispositivos mais relevantes para uma visão macroanalítica do ensino médio no país: o parecer CNE/CEB 15/1998, que regulamenta suas diretrizes curriculares nacionais, a resolução CEB 3/1998, que as institui, a emenda constitucional 14/1996 e o decreto 2.208/1997.

 
 

 

 
Ensino normal: formação de professores

Clarice Nunes.
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Ao menos na tábua da lei os profissionais do ensino têm sua importância devidamente reconhecida, como indicam o inciso V do artigo 206 da Constituição Federal e o título vi (artigos 61-67) da LDB (lei 9.394/1996), além da lei 9.424/1996, que dispõe sobre o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef). Esta edição reúne os principais documentos referentes ao assunto, entre os quais o parecer ceb 1/1999, que regulamenta as diretrizes curriculares nacionais para a formação de professores na modalidade normal em nível médio, a resolução ceb 2/1999, os pareceres CP 115/1999 e CES 970/1999, a lei 9.424/1996, a emenda constitucional 14/1996 e os decretos 2.208/1997 e 3.276/1999.

 
 

 

 
Entre analisar e intervir na formação de professores

Rosimeri de Oliveira Dias.(org.)
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Este e-book é pensado na composição com as ideias dos livros que se inspiram no Abecedário de Gilles Deleuze (Fonseca, Nascimento & Maraschin, 2012) e com a técnica da colagem em pintura, que o próprio Deleuze anuncia no prólogo de seu livro Diferença e repetição. Então, o que temos aqui é uma composição ético-estético-política de ideias e práticas que expressam pequenos gestos de alunos e de professoras da universidade e da escola básica fazendo uma pesquisa-intervenção sobre formação inventiva de professores.

 
 

 

 
Episódios de história afro-brasileira

Mariza de Carvalho Soares.
Ricardo Henrique Salles.
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Ressalta os temas da escravidão e da população afrodescendente. Somente a partir desses assuntos e do realce do papel desempenhado por negros e mestiços é possível uma interpretação abrangente da formação social do país. Para tanto, abordam-se os principais episódios, em que a participação de escravos e afro-brasileiros livres foi importante, que levaram à constituição do país, até os anos 1930 — Levante do Malês, Balaiada, Farroupilha, Praieira, Guerra do Paraguai, Canudos, Revolta da Vacina, Contestado. O conteúdo é dirigido a educadores, pesquisadores, militantes e mesmo a quem ainda crê ser o Brasil um país livre da tragédia que é o racismo.

 
 

 

 
Epistemologia da aprendizagem

Luiz Henrique de A. Dutra.
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A epistemologia é uma disciplina filosófica que estuda o conhecimento em seus aspectos lógicos. Tematiza, por exemplo, a relação entre uma afirmação feita e as evidências que a apoiam, deixando de lado os aspectos psicológicos envolvidos nos sistemas cognitivos, entre os quais a aprendizagem. As teorias da aprendizagem, por sua vez, restringem-se aos domínios da pedagogia e da psicologia, levando em conta tão só os processos efetivos por meio dos quais os indivíduos se apropriam de determinados conteúdos ou adquirem certas habilidades. Já a epistemologia da aprendizagem, cujos fundamentos são apresentados neste livro, elabora uma teoria do conhecimento a partir de práticas investigativas e educacionais.

 
 

 

 
Escola aberta e formação de professores: elementos para a compreensão e a intervenção didática

José M. Bautista Vallejo.
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Apresenta estratégias metodológicas e de avaliação do ensino e aprendizagem, além de casos que abrangem educação especial (por exemplo, síndrome de Tourette e autismo). Tem como objeto de estudo os travellers, na Irlanda, o mercosul e a formação de professores na Costa Rica. Uma escola aberta requer novas atitudes e formas de trabalho que forneçam uma resposta criativa e responsável aos problemas contemporâneos. Deve ser participativa, democrática, comunitária, comprometida e integradora. Essas características possibilitarão ao homem e à mulher participar de discussões a respeito de suas dificuldades e deficiências, a fim de que se tornem conscientes e se fortaleçam para enfrentar as adversidades do mundo.

 
 

 

 
Escola e violência

Maria da Consolação Lucinda.
Maria das Graças Nascimento.
Vera Maria Candau.
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Examina as implicações da relação entre a violência e o contexto escolar, particularmente no ensino fundamental. O trabalho se organiza em três eixos temáticos. No primeiro, empreende-se a aproximação das diferentes formas de conceituar violência, assinalando-lhe o caráter multicausal. O segundo aborda os complexos aspectos da maneira pela qual a violência se manifesta no cotidiano das salas de aula e afeta a vida dos alunos. O terceiro destrinça a pesquisa de campo utilizada no estudo em pauta — descreve a metodologia adotada nas escolas investigadas, traça os perfis dos entrevistados e analisa-lhes as concepções acerca do tema, indicando os pontos em comum com os tópicos do referencial teórico.

 
 

 

 
Escola pública e pobreza no Brasil: a ampliação para menos

Eveline Algebaile.
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Acurado estudo sobre o caráter assumido pela escola pública elementar num país onde a superação da pobreza jamais compôs efetivamente a pauta política nacional. A partir da investigação das práticas de utilização instrumental da escola pública para realizar ações que deveriam caber a outras políticas setoriais, como saúde, cultura e assistência, este livro empreende rica análise da escola pública fundamental, sobretudo “a escola dos pobres”. Possibilita, assim, melhor avaliar as funções estratégicas desempenhadas pela expansão escolar no processo histórico de formação do Estado brasileiro, bem como na atualidade, evidenciando a desigualdade como marca de nossa organização social, econômica e política.

 
 

 

 
Escolas em imagens

Aldenira Mota.(org.)
Dirceu Castilho Pacheco.(org.)
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Amparados em fotografias, os autores rememoram vivências em diferentes momentos de suas vidas e contribuem, assim, para evidenciar parte da cultura escolar em práticas educativas, métodos, processos, rituais, questões diversas e singularidades recriadas. Saberes e fazeres enredados e trocados, além de transmitidos, emergem das narrativas, estabelecendo um rico diálogo com salas de aula, infâncias, professores e alunos, pais e filhos, amigos e desafetos, entre tantos outros personagens dos itinerários biográficos. Os diferentes cotidianos vividos e imaginados pelos sujeitos das escolas recuperam aqui as redes de subjetividades que urdem a trama de formação individual, profissional e social.

 
 

 

 
Espaço e energia:
Mudanças no paradigma sucroenergético

Júlia Adão Bernardes.(org.)
Catia Antonia da Silva.(org.)
Roberta Carvalho Arruzzo.(org.)
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Compreender as mudanças no setor sucroenergético no contexto nacional, considerando a conjuntura atual marcada por diversas transformações econômicas, políticas e sociais que impactam a escala regional. Esse é o objetivo dos 18 pesquisadores reunidos neste livro, resultado do seminário “Reestruturação do setor sucroenergético brasileiro: novas e velhas espacialidades”, que ocorreu em 2012 na UFRJ.

 
 

 

 
Estabilidade e crescimento: a elite intelectual moderno-burguesa no ocaso do Desenvolvimentismo (1960-69)

Daniel de Pinho Barreiros.
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Examina os fundamentos éticos do pensamento de um grupo de economistas composto por Eugênio Gudin, Otávio Gouvêa de Bulhões, Roberto Campos, Delfim Netto e Mario Henrique Simonsen, identificados como “elite intelectual moderno-burguesa”. Eles tiveram presença marcante no debate econômico brasileiro durante a década de 1960 e seguintes, além de terem participado diretamente do esforço de reformas engendrado após o golpe militar de 1964. O estudo centra-se na produção intelectual desse grupo entre 1960 e 1969, no que se refere ao processo de dissolução do chamado Projeto Desenvolvimentista e às reformas econômicas empreendidas durante os governos de Castello Branco e de Costa e Silva.

 
 

 

 
Estatuto da Cidade

José Guilherme Soares Filho.(org.)
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Edição com a íntegra do Estatuto da Cidade (lei 10.257/2001), que regulamenta os arts. 182 e 183 da Constituição Federal e estabelece diretrizes gerais da política urbana. Inclui a mensagem 730/2001, com as razões de veto e os textos originais. Traz esta legislação correlata: dec.-lei 3.365/1941 (desapropriações por utilidade pública); lei 4.132/1962 (desapropriação por interesse social); dec.-lei 195/1967 (cobrança da contribuição da melhoria); lei 6.766/1979 (parcelamento do solo urbano); lei 7.347/1985 (ação civil pública por danos causados ao meio ambiente, ao consumidor e a bens e direitos); lei 8.429/1992 (sanções aplicáveis aos agentes públicos). Contém referências legislativas e índice remissivo.

 
 

 

 
Estatuto da Criança e do Adolescente

Lamparina editora.
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Edição com a íntegra do ECA (Lei 8.069/1990). Traz, entre outros dispositivos, esta legislação correlata: Dec. 99.710/1990 (Convenção sobre os Direitos da Criança); Lei 8.242/1991 e Dec. 5.089/2004 (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente); Dec. 1.196/1994 (Fundo Nacional para a Criança e o Adolescente); Dec. 3.174/1999 (Programa Nacional de Cooperação em Adoção Internacional); Dec. 4.246/2002 (Convenção sobre o Estatuto dos Apátridas); Lei 11.129/2005 e Dec. 5.490/2005 (Conselho Nacional da Juventude); Dec. 6.231/2007 (Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte); Lei 11.692/2008 e Dec. 6.629/2008 (Programa Nacional de Inclusão de Jovens). Contém referências legislativas e índice remissivo.

 
 

 

 
Estilos em filosofia da educação

Paulo Ghiraldelli Jr..(org.)
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Dá sequência ao debate iniciado em O que é filosofia da educação, com reflexões de filósofos e educadores em diferentes “estilos” — o termo é aqui entendido na duplicidade entre maneiras de escrever filosofia e fustigações contra adversários. Enquanto Paulo Ghiraldelli Jr. trata de temas mais técnicos a respeito da verdade, e os insere no contexto da disciplina que dá nome ao livro, Olgária Matos pensa a educação no âmbito geral da abertura do mundo moderno. Ao passo que o casal Putnam põe em cena a atualidade de John Dewey, e Carol Nicholson, numa abordagem próxima, discorre com erudição sobre o multiculturalismo, Michael Peters apresenta, de maneira original, um Paulo Freire relacionado ao pós-modernismo.

 
 

 

 
Estranhas experiências e outros poemas

Claudio Willer.
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Reúne poemas inéditos, sob o título Estranhas experiências, e outros, extraídos de Jardins da provocação (1981), Dias circulares (1976) e Anotações para um apocalipse (1964). Esta edição festeja quatro décadas de atividade poética de Claudio Willer, nome consagrado também nas áreas de seleção editorial, tradução e preparação crítica de obras de autores como Lautréamont, Antonin Artaud e Allen Ginsberg. “O que Willer diz pode e deve ser entendido com um preito de admiração e louvação a este reino do simbólico onde estamos todos imersos e onde os criadores literários somos seus oficiantes máximos. É um reconhecimento da extraordinária importância do simbólico como matriz da civilização e da cultura” (Sérgio Telles).

 
 

 

 
Estudos de pele

Floriano Martins.
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“Sacrifício” é o termo-chave na compreensão deste enigma literário, redigido entre a prosa, a poesia e a psicografia de ecos de um passado bíblico e horrendo — um altar de sacrifício em que corre o sangue de veias sobretudo femininas. Ester, Madalena, Maria, Marta, Raquel, Rute, Sara. Essas e outras vozes são referências fundamentais no texto. “Ao escrever este livro tive em mente a relação entre corpo humano e corpo da criação e, a todo instante, me perguntava: a linguagem reside em uma estalagem intemporal ou profana?”, indaga Floriano Martins, poeta, editor, ensaísta e tradutor. “Os estudos aqui esboçados mesclam piedade e terror como formas de dedução e sedução dos desígnios e artimanhas da espécie humana.”

 
 

 

 
Etnografia e educação:
culturas escolares, formação e sociabilidades infantis e juvenis

Tania Dauster.(org.)
Sandra Pereira Tosta.(org.)
Gilmar Rocha.(org.)
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É sabido que a educação, como campo disciplinar, apropria-se de outros saberes, tais como filosofia, psicologia e história, para investigar suas práticas e construir investigações e caminhos políticos. A entrada da antropologia no campo da educação em tempos recentes tem permitido uma ampliação de sentidos na medida em que as relações sociais na escola, as culturas escolares, os processos de transmissão de saberes no cotidiano, a formação de docentes e as sociabilidades infantis e juvenis atravessam as fronteiras dos espaços e das práticas educativas formais e não formais. Com isso, queremos sinalizar que outras formas de conceber e praticar a educação passam a constituir os currículos da formação de profissionais que atuam nessas áreas.

 
 

 

 
Experiência e arte contemporânea

Ana Kiffer.(org.)
Renato Rezende.(org.)
Christophe Bident.(org.)
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Nesse livro, organizado por Ana Kiffer, Renato Rezende e Christophe Bident, propomos deter por um instante o olhar sobre as relações, implicações, sobre-determinações, aproximações e diapasões entre a noção de experiência e o campo das manifestações artísticas e culturais contemporâneas.

 
 

 

 
Experiências de educação integral da CUT: práticas em construção

Maristela Miranda Barbara.
Rosana Miyashiro.
Sandra Regina de Oliveira Garcia.
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Traz a público a discussão interna da Central Única dos Trabalhadores acerca das questões educacionais. Organiza a estrutura programática, pedagógica e metodológica do Projeto Integração (Programa de Formação Profissional da cut), presente em vários estados brasileiros, voltado para possibilitar o acesso dos trabalhadores à continuidade do ensino. Discutem-se propostas e projetos alternativos aos modelos dominantes nos meios de comunicação. As ideias apregoadas de “empregabilidade” e qualificação técnica dos trabalhadores são substituídas por prerrogativas de outra ordem, como a formação integral e humanista do homem, visando a sua instrumentalização crítica e fortalecendo sua conduta e intervenção na sociedade.

 
 

 

 
Experiências na formação de professores:
memórias, trajetórias e práticas do Instituto de Educação Clélia Nanci

Inês Ferreira de Souza Bragança.(org.)
Mairce de Silva Araújo.(org.)
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Traduzir e resgatar um percurso que precisa ser contado: o do Instituto de Educação Clélia Nanci, patrimônio histórico e simbólico da formação de professores de nível médio do município de São Gonçalo, o segundo mais populoso do estado do Rio de Janeiro. Essa é a proposta deste livro, que narra as experiências, memórias, histórias, movimentos educativos e processos formativos de diferentes matizes na educação de docentes, no IECN, construindo resistências e (re)inventando outros modos de formar profissionais. Este livro, uma coletânea composta por vários fios de memórias, é um convite para adentrarmos os muros do Clélia Nanci, seus espaços e suas vozes – espaços esses que buscam promover encontros intergeracionais entre professores e jovens estudantes que tomam a experiência compartilhada como oportunidade de reescrever outras histórias e outras memórias. Em uma realidade cuja educação pública ainda encontra-se desprovida de grandes investimentos, o IECN, que em 2013 completou 50 anos, fortalece-se como espaço necessário – um oásis de produção de narrativas. Nesse contexto, o livro deseja construir uma experiência com o passado que potencialize o presente e os projetos de futuro para a formação docente.

 
 

 

 
Fazer com paixão sem perder a razão: retalhos de uma experiência em escola pública de tempo integral

Joanir Gomes de Azevedo.
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Descreve a experiência da autora em educação popular, levada a efeito num ciep da Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, entre 1986 e 1991. Em vez de organizar-se num relato linear, o texto segue uma estrutura de retalhos, compondo uma espécie de colcha. A escritura insubordinada quanto ao grau de importância dos fatos referidos permite ao leitor tramar uma rede pessoal na articulação entre o narrado e as próprias experiências, estabelecer significância assimétrica entre os fragmentos, deter-se mais nuns do que noutros, encontrando seu fio particular da meada — em função de sua memória social, de sua percepção e de sua compreensão da realidade, de seu maior ou menor interesse por este ou aquele aspecto.

 
 

 

 
Feminismo: que história é essa?

Daniela Auad.
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Muitas foram as mudanças nas últimas décadas quanto à inserção da mulher na sociedade, mas resta fazer diversas outras. Se por um lado hoje há mais mulheres profissionalmente ativas, independentes e em cargos de chefia, por outro persistem no Brasil e no mundo elementos típicos do machismo mais arraigado e opressor. Ainda há mulheres proibidas de andar nas ruas e de trabalhar. Ainda há mulheres vítimas de mutilação do órgão sexual. Ainda há mulheres condenadas à morte devido ao adultério. Para que isso se encerre de uma vez por todas e se extirpem as desigualdades entre os gêneros, é preciso conhecer as raízes das circunstâncias que levaram a essa situação. É o que leitores e leitoras encontram neste livro.

 
 

 

 
Filomena

Carlos Augusto Nazareth.
Elvira Vigna.(Ilustr.)
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Maria Filomena, “ruiva, cabelos cor de fogo, sardas cor de ferrugem”, é uma menina curiosa que gosta de esconder-se no sótão para pensar. Filha única, tem na leal Berenice sua melhor amiga. Encanta-a o lá-fora do mundo, o “cheiro de vida” que recende da terra, do vento, da chuva. Aos “doze anos muito falantes”, Filó confronta-se com experiências e sentimentos desconhecidos: seu coração passa a bater mais forte por Bernardo, namorado de Berenice; seu corpo ameaça tomar contornos de mulher; sua mãe lhe diz que precisam se mudar. E é nisto que reside a riqueza do livro, que inclui um “álbum de retratos” feito de pinturas a óleo: na capacidade de enfrentar o novo, por maiores que sejam os temores.

 
 

 

 
Filosofia para crianças

Walter Omar Kohan.
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Tem a finalidade de levar a prática da filosofia à educação das crianças, área situada nas interfaces entre filosofia, educação e psicologia. Mais particularmente, contribui para a reflexão do programa de Matthew Lipman, cuja importância singular deriva de ser — como Freud para a psicanálise, Saussure para a linguística e Weber para a sociologia — um iniciador e um sistematizador do caminho por ele fundado. No ultrapasse de concepções românticas e idealizadas, ele foi o primeiro autor a levar a sério uma fundamentação teórica (a qual deu origem a um dispositivo prático e institucional para viabilizá-la) a permitir tornar o conteúdo filosófico ferramenta-chave na formação educacional infantil.

 
 

 

 
Filosofia, educação e política

Michael F. Shaughnessy.(org.)
Mitja Sardoč .(org.)
Paulo Ghiraldelli Jr..(org.)
Pedro F. Bendassolli.(org.)
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Numa série de entrevistas, scholars dedicados à filosofia da educação discorrem sobre temas como educação cidadã, pedagogia revolucionária, práticas educacionais, grade curricular, padrões de avaliação, grupos minoritários, política e governo. A educação é vista como prática efetiva de transformação social, e não apenas como corpus de conhecimentos “técnicos”, como didática ou produto de políticas educacionais. Abordam-se algumas das mais cruciais questões éticas, morais e filosóficas que dividem professores, pesquisadores e pensadores. O confronto aberto e sério de posturas intelectuais a respeito da educação é enriquecido pelo fato de os entrevistados integrarem diferentes tradições e correntes de pensamento.

 
 

 

 
Finnício Riovém

Donaldo Schüler.
Cristiane Löff.(Ilustr.)
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Adaptação para o público infantojuvenil de Finnegans Wake, de James Joyce, um dos livros mais intrigantes da literatura ocidental do século XX. Premiado com o Jabuti de 2004 por Finnicius Revém, tradução do mesmo romance, Donaldo Schüler empreende aqui exitosa reinvenção literária por meio da criatividade e da irreverência no trato com o léxico, mantendo o fio da fábula, os personagens e episódios centrais da história, sem abrir mão dos trocadilhos e dos neologismos: “Você está vendo aquele edifício? É feito de tijolos, ferro, cimento, vidro… Agora feche os olhos, o que você está vendo é um imagifício”. As ilustrações de Cristiane Löff compõem a obra em apurada sintonia com o texto.

 
 

 

 
Formação continuada de professores: comunidade científica e poética — uma busca de São Luís do Maranhão

Célia Frazão Soares Linhares.(org.)
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Disserta a respeito da necessidade de fortalecer o ensino público de São Luís (MA), priorizando a formação continuada de professores e funcionários e a aproximação da comunidade. Entre outros assuntos, apresenta a história do Projeto Escola Sonhos do Futuro, voltado ao fomento da pesquisa-ação, cuja metodologia se pauta na observação, no registro, nos estudos e debates sobre a prática pedagógica, de modo a possibilitar a reinvenção do fazer educativo mediante uma modalidade de capacitação em serviço. Esperam- -se dos professores atitudes mais ativas e reflexivas, cuja capacidade de avaliação seja a cada dia mais aguçada e sirva como instrumental para compreender a realidade complexa desvelada a todo instante.

 
 

 

 
Formação de professores: possibilidades do imprevisível

Joanir Gomes de Azevedo.(org.)
Neila Guimarães Alves .(org.)
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Traz a voz de professores que contam suas vivências em sala de aula e costuram as tramas de suas experiências de ensinar e aprender com os alunos, razão máxima da docência. A noção de rede é fundamental na compreensão das identidades dos sujeitos. Somos seres múltiplos, pois fazemos parte de distintos contextos socioculturais. Educação familiar, classe econômica, crença religiosa, trajetória escolar, lazer e acesso ao conhecimento, entre outros aspectos, são fundamentais no desenrolar do fio condutor de nossas vidas. Integramos um movimento contínuo de ensinamento e aprendizagem, com espaço para que possamos (e devamos) nos surpreender e nos encantar com o novo, com a possibilidade do imprevisível.

 
 

 

 
Formação de professores: uma crítica à razão e à política hegemônicas

Célia Frazão Soares Linhares.(org.)
Maria Cristina Leal.(org.)
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É um convite para múltiplos diálogos, entre pesquisadores e leitores, entre o mundo presente e o que está por construir, entre ações e imaginações, como canais de respeito à vida e à profissão de educar e ser professor. Os autores partem da atividade de pesquisa e docência universitária, conjugando a busca de rastros históricos da constituição do conjunto de lógicas que modelaram o pensamento e os modos de conceber e fazer política com indícios de movimentos que têm desafiado esses paradigmas. O resultado é uma viagem dos pré-socráticos à pós- -modernidade, na qual se discutem razão e paixão, teoria e prática, ciência, tecnologia e formação profissional, estruturas instituídas e projetos de educação escolar.

 
 

 

 
Formação inventiva de professores

Rosimeri de Oliveira Dias.(org.)
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Invenção é a palavra chave desse livro. Os autores, professores, pesquisadores e alunos da escola básica e da universidade, discutem as concepções tão arraigadas que tratam como objetos específicos e concretos os saberes necessários do professor. Aqui, em uma análise crítica dos processos de formação de professores, a busca é pelo indeterminado e pela ação, pela inseparabilidade entre conhecimento e vida. Em cada artigo a mensagem é clara: conhecer é agir, não é uma tarefa unilateral. Exige trabalho, experimentação e discussão em um exercício constante contra o cotidiano, contra as rotinas avassaladoras dos espaços e tempos escolares.

 
 

 

 
Forrobodó na linguagem do sertão:
Leitura verbovisual de folhetos de cordel

Alberto Roiphe.
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Alberto explica: “É na leitura de folheto de cordel que se conhece outro folheto de cordel. Esses folhetos, como se viu, se inter-relacionam por meio da forma como os personagens se exibem, por meio dos instrumentos que usam, por meio do espetáculo que provocam. … O efeito estético sobre o leitor se amplia à medida que não se limita somente ao gosto pelo espetáculo por meio do aplauso ou da vaia, mas experimenta, em meio à oscilação entre a luta e a festa, assim como fazem o poeta e o artista, possibilidades poéticas de escolhas, provocações, comparações, irreverências, contradições, descobertas. Sem limites.”

 
 

 

 
Futebol: paixão e política

Paulo Cesar Rodrigues Carrano.(org.)
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Perceber a onipresença do futebol na escola, sobretudo em momentos de grande mobilização popular como Copas do Mundo, não passa de obviedade. Mas qual sua importância para a educação? Como a escola pode absorvê-lo num sentido didático e amplamente educativo? São questões que norteiam este livro, no qual pensadores e especialistas, como Eduardo Galeano, Salman Rushdie e Juca Kfouri, tentam captar o esporte nacional em época de globalização. A inclusão dessa temática na coleção “O sentido da escola” se dá, fundamentalmente, pela percepção das emoções provocadas nos espaços e tempos cotidianos escolares, que tantas vezes se alteram com os sentidos que são disputados em outros campos, oficiais ou não.

 
 

 

 
Gestão da escola: desafios a enfrentar

Sofia Lerche Vieira.(org.)
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Campo de reformas as mais diversas a partir de meados dos anos 1990, como as promovidas pela ldb, pelos pcns, pelo pne e pelas dcns, a escola é hoje um novo foco da política educacional, contexto que impõe desafios aos profissionais da área. Por meio da discussão de quatro temas centrais — a função social, o projeto pedagógico, o sucesso escolar e a avaliação institucional —, este livro sintoniza o leitor com a reflexão atual e necessária sobre o tema. Escrito por especialistas integrantes do Programa de Capacitação a Distância para Gestores Educacionais (Progestão), colabora na construção da escola como um ambiente de trabalho cooperativo e comprometido com a qualidade do ensino-aprendizagem.

 
 

 

 
Gestão e políticas da educação

João Ferreira de Oliveira.(org.)
Mariluce Bittar.(org.)
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Discute novas políticas de gestão da educação, formuladas com base na concorrência, na eficiência, nos resultados e na produtividade, instrumentos de suporte à acumulação capitalista e de solidificação da ordem neoliberal. São abordados os resultados das reformas de descentralização educativa no Brasil, na Argentina, no Chile e no México, as consequências da implementação do Plano de Desenvolvimento da Escola em Goiás, o sistema de gestão do ensino em Minas Gerais, o processo de democratização educacional em Mato Grosso do Sul, os resultados de pesquisas de projetos que analisam o poder e a participação na escola, as diretrizes de desenvolvimento do ensino superior e da pós-graduação no Brasil.

 
 

 

 
Grafias da identidade: literatura contemporânea e imaginário nacional

Luis Alberto Brandão.
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Na análise de textos de ficção que contribuem para a compreensão da atualidade, pensa-se a literatura a partir de uma abordagem antropológica ampla. Nos escritores protagonistas deste estudo — Antonio Tabucchi, Paul Auster, Zulmira Ribeiro Tavares, Ricardo Piglia, Milton Hatoum e Rafael Courtoisie — revelam-se as linhas de força do imaginário contemporâneo. O livro incorpora ao discurso crítico formas de escrita e reflexão permeadas de ficcionalidade. Num movimento simultâneo de irrealizar a realidade e realizar o imaginário nacionais, o autor trata não de identidades fixas, paralisadas numa ordem mítica, mas de processos múltiplos de identificação que se reorganizam em função de novas demandas.

 
 

 

 
Grandes ideias para pequenos e micronegócios

Carlos Aquiles Siqueira.
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Analisa e divulga a geração de trabalho e renda a partir de recursos naturais e de meios eletrônicos. Diante das dificuldades financeiras decorrentes da globalização, cabe ao pequeno e ao microempresário pensar em soluções criativas e viáveis para problemas tradicionais. Os mais variados cenários do mundo dos negócios são descritos aqui, com amparo em fontes distintas, como jornais, periódicos, internet e anais de congresso. O objetivo do autor, que desenvolve projetos para o terceiro setor e governos de todo o país, é tanto incentivar os leitores a considerar a possibilidade de se tornarem empreendedores quanto sugerir a gestores públicos e ongs propostas para reduzir a desigualdade socioeconômica.

 
 

 

 
Guerrilha e revolução:
A luta armada contra a ditadura militar no Brasil

Jean Rodrigues Sales.(org.)
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O ano de 2014 foi marcado pelos cinquenta anos do golpe militar brasileiro e suas rememorações, além da recente divulgação do relatório final da Comissão Nacional da Verdade, que investigou as graves violações de direitos humanos ocorridas durante a ditadura. Nesse contexto de muitas matérias e pesquisas sobre esse período da história do Brasil, Guerrilha e revolução desponta como uma obra de papel fundamental.

 
 

 

 
Habilidades: ensino jurídico e contemporaneidade

Roberto A. R. de Aguiar.
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O termo “habilidade” precisa ser focalizado como fator primordial na possibilidade de expansão do potencial humano, ensejando nos novos profissionais jurídicos conhecimentos sobre o sujeito de direitos, as questões de cidadania, a juridicidade dos movimentos sociais e a produção da alteridade. Este livro debate a atualidade do direito, seu ensino e prática, apontando equívocos e proposituras da ciência jurídica, a qual deve atentar para a multidisciplinaridade como ferramenta de compreensão e modificação de problemas. Cabe ao direito, baseado em sua tendência de luta pela afirmação de conquistas, assumir a dianteira na construção da democracia como processo de constituição das relações humanas.

 
 

 

 
Hermenêutica e educação

Nadja Hermann.
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O problema central da hermenêutica, modo de filosofar que tematiza a compreensão da experiência humana no mundo, é a interpretação — ato cultural, associado à criação do sujeito e à produção do saber, que surge com as lutas espirituais do Renascimento. A interpretação, que de tão perto interfere na prática educativa e nas investigações que a ciência acomete, está no cerne da atividade hermenêutica, que a adota como verdadeiro princípio, por considerar a compreensão instância fundadora da existência. Este livro delineia os traços básicos da filosofia hermenêutica, o contexto em que se origina, o programa de Hans-Georg Gadamer e a aproximação reflexiva da educação a partir de suas possibilidades compreensivas.

 
 

 

 
História e imprensa: representações culturais e práticas de poder

Lúcia Maria Bastos P. Neves.(org.)
Marco Morel.(org.)
Tania Maria Bessone da C. Ferreira.(org.)
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Derivado de seminário homônimo realizado na Uerj, este livro desvenda a trajetória dos meios de comunicação e seus agentes desde o raiar do século xix até os dias atuais. Filiados a diversas instituições acadêmicas do país, os autores mapeiam as principais linhas de produção historiográfica voltadas para as relações entre estudos históricos e imprensa, levando em conta novas pesquisas documentais e recentes perspectivas teóricas e metodológicas de abordagem, surgidas no âmbito da renovação historiográfica das duas últimas décadas. É uma prova do movimento de renovação por que passam hoje os estudos de história política, ao passo que demonstra seu enriquecimento na esteira dos avanços da história cultural.

 
 

 

 
Histórias da noite carioca

Eric Novello.
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O livro conta a história de Lucas Moginie, escritor com fobia de ficção e viciado na vida real. Lucas escreve sobre o que vê, aquilo que vive, transformando amigos e desconhecidos em personagens sem pedir permissão. Mas Lucas não contava que a fama fosse transformar o mundo real em um grande teatro. Contando com a possibilidade de participar das tramas do escritor, as pessoas ao redor param de agir naturalmente, cospem frases feitas e de efeito, abusam de gestos e poses previamente ensaiados. O escritor entra em crise e sua carreira fica por um fio. Para furar o bloqueio de criatividade, Lucas resolve contar a única história preservada até hoje: a sua própria; e revisita personagens inesquecíveis do passado. Parece um trabalho simples? Espere até entrar na mente de Lucas Moginie.

 
 

 

 
Humanidades

Paulo Ghiraldelli Jr..(org.)
Ronie Alexsandro Teles da Silveira.(org.)
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Oferece um panorama de disciplinas básicas que integram essa macroárea do conhecimento, como política, sociologia, antropologia, direito, feminismo, psicologia, literatura, filosofia, epistemologia e teologia. A abordagem dos textos é simples, feita segundo um vocabulário de encomenda: solicitou-se aos autores — especialistas nos assuntos de que tratam — que escrevessem de maneira que o “leigo culto” pudesse assimilar rapidamente o conteúdo. Os assuntos são agrupados sem nenhuma hierarquia, pois a noção de que as humanidades possam ser apreendidas segundo critérios de prioridade inviabiliza iniciativas que deveriam propiciar o ultrapasse das fronteiras entre variegadas formas do saber.

 
 

 

 
Identidades docentes 1

Dóris Maria Luzzardi Fiss.(org.)
Laura Souza Fonseca.(org.)
Leonidas Roberto Taschetto.(org.)
Martha Marlene Wankler Hoppe.(org.)
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Com base em reflexões feitas por professores de diferentes instituições de ensino superior, este livro tem como foco a experiência da docência, os processos de formação discente e a produção de identidades advinda dessa convivência. A partir de relatos com referenciais teórico-metodológicos variados, são apresentadas investigações em temas atuais, como práticas formativas da educação de jovens e adultos (EJA), pedagogia, matemática, artes cênicas e segurança pública. Busca-se manter aceso o diálogo que faz da docência um saber heterogêneo e plural, ressaltando a relação professor/aluno como elemento indissociável para a compreensão do trabalho docente e da formação discente.

 
 

 

 
Identidades sociais: ruralidades no Brasil contemporâneo

Roberto José Moreira.(Org.)
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Postula a existência de um sistema de desconstrução-construção do rural estabelecido pelas antigas oposições sociais e políticas decorrentes das revoluções burguesas, a exemplo de tradicional/moderno, rural/urbano, campo/cidade e agricultura/indústria. No debate brasileiro, as dinâmicas recentes na esfera rural são identificadas, por um lado, pela tendência à expansão das ocupações não agrícolas por populações que habitam áreas reconhecidas como rurais e, pois, predominantemente agrícolas, e, por outro, pela manifestação de práticas culturais, na cidade e no campo, que são expressões do estabelecimento de novas identidades sociais. É nesse prisma que se enfeixam os textos deste livro.

 
 

 

 
Iluminismo às avessas: produção de conhecimento e políticas de formação docente

Maria Célia Marcondes de Moraes.(org.)
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Congrega as políticas de formação docente nos anos 1990. Estuda-lhes os direcionamentos e conceitos, com base numa interlocução com as ciências sociais e a filosofia, por meio do exame de documentos oficiais, nacionais e internacionais relativos à educação. A primeira parte do livro oferece elementos a fim de compreender o projeto político que, em sua cruzada cultural para desfertilizar a escola, investiu na formação de um docente “desintelectualizado”, pouco adepto ao exercício da crítica. A segunda parte aborda o ceticismo epistemológico vigente e o empobrecimento do ato de conhecer, que desqualificam a necessidade humana de inquirir acerca de questões relativas à natureza do objeto e do próprio conhecimento.

 
 

 

 
Imagens na educação em ciências

Carmen Irene C de Oliveira.(org.)
Lucia Helena Pralon de Souza.(org.)
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O objetivo deste livro é apresentar perspectivas de pesquisa que utilizam as imagens como objeto de reflexão no campo da educação em ciências. Há estudos que se ocupam da imagem fixa (fotografias, desenhos etc) em sua dinâmica nas diferentes práticas e materiais de ensino, ou em seu valor como documento para a história da área. Outros estão voltados para a imagem em movimento, preocupando-se, em grande parte, com a questão da leitura em sala de aula. E, ainda, estudos que abordam a relação entre as imagens e a educação com os meios de comunicação e as novas tecnologias. Mas é, sobretudo, sua implicação nos diferentes processos de ensino, de produção de conhecimento e de formação que sustenta a necessidade de discussões e pesquisas que versem sobre o modo como elas circulam nos diferentes materiais e espaços, e como elas nos permitem produzir sentidos.

 
 

 

 
Ímpar

Renato Rezende.
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Em Ímpar, considerado por Alberto Pucheu um livro “quase que solitário na atual poesia brasileira”, a mística dos poemas manifesta-se na busca da purificação por meio da renúncia e do desapego: “De repente,/ no meio do shopping/ o impulso natural,/ o súbito desejo/ de ficar cego”. Para tornar-se oco, novo, fogo, ouro, é preciso abdicar do corpo, das emoções, dos elos: “As emoções,/ eu desisto delas todas, o coração limpo/ ou não, eu desisto do coração, do umbigo/ que me ligou à minha mãe, eu desisto da minha mãe”. Na poesia alquímica de Renato Rezende, em que fulgurações de Rimbaud aliam-se a escatologias de Baudelaire, a iluminação se dá pela combustão da linguagem, da substância física e da identidade.

 
 

 

 
Inclusão digital: tecendo redes afetivas/cognitivas

Nize Maria Campos Pellanda.(org.)
Elisa Tomoe Moriya Schlünzen.(org.)
Klaus Schlünzen Junior.(org.)
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Contempla a articulação de experiências na área de inclusão digital, pesquisas de ponta sobre cognição e virtualidade com importantes reflexões a respeito do papel da tecnologia na expansão do potencial humano. A construção de uma rede solidária pode representar um novo patamar civilizatório pela densificação das relações amorosas que possibilitariam a ampliação da inteligência. A fragmentação da modernidade marcou a civilização com várias formas de fraturas que minam o senso de humanidade e impõem óbices ao conhecimento de uma pertença cósmica. Usar o meio digital para lançar pontes entre as diferentes dimensões da realidade e reduzir o abismo entre excluídos e incluídos é o eixo deste livro.

 
 

 

 
Indústria automotiva: a nova geografia do setor produtivo

Antonio Moreira de Carvalho Neto.(org.)
Magda de Almeida Neves.(org.)
Maria Regina Nabuco.(org.)
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Este livro é uma bússola para entender os novos rumos da indústria automotiva brasileira. Resultado de pesquisas de campo nas principais montadoras do país, além de estudos de caso estrangeiros pertinentes à macrocompreensão do setor, indica de que forma se articulam alguns dos pontos cardeais dessa nova geografia — entre os quais as razões por que uma montadora se instala em determinado lugar, a relação entre empresas e governos estaduais, os programas e métodos internos de trabalho, sistemas logísticos específicos e a atuação de sindicatos. A análise empreendida mostra-se atenta a questões como emprego, bem-estar social e modos contemporâneos de organização trabalhista.

 
 

 

 
Infância e maquinarias

Maria Isabel Edelweiss Bujes.
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Mais do que um tema a requerer atenção de variadas instâncias, a fase da existência convencionalmente denominada “infância” configura um problema que concentra boa parte das preocupações das sociedades atuais. Para apresentar e desenvolver sua hipótese de leitura sobre a maneira pela qual operam as relações entre infância e poder, a autora elege como foco um documento oficial — o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Ao desenvolver seu propósito, ela empreende uma opção teórica que lhe fornece instrumental para buscar, na análise de Foucault sobre o sujeito, a inspiração para realizar seu projeto de demonstrar a constituição infantil como um fenômeno da ordem da cultura.

 
 

 

 
Informática na educação

Raquel de Almeida Moraes.
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Analisa a política de informática na educação brasileira, das origens nos anos 1930 até 1989, quando da volta das eleições diretas. Avalia-lhe tendências e contradições, como as decorrentes da lógica de oposição entre as racionalidades de acumulação local e global. Ancora-se na tese de que a área sofreu uma ação intervencionista-nacionalista, o que se deve, na visão da autora, ao caráter estratégico que as tecnologias adquiriram com o desenvolvimento capitalista no Brasil. O argumento central do estudo é o de que, em face do processo de redemocratização do país, o processo decisório de informática na educação passou a demandar novos atores, como os pesquisadores envolvidos nos projetos estatais e a sociedade civil.

 
 

 

 
Intervenção socioanalítica em conselhos tutelares

Maria Lívia do Nascimento.(org.)
Estela Scheinvar.(org.)
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Produto de uma prática de estágio curricular do curso de psicologia da Universidade Federal Fluminense (UFF) em conselhos tutelares (CTs) do estado do Rio de Janeiro, apresenta a produção construída nesses espaços, buscando efetivar uma rede de debates. A instituição do estágio, as práticas de assistência à criança e ao adolescente, o mundo da norma jurídica, as subjetividades circulantes, as tensões políticas locais e nacionais, as demandas no campo da psicologia e outras discussões construíram os textos reunidos neste livro. A partir de uma abordagem socioanalítica, contribui com a problematização da formação e das práticas profissionais, das propostas políticas e das práticas de assistência social no Brasil de hoje, entendendo-as como históricas e, portanto, em constante circulação.

 
 

 

 
Itinerários de pesquisa: perspectivas qualitativas em sociologia da educação

Nadir Zago.(org.)
Marília Pinto de Carvalho.(org.)
Rita Amélia Teixeira Vilela.(org.)
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Aprofunda a discussão teórica e metodológica ensejada pela investigação e estudo de situações reais no campo da educação. Contempla as indagações centrais da pesquisa qualitativa em sociologia da educação, que talvez atendam a resumir-se a uma pergunta principal: qual o papel social dessas investigações? Os autores aqui reunidos expõem algumas das questões com que se defrontaram e as soluções que puderam desenvolver no decurso de atividades determinadas e próprias de investigação sociológica.

 
 

 

 
John Dewey: a utopia democrática

Marcus Vinicius da Cunha.
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John Dewey (1859-1952) é lembrado com um dos pensadores que desencadearam o movimento de renovação das ideias e práticas pedagógicas conhecido como Escola Nova. Ele é o responsável por noções educacionais que marcaram a primeira metade do século xx e que hoje voltam a ser discutidas. De sua autoria, por exemplo, é a proposta de organizar a escola como uma “sociedade em miniatura”, conforme consta no Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova (1932), assim como o conceito de “pensamento reflexivo”, presente nas discussões atuais que buscam conferir novo sentido à ação dos professores. Este livro analisa o pensamento pedagógico de Dewey, sobretudo o exposto nos livros Como pensamos e Democracia e educação.

 
 

 

 
Jornal, solidariedade e voluntariado

Carmen Lozza.
Regina Pinto.
Sílvia Pedreira.
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Mostra como a solidariedade e o voluntariado ganharam espaço de notícia. Analisa a gênese desses valores e sua presença no cotidiano, relacionando-os ao capitalismo, ao neoliberalismo e à globalização. Textos de jornais e revistas revelam- -se útil complemento ao material didático usado na escola, pois reforçam os benefícios e a necessidade da leitura, prática indispensável à constituição psicocultural do ser humano. O ponto de vista contemporâneo dos temas abordados dinamiza o debate dos conceitos. Um dos aspectos elementares do jornalismo — confrontar distintas versões relativas a um fato — estende-se a esse tipo de pedagogia: ensina-se a importância de haver uma perspectiva ampla na compreensão do que se lê.

 
 

 

 
Jovens em tempo real

Jorge Atílio Silva Iulianelli .(org.)
Paulo Cesar Pontes Fraga.(org.)
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Embora reconheça não ser possível cunhar uma definição absoluta de juventude, conserva homogeneidade temática: a dos males que afligem os jovens pobres brasileiros. As questões de desemprego, preconceito racial, exploração sexual, mortes por causas externas, evasão escolar, envolvimento com uso e venda de drogas, violência policial, gravidez na adolescência, aids etc. desenrolam diante dos olhos heranças do passado colonial-escravagista que insiste em não ter fim. Dos centros urbanos como São Paulo, Curitiba e Fortaleza, das favelas cariocas ao sertão nordestino, emerge uma constatação: a produção incessante de necessidades de consumo que afetam jovens sem condição material de satisfazê-las.

 
 

 

 
Justiça da Infância e da Juventude: tudo que você precisa saber

Siro Darlan de Oliveira.
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Visa a encurtar a distância entre a população e a Justiça da Infância e da Juventude do Rio de Janeiro. Por meio de textos claros e diretos, esmiúça um a um os setores da 1ª Vara da Infância e da Juventude (VIJ), à qual cabe a responsabilidade de prevenção, mediação, defesa de interesses e julgamento de conflitos e impasses nos quais se envolvam crianças e adolescentes. Também se abordam as competências da 2ª VIJ, juízo encarregado especificamente de adolescentes implicados na prática de infrações. Respaldado em documentos oficiais, como o eca, a Constituição Federal e o Código Civil, o autor ainda explica episódios controvertidos, e por vezes mal interpretados, como a proibição da participação de crianças na novela Laços de família.

 
 

 

 
Justiça social: uma questão de direito

Maria Elena Rodriguez Ortiz.(org.)
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Em face do neoliberalismo, a sociedade civil organizada assume papel cada vez mais importante na reivindicação de seus direitos, precisamente no pleito de que o Estado seja o responsável por garanti-los. A função deste livro é disseminar os princípios dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (DESC), relacionando-os a temas variados como democracia, globalização, pobreza e solidariedade, e sensibilizar a sociedade para a necessidade inadiável de estabelecer mecanismos formais para sua exigência. Também aspira a atender à demanda por referências conceituais sobre o assunto, servindo de apoio, a um só tempo, à reflexão teórica e ao engajamento numa práxis política.

 
 

 

 
Juventude nas sombras: escola, trabalho e moradia em territórios de precariedades

Denise Cordeiro.
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É resultado de cuidadosa pesquisa de campo empreendida no Jardim Catarina, um dos bairros mais pobres de São Gonçalo (RJ) e o maior loteamento urbano da América Latina. O processo investigativo cria uma cartografia do lugar, dos corpos e das relações. Em meio a “paredes de cal e tijolo à vista, ruas asfaltadas, ruas de terra batida, descampados, sol delirante, chuvas e lama”, Denise Cordeiro segue o caminho de flâneur para trazer à tona percursos labirínticos traçados por jovens pobres, com escolarização precária, e por antigos moradores. Esse itinerário permitiu à autora conhecer o abandono do bairro e, também, na contramão das adversidades, potências de vida, expectativas e sonhos.

 
 

 

 
Kairòs, Alma Venus, Multitudo: nove lições ensinadas a mim mesmo

Antonio Negri.
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Como inventar uma história do “materialismo contra o poder”? Antonio Negri desafia o predomínio do idealismo e do transcendentalismo para retomar a argumentação a partir de uma pergunta urgente: poderão os pobres decidir sobre o destino da humanidade e construir uma vida de homens livres? Com essa interrogação como pano de fundo, os ensaios passam pelo evento do conhecer e do nomear (Kairòs), pela nova forma de relação com o outro (Alma Venus) e pela multidão que experimenta seu potencial de liberdade (Multitudo). Nestes pensamentos escritos no cárcere, o autor propõe o materialismo como o “outro” irredutível do poder, ressaltando o surgimento das resistências e os fundamentos de uma constituição ética.

 
 

 

 
Labirintos do trabalho: interrogações e olhares sobre o trabalho vivo

Denise Alvarez.(org.)
Jussara Brito.(org.)
Marcelo Figueiredo.(org.)
Milton Athayde.(org.)
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Estar fora do cordão dos curiosos em torno do “corpo estendido no chão”, não raro sufocante em sua ignorância, é o que permite o ponto de vista transversal que aciona os autores deste estudo, com a régua e o compasso da experiência-trabalho e dos saberes disciplinares acerca dessa atividade humana, a nos desafiar com seus labirintos. Para isso, mobilizam ferramentas teóricas, metodológicas e técnicas que incorporam instrumentos da ergonomia da atividade, da clínica da atividade de trabalho, da psicodinâmica do trabalho, da linguística dialógica, da saúde coletiva e do trabalhador e dos estudos das relações de gênero, encaminhamento que converge para a abordagem ergológica.

 
 

 

 
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional

Lamparina editora.(org.)
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Edição com a íntegra da LDB (Lei 9.394/1996). Traz, entre outros dispositivos, esta legislação correlata: Lei 9.766/1998 e Dec. 6.003/2006 (salário-educação); Lei 10.260/2001 e Dec. 4.035/2001 (Fundo de Financiamento ao Estudante de Ensino Superior); Lei 11.096/2005 e Dec. 5.493/2005 (Programa Universidade para Todos); Dec. 5.840/2006 (Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos); Lei 11.494/2007 e Dec. 6.253/2007 (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação); Dec. 6.302/2007 (Programa Brasil Profissionalizado); Lei 11.947/2009 (atendimento da alimentação escolar e Programa Dinheiro Direto na Escola). Contém referências legislativas e índice remissivo.

 
 

 

 
Levando a raça a sério: ação afirmativa e universidade

Daniela Galdino.(org.)
Joaze Bernardino.(org.)
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Os estudos científicos decretaram o fim da raça como categoria biológica, que determinava o comportamento moral, intelectual e cultural dos indivíduos. No plano social e político, todavia, sobretudo como critério explicativo das desvantagens enfrentadas pela população negra no Brasil, remanesce uma abordagem específica do conceito. Os autores deste livro esperam que a raça como esfera sociológica seja levada a sério na formulação de políticas públicas adequadas ao fenômeno. Lutar contra o racismo, o preconceito e a discriminação racial — que se materializam nos indicadores de desigualdades — requer ações que conjuguem medidas punitivas, além de estratégias de ação afirmativa e combate à miséria.

 
 

 

 
Linguagens e interatividade na educação a distância

Leda Maria Rangearo Fiorentini.
Raquel de Almeida Moraes.
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Dedica-se a compreender como a interatividade contribui para definir as concepções dos textos didáticos, do hipertexto e dos programas de televisão e vídeo, de modo a empregá-los em seus limites mais satisfatórios. Associada aos dispositivos tecnológicos, a interação desponta como fator de importância definitiva na educação a distância, pois determina com rigor objetivo o uso que se faz dos meios de comunicação, as novas relações entre os atores do processo de ensino- -aprendizagem que se estabelecem no plano da linguagem e na produção do material educativo. A assimilação de conhecimentos, aberta e flexível, é caracterizada pela possibilidade de desvelar significados, negociar sentidos e mediar múltiplos saberes.

 
 

 

 
Linguística centrada no uso:
Teoria e método

Mariangela Rios de Oliveira.(org.)
Ivo da Costa do Rosário.(org.)
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Um livro técnico, para quem quer saber mais sobre linguística funcional, suas teorias e metodologias. Esta é uma coletânea composta por 11 capítulos, que traz reflexões teóricas e discute alternativas metodológicas no âmbito do funcionalismo em seu viés mais recente. Organizada por Mariangela Rios de Oliveira & Ivo da Costa do Rosário, docentes do Grupo de Estudos Discurso & Gramática, insere-se na nova vertente da pesquisa funcionalista, que, na interface com os estudos cognitivistas, destaca a intrínseca relação entre sentido e forma com foco nos contextos de uso.

 
 

 

 
Lugares da infância: filosofia

Walter Omar Kohan.(org.)
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Trata da relação entre infância e filosofia. Na primeira seção, aborda-se a infância, dialogando-se com o poeta mato-grossense Manoel de Barros e ressituando-a além da cronologia: a infância como o que educa, e não apenas como o que precisa ser educado; uma infância da educação, e não só uma educação da infância. Na segunda, destaca-se a questão literária, presente, por exemplo, na interrogação acerca dos conceitos de “história” e “pensar” que atravessam a tentativa de conceber o sentido da filosofia e da literatura infantil. Na terceira e última seção, os textos se detêm em temas relacionados, entre outros aspectos, a propostas de trabalho e pesquisas relativas à presença da filosofia no ensino fundamental.

 
 

 

 
Manifesto antirracista: ideias em prol de uma utopia chamada Brasil

Marcelo J. P. Paixão.
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Neste livro, elaborado como contribuição para a I Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, diversas formulações teóricas e empíricas são organizadas em mais de quinhentos tópicos acerca da luta antirracista no Brasil e no mundo. O autor conduz uma análise panorâmica desde o pensamento social e as ideias de nação e identidade nacional, passando pelas dinâmicas da construção das desigualdades, até os indicadores sociodemográficos de educação, mercado de trabalho, questão agrária, gênero e violência policial. Aqui se desvelam outro Brasil e uma aposta em novas direções para pensá-lo. “É boa leitura para instruir o debate em torno das oportunidades na democracia racial de Pindorama” (Elio Gaspari).

 
 

 

 
Mediações históricas de trabalho e educação: gênese e disputas na formação dos trabalhadores (Rio de Janeiro, 1930-60)

Maria Ciavatta.
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As relações entre trabalho e educação passaram a receber tratamento renovado a partir dos estudos que, nas décadas de 1970-80, contribuíram para sua problematização. Este livro é um dos marcos dessa abordagem. Expressa uma síntese teórico-metodológica em busca do método da crítica à economia política a partir da historicidade dos acontecimentos e das estruturas sociais da gênese e das disputas na formação dos trabalhadores. O sentido histórico-ontológico dado ao termo “mediações” envolve o aprofundamento de outros conceitos — a fotografia como fonte de pesquisa, o documento, a história oral, a memória e a identidade, e a formação integrada entre o ensino médio técnico e a educação profissional.

 
 

 

 
Memória e patrimônio: ensaios contemporâneos

Mário Chagas.(org.)
Regina Abreu.(org.)
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As forças desencadeadas pela discussão em torno do patrimônio cultural desenham um novo cenário. A redefinição passa pelo campo do biopatrimônio e do patrimônio genético, propondo novos olhares para a relação entre natureza e cultura e facilitando a compreensão da noção de patrimônio natural como construção que se faz a partir do intangível. No campo dos museus, constata-se a revitalização de práticas discursivas de colecionamento, bem como de desenvolvimento de novos estudos. Nunca se colecionou tanto, nunca se arquivou tanto, nunca tantos grupos inquietaram-se tanto com memória, patrimônio e museus. Este livro reúne reflexões atuais elaboradas por autores que reconhecem a centralidade do tema.

 
 

 

 
Memória e temporalidades do trabalho e da educação

Maria Ciavatta.
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O tema deste livro é a história fotográfica e seu lugar na pesquisa em educação. A recuperação da memória de Paracambi — pequena cidade do interior do Rio de Janeiro com pouco mais de 41 mil habitantes — por intermédio de fotografias e da história contada por seus moradores é a primeira vertente do texto, pari passu com a transformação do espaço fabril do trabalho em espaço de educação. Seguem-se o mundo da escola, da ciência e da arte, o papel da memória, a discussão sobre a formação do cidadão produtivo emancipado e a alternativa da formação integrada entre a educação profissional e o conhecimento dos fundamentos científico-tecnológicos e histórico- -sociais da relação entre capital e trabalho.

 
 

 

 
Metamorfoses sociais e políticas urbanas

Maria Helena Rauta Ramos.(org.)
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Os desafios políticos impostos pelo uso das novas tecnologias no sistema de produção e pela reconfiguração do espaço urbano, assim como o impacto causado pela revolução informacional na produção do conhecimento, são os principais assuntos tratados aqui. Registra-se o resultado de pesquisas dedicadas à investigação dos processos urbanos, as quais se dirigem àqueles interessados em conhecer propostas correntes de gestão democrática da cidade e de reestruturação produtiva dos territórios. O diálogo engendrado ao longo das páginas indica os critérios hodiernos de avaliação da eficácia das políticas públicas e aponta para tensões decorrentes da reorganização socioeconômica deflagrada pelas mudanças tecnológicas.

 
 

 

 
Metodologia científica: a construção do conhecimento

Antonio Raimundo dos Santos.
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Fornece o instrumental necessário para elaborar documentos acadêmicos e científicos. Apresenta um roteiro detalhado para a realização de pesquisas com rigor metodológico: escolha do tema, definição de objetivos, coleta de dados e redação final. É um livro básico para que alunos de graduação ou pós-graduação desenvolvam pesquisas e apresentem seus trabalhos conforme padrões da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). A preparação de originais de cunho científico exige critérios que agreguem coerência, clareza e coesão ao texto. Quem se dedica à atividade, portanto, deve ter o cuidado de normatizá-lo, sobretudo quando indicado para publicação.

 
 

 

 
Metodologia da pesquisa para o professor pesquisador

Herivelto Moreira.
Luiz Gonzaga Caleffe.
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Enfatiza os aspectos objetivos da pesquisa acadêmica respaldados por discussões paradigmáticas. Especialmente útil para o desenvolvimento profissional do professor-pesquisador, e para a elaboração de monografias, dissertações de mestrado e teses de doutorado em ciências humanas e ciências sociais aplicadas, o livro trata, entre outros temas, das etapas fundamentais do processo, como a problematização e a revisão da literatura, das bases epistemológicas do positivismo e do interpretativismo — e das tipologias inerentes a ambos os paradigmas —, da elaboração e administração do questionário, da análise dos dados coletados mediante esse instrumento e da redação dos relatórios e dos textos finais.

 
 

 

 
Metrópole: governo, sociedade e território

Catia Antonia da Silva.(org.)
Désirée Guichard Freire.(org.)
Floriano José Godinho de Oliveira.(org.)
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No processo de reestruturação econômica e política do capitalismo mundial, o debate sobre a questão metropolitana é fundamental para compreender os elos entre a modernização seletiva, orientada para a recomposição da taxa de lucro do capital, e o desmonte de direitos sociais. Sobretudo nos países capitalistas periféricos, as metrópoles apresentam assimetrias econômicas, políticas e sociais, além de lutas e experiências históricas representativas dos impasses no atual contexto de intensificação de desigualdades socioespaciais. Este livro esmiúça o quadro complexo dos desafios práticos e teóricos à produção científica e à ação política orientada para as transformações sociais.

 
 

 

 
Metrópoles e invisibilidades:
da política às lutas de sentidos da apropriação urbana

Catia Antonia da Silva.(org.)
Andrelino de Oliveira Campos.(org.)
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Descortinar as invisibilidades das metrópoles; trazer luz aos invisíveis, aos excluídos da sociedade, marginalizados de alguma forma – é este o foco deste livro. Os invisíveis são aqueles muitos sujeitos que também contribuem na estrutura produtiva das cidades, mas que têm acesso dificultado aos direitos sociais e às políticas publicas, bem como não possuem lugar garantido no sistema de divisão do território em propriedades. Por não se encaixarem claramente em nenhuma parcela, costumam ser malvistos por grande parte da sociedade e não ganham a atenção das autoridades.

 
 

 

 
Modernização e território:
Entre o passado e o presente do Norte Fluminense

Júlia Adão Bernardes.(org.)
Catia Antonia da Silva.(org.)
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O estado do Rio de Janeiro está no centro da questão envolvendo a divisão dos royalties do petróleo e, nesse cenário, o Norte Fluminense entra em foco, já que é uma das principais regiões produtoras desse recurso natural no país. No entanto, também é uma das regiões fluminenses com mais sinais de contradições e desigualdades. Ao mesmo tempo que é uma das mais ricas quando se considera o Produto Interno Bruto (PIB), tem alguns dos piores indicadores sociais do estado. Tendo isso em vista, esta coletânea, organizada pelas geógrafas Júlia Adão Bernardes e Catia Antonia da Silva, traça um panorama das transformações espaciais em curso no Norte Fluminense, com enfoque na crise do setor sucroalcooleiro e na emergência de novos usos do território no contexto da modernização.

 
 

 

 
Movimento: revista da Faculdade de Educação da UFF – n. 1

Vários autores.
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Periódico de linha editorial pautada pela ênfase na pluralidade de ideias, teorias e propostas, dentro dos marcos da democracia e do respeito à liberdade de pensamento. Tem como compromisso construir um sistema de ensino público, gratuito, laico e de qualidade no Brasil e valorizar, mediante participação ativa no universo acadêmico e social, a dignidade profissional do conjunto dos trabalhadores da educação no país. Entre as seções temáticas, destacam-se artigos, resenhas, notas de pesquisa e de leitura. Estes três números têm os seguintes temas: juventude, educação e sociedade (n. 1); profissão docente: teoria e prática (n. 2); prática pedagógica: prática dialógica (n. 3).

 
 

 

 
Movimento: revista da Faculdade de Educação da UFF – n. 2

Vários autores.
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Periódico de linha editorial pautada pela ênfase na pluralidade de ideias, teorias e propostas, dentro dos marcos da democracia e do respeito à liberdade de pensamento. Tem como compromisso construir um sistema de ensino público, gratuito, laico e de qualidade no Brasil e valorizar, mediante participação ativa no universo acadêmico e social, a dignidade profissional do conjunto dos trabalhadores da educação no país. Entre as seções temáticas, destacam-se artigos, resenhas, notas de pesquisa e de leitura. Estes três números têm os seguintes temas: juventude, educação e sociedade (n. 1); profissão docente: teoria e prática (n. 2); prática pedagógica: prática dialógica (n. 3).

 
 

 

 
Movimento: revista da Faculdade de Educação da UFF – n. 3

Vários autores.
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Periódico de linha editorial pautada pela ênfase na pluralidade de ideias, teorias e propostas, dentro dos marcos da democracia e do respeito à liberdade de pensamento. Tem como compromisso construir um sistema de ensino público, gratuito, laico e de qualidade no Brasil e valorizar, mediante participação ativa no universo acadêmico e social, a dignidade profissional do conjunto dos trabalhadores da educação no país. Entre as seções temáticas, destacam-se artigos, resenhas, notas de pesquisa e de leitura. Estes três números têm os seguintes temas: juventude, educação e sociedade (n. 1); profissão docente: teoria e prática (n. 2); prática pedagógica: prática dialógica (n. 3).

 
 

 

 
Multiculturalismo: mil e uma faces da escola

Azoilda Loretto da Trindade.(org.)
Rafael dos Santos.(org.)
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O professor não mais detém o conhecimento em termos absolutos. Ele detém a porta, a passagem, a mediação, levando o indivíduo a refletir, a imaginar e a criar. Seus atributos essenciais são a escuta do aluno e o saber educativo de natureza formativa e ética. Ao mesmo tempo que leva o sujeito a uma aptidão técnica, transforma-o rumo à integração social. Visibilidade, audibilidade das diferenças de gênero, cultura, cor, etnia, orientação sexual, deficiência; emergir as histórias submersas de educadores, de alunos, da população — tudo isso, presente neste livro, aponta para o fortalecimento da prática docente que valorize uma aprendizagem que promova a todos por inteiro e que seja coletivamente insurgente.

 
 

 

 
Multiculturalismo: muito além da riqueza e da diferença

Cristina Gomes Machado.
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O multiculturalismo aplicado à prática educacional, tanto nas escolas de base como nos centros de formação profissional, enseja um novo modo de compreender e valorizar a diversidade. Mais do que a simples tolerância e a integração, propõe a interação das várias formas de manifestação cultural, não apenas no que diz respeito aos pontos de semelhança que se verificam entre uma e outra, mas sobretudo no que concerne a suas diferenças mais essenciais. Este livro explica o sentido do multiculturalismo a partir de sua origem: a cultura. A educação multicultural, a era digital, a educomunicação e as tecnologias de comunicação são aqui discutidas segundo a maneira como repercutem na vida de crianças, jovens e adultos.

 
 

 

 
Municipalização: os Conselhos Municipais de Educação

Wanderley Ribeiro.
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O multiculturalismo aplicado à prática educacional, tanto nas escolas de base como nos centros de formação profissional, enseja um novo modo de compreender e valorizar a diversidade. Mais do que a simples tolerância e a integração, propõe a interação das várias formas de manifestação cultural, não apenas no que diz respeito aos pontos de semelhança que se verificam entre uma e outra, mas sobretudo no que concerne a suas diferenças mais essenciais. Este livro explica o sentido do multiculturalismo a partir de sua origem: a cultura. A educação multicultural, a era digital, a educomunicação e as tecnologias de comunicação são aqui discutidas segundo a maneira como repercutem na vida de crianças, jovens e adultos.

 
 

 

 
Música e ioga transformando sua vida

Maria Lúcia P. Gregori.
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Mostra como ser mais saudável e feliz por meio da música e da ioga, áreas nas quais a autora tem experiência superior a trinta anos no trabalho com adolescentes e adultos. Seja tocando um instrumento, cantando ou apenas ouvindo, o indivíduo tem na música um recurso capaz de despertar emoções, ideias e sentimentos amiúde ocultos nas mais recônditas camadas da psique. Essa manifestação artística estimula o hemisfério cerebral direito, no qual as informações são processadas de modo intuitivo e analógico, o que favorece o desenvolvimento da sensibilidade, da criatividade e da autopercepção. O livro também ensina exercícios de respiração e meditação, acentuando- -lhes os benefícios para a saúde, o equilíbrio emocional e a paz interior.

 
 

 

 
Na lei e na raça: legislação e relações raciais, Brasil-Estados Unidos

Carlos Alberto Medeiros.
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O Brasil e os Estados Unidos costumavam ser interpretados como antípodas no que se refere à questão da raça: o primeiro como a terra da “democracia racial”, o segundo como um país inescapavelmente racista. Eventos sociais e políticos das últimas quatro décadas, contudo, têm alterado essas imagens, tornando-as mais nuançadas. Este livro escapa às armadilhas do maniqueísmo e do estereótipo com o objetivo de mostrar como o conceito de raça, e as categorias conceituais sociológicas a reboque, foi historicamente estabelecido nas duas nações, e as formas pelas quais em ambas se tem utilizado (ou não) a lei a fim de lidar com os problemas do racismo e da discriminação, incluindo políticas de ação afirmativa.

 
 

 

 
Narcotráfico e violência no campo

Ana Maria Motta Ribeiro.(org.)
Jorge Atílio Silva Iulianelli .(org.)
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O capitalismo ilícito está presente na área rural. O conluio entre as forças do crime organizado e setores político- -administrativos favorece o processo de lavagem de dinheiro. A face desse capitalismo ilícito conhecida como narcotráfico ameaça famílias de camponeses e a economia do país. A maconha já integra a cadeia produtiva da agricultura nacional, podendo ser considerada um narcoagronegócio. O Brasil funciona como rota do tráfico de cocaína para os grandes mercados de consumo, posto de comercialização e território livre para lavagem do narcodólar. Produzir uma discussão substantiva sobre o narcotráfico no campo, fundamentada em vivência ou pesquisa sistemática, é o propósito desta obra.

 
 

 

 
Nietzsche e os gregos: arte, memória e educação — assim falou Nietzsche v

Charles Feitosa. (org.)
Miguel Angel de Barrenechea. (org.)
Paulo Pinheiro. (org.)
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Traz à tona as reflexões da quinta edição do simpósio internacional Assim falou Nietzsche, que celebrou os 160 anos de nascimento do filósofo. Este livro, no qual se resgata o páthos vital que ele partilha com os gregos, aborda questões acerca da arte, da memória e da educação. Almeja-se retomar o espírito antidogmático que Nietzsche cultuou, sob a inspiração de filósofos antigos, mestres na arte de pensar e viver. Como os helenos, ele quis que a filosofia arejasse a vida, que o conhecimento não ficasse restrito aos profiláticos gabinetes acadêmicos. Inspirado nos gregos, tentou fazer da vida uma incessante criação, jamais permitindo que a precisão do pensamento limitasse a expansão da vida. (Ver A fidelidade à terra).

 
 

 

 
No contemporâneo:
arte e escritura expandidas

Roberto Corrêa dos Santos.
Renato Rezende.
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Escrito a quatro mãos por Roberto Corrêa dos Santos e Renato Rezende, No contemporâneo: arte e escritura expandidas se propõe como livro-de-artistas-pesquisadores, valendo-se de novas ordens de construção, feito de proposições sobre arte, escritura e imagens, constituindo a um só tempo pesquisa teórica em arte e produção artística. O livro se organiza em torno de quatro níveis intimamente interligados entre si: um é o texto histórico, explicativo, informativo, trazendo-nos compreensões de desdobramentos do campo do que se diz sobre a arte, sobre a escrita, sobre o pensamento.

 
 

 

 
Nômada

Rodrigo Garcia Lopes.
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Apresenta poemas de pujante lirismo e expressiva plasticidade gráfico- -visual, que discutem temas contemporâneos marcados pela incerteza e pela velocidade. Investindo na poesia como instrumento perceptivo, o autor surpreende com peças que recordam canções, pela sutileza e pela musicalidade, em contraste com outras, ora misteriosas, ora ásperas e contundentes, que revelam um poeta consciente de seu tempo: “Água de estilhaço, leite de cérebro/ espatifado, o disparo das horas e o caldo/ sórdido da sopa Bush. Adeus, individualismo liberal. Adeus, folhas de relva./ Tempestade de espadas./ Sistemas de vigilância. Ciberterrorismo./ Agora só vai dar vocês”. Foi um dos dez finalistas do Prêmio Jabuti de 2005.

 
 

 

 
Nova economia das iniciativas locais: uma introdução ao pensamento pós-global

Hassan Zaoual.
Michel Thiollent. (trad.)
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Examina, mediante o esboço de um paradigma em gestação nas ruínas da globalização, a problemática do desenvolvimento local, questionando os pressupostos econômicos, filosóficos e culturais do modelo neoliberal. Com base no conceito de sítio simbólico de pertencimento, propõe uma nova visão da economia e da gestão das iniciativas locais e de territórios. Modernidade e desenvolvimento deixaram de ser um modelo exclusivo a ser seguido por todos os povos. O novo conhecimento em construção sugere uma pluralidade de caminhos para os atores sociais conduzirem seus próprios destinos, com espírito empreendedor, mas respeitando a diversidade cultural e a ética de não violência.

 
 

 

 
O “nascimento político” do Brasil: as origens do Estado e da nação (1808-25)

Andréa Slemian.
João Paulo G. Pimenta.
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Deformada por sucessivas tradições de ensino que insistiram em versões “glorificadoras” do passado e distorcida por revisões caricaturais, a história do Brasil do início do século xix, da chegada da família real portuguesa aos anos seguintes à Independência, apresenta-se neste livro devidamente inserida no panorama mundial da Era das Revoluções, relacionada ao colapso do Império português e à independência das colônias da América espanhola. Os autores indicam como as diversas regiões que iriam integrar o Império do Brasil imprimiram marcas muito diferenciadas ao longo do processo de sua formação e como o “nascimento político” nacional refere-se a uma etapa decisiva da própria formação da nação brasileira.

 
 

 

 
O Brasil, a América Latina e o mundo: espacialidades contemporâneas – V. I

Aureanice de Mello Corrêa. (org.)
Márcio Piñon de Oliveira. (org.)
Maria Célia Nunes Coelho. (org.)
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Este livro é resultado do VII Encontro da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Geografia (Anpege), realizado em setembro de 2007 na UFF, em Niterói (RJ). Em meio a diferentes campos do conhecimento, busca-se uma estrutura que proporcione o debate científico e acadêmico em torno da categoria “espaço”. Do espaço da vida social e de sua reprodução cotidiana, articulada em diferentes escalas, ao das fronteiras e dos conflitos mundiais, nacionais e regionais e das grandes questões econômicas, políticas e culturais do mundo de hoje, examina-se a dimensão geográfica pertinente ou contingente e aponta-se para possíveis caminhos a percorrer e enfrentar.

 
 

 

 
O Brasil, a América Latina e o mundo: espacialidades contemporâneas – V. II

Aureanice de Mello Corrêa. (org.)
Márcio Piñon de Oliveira. (org.)
Maria Célia Nunes Coelho. (org.)
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Este livro é resultado do VII Encontro da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Geografia (Anpege), realizado em setembro de 2007 na UFF, em Niterói (RJ). Em meio a diferentes campos do conhecimento, busca-se uma estrutura que proporcione o debate científico e acadêmico em torno da categoria “espaço”. Do espaço da vida social e de sua reprodução cotidiana, articulada em diferentes escalas, ao das fronteiras e dos conflitos mundiais, nacionais e regionais e das grandes questões econômicas, políticas e culturais do mundo de hoje, examina-se a dimensão geográfica pertinente ou contingente e aponta-se para possíveis caminhos a percorrer e enfrentar.

 
 

 

 
O cinema e a produção

Chris Rodrigues.
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A produção de um filme, seja de curta ou longa metragem, é muito mais complexa do que pode imaginar o espectador ao pagar o ingresso de uma sessão. Envolve cálculos, estimativas, pedidos de autorização, negociação de direitos autorais, captação de recursos e coordenação de equipe técnica, entre outros aspectos. A fim de preencher a lacuna editorial na área de produção cinematográfica, este livro é um guia prático voltado para estudantes de cinema e comunicação social. Apresenta um breve histórico de movimentos fundamentais (como o neorrealismo, a nouvelle vague e o cinema novo) e reproduz modelos de planilhas, boletins e formulários, além de organizar a legislação essencial relativa a cinema no Brasil.

 
 

 

 
O comércio justo e o consumo ético

Alfonso Cotera Fretel.
Eloïse Simoncelli-Bourque.
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Esta cartilha dirigida a donas de casa e produtores autogestionários explora, mediante a viabilidade econômica, o sentido social e a perspectiva ética, formas alternativas ao comércio tradicional. Explica como surgiu o comércio justo, quais os requisitos para praticá-lo, quais as instituições que o promovem e como se procede para inscrever-se nelas. Também deslinda o significado de consumo ético e a maneira como ele ocorre na prática. Tem como proposta a organização da sociedade brasileira frente ao consumo por meio de compras conjuntas em condomínios, bairros, locais de trabalho, e uma maior comercialização dos produtos oriundos das cooperativas e associações autogestionárias da economia solidária.

 
 

 

 
O conhecimento de si: estágio e narrativas de formação de professores

Elizeu Clementino de Souza.
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Analisa as implicações e a fertilidade das narrativas e suas relações com o estágio supervisionado. Tem como base pesquisa desenvolvida num projeto de formação inicial de professores no departamento de educação da Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Para a avaliação interpretativa das fontes, foi empregada a ideia metafórica de uma leitura em três tempos — cruzada, temática e interpretativo-compreensiva do corpus —, por considerar o tempo de lembrar, narrar e refletir sobre o vivido. A pertinência deste livro inscreve-se num amplo movimento de investigação que adota a abordagem biográfica como perspectiva epistemológica sobre a aprendizagem dos sujeitos a partir de suas próprias experiências.

 
 

 

 
O currículo nos limiares do contemporâneo

Marisa Vorraber Costa. (org.)
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As questões sobre currículo estão no centro das discussões atuais a respeito de educação escolar. Professores, estudantes, familiares e governantes interessam-se, com diferentes ênfases e objetivos, em examinar e compreender a forma como opera o processo de escolarização, supostamente incumbido de forjar os cidadãos que concretizarão o projeto de sociedade do século XXI. Os indícios de que transformações radicais estão ocorrendo na maneira de pensar, conviver e habitar o mundo, metamorfoseando até aquilo que se concebe como o humano, têm instigado a ampliar as perspectivas de análise acerca do tema. Este livro, que teve origem em seminário homônimo, inscreve-se no plano dessas preocupações e iniciativas.

 
 

 

 
O feitiço da política pública: escola, sociedade civil e direitos da criança e do adolescente

Estela Scheinvar.
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No estado de direito, depositam-se na política pública os anseios das lutas por transformações, especialmente sensíveis no campo dos setores ditos “menores”, “frágeis”, portadores de expectativas frustradas. Com base nas propostas contidas no Estatuto da Criança e do Adolescente, este livro instrumentaliza a análise deste paradoxo: a esperança na garantia de direitos que dependem, para sua implementação, de uma estrutura recoberta de descrédito. Com rigor histórico e conceitual, o texto apresenta outras possibilidades para abordar os terrenos da criança, da juventude, da escola, da sociedade civil e da construção de políticas públicas em favor de uma vida potente, num horizonte libertário.

 
 

 

 
O gato Tom e o tigre Tim

Iacy Rampazzo.
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Questões como liberdade, coragem e responsabilidade são tratadas com delicadeza e bom humor por meio dos felinos Tom, o gato, e Tim, o tigre. As ilustrações estabelecem interação direta com o texto, criando um cenário de sensibilidade gráfica e tipologia lúdica. Iacy Rampazzo é médica e exerceu a pediatria durante doze anos. Ela desenvolveu a técnica Trabalho Elementar do Corpo (TEC), baseada na evolução natural da criança, na reeducação dos sentidos e na construção da infraestrutura afetiva. Elvira Vigna acumula diversos prêmios no currículo — Jabuti, Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), Instituto Noma do Japão —, além da participação em bienais internacionais de design gráfico e ilustração.

 
 

 

 
O livro de Zenóbia

Maria Esther Maciel.
Elvira Vigna. (ilustr.)
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Trata-se de uma narrativa poética com passagens de intenso lirismo, delicadeza e humor sutil. A subjetividade oblíqua está presente em descrições da vida amorosa e familiar da personagem, suas recordações da infância, receitas culinárias, listas de flores prediletas, livros de cabeceira e outros exercícios de classificação. Distante do realismo psicológico tradicional, o enredo é dinâmico, em capítulos breves, com influências técnicas do cinema, em flashes de sensorialismo. Retrato de uma mulher do interior em sua existência rotineira, o livro, ilustrado por Elvira Vigna, é uma incursão no universo feminino, uma investigação lúcida da sensibilidade, um questionamento dos limites entre vivência e imaginário.

 
 

 

 
O mesmo e o outro da cidadania

Lílian do Valle. (org.)
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Traz um desafio democrático: construir para o cidadão uma identidade comum que, em vez de excluir, torne essencial a manifestação das singularidades que enriquecem a coexistência humana. Os autores se interrogam sobre os meios pelos quais se forma a cidadania na sociedade, buscando descobrir a contribuição específica que cabe à educação. Une-os a preocupação de fazer a escola participar do projeto coletivo dos novos sentidos da cidadania, pois se voltou a crer que ela pode ser uma das principais agências chamadas a dar visibilidade às demandas democráticas de participação social. Une-os, também, a convicção comum de que essa é uma discussão que deve, necessariamente, permanecer aberta.

 
 

 

 
O mundo do trabalho em imagens: a fotografia como fonte histórica (Rio de Janeiro, 1900-30)

Maria Ciavatta.
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Elege a fotografia como fonte histórica do Rio de Janeiro de 1900 a 1930. As imagens costuram mediações importantes na leitura e no resgate da memória histórica sobre o mundo do trabalho e as condições de vida dos trabalhadores. Surge um universo ainda em transição, por intermédio de cujos detalhes e indícios pode-se desvendar a especificidade do ingresso do Brasil na lógica da cultura ocidental capitalista. Os retratos enquadram obras e feitos do poder, mas deixam entrever o cotidiano social dos trabalhadores durante as reformas urbanas. O resultado prima pela densidade tanto na investigação quanto na exposição, aspecto do qual advém uma contribuição singular no âmbito metodológico e no de resultados de pesquisa.

 
 

 

 
O navegante
The Seafarer

Anônimo.
Rodrigo Garcia Lopes. (trad. e posf.)
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Poema anônimo anglo-saxão do século X recolhido no Exeter Book, códice manuscrito que reúne algumas das produções literárias mais ancestrais da Ilha, The Seafarer é aqui vertido para o português por Rodrigo Garcia Lopes, que também assina o posfácio. Nesta edição, em que consta a tradução de Ezra Pound para o inglês moderno, preservou-se a forma clássica da poesia anglo-saxã, que separa os versos em dois, divididos por uma cesura. O leitor brasileiro pode constatar por que esta peça épica, que registra o momento crucial em que os anglo-saxões distanciavam- se do paganismo da cultura escandinava e germânica e caminhavam para o cristianismo, é considerada uma das mais admiráveis elegias da literatura universal.

 
 

 

 
O poder constituinte: ensaio sobre as alternativas de modernidade

Antonio Negri.
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Negri elucida o conceito de poder constituinte, caracterizando-o como a atividade produtora das normas constitucionais dos ordenamentos jurídicos e situando-lhe a genealogia nas ondas revolucionárias da modernidade. Da Renascença à Revolução Inglesa, da Independência Americana à Revolução Francesa, da experiência soviética aos horizontes das lutas contemporâneas, ele analisa, com abrangência, erudição e potência crítica, o pensamento de autores como Maquiavel, Harrington, Burke, Jefferson, os “federalistas”, Rousseau, Sieyès, Tocqueville, Marx, Lenin e, recorrentemente, Espinosa. O propósito é reivindicar uma “tradição anômala” no eixo Maquiavel-Espinosa- -Marx, com o recurso à contribuição de Deleuze e Foucault.

 
 

 

 
O poder da mídia no Brasil:
(Re)editando outras verdades

Bianchi Agostini Gobbo.(org.)
José Eduardo Pimentel Filho.(org.)
Max Alexandre de Paula Gonçalves.(org.)
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O Brasil não é uma ilha isolada no meio do mundo. A globalização implica a produção de conflitos em escala mundial, cujas causas se entrecruzam. Dilemas, como o desemprego que observamos no centro do sistema internacional, os Estados Unidos, e nas semiperiferias e periferias do sistema, como os casos de Grécia, Portugal, Brasil e Angola, só podem ser compreendidos na medida em que o processo global de produção capitalista é analisado, ou seja, as diversas situações problemáticas apontam para causas comuns, apesar das particularidades de cada caso. Entretanto, se há, por um lado, determinações gerais; por outro lado, há também que se analisar as particularidades, pois são suas nuanças e suas diferenças que podem permitir ações transformadoras mais eficazes.

 
 

 

 
O poder da sombra:
a face oculta da política

José Arruda Silveira.
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“Depois de dois enfartes, morreu infeliz e amargurado. A população de Montenegro parou naquele dia. A tristeza se abateu como uma nuvem sobre a cidade. Seu enterro provocou uma comoção geral. Poucos dias depois, um busto foi colocado no meio de uma praça, em frente à sua casa, com os seguintes dizeres: ‘Se alguma pessoa em sua jornada ler essa mensagem, pode lamentar a própria sorte, mas não a vida desse herói. Nunca fugiu do compromisso perante seu semelhante. O combate ao medo d’alma, que atinge aos doentes, fracos e desamparados, foi o norte da sua vida. Não experimentou o descanso. Sua alegria era o sorriso de uma criança que ele trazia à vida. Homenagem enternecida do povo de Montenegro Paulista.’”

 
 

 

 
O que é filosofia da educação?

Paulo Ghiraldelli Jr.. (org.)
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Intencionar a prática educacional, tarefa da filosofia da educação, é fornecer-lhe condições para que ela se realize como práxis, ou seja, como ação amparada em significações explicitadas e assumidas pelos sujeitos envolvidos. É por isso que se pode definir a área em pauta como o empenho em desvendar e construir o sentido da educação no contexto do sentido da existência humana. Para empreender esse trabalho, a disciplina não pode, atualmente, prescindir de íntima solidariedade com as ciências — só se legitimará ao escorar-se nos fundamentos que representam a condição de radical historicidade e sociabilidade da educação, necessariamente inserida nas coordenadas do tempo histórico e do espaço social.

 
 

 

 
O sujeito-arquiautor: conflitos do discurso urbano e midiático

Walcler de Lima Mendes Junior.
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Investiga o discurso de hegemonia da indústria cultural e levanta a suspeita aflitiva de que as construções identitárias e a sociabilidade dos indivíduos estariam vulneráveis ao poder persuasivo dessa indústria. De quebra, procura estabelecer uma crítica entre os discursos da indústria cultural e as demais construções discursivas de urbanidade e identidade impactadas pela ação de forças paradigmáticas, de Haussmann a Corbusier. Propõe não só identificar o movimento de metropolização dos costumes e desenvolvimento da comunicação de massa como captar, no problema, pistas e sintomas que permitam suspeitar da existência de algo que escape ao espetáculo, capaz de indicar uma fissura na dominação do discurso hegemônico.

 
 

 

 
O tabu da gestão: a cultura sindical entre contestação e proposição

Jean Lojkine.
Jean Robert Weisshaupt. (trad.)
Maria Helena Rauta Ramos. (trad.)
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Por intermédio de uma abordagem sociológica dos problemas das associações corporativas tradicionais dos trabalhadores, traça um panorama de como se anuncia nos países ocidentais uma nova relação entre patronato e assalariados. Examina, de modo particular, a “terceira via” do movimento sindical contemporâneo, reflexo de uma organização que já não se pretende mais exclusivamente “obreirista”, tampouco “reformista”, mas que, voltada a ser ainda revolucionária, atua na gestão da empresa mediante novos critérios de eficácia social. O obstáculo mais sério a essa mutação cultural reside mais na alienação cultural mundial do que na desigualdade dos meios institucionais e das competências gestionárias.

 
 

 

 
Oficina de mestres: história, memória e silêncio sobre a Escola de Professores do Instituto de Educação do Rio de Janeiro (1932-39)

Sonia de Castro Lopes.
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Desvela o esquecimento a que foi submetida a primeira experiência brasileira de formação de professores de ensino fundamental em nível universitário, nos anos 1930. A busca do passado encontra motivação nas memórias da autora como aluna do Instituto de Educação e em sua experiência de professora e pesquisadora do Curso Normal Superior do iserj. Hábil artesã, ela lança luz sobre a história institucional, sobretudo as divergências quanto à implementação da Escola de Professores da Universidade do Distrito Federal por parte de seus líderes mais importantes, Lourenço Filho e Anísio Teixeira. A pesquisa abrange vasta bibliografia, documentos e fotografias de arquivos, periódicos especializados e entrevistas.

 
 

 

 
Os infames da história: pobres, escravos e deficientes no Brasil

Lilia Ferreira Lobo.
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Este livro envereda pela história infame daqueles que, tornados indesejáveis e postos à margem, foram úteis ao controle e à expansão dominantes: os pobres, os doentes, os desvalidos. Em pesquisa de fôlego, a autora traça a história das monstruosidades, em que a concepção das diferenças viaja das maravilhas do mundo dos navegantes dos séculos XV e XVI às produções de uma biologia dos monstros no século XIX e, por extensão, à teratologia social consolidada pela teoria das degenerescências. A análise mapeia as marcas do controle inquisitorial sobre a população da Colônia, um tribunal dos pecados em contraste com o julgamento eugênico de todos os desvios — o ideal do controle do perigo social das procriações.

 
 

 

 
Os pioneiros do pragmatismo americano

John R. Shook.
Fabiano Calixto.
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Em torno de questões de lógica, estética, metafísica, epistemologia, ética e política, o autor apresenta o pensamento dos três pragmatistas clássicos: Charles S. Peirce, William James e John Dewey, que consagraram suas vidas a defender novas formas de descrever a existência pessoal e coletiva. Ele explora o modo pelo qual o conhecimento, a verdade e a realidade são compreendidos segundo a maneira pessoal e idiossincrática de cada um e conforme a natureza da investigação que se propuseram. Ao discorrer sobre os fundamentos da obra desses pensadores, John Shook, professor de filosofia da Universidade de Oklahoma (EUA), faz o inventário do vasto legado intelectual que a filosofia do Ocidente deles herdou.

 
 

 

 
Ousadia de pensar

Hamilton Werneck.
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É composto por trechos excertados de livros já publicados pelo autor — Ensinamos demais e aprendemos de menos, Se você finge que ensina, eu finjo que aprendo, Assinei o diploma com o polegar, Prova, provão, camisa de força da educação e Como vencer na vida sendo professor —, complementados por novas observações que resumem o que ele pensa a respeito de assuntos variados sobre educação. Hamilton Werneck é reconhecido pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) como professor universitário de psicologia da educação, técnicas de exame psicopedagógico e orientação vocacional. Foi secretário de Educação do município de Friburgo (RJ) e realiza palestras em todo o Brasil e na região do Mercosul.

 
 

 

 
Ousadia de ser feliz: um livro contra o stress

Hamilton Werneck.
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Encontrar a felicidade e reduzir o estresse são as propostas deste livro, as quais podem ser realizadas pela busca de mais cuidado à mente e ao coração, instâncias em que reside a ousadia de ser feliz e que demandam “manutenção” constante. Segundo um dos argumentos defendidos aqui, muitas pessoas são infelizes porque perdem a capacidade de fazer uma leitura atualizada e saudável do mundo em que vivem. Hamilton Werneck é reconhecido pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) como professor universitário de psicologia da educação, técnicas de exame psicopedagógico e orientação vocacional. Foi secretário de Educação do município de Friburgo (RJ) e realiza palestras em todo o Brasil e na região do Mercosul.

 
 

 

 
Ousadia de viver: saboreando a vida da infância até a quarta idade

Hamilton Werneck.
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Este livro trata de uma vida em etapas: infância, adolescência e juventude, idade adulta e terceira idade. Deixa em aberto o passo para a quarta idade, quando a matéria desaparece e passa-se a um estágio de vida que, nas palavras do autor, “não sabemos como será e não compreendemos ainda. O dia em que compreendermos, voltaremos à sabedoria que perdemos por uma razão inexplicável em nossa história humana”. Hamilton Werneck é reconhecido pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) como professor universitário de psicologia da educação, técnicas de exame psicopedagógico e orientação vocacional. Foi secretário de Educação do município de Friburgo (RJ) e realiza palestras em todo o Brasil e na região do Mercosul.

 
 

 

 
Palavra, imagem e poder: o surgimento da imprensa no Brasil do século XIX

Marco Morel.
Mariana Monteiro de Barros.
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A fim de mostrar a influência da imprensa na vida pública do país, este livro percorre um século xix ampliado, de 1808 a princípios do século xx, com ênfase na década de 1820, que assistiu aos movimentos iniciais dos veículos impressos. Os autores destacam o surgimento da opinião pública, os principais periódicos, suas formas de circulação, recepção e os pontos de contato com a literatura e com a história da imagem (caricatura e fotojornalismo). Tratam, ainda, da formação do público leitor, inclusive feminino, da relação entre redatores e escritores nos Oitocentos e entre a imprensa e diferentes comércios e poderes, e da eclosão das primeiras manifestações reivindicatórias dos trabalhadores das gráficas.

 
 

 

 
Para além da lógica do mercado: compreendendo e opondo-se ao neoliberalismo

Michael W. Apple.
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Retoma as preocupações e os compromissos do autor com a luta por uma escola de qualidade para todos, sintonizada com a busca de uma sociedade mais democrática e solidária, capaz de participar de uma globalização por baixo, em oposição à globalização por cima, cujos resultados desastrosos penalizam a classe trabalhadora e quem se insurge contra a subalternização da qual é vítima. Michael Apple, professor titular da cátedra John Bascom de currículo e instrução e de estudos de política educacional na Universidade de Wisconsin (Madison, eua), denuncia como tem ocorrido o processo de imposição/expansão do projeto neoliberal que assola o mundo e como ele se manifesta no cotidiano das escolas.

 
 

 

 
Para onde vai a vida? As aventuras e desventuras de Joca Boca-Suja, o menor maior mentiroso do mundo

Luiz Bras.
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Joca Boca-Suja é um menino ruivo e bochechudo que deseja saber para onde as pessoas vão, de onde vêm, para onde a vida segue. Logo no início da história, diz ao narrador ter sido sequestrado por seis palhaços mutantes que o acorrentaram num porão imundo com dois leões famintos, “malucos por quindim e cocada”. Este é o primeiro livro publicado de Luiz Bras, “alguém de carne e osso, mas de pura fantasia”, supernome literário de Nelson de Oliveira. Mas que não se pense tratar-se da mesma pessoa, pois “o Luiz é muito mais velho, muito mais experiente, muito mais bonito — muito mais tudo! — do que o Nelson”. As ilustrações de Thais Linhares dão asas à delirantemente saudável imaginação do pequeno Joca.

 
 

 

 
Para realizar a América

Richard Rorty.
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Richard Rorty descreve os caminhos da esquerda e da direita nos Estados Unidos da América, revendo esses conceitos na vida política de hoje. Ele defende a ideia de que a verdade inflacionada não mais se sustentaria teoricamente — continuar com ela acarretaria, tão somente, a descrença na palavra “verdade”. Sem metanarrativas tomadas como projetos bem delineados, não se perderá o futuro; pelo contrário, voltar-se-á a sonhar, e cada vez mais, pois o que impedia de fazê-lo eram justamente os “sonhos” delineados. As utopias bem postas no papel e bem comentadas em livros de teoria social não se sustentaram diante da prática, que mostrou que as utopias, à direita e à esquerda, levaram ao sofrimento.

 
 

 

 
PCN 1: introdução

MEC / Governo Federal.
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Apresentação dos Parâmetros Curriculares Nacionais referentes às quatro primeiras séries da educação fundamental. Os pcns, referenciais para a renovação e a reelaboração da proposta curricular, reforçam a importância de que cada escola formule seu projeto educacional, compartilhado por toda a equipe, para que a melhoria da qualidade da educação resulte da corresponsabilidade entre os educadores. A forma mais eficaz de desenvolver projetos educacionais envolve o debate em grupo e no local de trabalho. Ao reconhecerem a complexidade da prática educativa, os pcns buscam auxiliar o professor em sua tarefa de assumir, como profissional, o lugar que lhe cabe no processo de formação do povo brasileiro.

 
 

 

 
PCN 10: pluralidade cultural e orientação sexual

MEC / Governo Federal.
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O décimo volume dos PCNs referentes às quatro primeiras séries da educação fundamental enfatiza as distintas heranças culturais que convivem na população brasileira. Oferece informações que contribuam para a formação de novas mentalidades, voltadas para superar a discriminação e a exclusão. Cabe às equipes técnicas e aos educadores, ao elaborarem seus programas curriculares e projetos educativos, adaptar, priorizar e acrescer conteúdos, segundo suas realidades particulares, no que concerne tanto às conjunturas sociais específicas quanto ao nível de desenvolvimento dos alunos. Trata-se de enriquecedora oportunidade de valorizar a singularidade por meio da diversidade.

 
 

 

 
PCN 2: língua portuguesa

MEC / Governo Federal.
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O domínio da língua, oral e escrita, é fundamental para a participação efetiva, pois é por meio dela que o homem se comunica, adquire informação, expressa e defende pontos de vista, partilha ou formula visões de mundo, produz conhecimento. Por isso, ao ensiná-la, a escola tem a responsabilidade de garantir a seus alunos o acesso aos saberes linguísticos, necessários para o exercício da cidadania, direito inalienável de todos. É com essa perspectiva que o documento de língua portuguesa está organizado, de modo a servir de referência, de fonte de consulta e de objeto para reflexão e debate. O objetivo é tornar mais claras as relações entre a seleção dos conteúdos da área e o tratamento didático proposto.

 
 

 

 
PCN 3: matemática

MEC / Governo Federal.
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O ensino de matemática costuma provocar sensações conflitantes: de um lado, a constatação de que se trata de um campo importante de conhecimento; de outro, a insatisfação diante dos resultados negativos obtidos em relação a sua aprendizagem. Este volume dos pcns estimula a busca coletiva de soluções para o ensino na área, fundamental para a vida social — pois permite resolver problemas do cotidiano, desdobra-se em variegadas aplicações no mundo do trabalho e funciona como instrumento essencial para a construção de conhecimentos em outras esferas curriculares, além de interferir na formação de capacidades intelectuais, na estruturação do pensamento e na agilização do raciocínio dedutivo do aluno.

 
 

 

 
PCN 4: ciências naturais

MEC / Governo Federal.
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A formação do cidadão produtivo exige sua inserção numa sociedade em que o conhecimento científico e tecnológico é cada vez mais valorizado. O papel das ciências naturais é contribuir para a compreensão do mundo e suas transformações, situando o homem como indivíduo participativo e parte do universo. Os conceitos e procedimentos da área colaboram na ampliação das explicações sobre os fenômenos da natureza, no entendimento e no questionamento dos distintos modos de nela intervir e, ainda, na compreensão das mais diversas formas de uso dos recursos naturais. Este documento debate a importância do ensino de ciências naturais para a formação de cidadania e fornece subsídios para seu planejamento.

 
 

 

 
PCN 5: história e geografia

MEC / Governo Federal.
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A proposta de história para o ensino fundamental foi concebida para possibilitar reflexões acerca da importância da área na formação dos estudantes, como referências aos educadores, na busca de práticas que incentivem o desejo pelo conhecimento. O texto apresenta princípios, conceitos e orientações para atividades que permitam aos alunos realizar leituras críticas dos espaços, das culturas e das histórias de seu cotidiano. O documento está organizado em duas partes. Cada uma pode ser consultada conforme o interesse mais imediato: aprofundamento teórico, definição de objetivos amplos, discernimento das particularidades da disciplina, sugestões de práticas, possibilidades de recursos didáticos, entre outros.

 
 

 

 
PCN 6: arte

MEC / Governo Federal.
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Expõe uma compreensão do significado da arte na educação, elencando conteúdos, objetivos e especificidades, no que se refere tanto ao ensino e à aprendizagem quanto à arte como manifestação humana. A educação nessa área propicia o aperfeiçoamento do pensamento artístico e da percepção estética, que caracterizam um modo particular de ordenar a experiência humana e fornecer-lhe sentido. Por meio dele, o estudante amplia a sensibilidade, a percepção, a reflexão e a imaginação, o que favorece sua relação com outras disciplinas. O aluno que exercita continuamente sua criatividade estará mais habilitado, por exemplo, a elaborar um texto e a desenvolver estratégias pessoais a fim de solucionar um problema matemático.

 
 

 

 
PCN 7: educação física

MEC / Governo Federal.
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Para boa parte das pessoas que frequentaram a escola, a lembrança das aulas de educação física é marcante: para alguns, uma experiência prazerosa, de êxito e conquistas; para outros, uma memória amarga, de sensação de incompetência, falta de jeito e medo de errar. Este documento visa a democratizar, humanizar e diversificar a prática pedagógica da área, buscando ampliá-la, de uma visão apenas biológica, para um trabalho que integre as dimensões afetivas, cognitivas e socioculturais dos alunos. Incorpora, de forma organizada, as principais questões que o professor deve considerar na condução de seu trabalho, subsidiando as discussões, os planejamentos e as avaliações da prática da educação física nas escolas.

 
 

 

 
PCN 8: apresentação dos temas transversais e ética

MEC / Governo Federal.
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O compromisso com a construção da cidadania demanda uma prática educacional voltada para a compreensão da realidade social e dos direitos e responsabilidades quanto à vida pessoal, coletiva e ambiental. Nessa perspectiva foram vinculadas como temas transversais as questões da ética, da pluralidade cultural, do meio ambiente, da saúde e da orientação sexual. Os objetivos e conteúdos da transversalidade devem ser agregados nas áreas já existentes e no trabalho educativo da escola. Amplos o bastante para traduzir preocupações da sociedade brasileira atual, os temas transversais correspondem a questões presentes sob várias formas no dia a dia. O desafio das escolas é o de se abrirem a esse debate.

 
 

 

 
PCN 9: meio ambiente e saúde

MEC / Governo Federal.
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A questão ambiental é cada vez mais urgente para a sociedade, pois o futuro do homem depende da relação entre a natureza e o uso responsável dos recursos disponíveis. Essa consciência já chegou à escola, onde diversas iniciativas têm sido desenvolvidas, por educadores de todo o país, em torno da matéria. Percebe-se, assim, a importância de incluir o meio ambiente como tema transversal dos currículos escolares, permeando a prática educacional. Este volume tem por objetivo tratar das questões relativas ao meio ambiente, levando em conta seus elementos físicos e biológicos e os modos de interação do homem e da natureza, por intermédio do trabalho, da ciência, da arte e da tecnologia.

 
 

 

 
Pedagogia (improvável) da diferença: e se o outro não estivesse aí?

Carlos Skliar.
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E se, na verdade, o outro não estivesse aí? Sem o outro não seríamos nada; porque a mesmidade não seria mais do que um egoísmo apenas travestido. Porque, se o outro não estivesse aí, só restaria a vacuidade e a opacidade de nós mesmos, a nossa pura miséria, a própria selvageria que nem ao menos é exótica. Porque o outro já não está aí, senão aqui e em todas as partes; inclusive onde nossa pétrea mesmidade não alcança ver. E porque, se o outro não estivesse aí, mais valeria que tantas reformas nos reformassem a nós mesmos de uma vez e que tanta biodiversidade nos fustigasse com seus monstros pela noite. Atualmente as palavras “outro”, “respeito ao outro”, “abertura ao outro” etc. começam a resultar um pouco enfadonhas. Há algo que se torna mecânico nesse uso moralizante da palavra “outro”. Mas a questão do outro assumida por Carlos Skliar rareia com as discussões sobre as temporalidades e espacialidades do outro, com as representações e imagens habituais do mundo da alteridade, e tudo isso com o desmesurado e pretensioso propósito de deslizar na política, poética e filosofia da diferença.

 
 

 

 
Pedagogia revolucionária na globalização

Peter McLaren.
Ramin Farahmandpur.
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Os autores dissecam mecanismos da globalização para, em contrapartida, engendrar uma pedagogia da resistência. Eles observam a dinâmica do enfrentamento em exemplos como os zapatistas, no México, o movimento Tupac Amaru, no Peru, e as sublevações nos territórios ocupados da Palestina. A pedagogia revolucionária, aqui analisada como o caminho que leva à liberdade e à libertação, ressalta a participação ativa de trabalhadores e estudantes em sua autoeducação e autorrealização cidadã. O objetivo é adquirir controle do labor físico e intelectual, por meio de redes alternativas de organização popular, e promover um estado aguçado de consciência crítica. O primeiro passo é dizer não ao conformismo.

 
 

 

 
Pegadas noturnas: dissonetos barrockistas

Glauco Mattoso.
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Antologia de 86 sonetos de Glauco Mattoso, poeta comumente denominado “maldito” e “pornográfico”. Dois de seus temas usuais, a cegueira e o fetiche por pés, estão presentes aqui: “Se é rei quem tem um olho em terra cega,/ o cego é escravo em terra de caolho./ […]// Depois que fiquei cego, ninguém nega,/ meu amanhã jamais sou eu que escolho./ Se é noite o dia todo, eu sói me encolho,/ pois sei onde é que o pontapé me pega.// No fundo, a sensação que mais molesta/ é estar preso no escuro do porão/ enquanto quem enxerga faz a festa.// No chão, sentindo o peso do pisão,/ um único consolo a mim me resta: lamber a sola de quem tem visão”. A edição inclui entrevista a Claudio Daniel e prefácio de Franklin Alves.

 
 

 

 
Pensar com Foucault

Walter Omar Kohan.(org. e trad.)
Elvira Vigna.(ilustr.)
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Este livro é um convite a entrar na filosofia pelas mãos de Foucault, um dos pensadores contemporâneos mais potentes, diretamente, sem intermediários, sem mediações, frente a frente, pensamento a pensamento, vida a vida, de olhos abertos e dispostos a colocar em questão o que hoje nos parece certo e inquestionável. Pensar com Foucault é uma iniciação, uma tentativa de encontro. A força de Michel Foucault não está apenas em suas ideias, teorias ou conceitos, mas também no estilo de pensamento e de escrita que atravessa os saberes e os modos tradicionais de se relacionar com eles, que explode as disciplinas, as faz repensar e repensar-se a si próprias: filosofia, antropologia, sociologia, história, medicina social, direito, entre tantas outras. Não existe área das ciências humanas e sociais que de alguma forma não se veja direta ou indiretamente afetada pelo pensador e que não possa tirar proveito de suas contribuições. Mas também não se trata apenas disso: no caso de Foucault, o que está em jogo é a própria tarefa do intelectual, seu sentido, a relação entre o campo das ideias e a vida individual e coletiva em que essas ideias se colocam em jogo.

 
 

 

 
Pensar com Heráclito

Walter Omar Kohan.(org. e trad.)
Elvira Vigna.(ilustr.)
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Heráclito é um enigma impossível de decifrar e impossível de não querer decifrar. Ele escreveu apenas um livro, do qual conservamos mais de cem fragmentos, sendo alguns muitos curtos, só palavras soltas. Mesmo assim, a força de seu pensamento é notável. Os fragmentos abordam quase todos os temas: política, religião, ética, estética, antropologia, entre outros. O estilo é tão forte e próprio, que Hegel lhe atribuiu ser o fundador da dialética. É difícil que qualquer ser humano, filósofo ou não, não se sinta tocado pela sua potência e vitalidade. Nada em Heráclito é simples, de uma única forma. O enigma de Heráclito é também o enigma da filosofia, essa tentativa louca de compreender o que somos, onde estamos, para que vivemos. Disso tratam, com singular brilho e força enigmática, estes fragmentos, que nada afirmam ou negam, mas dão sinais de que o leitor, cada leitor, decifra na experiência da leitura.

 
 

 

 
Pensar com Sócrates

Walter Omar Kohan.(org. e trad.)
Elvira Vigna.(ilustr.)
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Sócrates é um enigma. Platão ajudou muito para que o fosse. Sócrates não queria escrever, porém Platão o escreveu em diálogos: intensos, abertos, contraditórios, para não trair tanto o mestre. Neles, encontramos a vida de Sócrates e também sua morte. Sim, sua morte, porque de Sócrates sabemos quase mais de sua morte do que de sua vida. Ou das duas, porque Sócrates morreu para dar-se vida, para não perder a vida, para ganhar outra forma de vida, para fortalecer a vida. Nada em Sócrates é simples, de uma única forma. Sócrates era um educador singular: condenado por corromper os jovens, não se reconhecia como mestre, mas aceitava que alguns aprendessem com ele. Sem ser um mestre, provocava aprendizagens.

 
 

 

 
Pequeno dicionário de percevejos

Nelson de Oliveira.
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Pequeno dicionário de percevejos, antologia dos melhores contos de Nelson de Oliveira, inclui inéditos sobre o retrato da vida urbana. Trata-se de uma crônica do absurdo, no ritmo acelerado das histórias em quadrinhos. Além da seleção, realizada pelo poeta Claudio Daniel, que também assina o prefácio, o livro conta com textos críticos de Franco Terranova e Sérgio Sant’Anna. Pequeno dicionário de percevejos se destaca pela ironia, pelo humor e pelo enfoque inusitado do cotidiano. Nas palavras de Sérgio Sant’Anna: “Pode-se dizer que há um pouco de tudo no livro: uma rua de cães, outra de gatos, outra de papagaios; um anjo em cujas asas estão gravados todos os textos da humanidade; homens lunares que saem da tv; erotismo em várias nuanças, nunca vulgares; fantasmas; um colar de chistes; uma onda de suicídios líricos; um conjunto de nove segredos para o orgasmo. E muitíssimas coisas e enigmas mais, sempre com graça e poesia”.

 
 

 

 
Pequeno dicionário jurídico

Lamparina editora.(org.)
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Diretamente embasado por textos legislativos, este dicionário organiza definições fundamentais para estudantes e profissionais da área jurídica. Além das expressões e dos termos latinos e estrangeiros mais recorrentes, podem-se encontrar verbetes-chave de Direito Penal, Comercial, Civil, Ambiental, Militar, Canônico, Tributário, Trabalhista, entre outros.

 
 

 

 
Pequeno manual de corpos e danças

Eliana Carneiro.
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O enfoque no corpo revela-se a partir da vivência da autora com múltiplas formas de expressão com que ela teve contato desde a infância (aos nove anos, na Escola Balleteatro de São Paulo): balé, dança moderna e contemporânea, ioga, tai chi chuan, ginástica psicofísica, terapias corporais, teatro, butoh e danças de distintas nacionalidades, como hindu, africana e brasileira. O livro sustenta-se em quatro pilares: “Na roda nos reconhecemos, nos respeitamos e nos comunicamos”; “No eixo respiramos melhor, pisamos o chão, colocamos a coluna no lugar, nos apropriamos de nosso corpo, nos firmamos no espaço”; “Pelo olhar nos encontramos, nos identificamos e nos conhecemos”; “O gesto funciona como a palavra”.

 
 

 

 
Percursos geográficos

Maria do Carmo Corrêa Galvão.
Gisela Aquino Pires do Rio.(ed.)
Maria Célia Nunes Coelho.(ed.)
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Reúne onze trabalhos de Maria do Carmo Corrêa Galvão, decana da geografia brasileira, que ajudou a implantar, e por dez anos coordenou, o programa de pós-graduação da UFRJ na área. Publicados em diferentes livros e periódicos ao longo de quase trinta anos entre o mais recente e o mais antigo, os textos (estabelecidos por Gisela Aquino Pires do Rio e Maria Célia Nunes Coelho) mostram que a autora não se ateve a nenhuma das vertentes dessa ciência: temas tão diversos como “Características da geografia dos transportes no Brasil” e “Aspectos da geografia agrária do sertão carioca” sintetizam o pensamento de Maria do Carmo, para quem a geografia deveria integrar o meio físico à organização social.

 
 

 

 
Pesquisa em história da educação no Brasil

José Gonçalves Gondra.(org.)
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Representa um processo de estudo sobre a historiografia da educação brasileira que vem sendo realizado nas duas últimas décadas. Para tanto, define marcos interpretativos acerca de temáticas, periodizações, fontes, teorias sociais e metodologias privilegiadas em diferentes pontos da trajetória intelectual da área. São dois os objetivos: contribuir para a formação da memória/identidade e realizar a crítica do conhecimento, com base na análise de métodos, metas, lugares e condições de produção da historiografia da educação nacional. Diferentes sentidos têm caracterizado os modos de fazê-la — dos livros didáticos às teses acadêmicas, dos ensaístas aos especialistas, da pedagogia à história cultural.

 
 

 

 
Planejamento e território: ensaios sobre a desigualdade

Henri Acselrad.(ed.)
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Reflete sobre as ações planejadas que, reunindo sujeitos sociais e espaço herdado, permitem conceber estratégias de desenvolvimento expressivas de uma igualdade realizada no respeito à diferença e à diversidade. A escala da ação planejadora é vista não apenas como resultado de processos históricos de longa duração, mas também como fator estratégico na determinação do presente e do futuro do território social. Na perspectiva do combate às desigualdades socioespaciais, é aqui assinalado que um “jogo de escalas” articula diferentes arenas políticas e ambientes produtivos e que as próprias escalas — local, nacional e global — são objeto de confronto, assim como o são as relações interescalares.

 
 

 

 
Plano de negócios para cooperativas e associações

Ricardo Henrique Salles.
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O plano de negócios é uma maneira estruturada de realizar projeções (nas áreas de marketing, produção, organização e controle, entre outros parâmetros de avaliação) para um empreendimento, as quais, sem substituir a capacidade de análise e a intuição do dirigente, traduzir-se-ão em mecanismos de gerência, a fim de reduzir os riscos inerentes a qualquer negócio. Sua elaboração é condicionada por uma série de fatores sociais que vão além das atividades do dia a dia. Por essa razão, um plano de negócios será tanto mais bem elaborado quanto mais contar com uma visão estratégica que abarque toda a situação do empreendimento e do meio tecnológico, econômico, financeiro, social e cultural que o envolve.

 
 

 

 
Pluralidade e ética em educação

Nadja Hermann.
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A corrente crise nos âmbitos econômico, ecológico e científico é acompanhada de profunda desorientação. Conceitos como autonomia, emancipação e liberdade passam a ser objeto de desconfiança, acarretando o desconforto da desestabilização das certezas pedagógicas. Este livro trata da legitimação ética da educação, diante da pluralidade presente na vida sociocultural e no pensamento filosófico. Discute, por exemplo, a lacuna deixada pela crítica da tradição quanto à pretensão da razão de anunciar o sumo bem. Isso desencadeia um processo refletido sobre as formas de relação entre ética e agir pedagógico, no que se refere tanto às bases de justificação quanto ao esclarecimento dos impasses que aí ocorrem.

 
 

 

 
Política de habitação popular e trabalho social

Ana Izabel de Carvalho Pelegrino.(org.)
Maria de Fátima Cabral Marques Gomes.(org.)
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Diferentes enfoques oriundos do serviço social, da arquitetura, da sociologia e da antropologia tratam de habitação popular e trabalho social. A ênfase dos estudos recai sobre o papel das políticas públicas e, sobretudo, o do assistente social nas ações de intervenção urbanística. Os processos de favelização, suburbanização e periferização tomam novas configurações, o que evidencia ser o espaço urbano o lócus imediato de rebatimento das transformações globais. A importância deste livro está marcada no fortalecimento da intervenção social, particularmente relevante no caso brasileiro, em que a fragilização do Estado tem deflagrado graves consequê­ncias de todos os matizes quanto ao uso do território.

 
 

 

 
Política e polícia:
Cuidados, controles e penalizações de jovens

Acácio Augusto.
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“A prisão é uma política. Quando se fala de prisão ou de suas implicações, como a tortura, sempre se tem em mente um grande sistema, uma máquina gigantesca cheia de tentáculos. De fato, a prisão é uma máquina de moer carne humana, é um depósito de pessoas-lixo, um triturador de corpos, corações e mentes – um aniquilador de existências. Mas ela começa bem antes; antes, ela existe como princípio moral e prática ordinária, para depois ser um prédio. É nesse sentido que a prisão é uma política. E desta maneira, não se enfrenta o problema das prisões olhando apenas para seus prédios e para as leis que a regulam. [Nas palavras de Foucault] ‘Temos que ouvir o ronco surdo da batalha.’”
Do livro

 
 

 

 
Política educacional

Eneida Oto Shiroma.
Maria Célia Marcondes de Moraes.
Olinda Evangelista.
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Apresenta as formas pelas quais as recomendações das agências multilaterais (Banco Mundial, CEPAL, UNESCO, UNICEF etc.) têm sido acatadas, descartadas ou adaptadas pela recente política educacional brasileira. Os documentos revelam as articulações entre as reformas da década de 1990 e as orientações desses organismos, evidenciadas sobretudo na anunciada “revolução copernicana” promovida pelos governos de Fernando Henrique Cardoso. Aqui se destaca como o consenso sobre as reformas é alcançado graças ao sutil exercício linguístico de um novo vocabulário que ressignifica conceitos e subverte sinais, de modo a torná-los condizentes com os novos paradigmas da mudança almejada para a educação no país.

 
 

 

 
Políticas do ensino de filosofia

Walter Omar Kohan.(org.)
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Elabora as categorias de ensinar e aprender filosofia: pedagogia da opressão, relações público/privado, homem/cidadão, liberdade/res­­pon­­sabilidade, trabalho imaterial, estética aplicada etc. Atualmente reduzida à função escolar, entronizada na cultura estatal como requisito de cidadania média, a filosofia ganha justificativa e alguma nobreza — é presumível que sua presença nos exames de acesso às universidades públicas reforce a imagem de coisa útil. Quais as razões para desejar ou não que a circulação de filosofia seja lícita em qualquer sistema de ensino? Qual a pertinência de seu ensino, especialmente do ponto de vista do destinatário escolar, não filósofo por condição? São algumas das questões tratadas aqui.

 
 

 

 
Políticas educacionais, práticas escolares e alternativas de inclusão escolar

Verbena Moreira S. de S. Lisita.(org.)
Luciana Freire E. C. P. Sousa.(org.)
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Dois movimentos opõem-se atualmente na educação. De um lado, uma vertente internacional em defesa de uma sociedade mais justa, construída por meio de ações participativas dos cidadãos, fundamenta como dever do Estado uma escola de qualidade para todos. Do outro, medidas exigidas pela afirmação dos princípios capitalistas na globalização econômica influenciam diretamente as políticas públicas, inclusive as educacionais. Este livro integra um conjunto de quatro volumes contendo os textos dos simpósios e mesas-redondas apresentados no XI Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino (ENDIPE), realizado em Goiânia, cujo tema central foi “igualdade e diversidade na educação”.

 
 

 

 
políticas, poéticas e práticas pedagógicas (com minúsculas)

Anelice Ribetto.(org.)
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Um livro de proposta mínima, de “caráter micro”. Não se trata de um livro pequeno em seu sentido qualitativo, nem de pensamentos pouco importantes. A intenção dos autores desta coletânea é depositar o olhar e a atenção de forma grandiosa sobre coisas ditas “pequenas”, que costumam passar de maneira mais despercebida no universo educacional.

 
 

 

 
Por que ler? Perspectivas culturais do ensino da leitura

Tania Dauster.(org.)
Lucelena Ferreira.(org.)
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Discute o ensino da leitura e da escrita, tendo como contexto o curso de pedagogia. Entre outros assuntos, abordam-se: métodos históricos de letramento; o ensino de filosofia e técnicas de argumentação; rodas de leitura; diferenças entre a leitura oral e a silenciosa; a escrita autoral como forma de autodescoberta; o impacto do mangá e sua predominância pictórica na formação de novos leitores; as idiossincrasias da escrita “pessoal” e da “acadêmica”. Examinam-se, como objeto de pesquisa, as formas pelas quais os usuários leem e escrevem no cotidiano, dinâmica fundamental para ensejar uma resposta (entre muitas possíveis) à pergunta que dá nome ao livro: ler para compor a própria biografia.

 
 

 

 
Princípios básicos para a comercialização de produtos e serviços de cooperativas e associações

Vários autores.
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Explora conceitos basilares da comercialização de produtos e serviços, visando a fornecer conteúdo para grupos envolvidos na organização dos próprios empreendimentos e para membros de cooperativas e associações autogestionárias. Compreender os mecanismos de funcionamento do mercado, a exemplo de suas necessidades, de sua dinâmica, da concorrência etc., é fundamental para o êxito de um empreendimento — assim como pensar políticas para o incentivo de uma cultura e a implementação econômica de um consumo justo também é imprescindível para aqueles que estão inseridos na rede de economia solidária e procuram alternativas para um desenvolvimento sustentável, pois acreditam que outro mundo é possível.

 
 

 

 
Professor submisso, aluno-cliente: reflexões sobre a docência no Brasil

Gilda de Castro.
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Reflete sobre a qualificação plena dos professores, que seria obtida em programas de formação e atualização teórico-metodológica voltados a sua identidade social. A precariedade do sistema educacional do país não será solucionada com investimentos erráticos em bens materiais ou mecanismos jurídico-policiais acionados para encalçar crianças fora da escola e punir-lhes os pais pela transgressão ao Estatuto da Criança e do Adolescente. A autora demonstra que os procedimentos técnico-administrativos concebidos nos últimos anos para envolver os alunos nos estudos não terão retorno satisfatório se continuarem restritos a recursos como concessão de bolsas, transporte em áreas rurais e fornecimento de livros e de equipamentos eletrônicos.

 
 

 

 
Professoras alfabetizadoras: histórias plurais, práticas singulares

Carmen Lúcia Vidal Pérez.
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Tomando como ponto de partida uma experiência de formação continuada de docentes, a autora orienta sua percepção para o entrelaçamento de relações que se produzem no dia a dia de vida e de trabalho de professoras alfabetizadoras. Na condição de narradora, relata, por intermédio de histórias pessoais e profissionais povoadas de lutas, acontecimentos e devires, as situações vividas e compartilhadas numa pequena cidade brasileira. Trata-se de vivências tecidas em diferentes cotidianos coletivos, espaços-tempos solidários de trocas de saberes, socialização de experiências e produção de conhecimentos novos. Aqui se atesta a capacidade da escrita de gerar e afirmar diferentes formas de ser, pensar e aprender.

 
 

 

 
Professoras que as histórias nos contam

Rosa Maria Hessel Silveira.(org.)
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São muitas as representações de professoras nas culturas ocidentais urbanas. Entre pontos extremos, oscilam em meio a uma visão mais geral de seriedade da instituição escolar, calcada na conveniência de preservar o valor e a dignidade das docentes, e uma perspectiva burlesca, na qual as profissionais são retratadas como megeras histéricas e irritadiças. Este livro analisa o universo dessas imagens no âmbito específico da literatura infanto-juvenil brasileira recente, aqui compilada em cerca de cem títulos publicados desde os anos 1970. Com base no eixo teórico dos estudos culturais, as autoras se dedicam a rastrear os traços dessas personagens, indissociáveis do imaginário, das memórias e da realidade social.

 
 

 

 
Prova: um momento privilegiado de estudo, não um acerto de contas

Vasco Pedro Moretto.
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Defende que não é a extinção da prova escrita ou oral que melhorará o processo de avaliação da aprendizagem, mas a ressignificação do método numa nova perspectiva pedagógica. Nos oito primeiros capítulos, a fim de auxiliar o professor na condução de uma aula bem-sucedida, são apresentados os pressupostos da vertente construtivista sociointeracionista em relação ao ensino; nos dois finais, abordam-se os fundamentos da mesma perspectiva quanto à avaliação. Para o autor, cuja experiência docente ultrapassa cinco décadas, deve-se tornar o exame do desempenho discente uma oportunidade para o aluno ler, refletir, relacionar, operar mentalmente e demonstrar que dispõe de recursos para decodificar situações complexas.

 
 

 

 
Psicologia da educação

Marcus Vinicius da Cunha.
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O maior diferencial da análise aqui desenvolvida, quanto a outros livros da área, é orientar o leitor por um itinerário que se inicia no cerne das teorias psicológicas, para só então transpô-las à prática pedagógica. As ideias de Freud, consolidadas na psicanálise, as concepções de Pavlov, Watson e Skinner, que redundaram no comportamentalismo, e as preocupações epistemológicas de Piaget, levadas em conta na elaboração de sua psicologia genética, são estudadas, antes de mais nada, como paradigmas científicos, especialmente no que diz respeito às concepções de sociedade que cada um contém. Não se trata de resumir conceitos, mas sim de apreender os tópicos que possibilitam sua apropriação no campo educacional.

 
 

 

 
Psicopedagogia clínica:
uma visão diagnóstica dos problemas de aprendizagem escolar

Maria Lúcia Lemme Weiss.
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Este livro trata da aprendizagem humana e dos diversos fatores que conduzem ao fracasso escolar. Para um diagnóstico completo das causas dos problemas de aprendizagem da criança/adolescente, é necessário avaliar diversos aspectos: orgânicos, cognitivos, emocionais, sociais e pedagógicos — lembrando sempre que as dificuldades de aprendizagem na escola podem ser causadas por um ou mais desses aspectos, não sendo eles, necessariamente, excludentes. Este livro, adotado em cursos de graduação, especialização e pós-graduação, desmistifica a ideia de que o fracasso escolar seja sempre decorrente do aluno ou da família. Muitas vezes, a maneira de a escola ensinar, seu modo de explicar e sua linguagem podem ser os verdadeiros responsáveis pelo fracasso do aluno na escola.

 
 

 

 
Pulso forte e coração que ama: a indisciplina tem jeito

Hamilton Werneck.
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A convivência escolar pode promover a formação de cidadãos autônomos e responsáveis. O principal elemento da adequação de normas à vida da escola está no diálogo com os valores e contravalores da sociedade pós-moderna. Este livro apresenta soluções para práticas educativas que, em prol do crescimento intelectual e moral do aluno, precisam ser superadas — algumas abolidas e outras transformadas. Hamilton Werneck é reconhecido pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) como professor universitário de psicologia da educação, técnicas de exame psicopedagógico e orientação vocacional. Foi secretário de Educação do município de Friburgo (RJ) e realiza palestras em todo o Brasil e na região do MERCOSUL.

 
 

 

 
Quando falam as professoras alfabetizadoras

Mitsi Pinheiro de Lacerda.
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O grupo de professoras alfabetizadoras aqui reunido pela autora dedica-se coletivamente à atividade de investigação sobre e com a escola, buscando na dialogia e na paridade os elementos fundamentais para a construção de um método próprio de trabalho. As integrantes não apresentam uma fórmula a ser utilizada por quem procura referências fixas a serem empregadas por outros grupos que desejem investir no ofício de reflexão a respeito da prática. Pretendem, antes, que o texto seja traduzido como um indício de que todas as professoras, não obstante as concepções, trajetórias pessoais e profissionais, subjetividades e conhecimentos que possuem, podem organizar-se e gerir autonomamente seu processo de formação.

 
 

 

 
Quem é bom já nasce feito: sanitarismo e eugenia no Brasil

André Mota.
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Construir uma nação brasileira civilizada e racialmente superior: eis o projeto que sanitaristas e eugenistas implementariam na virada do século XX, crendo ser a única saída para um país que, segundo tal concepção, definhava na estagnação e na incapacidade de progredir no ritmo da Europa e dos EUA. Para isso, uma grande cruzada deveria ser travada pelos sertões e áreas urbanas do Brasil, na tentativa de limpar vestígios desse atraso, restaurando uma “natureza brasileira” plena de potencialidades, embora ofuscada pelas mazelas das doenças, pela ausência de civilidade e pela mestiçagem. Este livro se pauta na aproximação das máximas eugênicas e de sua implementação como projeto de restauração nacional.

 
 

 

 
Recriando a educação: uma nova visão da psicologia do afeto

Olganir Merçon Tezolin.
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A educação deve ser entendida como um ato de amor: em vez da pura transmissão de razões, a troca de experiências; em vez da mera e pontual instrução, a partilha de sonhos e descobertas, que permite aos pais e professores acompanhar na criança as primeiras etapas e mudanças da formação do ser humano. Por vezes perdido em meio a tantas e velozes transformações, o indivíduo pode retornar à grandeza de sua criação, pode renascer de si mesmo; pode, enfim, pelo equilíbrio emocional e pela pacificação de suas carências, recriar-se. A psicologia do afeto apresentada neste livro oferece a oportunidade de repensar a educação de meninos e meninas — e, por conseguinte, uma sociedade futura mais fraterna, justa e feliz.

 
 

 

 
Redes culturais, diversidades e educação

Inês Barbosa de Oliveira.(org.)
Paulo Sgarbi.(org.)
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Os textos deste livro tratam da diversidade e das culturas, no plural, debate para o qual muitos acadêmicos ainda não estão prontos ou com o qual não estão acostumados. Reconhecer o outro é tarefa que exige abdicar da suposta superioridade conferida pelos saberes canônicos válidos e valorizados. Trata-se de aprender a traduzir os, por vezes “obscuros”, significados de práticas cujos sentidos são despercebidos numa perspectiva vinculada tão só às possibilidades de leitura fornecidas pelos padrões dominantes. A diversidade cultural requer esse empenho de inteligibilidade em relação àquilo a que não se está habituado ou com o que se habituou a ler e entender como estranho, menor, exótico, precário.

 
 

 

 
Refabular Esopo

Donaldo Schüler.
Elvira Vigna.(Ilustr.)
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Trata-se de uma nova concepção de fábula, ousada criação do escritor e tradutor Donaldo Schüler. Animais irreverentes conduzem as mais de cem histórias, cujo narrador é um papagaio gaiato, de ética um tanto duvidosa, que leu às escondidas Além do bem e do mal, de Nietzsche. Ainda que se preserve o jogo de afinidades e dissonâncias do modelo fixado por Esopo, aqui se dessacralizam, por meio de uma espécie de carnavalização macunaímica, princípios de moralidade inerentes ao conto fabular convencional. As ilustrações de Elvira Vigna acrescentam humor e harmonia à narrativa, marcada por um tom satírico-político e por coloquialismos de várias regiões brasileiras, além da influência de James Joyce.

 
 

 

 
Reinvenções de Foucault

Ana Kiffer.(org.)
Antonio Pele.(org.)
Francisco de Guimaraens.(org.)
Mauricio Rocha.(org.)
Rafael Becker.(org.)
Em 1973, Michel Foucault apresenta no Collège de France o Curso “A sociedade punitiva”, parte do conjunto de análises que servirão de base ao livro Vigiar e Punir, de 1975. As gravações do curso foram perdidas e apenas uma transcrição e o resumo foram conservados. Publicado em dezembro de 2013, o Curso sugere muitas questões aos leitores de Foucault e solicita a reformulação de algumas convicções correntes sobre sua obra. Variações sobre a análise da prisão, continuidades e rupturas em relação a Vigiar e Punir e esclarecimentos (ou novos enigmas) sobre a complexa relação entre Foucault e Marx são alguns dos assuntos que emergem da leitura do Curso. Em 2015, um evento acadêmico na PUC Rio teve como fio condutor a interpretação de ‘‘A sociedade punitiva’’ no horizonte da obra foucaultiana. Os trabalhos apresentados por pesquisadores argentinos e brasileiros são agora compilados e oferecidos ao público no livro Reinvenções de Foucault.

 
 

 

 
Relações raciais e educação: novos desafios

Iolanda de Oliveira.(org.)
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Trata de questões da atualidade a respeito de relações raciais no campo educacional, como acesso e permanência de afrodescendentes na universidade, perspectivas de trabalho relacionadas à escolaridade, trajetórias de negros em ascensão, professores e alunos graduandos, além de reflexão dos saberes produzidos sobre os africanos na América Latina, em geral reduzidos a uma bibliografia limitada a caracterizar tão só aspectos “folclóricos” de música, dança e religião. Os capítulos possibilitam a educadores, estudantes e militantes da igualdade racial ter acesso a variegadas perspectivas sobre como a ideia do branqueamento ganhou foros de instituição, produzida e reproduzida também no contexto educativo.

 
 

 

 
Romance

Caio Meira.
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Romance é a reunião da poesia completa de Caio Meira até o momento, desde sua estréia com No oco da mão em 1993; e inclui os poemas mais recentes, até então inéditos. São, portanto, 20 anos de poesia deste que é um dos mais significativos poetas de sua geração. Do lugar negativo a partir do qual o poeta cria sua obra, brota uma poesia de primeira grandeza, facilmente comprovada pela leitura dos poemas que compõe este livro.

 
 

 

 
Romanceiro de Dona Virgo

Claudio Daniel.
Maninha Cavalcante.(ilustr.)
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Conjunto de seis narrativas irreverentes e paródicas acerca da história da literatura de língua portuguesa, do trovadorismo à época atual. No caleidoscópio léxico passeiam personagens como Camões, Cláudio Manuel da Costa e Cruz e Sousa. O gênero “conto” não é suficiente para definir a prosa de invenção de Claudio Daniel, dotada de múltiplas linguagens e gramáticas — do coloquialismo brasileiro ao fluxo joyciano. “Este é o livro de um jovem erudito do terceiro milênio, que pode mixar em sua tela fragmentos de Pero Vaz de Caminha ou Li T’ai Po, e ainda citar nos letreiros luminosos nomes que vão de Franz Kafka e Sylvia Plath a Peter Greenaway, ao som de Richard Wagner ou Charles Mingus” (Sérgio Sant’Anna).

 
 

 

 
Saber sobre os homens, saber sobre as coisas: história e tempo, geografia e espaço, ecologia e natureza

Frederico Guilherme Bandeira de Araujo.
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A crise epistemológica do mundo de hoje traduz-se na necessidade de modos de saber sobre homens e coisas de caracteres distintos dos vigentes — em decorrência, respectivamente, do fracasso das teleologias historicistas dominantes e da crítica aos dogmas da ciência moderna. Este livro é uma reflexão sobre a problemática do conhecimento na sociedade ocidental. Volta-se ao entendimento de como se configura o quadro referencial ora em descrédito, desvelando as categorias história, geografia e ecologia, e suas respectivas ideias-suporte. Com esse intuito, empreende uma leitura acerca de como as questões do devir humano e da natureza são articuladas desde a eclosão da cultura grega originária até a modernidade.

 
 

 

 
Sartre: philía e autobiografia

Deise Quintiliano.
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Literata com espírito filosófico, a autora trata da noção de amizade nos textos biográficos de Sartre. Para isso, recompõe o itinerário da philía desde sua concepção mais antiga, a dos gregos, seguida por ela nos traços de sua evolução até Blanchot, Derrida, Foucault, e confrontada à literatura. Uma “ética da benevolência” proviria da promessa piedosa, da utopia generosa mas irrealista, da mentira humanista denunciada na primeira obra de Sartre, A náusea, na qual a amizade brilha por sua ausência, sendo a solidão a herança de uma consciência lúcida da existência. A humanização do homem passa por uma literatura na qual a subjetividade se assume como liberdade e apelo à liberdade do outro.

 
 

 

 
Segunda divisão

Clara Arreguy.
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Jornalista da área de cultura, a autora retrata neste romance, de forma bem- -humorada, a esfera nada glamorosa do esporte bretão — em que o leitor não encontrará craques estelares e salários milionários — como o espelho da sociedade contemporânea. “É um livro original, gostoso, informativo e excepcional. Clara Arreguy narra as 24 horas que antecedem uma decisão do Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão entre a equipe paulista do Arapiara e a do Santa Fé, de Minas Gerais. O livro conta em detalhes, de maneira precisa e real, sonhos, dramas e incertezas dos personagens em jogo — atletas, técnicos, repórteres e todas as pessoas envolvidas na decisão […] é imperdível para quem gosta de ler e adora futebol” (Tostão).

 
 

 

 
Ser humana: quando a mulher está em discussão

Marcia Moraes.
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Empreende uma análise sobre a condição das mulheres no mundo ocidental sexista. Esclarece que, para haver a legitimidade político-social feminina, não basta que elas se conscientizem de seus entraves sociais. É crucial que os homens observem que uma sociedade melhor requer o reconhecimento das opressões e uma constante dialogia, para que as existências não sejam anuladas e que as diferenças tenham o espaço necessário à negociação. O estudo aqui levado a cabo está mais centrado no âmbito da mulher em questões da relação heterossexual, particularmente à luz dos aspectos econômicos que formulam o aparato capitalista, em perspectivas sociológicas, antropológicas e educacionais e de políticas socioculturais.

 
 

 

 
Sinais de fumaça na cidade:
uma sociologia da clandestinidade na luta contra a ditadura no Brasil

Henri Acselrad.
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A clandestinidade política na luta contra a ditadura é, com frequência, resumida no ato de escrever e ir queimando as anotações. Nas palavras de um militante, a sensação era de escrever com fumaça: “assim, índio clandestino, enviava meus sinais de fumo”. O presente livro discute como o exercício da política, nas condições do regime de arbítrio, desviou-se para as margens, ao custo de fazer-se através de “sinais de fumaça”. Observando alguns destes sinais, contidos na fumaça a que foi relegada a vida política brasileira durante a ditadura, o autor procura dar a conhecer os impasses da experiência de grupos que mergulharam na vida clandestina. Aguçando a vista para observar o mínimo e o pouco visível na vida social da época, busca en- tender as relações que os militantes estabeleceram, em seu cotidiano, com a sociedade que buscavam então mobilizar.

 
 

 

 
Sistema político do Império Romano do Ocidente: um modelo de colapso

Norma Musco Mendes.
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É comum associar a ideia de decadência ao Baixo Império Romano do Ocidente. Um dos objetivos deste livro é mostrar que não se devem atribuir conceitos necessariamente negativos ao período, e sim entendê-lo como dono de uma identidade própria. Cinrcunscrito ao século IV, o exame elaborado pela autora alia-se a conceitos recentes na abordagem da “queda” do Império Romano em 476 d.C., data convencionada como o fim da Antiguidade, conformando um modelo explicativo com base na teoria sobre o colapso de sociedades complexas desenvolvida pelo arqueólogo Joseph Tainter, nos axiomas gerais do modelo centro/periferia de Wallerstein — adaptados às organizações pré-capitalistas — e nos postulados da análise sistêmica.

 
 

 

 
Sobre periferias:
Novos conflitos no Brasil contemporâneo

Neiva Vieira da Cunha.(org.)
Gabriel de Santis Feltran.(org.)
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Os textos reunidos neste livro revelam a elaboração rica de um campo analítico, cuja complexidade se deve ao reconhecimento de que as fronteiras das periferias estão longe de se constituírem por coordenadas somente ou primordialmente espaciais. Afinal, as margens, como muitos trabalhos publicados demonstram, podem ser políticas, religiosas, sociais, administrativas e/ou culturais – sem que se recubram de forma a criar espaços fixos, homogêneos, unificados e submetidos às mesmas clivagens.

 
 

 

 
Sociologia da educação

Alberto Tosi Rodrigues.
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Interpretar a educação do ponto de vista da sociologia é compreender que, se por um lado as pedagogias são o fundamento das práticas educacionais, por outro as crenças, os valores e as normas sociais são os alicerces da pedagogia. Este livro apresenta a sociologia da educação como disciplina acadêmica preo­cupada em reconstruir as relações, que existem na prática cotidiana, entre as ações que objetivam ensinar e as estruturas da vida social — a economia, a cultura, as normas jurídicas, as concepções de mundo, os conflitos políticos. A educação é objeto privilegiado da sociologia, porque o ato de educar é, ao mesmo tempo, a base da conservação da ordem e o esteio de suas mais radicais transformações.

 
 

 

 
Sociologia da empresa: organização, poder, cultura e desenvolvimento no Brasil

Ana Maria Kirschner.
Renaud Sainsaulieu.
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Esta edição da obra clássica de Renaud Sainsaulieu é fruto de discussões travadas entre o autor francês e a socióloga Ana Maria Kirschner acerca de questões relacionadas às bases teóricas da sociologia da empresa, área que vem se ampliando nos últimos anos, e à realidade brasileira. Visa a auxiliar homens e mulheres de empresa a apropriar-se dos instrumentos de análise e dos meios de compreensão sociológica para melhor perceber e enfrentar os desafios da sociedade por cujas atividades produtivas são responsáveis. Trata-se de uma questão ética, pois a gravidade do destino de indivíduos, de seu emprego e de sua identidade social decide-se no futuro das empresas.

 
 

 

 
Somos todos/as iguais? Escola, discriminação e educação em direitos humanos

Vera Maria Ferrão Candau.(coord.)
Susana Beatriz Sacavino.
Maria da Consolação Lucinda.
Marcelo Andrade.
Marilena Guersola.
Tem com meta responder às seguintes perguntas: como se situam professores(as) e alunos(as) em face da discriminação na escola? qual é a relação desse fenômeno com a realidade social? quais são as formas possíveis para enfrentar o preconceito? Uma educação solidamente fincada em direitos humanos só é possível de ser conquistada por meio do combate sistemático a qualquer forma de discriminação, seja de gênero, etnia, cor, conduta sexual ou credo. O exercício da tolerância e do acatamento da diversidade deve iniciar-se o mais cedo possível, aspecto do qual decorre a importância de fazer da escola o solo fértil para o respeito ao próximo. Só assim será possível afirmar a democracia e a cidadania ativa.

 
 

 

 
Teias: revista da Faculdade de Educação da UERJ n.4

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Publicação periódica pautada na divulgação de trabalhos voltados às questões mais atuais de educação e no diálogo entre pesquisadores e instituições, brasileiras e estrangeiras, desse campo ou de áreas afins. Privilegia o conhecimento resultante de pesquisas, teses, dissertações, monografias e experiências, destinando-se, preferencialmente, a profissionais da educação e a pesquisadores de ciências humanas e sociais, arte e cultura. Entre as seções temáticas, destacam-se artigos, ensaios, entrevistas e resenhas. Estas três edições têm os seguintes temas: conhecimento, sociedade, educação (n. 4); leitura, escrita, formação de professores (n. 5); políticas públicas, movimentos sociais e educação (n. 6).

 
 

 

 
Teias: revista da Faculdade de Educação da UERJ n.5

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Publicação periódica pautada na divulgação de trabalhos voltados às questões mais atuais de educação e no diálogo entre pesquisadores e instituições, brasileiras e estrangeiras, desse campo ou de áreas afins. Privilegia o conhecimento resultante de pesquisas, teses, dissertações, monografias e experiências, destinando-se, preferencialmente, a profissionais da educação e a pesquisadores de ciências humanas e sociais, arte e cultura. Entre as seções temáticas, destacam-se artigos, ensaios, entrevistas e resenhas. Estas três edições têm os seguintes temas: conhecimento, sociedade, educação (n. 4); leitura, escrita, formação de professores (n. 5); políticas públicas, movimentos sociais e educação (n. 6).

 
 

 

 
Teias: revista da Faculdade de Educação da UERJ n.6

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Publicação periódica pautada na divulgação de trabalhos voltados às questões mais atuais de educação e no diálogo entre pesquisadores e instituições, brasileiras e estrangeiras, desse campo ou de áreas afins. Privilegia o conhecimento resultante de pesquisas, teses, dissertações, monografias e experiências, destinando-se, preferencialmente, a profissionais da educação e a pesquisadores de ciências humanas e sociais, arte e cultura. Entre as seções temáticas, destacam-se artigos, ensaios, entrevistas e resenhas. Estas três edições têm os seguintes temas: conhecimento, sociedade, educação (n. 4); leitura, escrita, formação de professores (n. 5); políticas públicas, movimentos sociais e educação (n. 6).

 
 

 

 
Território e ação social: sentidos da apropriação urbana

Catia Antonia da Silva.(org.)
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O desafio contemporâneo é a compreensão da metrópole e da vida urbana numa conjuntura atravessada pela perturbação de entendimento do mundo. Assim, identificar o significado do que é território e do que é ação é fundamental junto aos estudos acadêmicos, visto que estão eivados por noções difusas na vida social, contaminadas por tendências muitas vezes perigosas por fortalecer práticas conservadoras e coercitivas da vida social. Da mesma forma, o excesso de ativismo (campanhas e propagandas por cidadania) confunde a compreensão do que é ação social, limitando os imaginários verdadeiramente emancipatórios e escamoteando relações de poder. Este livro está dedicado a análise conceitual, teórica e metodológica do conceito de território à luz dos contextos urbanos. Análises das relações entre economia política e espaço tornaram-se um desafio a ser discutido por diversos autores da geografia, da sociologia e da história.

 
 

 

 
Território, territórios: ensaios sobre o ordenamento territorial

Vários autores.
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O singular e o plural deste título, justapostos, implicam uma visão ao mesmo tempo una e múltipla da geografia. Tanto quanto a antiga dicotomia sociedade/natureza, a noção de território(s) deve superar o dualismo social/espacial que marca a maior parte do discurso das ciências sociais. Ao mesmo tempo que se reconhece ser o território um componente indissociável de todos os processos sociais, deve-se reconhecer também o caráter uno/ múltiplo das especificidades das problemáticas que ele expressa. A edição inclui aulas inaugurais proferidas por Milton Santos e Bertha Becker, respectivamente, aos cursos de mestrado e doutorado do Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFF.

 
 

 

 
Territórios do futuro: educação, meio ambiente e ação coletiva

Jean Pierre Leroy.
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Reúne alguns dos mais importantes textos de Jean Pierre Leroy, nome há quatro décadas ligado a questões de meio ambiente e cidadania no Brasil. O livro empreende uma reflexão que alia concepção de vida e ação concreta sobre temas centrais ao presente e ao futuro da vida humana, plasmados na vivência coletiva com grupos e movimentos sociais que têm em sua agenda a superação das relações sociais capitalistas e de todas as formas de exploração e alienação. A força de seu conteúdo está em dizer que outras relações sociais — solidárias, cooperativas e emancipatórias — são viáveis e formam o germe da concretização da utopia de um outro mundo possível. O prefácio é assinado por Marina Silva (PV-AC).

 
 

 

 
Territórios produtivos: oportunidades e desafios para o desenvolvimento local

Gerardo Silva.(org.)
Giuseppe Cocco .(org.)
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A experiência da Terceira Itália revela a existência de condições e oportunidades que permitem apostar em redes de pequenas e microempresas. Este livro centra-se nas preocupações mais atuais da problemática dos distritos industriais, apontando para inflexões necessárias nas contribuições já elaboradas. O planejamento centralizado e tecnocrático deixou de ser, há muito tempo, eficiente como política pública de desenvolvimento, e não apenas no Brasil. Em contrapartida, as estratégias de desenvolvimento que valorizam a dimensão local afirmam-se cada vez mais como alternativa viável para a reconstituição dos vínculos produtivos entre agentes, comunidades e instituições do governo.

 
 

 

 
The end factory project

Adriana Tabalipa.
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Nascida em Curitiba e radicada no Rio de Janeiro, Adriana Tabalipa iniciou sua trajetória artística no final dos anos 80. Depois de participar de inúmeras mostras internacionais na Europa e EUA, colhendo diversos prêmios, e ter seu trabalho representado em importantes coleções como a de Gilberto Chateaubriand no Museu de Arte Moderna do Rio, a artista participou da Bienal do Porto, Portugal, em 2012. Sua exposição “The End Factory Project”, que descaracteriza, em suas obras, a palavra “fábrica”, teve curadoria do renomado crítico colombiano Santiago Rueda Fajardo.

 
 

 

 
Todos pela educação?
Como os empresários estão determinando a política educacional brasileira

Erika Moreira Martins.
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“A participação do empresariado na educação pública do País não é nova. Mais recentemente, no âmbito de uma crítica feroz ao papel do Estado na educação, a escola pública tem se transformado num importante nicho de mercado e num espaço de influência ideológica de diferentes setores conservadores da sociedade. Paralelamente, a educação pública passou a sofrer também um processo silencioso – e às vezes nem tão silencioso – de intervenção do setor privado nas decisões político-educacionais dos diferentes entes governamentais. Travestida de corresponsabilidade social, essa intervenção conta com mecanismos de cooptação da mídia e é amplamente amparada por ela, como mostra este livro.”

 
 

 

 
Trabalho associado: cooperativas e empresas de autogestão

Candido Giraldez Vieitez.
Neusa Maria Dal Ri.
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Na Comuna de Paris, Marx julgou ter encontrado o embrião de uma nova forma de sociedade, na qual os produtores estariam universalmente associados, em oposição ao mundo burguês pautado na exploração do trabalho e na competição entre os produtores privados. Este livro se reporta a uma realidade em que os trabalhadores conseguiram associar- -se em unidades de produção autônomas, suprimindo os aspectos mais proeminentes da exploração e da subordinação capitalistas. É resultado de pesquisa empírica realizada entre empresas autogestionárias de vários estados do país, distribuídas por ramos industriais e ligadas à Associação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Autogestão e Participação Acionária (Anteag).

 
 

 

 
Trabalho e tradição sindical no Rio de Janeiro: a trajetória dos metalúrgicos

José Ricardo Ramalho.(org.)
Marco Aurélio Santana.(org.)
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A publicação deste livro relaciona-se à valorização do estudo dos múltiplos aspectos que compõem o processo de formação da classe trabalhadora e do movimento sindical brasileiros, reconhecendo como fundamental o papel dos operários metalúrgicos. A história destes insere-se entre as mais significativas experiências de organização trabalhista no país e constitui, nas últimas décadas do século XX, fio condutor do movimento sindical. A categoria assumiu funções decisivas nos principais eventos políticos desde então, sobreviveu e recriou sua identidade a partir de conjunturas nas quais foi chamada a responder pelos desafios de sua representação e da contestação de práticas lesivas aos trabalhadores.

 
 

 

 
Trabalho imaterial:
formas de vida e produção de subjetividade

Maurizio Lazzarato.
Antonio Negri.
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A noção de trabalho mudou muito quanto ao modelo de produção industrial fordista. Hoje, tende-se à substituição do “operário-massa” taylorista, asfixiado pelo automatismo indiferenciado de suas ações, pelo “operário social”, fortalecido na subjetividade criativa da condução de seu ofício. Tal é o conceito de trabalho imaterial destrinçado pelos autores. Remontando a Marx e ao movimento operaísta italiano da década de 1970, eles mostram que é cada vez menos expressiva a associação de emprego à estrutura padronizada do chão fabril. Na imaterialidade do trabalho, o tempo liberta-se dos parâmetros rígidos e homogêneos de outrora, assumindo contornos mais fluidos.

 
 

 

 
Trajetórias e narrativas através da educação ambiental

Adalberto Ribeiro.(org.)
Marcos Reigota.(org.)
Raquel Possas.(org.)
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Com base na premissa de que a força motriz das engrenagens históricas é a condição humana, este livro faz um recorte conceitual específico: os anônimos sujeitos da história. Alunos do mestrado em desenvolvimento sustentável da Universidade Federal do Amapá buscam, pelo filtro da subjetividade das narrativas aqui arroladas, o sentido social de sua existência. Desfiam fatos como a transformação do Amapá em estado, a guerrilha do Araguaia, as Diretas Já, além das dinâmicas dos movimentos estudantil, político, sindical e ecológico. A isso se somam as impressões de quem, a fim de estudar ou trabalhar, viu-se obrigado a trocar a paisagem ribeirinha de chão batido, rios e igarapés pelo asfalto de centros urbanos.

 
 

 

 
Trama: um olhar sobre o teatro infantil ontem e hoje

Carlos Augusto Nazareth.
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Trama: um olhar sobre o teatro infantil ontem e hoje é uma coletânea de textos publicados em blogs, revistas acadêmicas e sites, reunidos agora, em um só volume. Uma iniciativa do CEPETIN para colocar ao alcance do trabalhador do teatro e da educação, da cultura e da arte, uma série de textos teóricos – cada um deles ponto de partida para pesquisas aprofundadas. Este é apenas um pontapé inicial que pretende provocar uma discussão, uma inquietação, um pensar e uma reflexão aprofundada sobre o teatro para crianças, e estimular que se desenvolvam estudos acadêmicos sobre cada questão aqui apontada.

 
 

 

 
Triunfos e impasses:
Lina Bo Bardi, Aloisio Magalhães e o design no Brasil

Zoy Anastassakis.
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Discutindo questões formuladas por parte da crítica de design no Brasil, este livro problematiza as relações entre design, modernidade e brasilidade, observando-as a partir das perspectivas de Lina Bo Bardi e Aloisio Magalhães – personagens que, segundo alguns dos críticos contemporâneos, conformariam uma “outra vertente” do design brasileiro, mais comprometida com a ideia de “identidade nacional” e, por isso mesmo, representativa de alguns “sinais de divergência” em meio ao campo do design no país. Orientada por uma “visão cultural mais ampla”, essa “outra vertente” buscaria “assimilar a cultura popular” em “projetos de natureza participativa”, que, ao investirem na “contextualização cultural”, abririam caminho para um “desenvolvimento autônomo”.

 
 

 

 
Truques de autor:
Um romance site-specific

Heleno Bernardi.
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A pesquisa de novos e indeterminados campos para a arte e o pensamento, ampliando, por exemplo, as zonas de contato e comércio entre imagem e escritura, frequentemente gerando obras de intensa voltagem, é uma das marcas do contemporâneo, e também uma das principais chaves de leitura da obra de Heleno Bernardi, caracterizada pela sofisticada economia de elementos e pela inteligência. Se este jogo de espelhamentos entre poesia/filosofia, imagem e matéria é explorado por Heleno em algumas de suas obras mais importantes, como Apology of Socrates (2005), a série Memento Mori (2006) e Enquanto falo as horas passam (2009), em Truques de autor o artista ativa sua afiada capacidade de dissolver gêneros e elaborar novos sentidos tendo como ponto de partida a palavra e seu suporte canônico, o livro.

 
 

 

 
Uma escola com projeto próprio

José M. Bautista Vallejo.
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Debate a ideia de que a instituição escolar tem como missão colaborar na melhoria da sociedade por meio da formação de cidadãos críticos, responsáveis e cientes de suas funções. O autor, Ph.D. em psicopedagogia e professor da Universidade de Huelva (Espanha), defende o argumento de que o sistema educacional não deve restringir-se a si mesmo, pois assim provocaria o declínio da ética social. A qualificação de uma escola como organização, comunidade e projeto faz com que os integrantes de seus colegiados estabeleçam uma construção coletiva nos segmentos que a compõem e contribuam, dessa forma, para a formação de um Estado no qual a gestão aberta e participativa seja elemento da identidade escolar. O epílogo, ”Os valores no projeto educativo escolar”, é assinado por Enrique Gervilla Castillo.

 
 

 

 
Uma escrita acadêmica outra:
Ensaios, experiências e invenções

Cristiana Callai.(org.)
Anelice Ribetto.(org.)
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“Se há um fascínio que aprecio no exercício da escrita é essa indefinível atração para transfigurar a vida, expandindo e deslocando fluxos de pensamento, em uma produção existencial e coletiva. Se esses movimentos não desprezam heranças, tidas por muitos como perdidas, eles também não correm atrás de respostas certeiras, capazes de ir matando minutos, horas e dias, por buscarem, principalmente, nas entrepalavras e entrelinhas, o que mais faísca, como perplexidades e perguntas, acendendo a mais importante das artes: a de viver, recriando-nos e recriando a vida em interligações viscerais, sempre efêmeras e incessantes, sempre potentes para nos destruir, sem eliminar a possibilidade de nos propor recomeços. Importa ressaltar que esses intervalos e questões que levantam poeiras e instalam desassossegos e esperanças não se deixam acomodar com equações e respostas silogísticas e tranquilizadoras. Pelo contrário, uma vez postas em movimento, essas interpelações à vida, à linguagem e à educação desconhecem os caminhos de retorno às quietudes de um ponto final e tanto podem subir espiraladas pelo tempo, como se perder nos desertos arenosos da vida, ou, em um momento qualquer, sem maiores anúncios, estourar em reminiscências indagadoras: o que é escrever? Como escrever sem nos deixarmos acimentar pelos padrões da escrita acadêmica? Como potencializar a vida e sua capacidade de diferir e criar enquanto pensamos, conversamos, escrevemos, vivemos?”
(do Prefácio de Célia Linhares)

 
 

 

 
Vamos indo na ciranda — Mestre Chiquinho de Tarituba: de bailes e histórias

Antonio Eugenio do Nascimento.
Pedro José de Bulhões Netto e Simone Ferreira Bulhões.
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Visa à preservação das tradições da comunidade de Tarituba, em Paraty (RJ). Com notas explicativas e referências geográficas e gastronômicas, convida a um passeio na terra da ciranda, folguedo popular de roda em que não há preconceitos de sexo, cor, idade, condição social ou econômica. Ao som de violas, pandeiros e mancados, celebra-se a vida dançando em festas religiosas, boas pescas e colheitas, noites de lua cheia. É impossível falar de ciranda e de Tarituba sem dispensar merecida atenção a Mestre Chiquinho (1906-92), que foi de tudo um muito: cirandeiro, pescador, lavrador, violeiro, poeta, construtor, chapeleiro, organizador de bailes e quermesses, artesão. Este livro é uma homenagem a ele.

 
 

 

 
Vertigens

Fernanda Gentil.
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Um escritor dedicado às histórias de terror fala do seu cotidiano, relações familiares, dificuldades financeiras, novo amor e, especialmente, da criação de uma novo livro que o faz acreditar no sucesso. Essa é apenas uma das histórias de Vertigens, terceiro romance da escritora Fernanda de Mello Gentil, com duas narrativas intercaladas.

 
 

 

 
Vida e grafias: narrativas antropológicas entre biografia e etnografia

Suely Kofes.(org.)
Daniela Manica .(org.)
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Esta coletânea pretende explorar a multiplicidade de aspectos que envolvem os modos como a antropologia tem pensado a escrita (grafia), tendo como pontos de convergência a escrita etnográfica e biográfica. A reunião dos diversos artigos e temáticas oferece um panorama instigante para se pensar criticamente a questão biográfica e os pressupostos que a sustentam: a individualidade, o self, o sujeito, o indivíduo, a coerência da vida, os percursos percorridos. Ao propor um conjunto heterogêneo de possibilidades de apreensão narrativa (daí a questão gráfica) sobre a vida, os textos indicam os limites da distinção (muitas vezes conceitual) entre “indivíduo” e “sociedade” e sugerem o potencial de se apropriar da pretensão biográfica para explicitar conexões diversas. Ou seja, os artigos contam como o estilo antropológico de constituir narrativas (a etnografia) através de um enfoque biográfico e de meios distintos, combinados e não dicotômicos (escrita e imagens), permite falar da vida levando-se em conta a sua complexidade e extensão. Isso explica a diversidade de temáticas que compõe a coletânea: música, skate, carreiras artísticas e científicas, processos judiciários, neonazismo, literatura, foto(bio)grafias, cidades e lugares.

 
 

 

 
Vitória Valentina

Elvira Vigna.
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Crime e tragédia na favela. Um casal rouba e mata outro casal de vizinhos, mas na fuga também morre em um acidente de trânsito. Nando e Carla Vitória Valentina, filhos dos dois casais, crescem juntos e órfãos. A amizade e a cumplicidade construídas e impostas pelas circunstâncias vividas por eles na favela são seus laços mais fortes, que vão seguir por toda a vida. Esse é o enredo inicial desta novela gráfica, que trata de excluídos sociais e econômicos.

 
 

 

 
Vivendo e aprendendo com grupos: uma metodologia construtivista de dinâmica de grupo

Maria Carmen Tatagiba.
Virgínia Filártiga.
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Avalia os grupos com base no uso de métodos projetivos, especialmente a Metodologia Construtivista de Dinâmica de Grupo (MCDG). Inclui dezenas de técnicas que estimulam a interação por meio de atividades de dinâmica, classificadas entre as que favorecem a inclusão, o controle e a abertura. A proposta das autoras, ambas psicólogas, é estabelecer um contexto de diagnóstico, discussão e reflexão a fim de que cada um possa agir no processo de transformação de si e do mundo. Não existe outro modo de exercitar e desenvolver as relações interpessoais senão experimentando as diversas nuanças que se manifestam nos grupos que comapõem as organizações sociais, tanto no âmbito pessoal quanto no profissional.

 
 

 

 
Vozes do porto: memória e história oral

Icléia Thiesen.(org.)
Luitgarde Oliveira Cavalcanti Barros.(org.)
Marco Aurélio Santana.(org.)
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Retrata a zona portuária do Rio de Janeiro, constituída pelos bairros da Saúde, da Gamboa e do Santo Cristo. As reflexões dos autores espelham a riqueza da experiência urbana vivenciada pela população local e suas instituições, a partir da perspectiva da história oral. Conflitos e dilemas emergem dessas vozes que alertam para os riscos de a revitalização do espaço ignorar expectativas dos personagens que construíram a memória do porto, local de trabalho e moradia, e também da cultura histórica da cidade. O temor do esquecimento indicado nas falas dos moradores, que tende a suprimir o passado, é um sinal de alerta contra políticas públicas que insistem em importar projetos estrangeiros tomados como referência.

 
 

 

 
Zona Oeste revisitada:
memória, patrimônio e identidade

Maria Amália Silva Alves de Oliveira.
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“O Rio de Janeiro é uma das cidades mais famosas do Brasil. Por ser tão citada e reconhecida pela grande imprensa, pela literatura, pelo cinema, acabamos, contraditoriamente, conhecendo pouco para além daquilo que é exibido e consumido nos veículos de comunicação e nos meios de cultura. Essas dinâmicas entre exposição e encobrimento, entre fala e silêncio, entre imagem e sombra fazem com que a cidade seja lida quase sempre no singular. Ela encanta por suas belezas mais conhecidas e reconhecidas. Enquanto isso, outras maravilhas ficam restritas, resguardadas e acessíveis somente aos nativos dos lugares em que se encontram.”