Acomodação. Conformismo. Moderação. Esse é o alerta de Acácio Augusto sobre a onda conservadora que nos envolve cada vez mais. Cercados por sedutoras e sutis armadilhas, caminhamos pelas ruas governadas pelo medo e pedimos mais leis e mais segurança, tornamo-nos policiais de nós mesmos. E acreditamos que isso é cidadania.
Com Foucault como principal interlocutor, Acácio questiona essa cidadania que se assemelha às condutas policiais; como isso se implantou em nós, em nossas relações; como nos acostumamos com a prisão a céu aberto e pedimos mais controle. Analisando o projeto Pró-Menino, da Fundação Telefônica, ele discorre sobre as práticas de controle a céu aberto de jovens considerados infratores pela perspectiva das insurgências, jovens “educados” pela prática do castigo e pelo exercício centralizado da autoridade, e mostra a passagem das ruas sem governo para o governo das ruas, exercido pelos próprios jovens que são alvos das políticas contemporâneas de assistência e penalização.
Como afirma Cecilia Coimbra, vice-presidente do grupo Tortura Nunca Mais (RJ), “Uma excelente análise crítica das políticas públicas voltadas, no Brasil, para crianças e adolescentes ditos em risco social – como o ECA, tão mitificado e naturalizado … Leitura imprescindível para qualquer um que queira pensar as … forças coercitivas que se anunciam em nome da inclusão, dos direitos, da participação, da segurança e da liberdade”.
Política e polícia: cuidados, controles e penalizações de jovens
Acácio Augusto
ISBN: 978 85 98271 98 9
Código de barras: 9 788598 271989
Formato: 12,5×21cm
Número de páginas: 224
Peso: 250g
Ano: 2013
Sérgio Salomão Shecaira
PrefácioApresentação
Produção da vida encarcerada
Governo das polícias
Ruas governadas
A céu aberto
Mais do mesmo da prisão
Metamorfoses
Tornar-se estranho aos controles
Referências
