Este livro traz aos interessados em compreender a empresa na sociedade contemporânea a obra clássica da sociologia da empresa, escrita por Renaud Sainsaulieu (1987). Esta edição brasileira é fruto de discussões travadas entre Sainsaulieu e Ana M. Kirschner em torno de questões relacionadas com as bases teóricas da sociologia da empresa e a realidade brasileira. É uma adaptação de Sociologie de l’entreprise: organisation, culture et développement para o contexto brasileiro, tal como ele é apresentado em diferentes pesquisas realizadas por cientistas sociais do Brasil.
O livro é um aporte fundamental para o campo da sociologia da empresa, área que vem se ampliando bastante nos últimos anos. Hoje, a sociedade cobra mais e mais das empresas suas atuações no campo social; a leitura deste livro trará contribuições para cientistas sociais, administradores, economistas, historiadores que tomam a empresa como objeto de estudo. E principalmente será de extrema utilidade para os profissionais que “põem a mão na massa” – aqueles que vivem em seu dia-a-dia na empresa questões como: sociais, políticas, técnicas e culturais.
“A sociologia da empresa, da qual Renaud Sainsaulieu foi a figura de proa nos países de língua francesa, provém da sociologia das organizações. Esta foi desenvolvida em torno da figura de Michel Crozier, de quem Renaud Sainsaulieu foi, durante quase dez anos, um dos principais colaboradores. A sociologia das organizações de língua francesa nasceu de um encontro desse grupo de investigadores, que em seguida fez escola, com os trabalhos clássicos americanos dos anos 1940 e 1950 sobre as organizações, a sociologia francesa do trabalho e o processo de modernização da França após a Segunda Guerra.
A obra – aqui adaptada à realidade brasileira com inteligência e precisão por Ana Maria Kirschner – expõe as idéias-chave de Renaud Sainsaulieu elaboradas a partir de um trabalho de campo enorme e profundo de cerca de trinta anos, que é pouco encontrado na investigação anglo-saxã contemporânea.
Este trabalho tem o mérito de ampliar a concepção crozeriana clássica ao introduzir a subjetividade, a identidade e a cultura onde Michel Crozier via apenas atores que compunham estratégias e estavam inscritos em relações de poder num contexto organizado. O estudo das organizações revelava, assim, outras dimensões a levar em conta e, com o tempo, transformou-se em sociologia da empresa.
Conhecendo bem o Brasil, estou certo de que todos aqueles e aquelas que se interessam de perto, ou de longe, pelas organizações e pelas empresas brasileiras encontrarão aqui fontes de inspiração. Terão a chance de ler em língua portuguesa uma das obras fundamentais no domínio ainda pouco acessível no Brasil. Ana Maria Kirschner, socióloga brasileira bem conhecida, inseriu também este trabalho no contexto brasileiro. Enfim, graças a este esforço de grande generosidade, ela desempenhou importante papel paraum acadêmico, o de transpor um portentoso trabalho escrito numa outra língua para o seu próprio campo linguístico. O encontro com outros pensamentos também é devido a tais empreendimentos. É assim que o trabalho de Renaud Sainsaulieu – que infelizmente nos deixou cedo demais – continuará a estar presente e talvez inspire leitores brasileiros. É uma maneira de ele estar sempre vivo.”
(Jean-François Chanlat)
Sociologia da empresa: organização, poder, cultura e desenvolvimento no Brasil
Renaud Sainsaulieu
Ana Maria Kirschner
ISBN: 85 74903 14 0
Código de barras: 9 788574 903149
Formato: 16×23cm
Número de páginas: 464
Peso: 650g
Ano: 2006
Alguns exemplares podem apresentar sinais da idade que não comprometem a leitura
Siglas
Prefácio à segunda edição
Ana Maria Kirschner
Prefácio à edição brasileiraAna Maria Kirschner
ApresentaçãoIntrodução: O desenvolvimento social da empresa
Ana Maria Kirschner
1. A sociologia brasileira e a empresa2. A coerência dos modelos de organização
3. O efeito do desenvolvimento dos sistemas sociais de produção
4. A dinâmica cultural dos conjuntos organizados
5. A regulação social de empresa
6. Cinco vias do desenvolvimento social de empresas nos anos 1980–1990
7. Atores de mudança
Conclusão: para um outro modelo social de empresa
Referências bibliográficas








































