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Em um tempo em que é decretada a morte da história, em que a palavra-chave é a velocidade e a sociedade é distribuída em forma de rede, substituindo a velha forma piramidal verticalizada, surgindo novos problemas, demandas e, consequentemente, conceitos, é necessária uma reformulação do papel do direito, e do ensino jurídico, que fundamente suas possibilidades e funções no mundo contemporâneo.

 

Com a crise do Estado, que oscila entre o seu desmantelamento, fruto de políticas neoliberais, e a corrupção, que o leva ao fracasso em sua função como mantenedor, e com o surgimento da crença cega na mão invisível do mercado, que acarreta o fim das utopias, o consumo exacerbado, a alienação cultural e intelectual, aumenta o número de excluídos do processo de globalização.

 

Cabe ao direito, baseado em sua tendência de luta pela afirmação de direitos conquistados, assumir a dianteira na construção da democracia como processo de produção e constituição de relações humanas, em vez de permitir a consolidação da visão dominante da economia de mercado, que ignora aqueles que não participam do jogo de acúmulo de bens e capitais.

 

Este livro nos leva ao debate da atualidade do direito, seu ensino e prática, apontando equívocos, desvios, e soluções, proposituras, da ciência jurídica, que deve atentar para a multidisciplinaridade, se não transdisciplinaridade, como ferramenta de compreensão e modificação dos problemas que nos são apresentados.

 

Por isso o termo “habilidade” precisa ser enfocado como fator primordial na possibilidade de expansão do potencial humano, ensejando nos novos profissionais jurídicos, operadores e teóricos, conhecimentos sobre o sujeito de direitos, as questões de cidadania, a juridicidade dos movimentos sociais e o processo de produção e respeito da alteridade.

Habilidades: ensino jurídico e contemporaneidade

R$50,00Preço
Quantidade
  • Roberto A R de Aguiar

    ISBN: 85 74902 87 X

    Código de barras: 9 788574 902875

    Formato: 14×21cm

    Número de páginas: 272

    Peso: 380g

    Ano: 2004

  • Justificando o tema


    1. Habilidades: uma primeira incursão

     

    2. O universo originário das habilidades

     

    3. A questão do perfil

     

    4. Alguns sentidos de habilidade
    4.1. Categorias de habilidades

     

    5. Habilidades de se relacionar
    5.1. De encantar
    5.2. De se adaptar
    5.3. De retórica e jogo
    5.4. De estratégia e tática
    5.5. Capacidade de identificação de problemas
    5.6. De estar atento
    5.7. De entender o outro, o mundo e a si mesmo
    5.8. De organização e articulação
    5.9. Capacidade de jogar e assumir riscos
    5.10. De conviver com a diversidade

     

    6. Habilidades de pensar
    6.1. De questionar
    6.2. De criar
    6.3. De enriquecer o repertório
    6.4. De trabalhar linguagens
    6.5. De operar com lógicas
    6.6. De interpretar (o mundo, as normas, os conflitos, os outros e a si mesmo)
    6.7. De criar novos pressupostos
    6.8. De conviver com as transformações
    6.9. De refletir sobre o acumulado
    6.10. De analisar e sintetizar
    6.11. De trabalhar com a quantidade e a qualidade
    6.12. Capacidade de reter e memorizar

     

    7. Habilidades de enxergar
    7.1. De aguçar os sentidos (ser humano, natureza e si mesmo)
    7.2. De enxergar o outro sob um ângulo diferente
    7.3. De se livrar dos standards
    7.4. De estar atento
    7.5. A interioridade humana
    7.6. O imenso e o complexo
    7.7. O pequeno e o local

     

    8. Habilidades de fazer
    8.1. De realizar tarefas
    8.2. De criar produtos e artefatos
    8.3. De usar tecnologias
    8.4. De criar tecnologias
    8.5. De adaptar tecnologias
    8.6. De escrever
    8.7. De falar
    8.8. De convencer
    8.9. De agir e pensar multidisciplinarmente
    8.10. De relacionamento
    8.11. De jogar
    8.12. De (se) organizar

     

    9. As habilidades e suas circunstâncias
    9.1. Habilidades complementares
    9.2. Habilidades hegemônicas
    9.3. Habilidade imposta: crueldade, escravatura, dominação política e econômica
    9.4. Habilidade e sensibilidade: os sentidos
    9.5. Habilidade, inteligência e emoção
    9.6. Habilidade e memória
    9.7. Habilidade e liberdade
    9.8. Habilidades e inabilidades: as compensações
    9.9. Habilidade e concentração
    9.10. Habilidades multidisciplinares
    9.11. Habilidades coletivas
    9.12. Habilidades individuais
    9.13. Habilidades repetitivas e conservadoras
    9.14. Habilidades criadoras
    9.15. Habilidades transitórias e definitivas: a questão da obsolescência
    9.16. Habilidade e poder (política)
    9.17. Habilidade e produção
    9.18. Habilidades, preconceitos e discriminação
    9.19. Habilidade e idade
    9.20. Habilidade e diferença
    9.21. Habilidade e excepcionalidade
    9.22. Habilidade, emprego, ocupação e trabalho (a reorientação das habilidades)
    9.23. Habilidade e gratificação: a obra acabada e inacabada
    9.24. Habilidade e remuneração
    9.25. Habilidade, prestígio e moda
    9.26. Habilidade, liderança e carisma

     

    10. Desafios às habilidades
    10.1. Desafios existenciais
    10.2. Desafios gnosiológicos
    10.3. Desafios participativos
    10.4. Desafios sociais
    10.5. Desafios naturais
    10.6. Desafios econômicos
    10.7. Desafios valorativos

     

    11. Habilidades específicas para o exercício jurídico

     

    12. Perfil oficial das habilidades jurídicas

     

    13. As habilidades e a universidade

     

    14. As escolas de direito
    14.1. Monótonas
    14.2. Repetitivas
    14.3. Reprodutoras
    14.4. Conservadoras
    14.5. Alheias às demandas
    14.6. Isoladas da localidade
    14.7. Alto percentual de escolas privadas
    14.8. Conteúdos formais em detrimento de atitudes, condutas e habilidades
    14.9. Legalidade, legitimidade e legalismo nas escolas de direito
    14.10. O ensino jurídico como instrumento de envelhecimento precoce
    14.11. A ausência de ética nas escolas jurídicas
    14.12. A desatenção com as mudanças do mundo
    14.13. A simulação das práticas
    14.14. Os problemas pedagógicos
    14.15. Algumas considerações administrativas
    14.16. Algumas considerações pedagógicas

     

    15. Os atores no cenário da ficção educacional
    15.1. Os estudantes de direito
    15.2. Os professores das faculdades de direito
    15.3. As direções das faculdades de direito

     

    16. Alguns esforços e contribuições para avaliação e melhoria do ensino jurídico
    16.1. Os critérios de avaliação propostos pelo Conselho Federal da OAB
    16.2. A preocupação com o projeto didático-pedagógico: a busca de identidades

     

    17. Propostas de inserção das habilidades e de aggiornamento pedagógico e estrutural da educação jurídica
    17.1. Demandas basilares para os cursos jurídicos
    17.2 Aspectos científicos, éticos, programáticos, pedagógicos e de gestão a serem considerados

     

    Bibliografia

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